quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Garota de 12 anos descobre que, exceto um, todos os demais presidentes dos EUA tem parentesco com a família real britânica (colônia)

""Forças Ocultas” nas tragédias? por Eliezer Rocha

“Quem já passou pelo “suicídio” de Getúlio, pela renúncia de Jânio Quadros, pelo golpe que derrubou João Goulart, pela queda do Avião de Castelo Branco, do Helicóptero de Ulisses Guimarães, pelo acidente que matou Juscelino Kubystchek, pela diverticulite que matou Tancredo Neves, assumindo o seu vice José Sarney, pelo processo político que cassou Collor de Mello, colocando em seu lugar seu vice Itamar, pelo assassinato do maior arquivo do governo Collor, o PC Farias.


Tudo isto noticiado e justificado pelo jornalismo da TV-Globo, me faz lembrar das “Forças ocultas” que sempre aparecem nestas tragédias. O certo é que o pau mandado Aécio não decolou, o Dudu, pelo que se fala agora não se dobraria, não seria um simples capacho. Portanto, a saída fatal do Dudu, abriu as portas para a Marina, um mero joguete, um mero fantoche, uma marionete, nas mãos do PIG e dos barões do capital …

E tem mais:

Por que o HELICÓPTERO DOS PERRELAS e AL/MG com 450 kilos de cocaína foi pulverizado rapidamente pelo PODRE JUDICIÁRIO e a REDE GLOBO, Veja, Folha, Estadão e etcs não falou nada e o dono do NOVOJORNAL continua preso politicamente por falar dos malfeitos dos AECIOPORTOS??? …

A mesma embaixadora americana que conduziu o GOLPE BRANCO no PARAGUAI se encontra comandando a embaixada americana em Brasilia e os movimentos de CAOS, com participação ativa da CIA, FBI, NSA e etcs., tentaram desde de junho/2013 com participação ativa do Joaquim Barbosta o GOLPE BRANCO no Brasil, mas, o povo brasileiro reagiu e não deixou, e o traíra da pátria o BARBOSTA, saiu pelas portas do FUNDO do JUDICIÁRIO BRASILEIRO, a mesma CIA, FBI, NSA esta aqui para ajudar ou fazer um arrumadinho sobre o incidente ou acidente do jatinho do EDUARDO CAMPOS, vai saber??? …

Por que a policia federal não consegue colocar nenhum político da oposição na cadeia, pois, eles estão envolvidos em todos os bilionários roubos dos cofres públicos brasileiro, Por quê?...

Por que o MPE, MPF, TC, TCU, STJ, STF, CNJ defendem de unhas e dentes os políticos da oposição, empresários e pessoas ricas envolvidos em crimes e roubos do dinheiro publico, Por quê? …

Por que a REDE GLOBO não pagou o DARF de 2 bilhões? A funcionaria corrupta da RECEITA FEDERAL continua solta pelo HC CANGURU do GILMAR MENDES, POR QUÊ? …

Por que foram dados HCs CANGURU pra GAUTAMA, ROGER O ESTUPRADOR, DANTAS, CELSO PITTA, NAGI NAHAS, PREFEITO DE AMERICANA, e outros políticos ladroes do PSDB em tempo Record? …

Por que AÉCIO, SERRA, ALCKMIN, BETO RICHA, PERILLO, DEMÓSTENES, CACHOEIRA, AZEREDO, ARRUDA, COUTO, ALVARO DIAS, ANASTAZIA e etcs não estão presos no interior de uma cadeia, de preferência na PAPUDA? PORQUE... sabotagem política sim, pois a superquadrilha esta protegendo eles…só o povo não vê???”"

http://olhonotexto.wordpress.com/2014/08/19/forcas-ocultas-nas-tragedias-por-eliezer-rocha/

terça-feira, 19 de agosto de 2014

ONDE SURGIU O MENSALÃO?

“É um crime o currículo Lattes”, diz Marilena Chauí

Esquema de transição conduzido pela oligarquia resultou na escolha de um“tirano”, diz Ciro Correia ao abrir os trabalhos

A universidade brasileira submeteu-se à ideologia neoliberal da sociedade de mercado, ou “sociedade administrada” (Escola de Frankfurt), que transforma direitos sociais, inclusive educação, em serviços; concebe a universidade como prestadora de serviços; e confere à autonomia universitária o sentido de gerenciamento empresarial da instituição.

Em repetidas manifestações, o reitor da USP revela seu “lugar de fala”, sua afinação com esse ideário, ao recorrer ao vocabulário neoliberal utilizado para pensar o trabalho universitário, que inclui expressões como “qualidade universitária” (definida como competência e excelência e medida pela “produtividade”) e “avaliação universitária”. Foi o que sustentou a professora Marilena Chauí ao proferir sua Aula Magna sobre o tema “Contra a Universidade Operacional”, em 8/8, que lotou com centenas de pessoas o auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP).

Nesse contexto, a USP, como suas congêneres, transformou-se numa “fábrica de produzir diplomas, teses”, tendo como parâmetros os critérios da produtividade: quantidade, tempo, custo. “Esse horror do currículo Lattes. É um crime o currículo Lattes! Porque ele não quer dizer nada. Eu me recuso a avaliar alguém pelo Lattes!”, disse Marilena. As frases fortes mereceram da plateia aplausos entusiasmados.

“Vejo as pessoas desesperadas porque perderam 7 ou ganharam 7 da Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior]. Não significa nada. ‘Quero ser 7 porque Porto Alegre é 7’. A gente incorporou a competição pelas organizações, pela eficácia”, destacou Marilena. Mais tarde, acrescentou: “Fuvest e Lattes são a prova da estupidez brasileira”.

“Tirano”

Antes da Aula Magna, o professor Ciro Correia, presidente da Adusp, fez um rápido discurso sobre a gravidade da crise em curso na USP. Ele chamou a atenção do auditório para “o ataque explícito da Reitoria e do governo estadual à concepção que sempre defendemos: de implantação e desenvolvimento de uma universidade democrática, pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada”.

Ciro disse que a administração da universidade “se sente à vontade para governar à revelia de qualquer preocupação com legitimar suas diretivas, ou sequer chancelá-las nas instâncias internas de deliberação, por mais inadequadas que sejam”, e criticou com dureza a oligarquia que controla a USP: “O processo que chegou a ser referido como ‘a rebelião dos diretores’, que conduziu ao esquema de transição nos marcos da reunião do Conselho Universitário de 1º de outubro de 2013, supostamente para nos salvar da perspectiva de continuidade da descontrolada gestão anterior, acabou por definir um amplo espectro de apoios para uma candidatura que, como todos podem constatar, nos outorgou antes um tirano do que um reitor”.

Por fim, o presidente da Adusp conclamou os presentes a se engajarem com determinação no movimento de greve, seja cobrando posições dos colegiados “quanto às ações ilegítimas e violentas da Reitoria, como no caso do inaceitável confisco dos salários decorrente dos cortes do ponto dos funcionários”, seja participando “da nossa caminhada do próximo dia 14 de agosto, no início da tarde, seguida de ato conjunto das universidades e do Centro Paula Souza diante do Palácio dos Bandeirantes”.

Fragmentação

Na sua exposição de uma hora, a professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) esmiuçou o processo por meio do qual a universidade pública brasileira vem sendo transformada e descaracterizada, desde os anos 1970, deixando de ser uma instituição social para tornar-se uma organização, isto é, “uma entidade isolada cujo sucesso e cuja eficácia se medem em termos da gestão de recursos e estratégias de desempenho e cuja articulação com as demais se dá por meio da competição”.

A “universidade operacional” corresponde à etapa atual desse processo, segundo Marilena. De acordo com ela, “a forma atual de capitalismo se caracteriza pela fragmentação de todas as esferas da vida social, partindo da fragmentação da produção, da dispersão espacial e temporal do trabalho, da destruição dos referenciais que balizavam a identidade de classe e as formas da luta de classes”. A passagem da universidade da condição de instituição social (pautada pela sociedade e por uma aspiração à universalidade) à de organização insere-se, diz Marilena, “nessa mudança geral da sociedade, sob os efeitos da nova forma do capital, e no Brasil ocorreu em três etapas sucessivas, também acompanhando as sucessivas mudanças do capital”.

Na primeira etapa (anos 1970, “milagre econômico”), a universidade tornou-se “funcional”, voltada para o mercado de trabalho, sendo “prêmio de consolação que a ditadura ofereceu à sua base de sustentação politico-ideológica, isto é, à classe média despojada de poder”; na segunda etapa (anos 1980), passou a ser “universidade de resultados”, com a introdução da ideia de parceria com as empresas privadas; a terceira etapa (anos 1990 aos dias de hoje), em que virou “universidade operacional”, marca o predomínio da forma organização, “regida por contratos de gestão, avaliada por índices de produtividade, calculada para ser flexível”, estruturada por estratégias e programas de eficácia organizacional e “por normas e padrões inteiramente alheios ao conhecimento e à formação intelectual”.

A tecnocracia associada a esse modelo, explicou, “é aquela prática que julga ser possível dirigir a universidade segundo as mesmas normas e os mesmos critérios com que se administra uma montadora ou um supermercado”. De modo que se administra “USP, Volks, Walmart, Vale do Rio Doce, tudo da mesma maneira, porque tudo se equivale”.

Metamorfose

“A metamorfose da universidade pública em organização tem sido o escopo principal do governo do Estado de São Paulo”, denunciou Marilena. Ela argumentou que a reforma do Estado adotada pelo governo FCH (1995-2002) e efetivada pelos governos estaduais do PSDB, particularmente o de São Paulo, pautaram-se pela articulação com o ideario neoliberal (Estado mínimo, privatização dos direitos sociais) e, no caso do ensino superior, realizaram a agenda de mudanças preconizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a reestruturação das universidades da América Latina e Caribe, em 1996, e baseada na redução das dotações orçamentárias públicas às instituições de ensino superior.

