quarta-feira, 15 de outubro de 2014

45 escândalos que marcaram o governo PSDB/FHC

1 - Conivência com a corrupção

O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.

1995. Quebra do monopólio da PETROBRÁS. Pouco se lixando para a crescente importância estratégica do petróleo, Fernando Henrique Cardoso usou seus rolo compressor para forçar o Congresso Nacional a quebrar o monopólio estatal do petróleo, instituído há 42 anos. Na comemoração, Cardoso festejou dizendo que essa era apenas mais uma das "reformas" que o país precisava fazer para se modernizar.

2 - O escândalo do Sivam


O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.

 

3 - A farra do Proer

1995. O inesquecível PROER: Em 1995 o ex-presidente Cardoso deu uma amostra pública do seu compromisso com o capital financeiro e, na calada de uma madrugada de um sábado em novembro de 1995, assinou uma medida provisória instituindo o PROER, um programa de salvação dos bancos que injetou 1% do PIB no sistema financeiro – um dinheiro que deixou o sofrido Tesouro Nacional para abastecer cofres privados, começando pelo Banco Nacional, então pertencente a família Magalhães Pinto, da qual um de seus filhos era agregado. Segundo os ex-presidentes do Banco Central, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, a salvação dos bancos engoliu 3% do PIB, um percentual que, segundo economistas da Cepal, chegou a 12,3%.


O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.

 

4 - Caixa-dois de campanhas.

As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
1996. Engavetamento da CPI dos Bancos. Disposto a controlar a crise aberta pelas suspeitas sobre o sistema financeiro, o presidente Fernando Henrique Cardoso ameaçou e "convenceu" as lideranças do Senado a engavetar os requerimentos para instalação de uma CPI sobre os bancos. Em compensação, o ministério da Fazenda se comprometeu (e nunca cumpriu) a prestar contas ao Senado sobre o PROER. Decepcionada, a CNBB distribuiu nota dizendo não ser justo "que se roube o pouco dinheiro de aposentados e trabalhadores para injetar no sistema financeiro, salvando quem já está salvo ou já acumulou riquezas através da fraude e do roubo".


5 - Propina na privatização


A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar. 


1996. Modificação na lei de Patentes. Cedeu em tudo que os EUA queriam e, desdenhando às súplicas da SBPC e universidades, Fernando Henrique Cardoso acionou o rolo compressor no Congresso e alterou a Lei de Patentes, dando-lhe um caráter entreguista e comprometendo o avanço científico e tecnológico do país.

6 - A emenda da reeleição


O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.


1996. Escândalo do SIVAM | : O projeto SIVAM foi associado a um superescândalo que redundou na contratação da empresa norte-americana Raytheon, depois da desqualificação da brasileira Esca (uma empresa que acomodava "amigos dos amigos" e foi extinta por fraudes contra a Previdência). Significativamente, a Raytheon encomendou o gerenciamento do projeto à E-Systems – conhecido braço da CIA. Até chegar a Raytheon, o mondé foi grande. Conversas gravadas apontavam para o Planalto e, preferindo perder os anéis para não perder os dedos, Cardoso demitiu o brigadeiro Mauro Gandra do ministério da aeronáutica e o embaixador Júlio César dos Santos da chefia do seu cerimonial. Depois, como prêmio pela firmeza como guardou o omertá, Júlio César foi nomeado embaixador do país no México.

7 - Grampos telefônicos 


Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

1997. A emenda da reeleição: O instituto da reeleição foi comprado pelo presidente Cardoso a um preço estratosférico para o tesouro nacional. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.

8 - TRT paulista

A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.


Subserviência internacional: Um único exemplo: ao visitar a embaixada norte-americana, em Brasília, para apresentar a solidariedade do povo brasileiro aos EUA por ocasião dos atentados de 11 de setembro de 2001, Cardoso e seu ministro do exterior, Celso Lafer, levaram um chá de cadeira de 40 minutos e só foram recebidos após passarem por uma revista que lhes fez até tirar os sapatos.

9 - Os ralos do DNER

O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo. 


1998. O escândalo da privatização (1): A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. O ex-caixa de campanha de Fernando Henrique Cardoso e de José Serra, um tal Ricardo Sérgio de Oliveira, que depois foi agraciado com a diretoria da Área Internacional do Banco do Brasil, não conseguiu se defender das acusações de pedir propinas para beneficiar grupos interessados no programa de privatização. O mala-preta de Cardoso teria pedido R$ 15 milhões a Benjamin Steinbruch para conseguir o apoio financeiro de fundos de pensão para a formação de um consórcio para arrematar a cia. Vale do Rio Doce e R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.

10 - O "caladão"


O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo
FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD).Uma panegeral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistemahaviam sido recém-privatizadas. O "caladão" provocou prejuízo aos consumidores,às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo. 


1998. O escândalo da privatização (2): Grampos instalados no BNDES pescaram conversas entre Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende, nos leilões que se seguiram ao esquartejamento da TELEBRÁS. O grampo detectou a voz do ex-presidente Cardoso autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

11 -Desvalorização do real
 

 FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava "ou eu ou o caos". Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.