“Penso que a expressão perfeita dos desígnios do governo do Estado e do BID se encontra na carta enviada pelo reitor da USP aos docentes em 21 de julho de 2014”, afirmou a professora. “Sei que se tem debatido a falsidade dos números apresentados por ele, a manipulação. A carta me interessa pelo vocabulário que ele usa. Ele começa a carta se referindo a nós como o custeio. Somos o custeio, não somos o esteio da Universidade. A partir daí já está tudo dito. Ele não começa pelas obras que foram feitas sem necessidade, pelo esparramamento da USP pela cidade. Não. Ele começa por nós”, enfatizou.

“O reitor não está usando essa linguagem porque caiu de paraquedas no mundo e equivocadamente fala nessa linguagem. Ele tem uma concepção de universidade, uma concepção política, uma concepção do conhecimento, uma concepção do saber. Minha fala vai na direção de localizar o que é que tornou possivel a um reitor da USP dizer as coisas que ele diz”.

Ao longo da leitura do texto que preparou para a ocasião, Marilena fugiu do roteiro para fazer comentários bem-humorados e sarcásticos que provocavam gargalhadas ou fortes aplausos do auditório. “O PSDB é o filho revoltado do MDB. Eles estão aí há 30 anos! Eu quero alternância de governo”, disse, ao comentar conversa que manteve com um grupo de jovens.

A Aula Magna foi coordenada pelo professor João Zanetic (IF) e pela professora Priscila Figueiredo (FFLCH), que mediaram intervenções e perguntas de participantes à professora Marilena Chauí.

Foto: Daniel Garcia
Fonte: ADUSP, Seção Sindical do ANDES-SN

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Tragédia e desespero O declínio de Aécio e a morte trágica de Campos abriu para o mercado aquilo que seus operadores classificam como uma janela de oportunidade

A tragédia que tirou a vida de Eduardo Campos explodiu na política brasileira em vários sentidos. Mas também em nossa cabeça ao pulsar zonas involuntariamente congeladas onde hiberna a pedagogia que existe na dor.

O imponderável da história cobra penitência do menosprezo nessas horas.

Dimensão desdenhada pela atribulação e/ou a soberba , as rupturas pessoais ou coletivas imprimem transparência curta, mas vertiginosa, à impostura das miudezas que se avocam em pétreas balizas do presente e do futuro, até emergir o rosto da catástrofe.

A finitude humana precisa ser abstraída para permitir sentido à existência social, retruca o instinto de sobrevivência. Nesse desvão o capitalismo naturaliza e arrancha as leis de mercado nas formas de viver e de produzir, anestesiando a alma e o cotidiano da sociedade.

Permuta-se angústia existencial por compulsão comercial.

Consumir para existir.

E vice-versa.

A circularidade é autossustentável.

Não é a consciência que determina a vida; a vida determina a consciência. E nela o limite do cartão de crédito é mais sagrado que o tesouro fátuo da existência.

Diante da natureza humana intrinsecamente cultural o capitalismo não se contenta com menos do que ser a respiração dessa segunda pele.

Libertá-la da servidão seria o papel da política, entendida como ponto de fusão entre a filosofia e a economia, entre a luta pela sobrevivência e a realização do potencial humano.

Para ser ruptura sem ser tragédia a política deve escancarar nas mercadorias que nos cercam as relações econômicas que nos aprisionam.

Nessa condição se torna a consciência histórica da existência social para identificar na ‘forma fantasmagórica de uma relação entre coisas’ aquilo que, na verdade, é uma relação social determinada entre os homens.

Ou seja, os produtos do engenho humano não tem ‘vontade própria’, os mercados não são racionais e os seres humanos não são objetos a serem explorados uns pelos outros.

Romper o lacre do fetiche que nos circunda e subjula: essa é a emancipação que se espera da política.

O impacto desse 13 de agosto na política brasileira ajuda a enxergar, nas breves horas que correm, o abastardamento dessa dimensão libertadora que ela deveria ter.

Em primeiro lugar, avulta a sofreguidão dos que buscam uma tapagem.

Qual? Qualquer uma desde que conjure o risco, por modesto que seja, de um passo miúdo em direção oposta à hegemonia ‘da coisa’ humanizada sobre os ‘sujeitos’ coisificados .

O mercado desabou quando soaram as primeiras informações sobre o desastre aéreo ocorrido manhã de 4ª feira em Santos.

Não porque o ex-governador Eduardo Campos estivesse entre os mortos. Mercados não choram.

Mas pelo temor de que Marina Silva não se incluísse mais entre os vivos.

Subiu, em seguida, quando se confirmou que a ex-ministra teria viajado em outro avião, de carreira.

Não porque o mercado alimente em relação a ela simpatias ideológicas ou empatias pessoais. O valor da natureza para o mercado é aquele atingido pelas commodities em Chicago.

Na nervosa preocupação manifestada com a sorte de Marina pulsava na verdade a grande confissão escancarada pela tragédia desta 4ª feira: ninguém acredita mais em Aécio no mercado.

Comprado inicialmente como o engate capaz de reconduziu os centuriões do dinheiro ao comando do Estado, o tucano depreciou-se como um avião em pane na calculadora de seus fiadores.

Desde que derrapou no aeroporto do tio Múcio, em Claudio (MG), e não mais se levantou, deixou evidente sua limitação política, moral e intelectual para levar a bom termo o roteiro contratado.

No rescaldo da tragédia de 4ª feira, o conservadorismo em peso intima Marina a se oferecer como escada para levar o projeto neoliberal ao segundo turno contra Dilma.

Colunistas do dispositivo conservador evocam os astros na tentativa de sensibilizar o messianismo : ‘Presidência é destino’, sentenciam sacudindo com as mãos os ombros magros de Marina.

Dela não se espera nada, exceto isso: ser o suporte capaz de comboiar os centuriões do mercado que patinavam no chão mole escavado por um Aécio.

Essa a dimensão de sua sobrevivência que preocupava os mercados num primeiro momento.

No mesmo dia em que um vento traiçoeiro selava a carreira política de Eduardo Campos, um fórum em São Paulo reunia a fina flor dos interesses que agora assediam Marina Silva a ‘cumprir o seu destino’.

Organizado por uma revista de economia, no Hote Unique, na capital paulista, o evento que previa a participação de Campos, teve como debatedores, entre outros, José Berenguer , presidente Banco JP Morgan; Paulo Leme, presidente do Conselho de Administração do Banco Goldman Sachs e Armínio Fraga, representante de Aécio Neves.

O consenso das intervenções condensa a única plataforma que de fato interessa do ponto de vista do conservadorismo.

Aquela que restaura a supremacia dos mercados sobre os tímidos passos dados nos últimos anos em direção a uma democracia social que coordene os rumos da economia e o destino da sociedade.

A saber: tarifaço nos serviços sem compensação salarial; câmbio livre e arrocho fiscal; alta de juros para devolver a inflação à meta e elevar o superávit primário.
Uma agenda à procura de um portador eleitoralmente capaz de leva-la ao segundo turno da disputa presidencial de outubro.

O declínio de Aécio e a morte trágica de Eduardo Campos abriu para o mercado aquilo que seus operadores costumam classificar como ‘uma janela de oportunidade’.

A janela é Marina.

A oportunidade é fazer dela o cavalo de Tróia da restauração neoliberal no Brasil
Falta combinar com a ex-senadora que um dia foi parceira de Chico Mendes, fundadora do PT e referência da esquerda na luta ambiental.

Façam suas apostas, a roleta vai girar. E tem muito dinheiro em jogo nessa rodada.


por: Saul Leblon 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A caixa preta do NIÓBIO. Governo de MG detém comando da maior reserva mundial do minério.

Em 2005, na CPI dos Correios, o publicitário Marcos Valério, operador do mensalão, fez uma ironia com a caixa-preta do nióbio. Ele declarou que o contrabando de nióbio é que sustentava partidos políticos.

Nióbio. Essa pequena palavra tem sido um grande tema, mas muita gente não entende porquê, eu também não entendia. Não estudo química, nem sei muito sobre seu uso na indústria, mas queria saber o porque de tanta revolta, então fui pesquisar. Curiosamente, existem estudos sobre a reserva e os preços praticados aqui mesmo no brasil, mas são pingados, por isso apelei para as pesquisas estrangeiras, e foi aí que eu entendi tudo.

Tudo o que você precisa saber sobre o nióbio é que ele tem várias funções, sofreu uma alta valorização desde 2000 e que nós temos 98% das reservas no mundo. Saiba também que temos apenas um concorrente, o Canadá, pois a produção de Nióbio em outros países é tão pequena que nem chega a ser contabilizada. Ressalto que os Estados Unidos considera o nióbio como um metal estratégico, por ser indispensável à indústria e segurança nacional, e mesmo assim, somente 10% da indústria mundial o utiliza, ou seja, ainda temos 90% em potencial.

Agora vamos a uma aula de economia: Se só existem dois lugares que vendem um produto que você PRECISA em alta escala, e somente um deles possui um estoque grande o suficiente para suprir suas necessidades, esse fabricante pode determinar um alto valor de revenda, mesmo possuindo produtos que podem substituí-lo, pois esse é o produto preferencial (numa comparação tosca, você pode até beber água numa festa, mas o que você realmente quer é uma cervejinha).

O problema é que o Brasil não faz isso. A exportação de nióbio, e consequentemente sua demanda, aumentou 400% em 10 anos, em 2011 (dado mais recente disponível no Brasil), exportamos mais de 70 mil toneladas da liga Nióbio e ferro (a mais barata no leque de produtos de nióbio). Ganhamos 26.000 dólares por tonelada. Nessa hora você pensa, uau, tudo isso? E se eu te contar que a pesquisa do ano passado do governo americano calcula que a tonelada de nióbio valia 41.000 dólares em 2011? Se eu disser que, segundo pesquisa de empresa canadense, o preço médio do nióbio por tonelada chegava a 46.000 dólares na mesma época?

A conta negativa é de 20 mil dólares por toneladas no último caso, ou seja, uma perda total de 1 bilhão de dólares no ano de 2011. Eu até concordo que venda em massa tenha um desconto, mas quase 50% de desconto é palhaçada. O ministério público mineiro investiga que o subfaturamento seja intencional. A CBMM, líder em exploração de nióbio, com 84% do mercado mundial, explora uma reserva em Araxá – MG, mas possui subsidiárias no exterior, o MP mineiro trabalha com a hipótese de que o nióbio sai do país a um preço muito menor do praticado mundialmente e é revendido pelas subsidiárias internacionais da CBMM pelo preço de mercado. Acontece que, além da perda de impostos e royalties pro país, o estado de Minas Gerais perde diretamente, já que parte do lucro da empresa pertence ao estado que arrendou as minas em 1976, fato que também é investigado pelo MP, visto que não foi feita licitação na época, o que tornaria a exploração da empresa ilegal.

Como se não fosse o bastante, em março de 2011, a CBMM, que pertencia à família Moreira Sales, totalmente brasileira, vendeu 15% da empresa a um consórcio japonês e coreano, e outros 15%, ao final do ano, a um consórcio chinês. Ou seja, 30% da maior exploradora de nióbio em solo brasileiro pertence, hoje, a empresas estrangeiras. O MP mineiro também vê ilegalidade nessas transações.

Em poucas palavras, o Brasil possui a maior reserva de nióbio do mundo, que deve durar mais de 400 anos, mas é roubado. O metal sai subfaturado do país e é revendido por quase o dobro em outros países, a perda chega à casa dos bilhões de dólares. Existem na internet duaas petições buscando proteger o nióbio uma na Avaaz e outra no Change.org. É preciso divulgar o assunto, nióbio é uma riqueza brasileira que precisa ser preservada e ter parte de seus lucros transformados em benfeitorias no país. Passe a mensagem adiante.
A caixa-preta do nióbio

Promotores de Justiça preparam um arsenal de documentos para abrir a caixa-preta da exploração de nióbio em Araxá. O mineral é explorado com exclusividade pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), de propriedade da família Moreira Salles, que fundou o Unibanco.

Privilégios

O Ministério Público de Minas Gerais pretende usar esses documentos para entender como a CBMM tem o privilégio de extrair o mineral, considerado um dos mais estratégicos do mundo, sem licitação, há mais de 40 anos.
Acordo
O Governo de Minas Gerais detém a concessão federal para explorar a jazida, mas arrendou à CBMM sem nenhum critério.



Razões
Em 1972, o Estado constituiu a Companhia Mineradora de Piroclaro de Araxá (Comipa), para gerir e explorar o nióbio, em Araxá. Como não tinha know-how, à época, definiu que arrendaria 49% da produção do nióbio para a CBMM, sem licitação.

Mudança
Depois da investigação e análises da papelada, o Ministério Público quer acabar com farra e obrigar o Governo de Minas a abrir licitação para a exploração deste que é o maior complexo mínero-industrial de nióbio do mundo.

Importância
O nióbio produzido em Araxá responde por 75% da produção mundial. A produção anual é de 100 mil toneladas da liga de ferronióbio. O mineral de Araxá tem reserva para ser explorada por mais de 400 anos.

Contrapartida
Pelo contrato atual, a CBMM concede 25% da participação nos lucros ao Governo do Estado, via Companhia Mineradora de Minas Gerais (Codemig), que incorporou a Comipa.

Sócios
Um consórcio chinês pagou US$ 1,95 bilhão por uma participação de 15% na exploração de nióbio.

Ironia
Em 2005, na CPI dos Correios, o publicitário Marcos Valério, operador do mensalão, fez uma ironia com a caixa-preta do nióbio. Ele declarou que o contrabando de nióbio é que sustentava partidos políticos.

Utilizações

O mineral é empregado na produção de aços, especialmente nos de alta resistência e baixa liga, utilizados em automóveis e tubulações para transmissão de gás sob alta pressão.

Avançado
O nióbio também é aplicado em superligas que operam a altas temperaturas, em turbinas de aeronaves a jato e em foguetes espaciais. Existem somente três minas de nióbio em todo o mundo.

Em voga
O mineral ganhou notoriedade em 2010, quando documentos do governo dos Estados Unidos foram vazados pelo site Wikileaks. Eles citavam as minas de nióbio de Araxá e Catalão (GO) no mapa de áreas estratégicas para os EUA.
Em Araxá/MG está a maior reserva mundial de nióbio, ou seja, sob o comando do Governo Mineiro.

NIÓBIO ENTREGUE – O Nióbio, riqueza que poderia significar a redenção da economia mineira e nacional, foi entregue, através de operação bilionária e ilegal, a empresa estatal japonesa, Japan Oil, Gas and Metals National Corporation, em parceria com um fundo de investimento coreano que representa os interesses da China. Este é o final de um ruidoso conflito instalado no centro do Poder de Minas Gerais que vem sendo, nos últimos dois anos, de maneira omissa e silenciosa, testemunhado pelo governador Antônio Anastásia.

AÉCIO E A CODEMIG

Desde 2002 o então governador e atual senador Aécio Neves entregou a condução das principais decisões e atividades econômicas do Estado de Minas a Oswaldo Borges da Costa, que assumiu a função estratégica de presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG). Criou um governo paralelo, onde as principais decisões sobre obras e investimentos das estatais CEMIG, COPASA, DER/MG, DEOP e das autarquias de MG ficaram a cargo de “Oswaldinho”.



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Golpistas Religiosos Em Ação


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Rossi e o discurso do ódio


Por Miguel do Rosário, postado em agosto 12th, 2014

Clovis Rossi escreveu hoje em sua coluna contra o discurso do ódio, e menciona “métodos fascistóides de patrulhas petistas”.

Esse é o novo passo da sistemática campanha de criminalização da política: criminalizar a militância política digital.

Na verdade, é um passo que vem sendo dado há tempos, mas que se intensifica agora, quando se percebe que a militância digital é o único contraponto de que dispõe Dilma Rousseff contra os ataques que sofre na grande mídia.

E agora, com o manchetômetro, não dá mais para esconder que a mídia faz campanha contra Dilma e contra o PT.

Clovis Rossi, na Folha, e Merval Pereira e Marco Antonio Villa, no Globo, tentam pintar a militância digital como um bando de deliquentes virtuais.

Isso é perigoso, porque há juízes ideológicos, que acreditam nessa falácia.

O próprio Aécio faz questão de criminalizar as críticas que recebe na rede. Ele repete a todo momento: é crime, é crime, é crime.

Há poucas semanas, uma garota no Rio de Janeiro teve todos seus equipamentos apreendidos pelo Ministério Público porque deu uma curtida numa página anti-Aécio.

A notícia repercutiu até mesmo na BBC.

O Viomundo fez uma boa cobertura do caso, lembrando que a Folha deu a notícia em tom de grande escândalo (contra a garota, claro, e a favor da perseguição estatal).

Não podemos deixar que a campanha de criminalização da política chegue a esse ponto. Por isso, faço questão de responder aos pontos elencados por Clovis Rossi, até porque não o considero um tucano furibundo e sem escrúpulos como Marco Antonio Villa ou Merval Pereira. Acho que ainda lhe restam alguns neurônios democráticos.

 Prezado Rossi,

em primeiro lugar, dê uma olhada nos comentários aprovados nos próprios sites da Folha. O que houve no Wikipédia de Miriam Leitão e Sardenberg é fichinha perto disso. Aquilo foi bobeira. Dizer que as análises de Miriam são “desastradas”? Ora, Rossi!

Em segundo lugar, não há ainda nenhuma prova contra nenhum servidor do Planalto, nem contra ninguém ligado ao PT. Pode até ter sido algum aloprado petista, mas pode também ter sido obra de um espertinho tucano. Ou de um prestador de serviço sem conexão partidária. Ou até mesmo petista, mas sem nenhuma ligação partidária. Vale lembrar que não é apenas o PT que tem críticas a Miriam Leitão e a Sardenberg.

Em terceiro, leia O Cafezinho e confira que Ips das redes públicas do governos de Minas e São Paulo também foram usados para alterar centenas de páginas na Wikipédia. Nem Raul Seixas escapou.

Eu tenho críticas também à militância petista, mas atente para uma coisa. Ao generalizar uma crítica tão grave para uma militância de um partido inteiro, quem está sendo fascistóide é você. A militância petista tem de tudo. Tem idosos, adolescentes, pessoas com problemas emocionais, pessoas sem problemas emocionais, intelectuais renomados, atores famosos, acadêmicos, atletas, trabalhadores braçais, infiltrados. Tem gente boa, gente menos boa, gente ruim, gente maravilhosa e gente sem caráter.

Entretanto, o mais grave em sua crítica é não olhar o próprio rabo.

Meses atrás, a Folha entrevistou e deu grande cartaz a Bruno Toscano, militante de direita. Deu página inteira para ele no jornal, e o pôs na TV Folha, exibida na TV aberta pública de São Paulo.

Olha como o rapaz se manifesta nas redes.

Não é só ele. Os exemplos são infinitos.

Em momento algum eu vi o senhor se manifestar contra o “discurso do ódio” que se proliferava perigosamente na rede, incluindo aí um assustador crescimento da pregação em prol de uma nova ditadura militar.

A gente, na blogosfera, denunciava todo o dia que o ódio político atingira níveis perigosíssimos. E você e seus colegas de jornal, quietos.