1999. O caso Marka/FonteCindam: Durante a desvalorização do real, em janeiro de 1999, os bancos Marka e FonteCindam foram graciosamente socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão, sob o pretexto de que sua quebra criaria um "risco sistêmico" para a economia. Enquanto isso, faltava dinheiro para saúde, educação, desenvolvimento científico e tecnológico


12 - O caso Marka/FonteCindam

Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.


2000. O fiasco dos 500 anos: O Brasil completou seu 500º aniversário sem uma festa decente. Em nome da contenção de gastos determinado pelo FMI, Cardoso proibiu as comemorações, que ficaram reduzidas às armações do então ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca. O fiasco foi total. Índios e sem-terra foram agredidos pela polícia porque tentaram festejar a data em Porto Seguro. De concreto mesmo, ficou uma caravela que passou mais tempo viajando do Rio de Janeiro até a Bahia do que a nau que trouxe Pedro Álvares Cabral de Portugal até o Brasil em 1500 e um stand superfaturado na Feira de Hannover. A caravela deve estar encostada em algum lugar por aí e Paulo Henrique Cardoso, filho do presidente, está respondendo inquérito pelo superfaturamento da construção do stand da Feira de Hannover.

13 - Base de Alcântara


O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara. 


2001. Racionamento de energia: A imprevidência do governo Cardoso, completamente submisso às exigências do FMI, suspendeu os investimentos na produção de energia e o resultado foi o apagão no setor elétrico. O povo atendeu a campanha de economizar energia e, como "prêmio", teve as tarifas aumentadas para compensar as perdas de faturamento das multinacionais que compraram as distribuidoras de energia nos leilões de desnacionalização do setor. Uma medida provisória do governo Cardoso transferiu o prejuízo das distribuidoras para os consumidores, que lhes repassaram R$ 22,5 bilhões.


14 - Biopirataria oficial


Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.

2001. Acordo de Alcântara: Em abril de 2001, à revelia do Congresso Nacional, o governo Cardoso assinou um "acordo de cooperação internacional" que, na prática, transfere o Centro de Lançamento de Alcântara para os EUA. O acordo ainda não foi homologado pelo Congresso graças à resistência da sociedade civil organizada.


Acordos com FMI: Em seus oito anos de mandato, Fernando Henrique Cardoso enterrou a economia do país. Para honrar os compromissos financeiros, precisou fazer três acordos com o FMI, hipotecando o futuro aos banqueiros. Por trás de cada um desses acordos, compromissos que, na prática, transferiram parte da administração pública federal para o FMI. Como resultado, o desemprego, o arrocho salarial, a contenção dos investimentos públicos, o sucateamento da educação e saúde, a crise social, a explosão da criminalidade.


15 - O fiasco dos 500 anos

As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no epísódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.

Planalto, TRT de São Paulo e cercanias: O famoso Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, um dos mais eficazes "gerentes financeiros" da campanha de reeleição de Fernando Henrique Cardoso, se empenhou vivamente no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista. As maus línguas ainda falam em superfaturamento no Serpro, lobby para empresas de informática, ajuda irregular à Encol e manipulação de recursos dos fundos de pensão na festa das privatizações.


16 - Eduardo Jorge, um personagem suspeito

Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um
dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.

Autoritarismo: Passando por cima do Congresso Nacional, Fernando Henrique Cardoso burlou o espírito da constituição e administrou o país com base em medidas provisórias, editadas e reeditadas sucessivamente. Enquanto os presidentes José Sarney e Fernando Collor, juntos, editaram e reeditaram 298 MP’s, Cardoso exerceu o poder de forma autoritária, editando mais de 6.000 medidas provisórias.


17 - Drible na reforma tributária

O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.

O escândalo dos computadores: A idéia de equipar as escolas públicas com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata com a completa ignorância da Lei de Licitações. Não satisfeito, o governo Cardoso fez mega-contrato com a Microsoft para adoção do sistema Windows, uma manobra que daria a Bill Gates o monopólio do sistema operacional das máquinas. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.


18 - Rombo transamazônico na Sudam


O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.

Mudanças na CLT: Fernando Henrique Cardoso usou seu rolo compressor na antiga Câmara dos Deputados para aprovar um projeto que "flexibiliza" a CLT, ameaçando direitos consagrados como férias, décimo terceiro salário e licença maternidade. Graças à pressão da sociedade civil o projeto estancou no senado.


19 - Os desvios na Sudene

Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da
Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.

Explosão da dívida pública: Quando Cardoso assumiu a presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa era de R$ 153,4 bilhões. Outro dia, em abril de 2002, essa dívida já era de R$ 684,6 bilhões. Hoje, a dívida alcança 61% do PIB.


20 - Calote no Fundef


O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valoresestabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.

Violação aos direitos humanos: Exemplo: em 1996, o Brasil ganhou as manchetes mundiais pelo chamado "Massacre Eldorado do Carajás", no qual 19 sem-terra foram assassinados no sul do Pará.