Ora, a mídia brasileira é a primeira a incentivar o ódio político. Ela parece se incomodar apenas quando as paixões se voltam contra ela mesmo e contra seus políticos de estimação.

Aí o ódio não vale mais. Aí é crime.

Em pleno processo eleitoral, quando é normal que os ânimos se exaltem, quando faz parte do jogo que a militância do PT ataque o candidato do PSDB, assim como a militância do PSDB ataque a candidata do PT, você vem falar em “métodos fascistóides”?

Que “métodos fascistóides”?

O caso do Wikipédia é um exemplo fascistóide, ao contrário, de manipulação da notícia, pois tentou se vender à opinião pública que se tratava de algo orquestrado pelo Palácio do Planalto, quando é óbvio que isso não faz sentido. Não tem lógica.

Quando um governo quer atacar um jornalista, certamente não é fazendo alteração na página da Wikipédia e deixando o rastro do IP. O caso prejudicou muito mais ao governo do que aos jornalistas, embora alguns analistas na blogosfera achem que a mídia, ao tentar politizar a questão, pode ter sim prejudicado aqueles a quem fingia defender.

Eu sou um apenas um blogueiro. Não tenho espaço em nenhuma concessão pública de TV, como tem Miriam Leitão e Sardenberg, e mesmo assim sou alvo de ataques virulentos na internet. Diariamente.

Nem por isso vou ficar me lamuriando contra “métodos fascistóides” de meus detratores. Podem me criticar quanto quiser. É do jogo, é da democracia. Sempre que eu posso, eu respondo pessoalmente cada crítica.

Só não quero que me impeçam de trabalhar, como fizeram com a jornalista carioca, cujos equipamentos foram todos apreendidos, ou com aquele jornalista de Minas Gerais, preso há 4 meses sem julgamento, doente, mantido incomunicável.

O que eu considero “método fascistóide” é o que faz Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo, que processa blogueiros por conta de chistes inocentes de internet, manipulando o Judiciário para fazer um magistrado acreditar que as críticas que fiz à empresa onde ele trabalha foram endereçadas à ele pessoa física.

Isso é “método fascistóide”: incluir uma aba “Sentenças Judiciais” em seu site, para se gabar de vitórias judiciais.








E olha o texto que ele divulga sobre minha pessoa:

Eu não não disse que “o jornalista cometia crimes piores do que o magnata Rupert Murdoch”.

É muita má fé. O parágrafo – e isso está no próprio processo que Ali Kamel moveu contra mim, portanto ninguém pode me acusar de ter adulterado o texto – é este:

“É inacreditável que o diretor de jornalismo da empresa que comete todo o tipo de abuso contra a democracia, contra a dignidade humana, a empresa que se empenha dia e noite para denegrir a imagem do Brasil, aqui e no exterior, cujos métodos de jornalismo fazem os crimes de Rupert Murdoch parecerem estrepolias de uma criança mimada, pretenda processar um blogueiro por causa de um chiste!” – See more at: http://www.ocafezinho.com/2013/11/06/ali-kamel-processa-cafezinho/#sthash.bH1QqBlU.dpuf

Ora, me parece cristalino e evidente que eu me referia à empresa, e não a Ali Kamel (embora também não vejo que crime eu teria cometido se o fizesse, em se tratando de uma opinião política emitida contra uma personalidade pública, cujo nome aparece várias vezes por dia nos créditos dos noticiários de uma concessão pública). É simples megalomania de Ali Kamel, porém, achar que eu o acusaria de cometer “todo o tipo de abuso contra a democracia”, até porque ele está à frente da Globo há pouco tempo, e minhas críticas se destinavam ao histórico da empresa desde que ela apoiou o golpe de 64, passando pela edição do debate de Lula X Collor, e o caso das fraudes eleitorais contra Brizola. Leia mais sobre o caso aqui.

Isso sim são “métodos fascistóides”. Assim como também o foram publicar uma ficha falsa da Dilma Rousseff, catada num site apócrifo de internet, na capa da Folha, como se fosse um documento verdadeiro. A cobertura de todo o escândalo do mensalão, por exemplo, foi absolutamente fascista, com uma perseguição torpe dos réus até mesmo dentro do presídio, inventando-se “ligações de celular” e “privilégios”.

“Métodos fascistóides” são características de nossa grande imprensa e, como vemos, de seus diretores, porque ela se consolidou financeiramente, matando seus concorrentes, durante o período fascista da nossa política, o regime militar, cujos arbítrios e violências o jornal onde trabalha Clovis Rossi tentou minimizar, há alguns anos, chamando o período de “ditabranda”. -

See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/08/12/rossi-e-o-discurso-do-odio/#sthash.gSl13UFb.dpuf

Quem Se Importa (Documentário)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Analista alemã confirma: EUA manipulam 'protestos' em todo mundo

Entrevista com Sara Burke, feita pela Folha, traz algumas afirmações bombásticas que o próprio jornal preferiu abafar, dando destaque a trechos mornos. Sara Burke é analista política e trabalha na Fundação Friedrich Ebert em Nova York

A analista política da fundação Friedrich Ebert, ligada à centro-esquerda alemã, com sede em Nova York, é uma das maiores pesquisadores de protestos e manifestações populares do mundo, tendo já escrito diversos livros sobre o assunto.

Burke não tem papas na língua. Separei dois trechos que ilustram o que ela pensa de alguns assuntos mais quentes. Alguém poderia sugerir a FHC que lesse com lupa essa entrevista. Talvez aprendesse a ser menos colonizado.

A analista explica que a razão pela qual o presidente da Ucrânia não assinou os acordos políticos e comerciais com a Europa, em novembro último (o que motivou os protestos), era que eles exigiriam, como contrapartida do governo, uma série de reformas e medidas dolorosas para a população, em troca de empréstimos que o FMI se dispunha a dar.

Engraçado, nunca li isso em nossa imprensa!

Em outra parte da entrevista, Burke é bem direta sobre o patrocínio externo aos protestos: “Isso fica mais complicado – na Ucrânia e na Venezuela, como a Síria – com o fato de as potências externas usarem o confronto local para praticarem suas guerras por procuração.”

Em seguida, a analista lembra uma conversa da Secretária de Estado, Victoria Nuland, com o embaixador americano na Ucrânia, e sugere que isso revela que o governo dos EUA estava tentando “direcionar os protestos para seus próprios objetivos, para aquilo que alguns alegam ser um golpe de Estado contra um presidente eleito e não uma solução democrática.”

Ora, aqui no Brasil, até mesmo setores da ultra-esquerda, como vimos na declaração recente de Luciana Genro, candidata a vice-presidente pelo PSOL, festejaram o golpe na Ucrânia como uma “revolução popular”…

Burke poderia ter acrescentado ainda que o golpe na Ucrânia se deu com financiamento a grupos neonazistas, conforme se pode ver em centenas de fotos e denúncias de dezenas de blogs e sites.

Na imagem, um trecho (já citado) da entrevista:

Artigo de Miguel do Rosário

 

Olá como vai? Eu vou indo e você.......tudo bem...!!!

Você tem como regra de comportamento não falar sobre; política, religião e futebol? Isso se deve ao fato de ter aprendido com a família e escola que tais temas não são de "bom tom"? Pode reconhecer do que se trata.

Na teoria , parece que todos ansiamos por democracia, liberdade, autonomia  e como isso é, ou será possível?

Quando os temas nos quais podemos dizer com clareza nossas posições, valores, credos, são impedidas? Por falarem de nós!


A teoria na prática é outra coisa.


Concordar e praticar essa regra secular, conhecida por tabu, e dependendo pode pode ser totem; quando na idolatria de objetos como brasões, taças,camisas, vestes, coroas, etc; nos coloca no polo oposto da democracia, da liberdade de ser.


Afinal já pensou o que de fato seguir essa pré determinação, faz a você e a todos nós?


Controle social, controle sobre sua autonomia, diante a concordância dessa "máxima social" somos controladas por "alguém" , entregamos nosso poder no lugar de exercermos o que nos é de direito.
Diante a rede social estamos em novo aprendizado , o do compartilhar. A cada vez que falamos , contamos ao outro, é uma oportunidade de nos conhecermos melhor, de ter entendimento sobre nossos pensamentos. Ao dizer ao mundo o que queremos e acreditamos, o mundo nos responde para nos apoiar em sua generosidade.


Portanto ao evitar assuntos de interessede como os mencionados aqui, estamos nos ocultando, omitindo e criando uma cortina de fumaça, entre a nossa essência, e o outro ,criamos confusão, caos que resultam em escolhas equivocadas, dúbias, sem confiança.


Com a intenção de ser cordial, gentil, e "educadas", acabamos por escamotear, criar mais ilusões a nós mesmas . E quanto menos falamos sobre essa essência, menos a praticamos, menos somos capazes de nos conhecer. Os gestos, a fala domesticada a esse nível torna cada vez mais a nossa presença superficial, esvaziada de valores, passível de ser contaminada por idéias equivalentes, sombrias, resultando inclusive na ausência de ética. Uma vez que o dito não tem valor algum, é so efeito , "defeito", social.


Agir com cidadania inclue todas as escolhas que fazemos, nada pode ser "ignorado, omitido, isento".
Afinal qual o motivo de assuntos importantes , que falam de cada um de nós , da qualidade da humanidade praticada, serem mantidos nesse limbo, dos valores medievais? Sendo tabus e totens ?
Os tabus e os totens, não são em si vãos quando ajudam a encontrar harmonia na sociedade que o pratica, caso contrário qualquer que seja a designação é falácia, controle sobre a autonomia de cada um.


Tal escolha e atitudes não é mais cabível no contexto que vivemos.