21 - Abuso de MPs
 

 Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas.

Explosão da violência:Fernando Henrique Cardoso transformou o Brasil num país super violento. Na última década, o número de assassinatos subiu quase 50%. Pesquisa feita pela Unesco em 60 nações colocou o Brasil no 3º lugar no ranking dos países mais violentos. Ao final do mandato do presidente Cardoso, cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente no Brasil.


22 - Acidentes na Petrobras


Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras
protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.

Renda em queda e desemprego em alta: A Era FHC foi marcada pelos altos índices de desemprego e baixos salários.


23 - Apoio a Fujimori


O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.

Desenvolvimento Humano. Segundo o Human Development Report 2001 (ONU), o Brasil ficou na 69ª posição, atrás de países como Eslovênia (29º posição), Argentina (34º posição), Uruguai (37º posição), Kuwait (43º posição), Estônia (44º posição), Venezuela (61º posição) e Colômbia (62º posição).


24 -Desmatamento na Amazônia


Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.

25 – Os computadores do FUST

A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.

26 - Arapongagem

O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.

27 - O esquema do FAT

A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.

28 - Mudanças na CLT

A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.

29 - Obras irregulares

Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.

30 - Explosão da dívida pública

Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. A dívida já equivalia em 2001, preocupantes 54,5% do PIB.

31 - Avanço da dengue

A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.

32 – Verbas do BNDES

Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

33 - Crescimento pífio do PIB

Na "Era FHC", a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.

34 – Renúncias no Senado

A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.

35 - Racionamento de energia

A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.

36- Assalto ao bolso do consumidor

FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.


37 – Explosão da violência

O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.

38 – A falácia da Reforma agrária

O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.


39 - Subserviência internacional


A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.


40 – Renda em queda e desemprego em alta


Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.

41 - Relações perigosas


Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman - paraíso fiscal do Caribe.


42 –Violação aos direitos humanos


Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.

43 –Correção da tabela do IR


Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.


44 – Intervenção na Previ


FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de
2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.


45 – Barbeiragens do Banco Central


O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – foi naquele ano o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.

Aos que votarão em Aécio

Recentemente encuquei com a quantidade de pessoas que julgo inteligentes e que estão declarando voto-protesto em Aécio “para mudar tudo isso aí”. Sempre que alguém me diz que “do jeito que as coisas estão não dá mais” me pergunto se essa pessoa nasceu e cresceu na Dinamarca e chegou no Brasil há alguns anos apenas. O que não dá mais exatamente? As coisas não estão ótimas, mas já foram imperialmente mais grotescas. Talvez tudo esteja melhor com exceção do trânsito nas capitais – e vamos combinar que trânsito na capital não é um problema do Governo Federal.

“Ah, mas a corrupção está insustentável”.

Como assim, meu amigo? A corrupção é esporte nacional desde que o tal Dom João aportou por aqui. Pode não ter melhorado, mas agora está aí para ser julgada e condenada, como de fato está sendo.

“O PT quer instalar a ditadura”, já escutei gente que sei que é do bem dizer.

Mas então me expliquem que tipo de ditadura demora 13 anos para ser instalada? E que ditadura mantém poderes independentes e uma Polícia Federal que investiga o pessoal da situação? Que ditadura manda para a cadeia alguns de seus líderes mais influentes? Que ditadura permite ser chamada de ditadura sem mandar prender quem falou isso?

Encucada, comecei a refletir sobre essas coisas. Raramente minhas reflexões acabam em lugares produtivos, mas, por dever moral, compartilho aqui o que meus dois neurônios concluíram.

A sensação de insatisfação é mundial. Recentemente, a Europa teve que escolher o novo Parlamento, votado pela população dos países da comunidade Europeia, e duas correntes saíram vitoriosas da eleição: as de extrema direita e as socialistas. Me parece um recado claro de que todos querem mudança.

Mas mudança do que? O que está pegando?

O que está pegando é a desigualdade social e o desemprego. O Brasil não vai mal em nenhum dos dois (desigualdade e desemprego diminuiram), mas a onda da mudança chegou aqui também.

Todos nós sabemos que um pouco de desigualdade faz parte do jogo, mas a desigualdade que vemos hoje é alarmante e dilacerante. E, com a quebradeira de 2008 e os altos níveis de desemprego na Europa e nos Estados Unidos, é natural – embora abominável – que a turma da extrema direita, a turma do nacionalismo, a turma do “volta pra casa imigrante de merda porque é por sua causa que estamos nessa situação” se agigante e saia elegendo seus representantes. A explicação para a catastófica situação de hoje não é, claro, o imigrante, mas situações limite tendem a tirar o pior ou o melhor do ser-humano; e no caso da extrema direita é sempre o pior.

Mas o que levou a economia mundial a esse ponto?

Vamos analisar o caso americano, o berço do neo-liberalismo, esse sistema tão idolatrado pelos psdbistas, e onde hoje quatrocentas pessoas têm mais dinheiro do que a riqueza de metade da população somada. Os parágrafos a seguir estão mais no estilo “economia para idiotas” (o meu caso precisamente), mas sigam comigo porque eu prometo levá-los até que completemos um círculo inteiro.