É nosso desafio iluminar as sombras,reciclar o lixo tóxico colocado por debaixo do tapete.
Se ansiamos por um cotidiano fraterno, seguro, harmonioso, é a nossa responsabilidade criar esse espaço, esse jeito de ser e viver. Deixar de omitir e emitir em voz clara e bom tom, ser única, fazer a diferença.

Estamos no início do apreendizado da democracia, da sustentabilidade, da ética, e somente a atitude franca e corajosa de cada um é que nos garantirá tais conquistas.Sem a coragem de ser quem se é, não há respeito possível, não há compartilhar. Andamos em círculos desodernados e caotícos , e a complexibilidade do hoje fica imcompreensível, chegando a nos imobilizar nas escolhas.
São amarras na evolução, na humanidade e na conquista da felicidade.


Pense nisso e poderemos dialogar, ouvir uma a outra e afinar o conhecimento..... Seu comentário é bem vindo

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Confie no poder do seu voto e jamais confie em pesquisas golpistas


Antonio caleari Malleus holoficarum – o estatuto jurídico-penal da revisão histórica


Trabalho acadêmico sobre o Revisionismo Histórico é aclamado com nota máxima na mais tradicional faculdade do país, figurando entre as melhores monografias de conclusão do curso de Bacharelado em Direito, no ano de 2011. O objeto da pesquisa: a crítica de legitimidade acerca da criminalização da “negação do Holocausto” (em especial o pretendido pelo PL nº 987/07, do ex-Deputado Federal Marcelo Itagiba).

Malleus Holoficarum: O Estatuto Jurídico-Penal da Revisão Histórica na forma do Jus Puniendi versus Animus Revidere

Membro da equipe editorial do portal de mídia alternativa www.inacreditavel.com.br, o acadêmico Antonio Caleari foi avaliado com a nota máxima em sua “Tese de Láurea” (nome atribuído ao trabalho de conclusão de curso desta que é a mais antiga faculdade do Brasil), tendo sido inclusive indicado a compor o seleto grupo que concorreu ao “Prêmio Jovem Jurista” (o qual foi vencido, há pouco, por outros três formandos dessa histórica escola, cuja sede fica no centro de São Paulo).

A tradicionalíssima Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP), também conhecida como Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, criada por decreto imperial de 11 de agosto de 1822. Por estas “Arcadas” passaram grandes personalidades da história nacional.

Concluído em meados de outubro do ano passado, um ano após intensa pesquisa desde a apresentação do projeto inicial, em 2010, o trabalho pretende agregar-se ao estágio atual de discussão jurídica acerca da análise crítica dos “delitos de opinião” vigentes em uma parcela das democracias europeias. A proposta teve por cerne confrontar os princípios constitucionais que norteiam a política criminal do Estado, com as argumentações antirrevisionistas que intentam consagrar o Malleus Holoficarum (dogma histórico, “Martelo do Holocausto”) também em nosso país (respondendo hoje por tal movimento o Projeto de Lei Federal nº 987/07).

A infame bula inquisitorial Malleus Maleficarum, transfigurada no atual e controverso MALLEUS HOLOFICARUM.

Proposta de abordagem absolutamente inédita e cuja profundidade de análise promoveu o (quase) esgotamento dos tópicos possíveis, é nas múltiplas referências bibliográficas e sólido abalizamento téorico que se constatam o rigor metodológico e alta relevância dos aspectos suscitados. Consubstanciou-se em um título que certamente passa a figurar entre as maiores referências no que concerne à produção intelectual cujo objeto científico é o Revisionismo Histórico (observado, naturalmente neste caso, a partir de uma perspectiva essencialmente jurídica, própria dos conceitos manejados).

O Malleus Holoficarum vem a contribuir, pois, para o preenchimento daquela que, até então, se configurava numa considerável lacuna doutrinária acerca de tão ingente polêmica contemporânea.

Abaixo temos o plano de desenvolvimento da obra, seguindo-se do link para compra, direto da editora, do livro que foi lançado a partir desta pesquisa, cuja divulgação e disseminação das ideias nela contidas é francamente encorajada, com o fim último de que as reflexões propostas sejam submetidas à apreciação de toda a comunidade acadêmica. Trata-se, em suma, da complexa teia de quesitos oriunda da oposição entre: o direito de punir do Estado (jus puniendi) versus a Liberdade de Expressão revisionista (animus revidere).

Capítulo 1: Introdução

Capítulo 2: O Jus Puniendi

2.1 Controle social, Direito e o conceito formal de delito
2.2 Bem jurídico-penal: subsídio teórico ao conceito material de delito
2.3 A passagem à tutela transindividual: causa da propositura de um novo modelo teórico
2.4 Formulação do problema

Capítulo 3: Hipóteses de trabalho no estudo da criminalização da negação do Holocausto

3.1 Compêndio da literatura antirrevisionista
3.2 Natureza jurídica e histórico-legislativa do Projeto de Lei Federal nº 987 de 2007

Capítulo 4: O Animus Revidere

4.1 Pressuposto de metadiscussão: um imprescindível corte metodológico
4.2 A liberdade acadêmica em face da tutela estatal de uma “verdade histórica”
4.3 A Indústria do Holocausto e as memórias coletivas em disputa
4.4 Resistência política contra a “extrema-direta” na forma de um direito penal simbólico
4.5 Antissemitismo: o estratagema racial
4.6 Os paradoxos da causa afirmacionista

Capítulo 5: Revisão Editora e o caso Ellwanger

Capítulo 6: Comentários Finais

Referências

Anexo A – Entrevista do ex-Deputado Federal Marcelo Itagiba sobre o Projeto de Lei nº 987 de 2007

Anexo B – Debates no STF acerca das questões de ordem suscitadas no julgamento do caso Ellwanger (HC 82.424/RS)

Anexo C – Os revisionistas e a desobediência civil

Link para download do livro:






quarta-feira, 23 de julho de 2014

O futuro do Brasil nas mãos do Satanismo

video


Repassando ...

Uma forte revelação sobre o futuro do Brasil.


ATENÇÃO: Devido as ameaças o vídeo terá que ser excluído.


Se você puder, BAIXE esse vídeo e ajude a espalhar esse alerta republicando ele.

Vamos compartilhar,

Que Deus nos proteja.


Download do vídeo: https://mega.co.nz/#!p4kHEbwZ!rOgnNQosVJTxH_PaRSjag9bd_IkrTlTREHbNK6QsSZU

 

Assim se divide o mundo político


sexta-feira, 18 de julho de 2014

"O mundo já é muito complexo e turvo para os que se propõem a compreendê-lo honestamente

Por compreensão honesta designo fundamentalmente a atitude intelectual que tem como princípio examinar quaisquer argumentos sem o preconceito ideológico que costuma obscurecer a construção coletiva do diagnóstico da realidade. 

Todos têm, de modo consciente ou não, posições ideológicas prévias, mas essas devem ser sempre submetidas ao teste da realidade; são pontos de partida, não pontos de chegada. Infelizmente, a atitude intelectual de Rodrigo Constantino — como demonstrou Jean Wyllys (relembre aqui), com a clareza devida, em artigo recente — é desonesta, procedendo por reduções, simplificações grosseiras, maniqueísmos sistemáticos, diversos procedimentos que agem no sentido de obscurecer o trabalho público e coletivo da compreensão da realidade (sem falar no abuso da dimensão imaginária das polêmicas — recorrendo sempre a argumentos ad hominem e ridicularizando pessoas famosas, a fim de produzir uma espécie de sensacionalismo intelectual).

Ao contrário, vou propor aqui uma leitura honesta do que considero, até onde li, seus argumentos principais na defesa da pertinência da expressão “esquerda caviar”, com tudo o que ela carrega de desqualificação. Vou fazê-lo porque julgo que por meio dessa expressão pode-se compreender melhor quais os sentidos e as possibilidades efetivas da esquerda no mundo atual.


O argumento principal de Constantino é o que a expressão sugere de cara: haveria uma contradição entre ser de esquerda e usufruir das benesses propiciadas pelo capitalismo às classes sociais mais altas. Admitida essa contradição, segue-se logicamente que os ricos autodeclarados de esquerda são hipócritas, apenas adotando o semblante de uma retórica socialmente valorizada — e que a sua diferença para os ricos de direita está tão somente em que esses últimos não capitulam a coerção social da hipocrisia.


Comecemos então por nos perguntar: o que é ser de esquerda? Sem dúvida, ser de esquerda significa primordialmente considerar a redução das desigualdades econômicas e sociais um objetivo fundamental. Isso, entretanto, não implica necessariamente adotar uma perspectiva anticapitalista utópica, seja nos moldes da experiência efetiva da esquerda no século XX ou de algum modelo a se inventar. Concordo com T. J. Clark, para quem, em vez disso, é preciso que a esquerda contemporânea faça profundamente a experiência da sua derrota, das catástrofes intoleráveis por ela produzidas, e se esvazie de sua dimensão utópica, engajando-se antes numa política moderada, operando no interior do capitalismo, “por pequenos passos”, “propostas concretas” agindo no sentido de produzir igualdade em diversos âmbitos.


Provavelmente a experiência de esquerda mais bem-sucedida no mundo hoje é a dos países nórdicos, capazes de dirigir o capitalismo por meio de um Estado pequeno, porém eficaz no sentido de promover equilíbrio social, conciliando assim os princípios do mercado e da seguridade social, da individualidade e do coletivo, em suma, da liberdade e da igualdade (como mostrou ampla matéria da revista “The Economist”, recentemente). 



Ser de esquerda não implica portanto um anticapitalismo sistêmico e revolucionário — concordo ainda com T. J. Clark quando escreve que, nas condições atuais, a esquerda moderada é que é revolucionária —, cuja prova pessoal de coerência seria uma espécie de franciscanismo, de resto inútil. Mas sim engajar-se, seja por qual via for, na luta pela promoção da igualdade de direitos (conforme fazem, cada um a seu modo, as pessoas desqualificadas por Constantino como símbolos da “esquerda caviar”: Wagner Moura, Regina Casé e Gregorio Duvivier, entre outros).