Setenta porcento da economia americana está no consumo, e quem sustenta o consumo de qualquer economia é sempre a classe média. Se a classe média para de consumir, a economia para de crescer. O salário de um trabalhador comum nos Estados Unidos não cresce desde os anos 70. Não cresce significa que o poder real de compra do salário não muda há 40 anos. Está estagnado há quase quatro décadas. E estagnado nem é a palavra correta. O trabalhador comum ganha menos hoje do que ganhava em 1970.

Em compensação, a produtividade só cresceu, e só faz crescer até hoje. Então: se o salário é o que o patrão dá ao trabalhador, e se produtividade é o que o trabalhador dá ao patrão a gente consegue entender onde foi parar essa diferença. É um gráfico simples que até eu entendo. Mais produtividade, mais lucro. Mais lucro sem aumentar o salário do trabalhador significa acúmulo de dinheiro nas mãos apenas daqueles que controlam os meios de produção (perdoem se aqui o discurso soa marxista, sei que isso assusta alguns, mas prometo não arrepiá-los pedindo que se instale o comunismo).

E o que o patrão fez com esse dinheiro acumulado? Em vez de devolver ao mercado, ele guardou. Guardou em ações, em capital especulativo — no mercado de capital enfim. É um dinheiro que não cria utilidade social, o que seria aceitável numa sociedade de iguais, e não é esse o caso.

No mesmo período, fortificou-se a ideia de que taxar o patrão não é um bom negócio porque ele é o cara que cria empregos e, afinal, precisamos de empregos. Então, impostos sobre os ricos só caíram. Um trabalhador comum nos Estados Unidos hoje paga em torno de 30% de impostos. Warren Buffet, uma das maiores fortunas do mundo, paga 11%. (Pausa para que façamos a digestão).

Naturalmente até meus dois neurônios entendem que não é o empresário que cria emprego. Quem cria emprego é o consumidor. O empresário não acorda de bom humor numa sexta-feira ensolarada e diz: “Que dia lindo! Vou criar vinte empregos hoje!” Ele, aliás, de uma forma geral só cria emprego em caso de última necessidade, e de não poder mais sobrecarregar o funcionário com tarefas extras porque o cidadão está esgotado. Se alguém auto-denomina “criador de empregos” ele está apenas fazendo uma declaração de poder e de status, nada além disso.

O centro do universo econômico é o consumidor. E toda a história de prosperidade econômica de uma comunidade é uma história de investimento social. Investimento nas classes mais baixas, e em coisas básicas como educação – gratuita e de qualidade. Se querem um exemplo de investimento social fiquemos com a Coreia do Sul porque assim poupo vocês de falar de Cuba e não perco leitores.

Aqueles que insistem com o discurso da divindade do livre mercado ainda não se deram conta de que livre mercado nunca existiu porque o governo, qualquer governo, sempre regulou mercados. O problema americano é que, desde o neoliberalíssimo Ronald Reagan, os mercados passaram a ser regulados de forma a atender os interesses dos muito ricos apenas. Uma regulação mão-leve, vista-grossa, uma regulação que protege o opressor e não o oprimido.

Outra atitude tomada por Reagan foi o fim dos sindicatos. A economia americana hoje quase não tem sindicatos. E sem eles não há quem lute por reajustes salariais para o trabalhador, por isso a estagnação do poder real de compra do dólar por quarto décadas.

O que fez o trabalhador americano tendo que continuar a gastar com casa, alimentação, saúde e educação mas ganhando rigorosamente o mesmo salário por gerações? Se endividou. Gastou no cartão, fez empréstimos e, ainda mais cruel, acumulou empregos, trabalhando muitas vezees em dois ou três. Que custo isso tem para a economia? Para as relações? Para as famílias? Sem dinheiro e tendo que trabalhar por horas sem fim as pessoas não se cuidam, não se relacionam decentemente, não criam filhos decentemente. O diabo da economia capitalista é que, no fim, todo esse drama entra na conta como crescimento: médicos, remédios, psicólogos, mortes…

Não é preciso ser um gênio para etender que se a produtividade aumenta, o salário também precisa aumentar. Não apenas porque é legítimo e moral, mas porque se o salário aumenta, o trabalhador compra mais, e se ele compra mais a empresa cria mais empregos, e se a empresa emprega mais e fatura mais, ela paga mais impostos. E se ela paga mais impostos o governo ganha mais e investe mais em social e em educação e a economia cresce. Se em alguma dessas etapas o giro é interrompido para que alguma das partes possa acumular capital, a economia trava e a desigualdade aumenta.

Isso chamamos de neo-liberalismo. O mercado quase sem regulação federal, pouco ou nenhum investimento social, capital acumulado na mão daqueles que controlam os meios de produção.

O modelo neo-liberal, o modelo do PSDB, não prevê investimentos sociais (vamos apenas lembrar que o PT fez o Minha Casa Minha Vida, o Luz Para Todos, o ProUni e ampliou o Bolsa Família que era um programa nanico e anêmico durante os anos FHC), não prevê força sindical, não prevê taxação maior aos ricos, não prevê regulação mais forte do mercado em benefício das classes mais baixas.

O modelo PSDBista é uma cópia do modelo falido americano. O modelo PTista investiu no social e mudou a cara do Brasil na última década. Fez ascender uma multidão de pessoas ao mercado consumidor, girou a economia, pagou o FMI, deu status ao país lá fora, diminuiu desigualdade, desemprego, tirou o Brasil do mapa mundial da fome, fortaleceu a Petrobrás (Ah, por favor. Sem essa de escândalo de corrupção. Está tudo aí, sendo investigado etc e tal. Veja apenas quanto valia a empresa com FH e quanto vale hoje).

Eu sei, ainda estamos longe do ideal, mas não se muda 500 anos de tropeços e costumes deploráveis e desvios e sonegações em 12. É preciso mais tempo. É preciso mais investimento social. Mas estamos evoluindo, e uma administração neo-liberal interromperia todo esse processo.

É isso o que estaremos escolhendo no dia 26.

Não se trata de optar entre aqueles que fizeram o Mensalão ou aquele que construiu aeroporto particular com grana pública e empregou parentes em seu governo. Não se trata de escolher entre o “menor dos delitos”, ou em “alternar poder”. Não se trata de escolher entre o azul e o vermelho, entre o bom e o mau, entre o que fala bem e o que fala aos trancos, entre o filhinho de papai e a guerrilheira. Se trata de escolher um modelo de país. De optar entre o investimento no acionista ou o investimento no social. Entre a proteção ao dinheiro do rico ou à dignidade do pobre. É disso que se trata o dia 26.



Publicado em 16/10/2014 por Milly

 

As diferenças entre as políticas econômicas dos períodos FHC e Lula-Dilma


Graças às estratégias adotadas no período 2003-2014, atravessamos a maior crise internacional desde os anos 1930 empregando políticas anticíclicas que nos garantiram a continuidade da distribuição de renda, a criação de empregos e a manutenção dos investimentos

 No período 2003-2014, a economia brasileira gerou mais de 18 milhões de empregos formais, a desigualdade da distribuição de renda foi reduzida, o consumo das famílias aumentou, o investimento também cresceu e as reservas internacionais aumentaram na ordem de dez vezes.

A despeito desse desempenho, críticos aos governos Lula e Dilma os acusam de não terem dado continuidade às reformas liberalizantes e de terem abandonado as políticas ditas responsáveis.

Para eles, o baixo crescimento dos últimos três anos é sinal de que o atual modelo, baseado no “consumismo” e no “dirigismo”, estaria se esgotando.

E, o que seria pior, arriscando as bases econômicas sólidas, construídas por meio da introdução de reformas da década anterior. O Brasil estaria dando um passo para trás no desenvolvimento.

Curiosamente, muitas análises descartam a Grande Recessão Mundial em que vivemos.

Não é difícil pinçar artigos que, para testar relações entre variáveis, utilizam metodologias sofisticadas lado a lado a crenças de que “a crise de 2008 não afetou as economias emergentes” ou que “foi rapidamente superada”. E, com base nessa miopia analítica, afirmam que as estatísticas de crescimento brasileiras são decepcionantes.

O fato é que, quando examinados em perspectiva, os mesmos dados demonstram que o Brasil foi muito bem-sucedido diante da economia mundial e das economias avançadas desde 2003, período em que foram colocadas em prática as políticas distributivistas e o papel do Estado foi fortalecido.

Os gráficos abaixo comparam a evolução do PIB mundial, das economias avançadas e do Brasil, no período das reformas liberais (1990-2002) e no atual (2003 em diante). Tornando o PIB real dessas economias, no início de cada período igual a 100, fica evidente que o Brasil perdeu espaço na economia mundial no “período liberal”.

Precisamente o oposto do que se desejava e previa. Esperava-se que o engate do Brasil na economia global pela adesão ao consenso de Washington seria o caminho mais óbvio para o desenvolvimento. Não obstante, testemunhou-se o contrário.

Observa-se que, no “período liberal”, a economia brasileira conseguiu acompanhar a economia mundial apenas entre 1992 e 1997, período de crescente liquidez na economia internacional.

Quando ocorreu a crise da Ásia, ficou evidente que a tentativa de se enganchar na economia mundial pela via da liberalização e do enfraquecimento do Estado resultou em fragilidade financeira externa. A economia nacional ficou à deriva, frustrando aqueles que acreditavam ser esse o caminho para desenvolvimento.

A utopia liberal se revelou uma miragem. A estratégia adotada de se acoplar na economia mundial resultou em perdas de graus de liberdade para a política econômica.

As crises internacionais, ao longo desse período, afetaram pesadamente a economia brasileira. Não por causa das crises propriamente, com potencial destrutivo muito menor do que a quebra do Lehmann, em 2008, mas porque as repercussões locais foram exacerbadas.