É oportuno desconstruir outra suposta contradição. Segundo Constantino, os membros da “esquerda caviar” costumam criticar instituições, notadamente a polícia, mas recorrer a elas quando necessário. Deveria ser escusado lembrar que a crítica é um princípio democrático de aperfeiçoamento, e não um instrumento de negação absoluta.


 Quando pessoas de esquerda criticam a polícia, não estão a defender sua extinção, ingênua ou irresponsavelmente; antes repudiam a sua ação hierarquizante, logo antidemocrática.

O que nos leva a um último aspecto da expressão. Ao negar a possibilidade de cidadãos de classe média e alta serem de esquerda, é nada menos que a mediação social da solidariedade o que se está anulando. Parece ser impossível para Constantino assimilar a ideia de que há pessoas dispostas a defender causas igualitárias mesmo em detrimento de suas vantagens pessoais. Mas, pasme, é precisamente isso o que, como princípio, define a esquerda."

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Faixa de Gaza: Facebook retira páginas com ameaças a jornalista

Um post da jornalista Deborah Cattani, 25 anos, trouxe o conflito do Oriente Médio entre israelenses e palestinos para o Facebook. Deborah, judia moradora de Porto Alegre, que passou um tempo em Israel a 15 minutos da Faixa de Gaza, escreveu que é desumano o que estado israelense está fazendo: “Mais desumano que o holocausto, mais duradouro que o holocausto, mais pertinente que o holocausto, pois hoje em dia todo o mundo pode ver com os próprios olhos e mesmo assim, poucos reagem.”

Ela acrescentou que tem muitos amigos judeus, mas cada vez menos. “Cada vez que um deles posta um heil Israel no Facebook ou qualquer coisa dizendo ‘matem os árabes’, eu tenho um amigo a menos. Se vocês já assistiram o filme A Onda, é exatamente isso que o governo israelense faz com seus jovens. Já tive treinamento militar israelense, sei como funciona toda a lavagem cerebral e até entendo porque funciona, afinal, somos pobres vítimas.”

Este post colocado no ar na sexta-feira, 11, provocou uma série de respostas entre prós e contra o conflito, alguns agressivos, outros carinhosos, com ódio, ou pedindo paz. Até aí, tudo bem, mas hoje Deborah incluiu outro post: “Eu estou recebendo ameaças de toda a comunidade judaica de Porto Alegre, São Paulo e até, pasmem, Buenos Aires. Já estou na lista negra.”

As declarações de Deborah, antes publicadas somente para amigos, acabaram se tornando públicas e difundidas por milhares de pessoas. Nesta segunda-feira, já eram quase 12 mil compartilhamentos. Também os comentários ao post, contra e a favor, se multiplicaram. O problema é que o debate acabou muitas vezes em ofensas mútuas entre os internautas que leram a postagem. Mas o que mais assustou Deborah foram as ameaças, algumas veladas, outras bem diretas.

“Estou assustada, sim. Não nego”, diz ela sobre algumas das mensagens recebidas. “As piores ameaças são as indiretas de pessoas da família, isso machuca”, lamenta. Outras, mais fortes, dizem que ela deveria “ser largada em Gaza para ser estuprada”.

Em uma mensagem privada, ainda mais grave, um usuário do Facebook ameaça: “Sua vagabunda. Não seria surpresa você acabar sofrendo um acidente por aí, pois não vai conseguir saber quem são as pessoas que te esperam em frente a sua casa, as pessoas que andam atrás de você. Cuidado heim. Shalom.”

Um pouco depois, Deborah escreveu o derradeiro post sobre o assunto, por enquanto: “A página que vinha me perseguindo foi excluída do Facebook! Pra vocês verem como pessoas infundadas não conseguem levar o debate adiante e, além de baixarem o nível, não aguentam as consequências de seus atos.

Quero dizer mais uma coisa, e vai ser o meu último post sobre o assunto por um bom tempo, em nenhum momento preguei ódio aos judeus, ou a Israel. Sinto vergonha das atitudes perpetradas por eles e admito isso com dor no coração, pois, por pior que seja a situação, também faço parte desta cultura.

Também sou contra o Hamas, mas isso não faz de mim uma cega e ignorante que vai se deixar levar pelo amor de uma pátria. Patriotismo e religião devem ser separados no quesito Oriente Médio.”

Deborah revelou que a maior ameaça foi da Juventude Judaica Organizada, de São Paulo. “Só que eles tiraram do ar todos os comentários, mas tenho as cópias.” Ela, então, formalizou a denúncia para o Facebook, Twitter e Instagram em relação aos posts mais agressivos.

A página da Juventude Judaica Organizada está fora do ar. Como tudo isso aconteceu segunda-feira,14 de julho, Dia da Liberdade de Pensamento, Deborah citou os artigos XVIII e XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos: – “Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião”; – “Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão”.

Palavra do Rabino

O professor Guershon Kwasniewski, rabino da Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência (Sibra/RS), diz que as citadas ameaças da comunidade judaica não existem. “Deborah está aproveitando a repercussão para se promover. As ameaças não estão publicadas em seu Facebook e podem ter ocorrido ‘in box’. Ela deveria publicar e denunciar à polícia.”

Segundo ele, os posts são uma visão dos fatos de uma judia e por isso deu esta repercussão. “Ela demonstra um ressentimento por algum problema que desconhecemos.” Kwasniewski entende que todo o conflito é deplorável. “Lamentamos a violência, mas entendemos que é um direito de Israel defender sua população civil. É preciso lembrar os fatos iniciais deste conflito, conforme ele. “Três estudantes israelenses foram sequestrados e mortos por terroristas do Hamas.

Depois um palestino de 17 anos foi sequestrado e executado em Jerusalém Oriental. A partir disso, o Hamas passou a lançar foguetes contra a população civil de Israel, único estado democrático do Oriente Médio, que tem o direito de defesa.

Enquanto Israel tenta minimizar a morte de civis em Gaza, avisando para a população se proteger dos ataques, o Hamas usa seus civis como escudo e tenta, a qualquer custo, aumentar o número de mortos civis em Israel, atacando de proposito cidades onde moram 4.5 milhões de pessoas.” (Por Sérgio Lagranha)

Cessar-fogo dura seis horas

O gabinete de segurança israelense, presidido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, aceitou na madrugada desta terça-feira (15) a proposta de cessar-fogo apresentada pelo Egito, disse um porta-voz do governo, uma semana depois de ataques contínuos terem causado mais de 180 mortes. Já o movimento de resistência islâmica Hamas, que controla a Faixa de Gaza, rejeitou a proposta.

“O gabinete decidiu aceitar a iniciativa egípcia para acabar com o cessar-fogo”, disse Ofir Gendelman, porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, no Twitter. Só que a trégua durou apenas seis horas. Aviões israelenses retomaram pela manhã o bombardeio na Faixa de Gaza, em consequência da rejeição do cessar-fogo pelo movimento palestino Hamas.

Diversos ataques foram dirigidos contra o território palestino, em particular, a cidade de Khan Yunis e o bairro de Zeitun, no leste da cidade de Gaza. Poucos minutos antes do início dos novos ataques, o porta-voz do Exército, Peter Lerner, disse em sua conta no Twitter que os bombardeios iriam recomeçar. “Após seis horas de disparos cegos de mísseis sobre Israel, as forças de defesa retomaram suas atividades operacionais contra o Hamas.”

O que vai acontecer em Gaza agora?

As infraestruturas estão destruídas e a população se pergunta quem vai consertá-las ROBERT TURNER 16 JUL 2014

Enquanto estou aqui sentado no meu escritório/dormitório na Cidade de Gaza, escutando os ataques aéreos e os disparos de foguetes, discute-se como acabar com a violência. É algo extremamente desejável, sobretudo para a população civil de Gaza, que tem sido a mais castigada pela atual escalada. Mas quando penso nos 17.000 desabrigados refugiados em escolas, com alguns dos quais conversei na terça-feira, me pergunto o que devem estar pensando disso. Porque eles já viveram tudo isso antes.

Para a maioria, esta guerra é o terceiro desalojamento desde 2009; muitos voltaram exatamente para a mesma sala de aula de antes. Se este possível cessar-fogo terminar da mesma forma que os anteriores, será que essas pessoas vão acreditar que se trata de algo mais do que uma breve trégua? Para Gaza, o retorno à “calma” é um retorno ao oitavo ano de bloqueio. É um retorno a mais para os 50% da população que não têm trabalho nem salário. É um retorno ao confinamento em Gaza e à falta de acesso externo aos mercados, aos empregos e à educação; em suma, à falta de acesso ao mundo lá fora. Por exemplo, se uma das avós com quem conversei na terça-feira quisesse ir estudar na Universidade de Birzeit, na Cisjordânia, ela simplesmente não poderia.

O Governo israelense não tem que demonstrar que essa avó representa uma ameaça concreta para a segurança, já que adotou uma proibição generalizada de que os habitantes de Gaza estudem na Cisjordânia, com base em uma indefinida ameaça à segurança.

A imensa maioria da população está proibida de sair dessa faixa de terra de 356 quilômetros quadrados. Se um dos cultivadores de tomate com quem me encontrei na terça-feira encontrar um comprador para seu produto em Paris, Peoria ou Praga, ele pode, sob determinadas condições, embalar os tomates e enviá-los através do único posto de fronteira comercial aberto, de onde seguiriam para o porto de Ashdod ou o aeroporto Ben Gurion (dois dos pontos mais vulneráveis de Israel em relação à segurança).

Mas, infelizmente, não há mercado para os tomates de Gaza em Paris, Peoria ou Praga. Há mercado para os tomates de Gaza em Israel e na Cisjordânia, mas esse agricultor não tem permissão para vender seus tomates por causa dessa mesma indefinida ameaça à segurança.

Os idosos com quem me reuni na terça-feira se perguntam como poderão ter acesso aos postos de saúde após este cessar-fogo. Exceto pelos serviços oferecidos por nós, da Agência da ONU para os Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA, na sigla em inglês), e por alguns centros médicos particulares e de ONGs, o sistema público de saúde está afundando.

As infraestruturas estão destruídas e a população se pergunta quem terá o papel de consertá-las. Se a Autoridade Palestina não tem permissão ou não pode fazer isso, espera-se que a comunidade internacional o faça? Ou será Israel, a potência ocupadora, quem deve assumir essa responsabilidade?

As mães com quem falei na terça-feira se perguntam se seus filhos irão à escola dentro de apenas seis semanas se não puderem ir a uma das 245 escolas da UNRWA. Quem vai consertar o que está destruído nas escolas públicas, quem vai fornecer os livros, quem vai pagar os professores?

Se os colégios públicos não abrirem, espera-se que a UNRWA preencha essa lacuna? Falta-nos capacidade física e recursos humanos e econômicos para aceitar dezenas ou até centenas de milhares de alunos extras nas nossas escolas. A UNRWA e toda a ONU em geral, incluindo o PAM, a UNICEF, o OCHA e o PNUD continuam comprometidos em atender às necessidades humanitárias do povo de Gaza. Uma das áreas nas quais a UNRWA redobrou seus esforços nos últimos anos foi a da construção civil, na qual contamos com uma grande quantidade de projetos.

São principalmente escolas para nosso programa de educação, nas quais ensinamos mais de 230.000 crianças no ano passado, e de casas para aqueles cujos lares foram destruídos nos conflitos anteriores ou destruídos por Israel.

Quando queremos construir algo, temos que enviar uma proposta detalhada do projeto para Israel, com o esboço, a localização e um orçamento completo. Em seguida, os israelenses analisam a proposta, num processo que, em tese, não deveria precisar de mais de dois meses, mas que dura, em média, quase 20 meses.

Não tivemos nenhuma aprovação de projetos entre março de 2013 e maio de 2014, durante o último período de “calma”, apesar de termos quase 100 milhões de dólares em projetos esperando para serem aprovados.

Será que esta próxima época de “calma” será melhor? E, acima de tudo, as pessoas aqui se perguntam quem vai governar Gaza. Ninguém tem a resposta para essa pergunta. Acredito que os habitantes de Gaza diriam que se esse é o tipo de “calma” que as pessoas têm em mente, mesmo que preferível à violência atual, ela não poderá durar. Não vai durar. Robert Turner é diretor de operações da UNRWA em Gaza

Decreto 1376/95 extingue a Comissão Especial de Combate à Corrupção


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Globo: os documentos da sonegação!

Com alguns dias de atraso, mas conforme o prometido pela fonte, recebemos as primeiras páginas da íntegra do processo administrativo da Receita Federal contra a Rede Globo.

As páginas vazadas abaixo constituem o “núcleo” de todo o processo. É o relatório-resumo da Receita Federal sobre o processo em questão. O relatório explica didaticamente como foi a “intrincada engenharia desenvolvida pelas empresas do sistema Globo” para “esconder o real intuito da operação, que seria a aquisição, pela TV Globo, dos direito de transmitir a Copa do Mundo de 2002, o que seria tributado pelo imposto de renda”.

Ainda segundo a Receita, houve “em essência, um disfarce para o verdadeiro negócio realizado, que foi a aquisição do direito de transmissão dos jogos da Copa, em vez da compra das quotas da empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas”.

A engenharia da Globo envolveu 11 empresas, constituídas em diferentes paraísos fiscais. Com exceção da suíça ISMM, empresa responsável por vender licenças de transmissão da Copa para fora da Europa, todas, pertencem, secretamente ou não, ao sistema Globo.

- Empire, Ilhas Virgens Britânicas.
- GEE Eventos, Brasil.
- Globinter, Antilhas Holandesas.
- Globopar, Brasil.
- Globo Overseas Investment B/V, Holanda.
- Globo Radio, Ilhas Cayman.
- ISMM Investments AG, ?.
- Globosat, Brasil
- Porto Esperança, ?.
- Power Company, Uruguai.
- TV Globo.
 

É um relatório duro para a Globo. Os auditores concluem que a empresa “participou, como já se demonstrou, de toda a engenharia praticada com o fito de simular e sonegar”.

Nossa fonte informa que há muitos outros documentos importantes a serem vazados, inclusive com assinaturas dos irmãos Marinho.

Em sua coluna de hoje, Ilimar Franco dá a uma nota que, à luz dessas revelações, criam uma situação irônica, perigosamente irônica, para a Globo.

“Será que é isso mesmo? – Muitos são os que atribuem a derrota do Brasil na Copa à direção dos clubes e das Federações. O craque alemão Schweinsteiger dedicou o título ao presidente do Bayern Munch, Uli Hoeness. O Bayern tem sete jogadores na seleção. E Uli está na cadeia, condenado a três anos e meio de prisão por evasão fiscal de 27,2 milhões de Euros.”

A Receita identificou que a Globo enviou ao exterior, de maio de 2001 a junho de 2002, um total de R$ 549,4 milhões, com o fito de comprar os direitos de transmissão da Copa de 2002, realizada no Japão e na Coréia.

Recentemente, a ONG Tax Justice divulgou que o Brasil é o país que mais sonega impostos no mundo. Anualmente, são quase US$ 300 bilhões sonegados, o que dá mais de R$ 600 bilhões, ou 13,4% do PIB.

Apenas a sonegação nos EUA apresenta um valor absoluto maior, mas como seu PIB está muito acima do brasileiro, a sonegação norte-americana corresponde a somente 2,3% do PIB.

Segundo uma pesquisa da Fiesp, a corrupção faz o Estado brasileiro perder de R$ 50 a 84 bilhões por ano, correspondendo a 1 ou 2% do PIB.

Por conta disso, creio que a sociedade civil, que tem se mobilizado de maneira tão enérgica contra a corrupção, deveria entender que, no Brasil, a pior das corrupções tem sido a sonegação.

Inclusive porque há ligação orgânica entre os dois crimes. As grandes empresas sonegam, e usam o dinheiro para pagar caixa 2 de campanhas eleitorais e subornar políticos e burocratas.

Além disso, não se trata apenas de sonegação. Não estamos falando de um zé ruela assalariado que “esquece” de pagar o imposto de renda, ou exagera o preço do dentista para enganar o Leão.

E não adianta apenas “mostrar o Darf”. É preciso esclarecer à opinião pública se houve crimes contra o sistema financeiro, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Além disso, é preciso quebrar o silêncio criminoso da grande imprensa sempre que o assunto é ela mesmo, sobretudo se o personagem é a sua representante mais poderosa, a Globo.

Em se tratando de uma empresa que nasceu através de grandes empréstimos do Banco do Brasil, e que construiu seu império em cima de uma concessão pública, ela deveria ser a primeira a dar o exemplo da importância do pagamentos dos impostos. Afinal, a Globo, que talvez seja a empresa privada que mais recebe verba pública no país, deveria entender que os tributos servem para lhe sustentar.

Enquanto isso, trabalhadores e classe média vivem sufocados pelo peso dos impostos.

Leiam o documento abaixo e tirem suas próprias conclusões.



segunda-feira, 14 de julho de 2014

Dez razões porque o PSDB não deve voltar

Publicado em 20/06/2014 por Bertone de Oliveira Sousa

O anti-petismo tem alcançado as raias da histeria coletiva nesses últimos meses. Os xingamentos a Dilma na abertura da copa por parte de grupos sociais privilegiados que jamais votaram no PT e o descontentamento com os gastos escorchantes na construção dos estádios para a copa arranhou ainda mais a imagem de Dilma e do PT, apenas alguns meses depois de vários figurões do partido terem sido presos por causa do mensalão. Entre denúncias e ânimos inflamados quem tem se beneficiado de tudo isso sem precisar dizer uma só palavra é Aécio Neves e o PSDB. Diante dos acontecimentos recentes, o PT poderia até perder a eleição em um segundo turno, mas para si mesmo, e não porque seus adversários apresentem qualquer proposta razoável de governabilidade; e não poderiam, porque eles não têm. Por este motivo, vale a pena elencar algumas razões pelas quais o PSDB não deve voltar à presidência:

1. A sigla PSDB quer dizer Partido da Social Democracia Brasileira. Só que de social democrata o partido não possui absolutamente nada. Historicamente, a social democracia está ligada a movimentos políticos de esquerda e embora seus programas tenham sofrido alterações dependendo da época e do lugar, após a Segunda Guerra, passou a identificar-se com projetos de redistribuição de riqueza através de programas sociais e investimentos governamentais em grandes empresas. Com o advento do neoliberalismo na década de 1980 essa doutrina entrou em crise e cedeu lugar à redução do papel do Estado em políticas sociais e à privatização de empresas. Isso beneficiou grandemente os conglomerados internacionais e a retirada do Estado da vida social ampliou os bolsões de pobreza, o desemprego e reduziu o poder aquisitivo dos trabalhadores, especialmente nos países não desenvolvidos. Quanto o PSDB chegou ao poder em 1994, no auge da crença internacional de que as ideologias de esquerda estavam falidas, essa era a cartilha a ser seguida. E foi.

2. Como consequência disso, a desigualdade e a concentração de renda caíram mais no primeiro mandato do governo Lula do que em oito anos de governo FHC. Em 2007, uma pesquisa da FGV mostrou que somente no primeiro governo Lula, a taxa de miséria caiu quase 8,5 por cento, mais do que o dobro do que ocorreu nos dois mandatos de FHC, que ficou em 3,1%[1].