De um lado, a fragilidade financeira externa do País não nos dava proteção quanto a choques. De outro, as políticas de austeridade adotadas no País provocaram desemprego e atrasaram o crescimento.

Para piorar, o racionamento de energia elétrica de 2000/2001, fruto do abandono do planejamento do setor elétrico que nos deixou fragilizados diante da escassez de chuvas, mais uma vez atrasou o crescimento.

De 2003 em diante, a lógica da política mudou. Sem provocar ruptura institucional ou econômica, o governo aproveitou a fase ascendente do ciclo internacional para aumentar os graus de autonomia de política econômica.

Essa estratégia foi articulada em três frentes. A primeira foi baseada na intensa acumulação de reservas internacionais para mitigar a fragilidade externa que, com frequência, assombrava o País, interrompendo ciclos de crescimento.

A segunda consistiu no fortalecimento do mercado interno. Os programas de transferência de renda, dentre eles, o Bolsa Família, a política de recuperação do salário mínimo e a ampliação do crédito pessoal fortaleceram o consumo na economia.

Por último, a política de fortalecimento dos investimentos, com programas como o PAC, o Minha Casa Minha Vida, e o Programa de Sustentação do Investimento do BNDES, tornou o investimento mais robusto, contribuindo para reforçar a demanda e ampliar a capacidade produtiva.

O Brasil aproveitou a onda das commodities para aumentar seu raio de manobra em relação à economia mundial.

Graças a essa estratégia, atravessamos a maior crise internacional desde os anos 1930 empregando políticas anticíclicas que nos garantiram a continuidade da distribuição de renda, a criação de empregos e a manutenção dos investimentos, além de um desempenho superior ao das economias avançadas e alinhado à economia mundial.

O sucesso dos últimos anos não foi um golpe de sorte nem a perseguição de uma miragem. Também não foi a solução de todos os problemas. Mas aumentou a capacidade do País de enfrentar os grandes desafios da modernização do sistema produtivo, do fortalecimento da infraestrutura econômica e social e do avanço na inclusão social. De continuar caminhando.


Antonio José Alves Jr. e Lucas Teixeira
 

Depoimento sobre o Brasil e nosso futuro

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Escândalo das rádios de Aécio foi descoberto em blitz da lei seca


  Imagine, leitor, se Lula tivesse dado dinheiro público a algum parente durante seu governo. A mídia e a oposição não se contentariam com impeachment. Possivelmente, exigiriam pena de morte. De preferência, por imersão do petista em óleo fervente.

Para que se possa mensurar o nível de intolerância da imprensa, do Ministério Público, do Judiciário e da Polícia Federal com petistas e o nível inacreditável de tolerância com tucanos, basta lembrar que um dos filhos de Lula foi julgado e condenado pelos meios de comunicação por uma empresa com a qual se associou ter tido relações com o governo do pai.

Pois bem: na edição de terça-feira (14) da Folha de São Paulo, em matéria escondidinha no “caderno especial” sobre as eleições – e, claro, sem chamada alguma na primeira página –, o jornal relata um escândalo surpreendente: quando governou Minas Gerais, Aécio Neves deu dinheiro do Estado diretamente a empresas de sua família. No caso, algumas rádios.

A matéria da Folha escandaliza por revelar um nível quase inacreditável de, ao menos, espantosa incúria dos governos do PSDB de Minas Gerais com a “res publica”, razão pela qual a matéria espantosa saiu muito bem escondida no jornal da família Frias. Talvez por isso, ao fim da manhã do dia da publicação, essa matéria tenha ganhado pouco destaque.

Confira, abaixo, a denúncia – pero no mucho – da Folha.



O escândalo foi descoberto em 2011. A Folha diz que, naquele ano, “o PT pediu que o Ministério Público investigasse a publicidade nas empresas da família [de Aécio]”. Porém, o que o jornal não diz é que a descoberta decorreu de um dos fatos que mais depõem contra um político que, tragicamente, tem chance de governar o Brasil (!).

Leia, abaixo, matéria do portal G1 de abril de 2011



Esse é o homem que nos gera o risco de que venha a governar o país.

Continuando. De fato, foi o PT de Minas Gerais que pediu para o Ministério Público investigar pagamentos que o governo Aécio Neves fez à família do então governador daquele Estado entre 2003 e 2010. Porém, o que a matéria não diz é como foi que o PT descobriu, em 2011, que o agora ex-governador mineiro se beneficiava PESSOALMENTE daqueles pagamentos.

Quase um ano após a detenção de Aécio no Rio de Janeiro por supostamente estar dirigindo embriagado – já que se recusou a fazer o teste do bafômetro –, o Ministério Público de Minas Gerais instaurou inquérito civil, a pedido do PT, para investigar repasses feitos entre 2003 e 2010 pelo governo mineiro à rádio Arco Íris, de propriedade da família do tucano.

Além de Aécio, também consta no inquérito MPMG-0024.12001113-5 a irmã dele, Andrea Neves, responsável pelo controle de gastos do governo mineiro com comunicação durante o governo do irmão.

Mas como foi que o PT descobriu tudo isso? Simplesmente porque o veículo que Aécio dirigia quando foi detido em 2011 no Rio por dirigir com a carteira de habilitação vencida e por ter se recusado a fazer o teste do bafômetro pertencia a ninguém mais, ninguém menos do que à emissora de rádio da família do tucano.

Aécio dirigia um jipe Land Rover, placas HMA-1003, comprado em novembro de 2010 em nome da emissora.

Sem a detenção de Aécio na blitz da lei seca no Rio em 2011, nada disso teria sido descoberto. E quem diz não é este Blog, mas outro jornal que, tal qual a Folha, apoia o PSDB: o Estadão. Por isso, esse jornal publicou em 2012, também sem destaque e sem continuidade, a matéria que você pode conferir abaixo.





Como se viu na matéria recente da Folha, o caso não deu em nada porque, tal qual ocorre em São Paulo, a ditadura tucana mineira cooptou o Ministério Público local. O então procurador-geral do Estado, Alceu Marques, encerrou o caso sem sequer verificar os valores que o Erário de Minas Gerais doou às rádios da família de Aécio e, como prêmio, foi nomeado secretário do Meio Ambiente pelo governo tucano que os mineiros acabam de rejeitar nas urnas.

Se tudo que vai acima não o convenceu de que pôr alguém como Aécio na Presidência seria um suicídio coletivo do povo brasileiro, a menos que você esteja sendo pago pela campanha tucana é melhor que procure, com urgência, tratamento psicológico.

by eduguim on 14/10/14 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A Ordem dos Illuminati: Suas Origens, Seus Métodos e Sua Influência Sobre os Eventos Mundiais

A Ordem dos Illuminati é muitas vezes o centro de debates sobre o impacto das sociedades secretas na história humana. É o Illuminati um mito ou ela realmente governa o mundo em secreto? Como o número de pessoas fazendo essa pergunta tem crescido, fatos sobre a Ordem tornou-se diluído com equívocos e desinformação, fazendo uma pesquisa objetiva sobre o assunto difícil. Este artigo tenta lançar alguma luz baseada em fatos sobre a Ordem dos Illuminati, revendo alguns dos documentos mais importantes sobre o assunto.

O mundo "Illuminati" é usado bastante livremente para descrever o grupo de elite que está secretamente controlando o mundo. A maioria tem uma idéia geral do significado do termo, mas estão confusos sobre os conceitos e as idéias relacionadas a ele. É Illuminati a mesma coisa que a Maçonaria? Quais são seus objetivos? Quais são suas crenças? Por que eles agem em segredo? Será que eles praticam ocultismo? Tentar pesquisar o assunto objetivamente pode se tornar uma tarefa árdua, copois mo a maioria das fontes acabam sendo ambos pedaços de desinformação e desprezo que negam (e até mesmo ridicularizam) qualquer assunto relacionado aos Illuminati, ou, no outro extremo do espectro, difundem mal informadamente o medo em rumores e mal-entendidos. Em ambos os casos, o pesquisador acaba com o mesmo resultado: uma versão distorcida da verdade.

Considerando que as sociedades secretas devem ser, por definição, secreta, e que a história é muitas vezes reescrita por aqueles no poder, obtendo a verdade imparcial sobre o Illuminati é um desafio. Este artigo não pretende "revelar" ou "expor" tudo o que está a ser conhecido sobre o Illuminati, mas sim tentativas de desenhar um quadro mais preciso da Ordem, citando autores que têm estudado extensivamente o assunto. Se eles são, no final, críticos ou defensores dos Illuminati, esses autores baseiam seus pensamentos em fatos credíveis. Alguns dos documentos mais interessantes sobre o Illuminati foram escritos por iniciados de sociedades secretas como eles entenderam a corrente filosófica e espiritual dirigindo o movimento para a frente. Usando essas obras, vamos olhar para as origens, os métodos e os impactos da Illuminati na história do mundo.

Tipos de Sociedades Secretas

Embora vários grupos se chamassem "Illuminati" no passado, o mais influente e memorável deles foi os Illuminati da Baviera. Fundada em 01 maio de 1776, a organização criada por Adam Weishaupt turva a linha entre o "espiritual" e "político" das Sociedades Secretas. Ao misturar as ciências ocultas da Maçonaria e Rosacrucianismo, e enquanto conspirando para atingir objetivos políticos precisos, os Illuminati se tornou um ator no cenário mundial. Enquanto a maioria das sociedades secretas daquele tempo serviam pessoas ricas e seu fascínio com o ocultismo, os Illuminati da Baviera procuraram ativamente mudar profundamente o mundo.