3. O PSDB é o partido do grande empresariado e dos arrochos salariais. As políticas econômicas do governo FHC estabilizaram a economia, mas em detrimento do poder aquisitivo dos trabalhadores. Com FHC, a inflação era de 9,2% ao ano, com Lula e Dilma, é de 5,9%[2]. Não por acaso, em 1996 a Folha noticiou que o governo FHC foi considerado péssimo por 25% da população[3]. Curiosamente, até os mais ricos demonstraram insatisfação com essa política desastrosa do ex-presidente, segundo a mesma matéria.

4. O PSDB é o partido das filas de desempregados. De acordo com o IBGE, o índice de desemprego mais do que dobrou durante os dois mandatos de FHC como presidente: de 4,5 milhões no final de 1994, foi para 11,5 milhões no final de 2000[4]. Quem não se lembra que quase diariamente os jornais noticiavam filas quilométricas de desempregados nas grandes capitais do país apinhando quarteirões, se submetendo a mal-estares resultantes do calor e de muitas horas de espera, além de inúmeras humilhações para conseguir uma vaga de emprego? Já o governo petista bateu recordes de redução do desemprego. Segundo edição de maio da revista Exame, no último mês de abril o desemprego recuou quase cinco por cento e em março o índice de desempregados chegava a 1,1 milhão de pessoas[5].

5. Para quem acredita que a corrupção somente passou a existir nos últimos doze anos no Brasil, vai aí uma informação bombástica: O governo FHC foi marcado por casos de corrupção não menos escandalosos. Um deles foi a extinção da Comissão Especial de Investigação (CEI), logo após assumir o poder em 1995, órgão criado durante o governo Itamar Franco para investigar denúncias de corrupção no governo federal. De acordo com a Carta Maior, “foi a primeira experiência de controle social, externo, da corrupção, em contraposição ao controle corporativo. Era independente e com amplos poderes para ajudar a sanear a administração Pública Federal. Instalada em 4 de fevereiro de 1994, tinha poderes para determinar suspensão de procedimentos ou execução de condutas suspeitas, recomendar investigações, auditorias e sindicâncias e propor ao presidente da República providências, inclusive legislativas, para coibir fatos e ocorrências contrárias ao interesse público[6]“. Além disso, os desvios de verbas na SUDAM e na SUDENE (extintas somente quase no final de seu mandato, em 2001) somaram quase R$ 4 bilhões[7], além da existência de caixa dois para reeleição e denúncias de compra de votos de parlamentares para aprovação da emenda da reeleição.

6. O PSDB é o partido dos apagões e do racionamento de energia. Basta ver o que o governo Alckimin faz agora em São Paulo, sobretaxando consumidores e impondo racionamentos para termos uma ideia do que virá, ou melhor, do que voltará, se Aécio Neves se tornar presidente: em 2001 uma crise energética fez o governo pressionar a sociedade a reduzir em vinte por cento o consumo de energia[8] e apagões passaram a se tornar constantes no país. Já o governo petista contornou esse problema, evitou novos racionamentos e apagões e durante a gestão Dilma foi construída a hidrelétrica de Estreito, no Maranhão, com capacidade para abastecimento de quatro milhões de pessoas[9].

7. O PSDB é o partido do sucateamento das universidades públicas. Durante o governo FHC, o ensino superior privado foi beneficiado em detrimento do público. Além disso, historicamente o acesso à universidade sempre foi prerrogativa das elites brancas, acostumada a ver o pobre na favela, limpando para-brisas de carros em avenidas nas grandes cidades ou em longínquas escolas públicas de baixa qualidade. Contra esse apartheid social, o governo Lula, além de ter ampliado e fortalecido as universidades federais, também criou mecanismos para ampliar o acesso da população de baixa renda, como o Sisu e o sistema de cotas sociais e raciais. E para os que dizem que a informação de que no governo Lula aumentaram as matrículas nas universidades federais é uma farsa, remeto o leitor a esse importante texto do reitor da Universidade Federal da Bahia: educação superior em Lula x FHC.

8. O PSDB é o partido do encolhimento dos direitos trabalhistas. No final de seu segundo mandato, FHC propôs um projeto de alteração da CLT, como a flexibilização de direitos trabalhistas como o 13º salário, licença maternidade, FGTS, entre outros, além de uma reforma sindical e uma proposta de tratamento diferenciado a pequenas empresas[10]. Já o governo petista, além de não ter subtraído direitos aos trabalhadores, ainda os estendeu a categorias historicamente marginalizadas, como as empregadas domésticas, que passam a ser assistidas pela legislação trabalhista.

9. O PSDB é o partido da repressão aos movimentos sociais. Quem não se lembra do massacre de Eldorado de Carajás, no sul do Pará, ocorrido em 1996? Por outro lado, as políticas de reforma agrária de FHC determinavam o não assentamento de famílias que participavam de ocupação de terra[11] e quando concorreu à presidência em 2002, José Serra prometia em seus programas eleitorais que não permitiria invasões de terras durante seu governo. Que métodos ele usaria pra isso é algo que jamais esclareceu. Felizmente, Serra foi derrotado naquele ano. Em doze anos, o governo petista caracterizou-se por um profícuo diálogo com movimentos sociais e pela ampliação de políticas afirmativas a minorias sociais.

10. O PT se manteve esses doze anos no poder porque conseguiu aglutinar interesses diversos, do empresariado e do povo. O PT se mostrou o único partido que se aproxima de uma social-democracia ao ampliar as políticas sociais e a renda média dos trabalhadores para reduzir o abismo social que historicamente caracterizava o fosso intransponível entre nossas elites e as camadas mais pobres da sociedade: Em 2004, Tarso Genro observou o seguinte: “Ao potencializar este programa [o bolsa família], o governo Lula permitiu em quase dois anos, a distribuição média, de R$ 75,00, por família, atingindo cerca de 6 milhões e quinhentos mil lares, enquanto no governo FHC, a soma dos programas incorporados pelo Bolsa Família (Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Cartão Alimentação e Auxílio Gás), distribuiu em seus últimos dois anos a média por família de R$27,00, atendendo a cerca de 5 milhões e setecentos mil lares[12]“. A ampliação das políticas de redistribuição direta de renda como o bolsa família foram importantes tanto para empresários como para consumidores, porque aqueceu a economia, facilitou a abertura de pequenas empresas, ampliando o número de empreendedores e de empregos diretos. Geralmente os que julgam os programas sociais como “esmola” ou “ação eleitoreira” ignoram sua importância e seu alcance: para termos uma ideia, a extrema pobreza, que era de 12% em 2003, caiu para 4,8% em 2008, o que implica melhorias substanciais na qualidade de vida dessa parcela da população[13] e teve impacto importante na redução da mortalidade infantil[14]. Além disso, muitos beneficiados abandonaram voluntariamente a bolsa após melhorarem de vida[15]. O governo tucano focou no empresariado, manteve as políticas sociais num nível modesto e, como já foi observado, não conseguiu reduzir de forma significativa as elevadas taxas de desemprego e extrema pobreza no país.

Conclusão: Em geral, os peessedebistas não gostam de comparações com o governo Lula ou Dilma. O fato é que qualquer comparação evidencia o quanto essas duas últimas gestões foram mais eficientes em termos de política social. Não há dúvida de que agora as pessoas vivem melhor do que há quinze ou vinte anos atrás. Hoje, o PT sofre muitas críticas não pelo que fez, mas pelo que deixou de fazer. Ainda precisamos de uma reforma política, tributária e de melhorias na infraestrutura do país (esse pacote de investimentos tão prometido antes da copa e não cumprido). É a precariedade de nossa infraestrutura, somada aos elevados impostos que pagamos que ainda entravam o crescimento do país. Mas se isso não tem acontecido com o PT, tampouco acontecerá sem ele. O PAC foi lançado pra isso, mas a corrupção dos gestores impede que seja cumprido com êxito. Quanto às melhorias em saúde e educação, vivemos em uma República federativa e os investimentos nessas áreas são de responsabilidade de Estados e municípios, que recebem as verbas para isso. O PT pode ter cometido muitos erros no poder, mas acertou mais do que errou e a popularidade Lula ao deixar o poder em 2010 prova isso. Hoje não temos mais filas de desemprego e reduzimos bastante a miséria. Reeleger o PSDB é correr o risco de um retrocesso.

Notas

[1]http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Pobreza-cai-mais-com-Lula-do-que-com-FHC-diz-pesquisa/7/13821

[2]http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/165812-governo-segura-tarifas-para-conter-inflacao-diz-ministro.shtml

[3] http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/7/04/brasil/13.html

[4] http://www.espacoacademico.com.br/016/16col_borges.htm

[5] http://exame.abril.com.br/economia/noticias/taxa-de-desemprego-no-brasil-cai-a-4-9-em-abril-diz-ibge-2

[6]http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/FHC-foi-mais-omisso-que-Lula-e-extinguiu-comissao-de-investigacao/4/11757

[7]http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u51692.shtml

[8] http://www.brasilescola.com/historiab/apagao.htm

[9] http://www.mp.gov.br/conteudo.asp?p=noticia&ler=8973

[10] http://www.espacoacademico.com.br/016/16col_borges.htm

[11] http://www.alasru.org/wp-content/uploads/2011/09/GT15-Maria-Auxiliadora-Leite-Botelho.pdf

[12]http://www.galizacig.com/actualidade/200412/pt_treze_diferencas_governo_lula_governo_fhc.htm

[13]http://www.jornalimpactoonline.com.br/brasil/bolsa-familia-reduziu-a-48-parcela-em-extrema-pobreza

[14]http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(13)60715-1/fulltext

[15]http://noticias.r7.com/brasil/em-dez-anos-12-dos-beneficiarios-do-bolsa-familia-deixaram-o-programa-apos-renda-melhorar-17102013