Sociedades Secretas têm existido durante todo o curso da história, cada uma delas com objetivos diferentes e com diferentes papéis na sociedade. Enquanto as escolas de mistério egípcias faziam parte da instituição egípcia, outros grupos eram secretos, devido à seus objetivos subversivos e conspiratórios. Essas duas citações seguinte, escritas por duas personalidades políticas famosas, descreve essas visões opostas sobre Sociedades Secretas:

"Será que Zanoni pertence a essa Fraternidade mística, que, em uma idade mais precoce, considerava os herdeiros de tudo que o que os caldeus, os Magos, o Gimnosofistas, e os platônicos tinha ensinado, e que diferiam de todos os Filhos mais escuro da magia na virtude de suas vidas, na pureza de suas doutrinas, e sua insistência, como a fundação de toda a sabedoria, sobre a subjugação dos sentidos, e a intensidade da fé religiosa? "
- Sir Edward Bulwer Lytton, 18841

"Os governos dos dias de hoje têm que lidar não apenas com outros governos, com imperadores, reis e ministros, mas também com as sociedades secretas que têm toda a parte de seus agentes sem escrúpulos, e pode, no último momento parar todos os planos dos governos".
- Primeiro-ministro britânico Benjamin Disraeli, 1876

Estas citações descrevem diferentes domínios de influência das Sociedades Secretas. O primeiro refere-se ao lado espiritual, enquanto o segundo descreve o lado político. Nem todas as sociedades secretas habitam no espiritual e nem todas elas se envolvem em maquinações políticas. Os Illuminati da Baviera oeravam em ambos os reinos.

"Irmandades espirituais são destinadas à Sabedoria, guiando a humanidade em direção ao reino do Infinito; irmandades Políticas [são compostas] de buscadores de poder que escondem sua agenda manipuladora na escuridão. (...)

Todas as sociedades secretas compartilham certos temas fundamentais. A associação é restrita àqueles que têm um interesse permanente no assunto. Assim, um grupo espiritual irá atrair pessoas que buscam mais conhecimento de um professor particular ou tipo de prática. O aluno está ciente do assunto com antecedência e se aproximará do grupo para outras instruções. Mais raramente, um indivíduo pode ser "aproveitado" pelo grupo por causa de uma afinidade percebida a sua finalidade a esse propósito.

Em uma sociedade política secreta, a adesão é restrita para aqueles que compartilham uma afinidade ideológica com os objetivos que o grupo representa. No final mais distante do espectro político, a missão será a revolução. Tal sociedade irá a grandes distâncias para se defender. (...)

Os Illuminati são percebidos por muitos como abrangendo o abismo entre o espiritual e a sociedade política secreta. Muitas vezes responsabilizado (ou culpado) por influenciar a Revolução Francesa em 1787, os Illuminati ensinou uma doutrina de libertação social e política que dependia da igualdade do homem, o abraço do racionalismo, e a negação da coroa e da igreja como as instituições legítimas para o regulamentação de valores sociais e morais. (...) Enquanto os pontos de vista dos Illuminati possam soar bastante avançado para a época, as revoluções europeias que se acredita que eles incentivaram degenerou em banhos de sangue brutais, cuja singular falta de compasso moral foi terrível. "2

Enquanto alguns acreditam que Adam Weishaupt foi o mentor único dos Illuminati e que sua organização passou para a glória e morreu em menos de 12 anos, a maioria dos pesquisadores iniciados em ocultismo acreditam que os Illuminati da Baviera foi a rara aparição de uma antiga irmandade que poderia ser rastreada de volta ao Templários da Idade Média.

Manly P. Hall, maçom de Grau 33 e autor prolífico, descrito em seu panfleto "Orders Maçônica da Fraternidade" um "império invisível" que tem sido silenciosamente trabalhado durante séculos para a mudança social. Periodicamente se tornou visível ao longo da História, através de diferentes organizações que tinham nomes diferentes. Segundo ele, esses grupos têm um grande impacto sobre a sociedade ainda em silêncio, até mesmo o de transformar o sistema educacional para formar as futuras gerações.

"A descendência direta do programa essencial das escolas esotéricas foi confiada a grupos já bem condicionados para o trabalho. As guildas, sindicatos, e outras sociedades protetoras e benevolentes tinham sido fortalecidos internamente pela introdução de uma nova aprendizagem. O avanço do plano exigia o alargamento das fronteiras do filosófico exagerar. A Fraternidade Mundial era necessário, sustentada por um programa amplo e profundo da educação de acordo com o "método". Tal Fraternidade não poderia incluir imediatamente todos os homens, mas poderia unir as atividades de certos tipos de homens, independentemente de suas crenças raciais ou religiosas ou as nações em que habitava. Esses foram os homens de "direção", os filhos de amanhã, cujo símbolo era um sol escaldante erguendo-se sobre as montanhas do leste. (...)

Era inevitável que as Ordens da Fraternidade devam patrocinar a educação mundial. (...) O programa incluia uma expansão sistemática das instituições existentes e o alargamento da sua esfera de influência.

Lentamente, as Ordens de Reforma Universal desapareceram da atenção pública, e em seus lugares surgiram as Ordens da Fraternidade Mundial. Todo o possível foi feito para evitar as transições de ser óbvio. Até mesmo a história foi falsificada para fazer certas sequências de atividade irreconhecíveis. A mudança de ênfase nunca deu a impressão de aspereza, e o movimento apareceu como uma aurora da consciência social. As pistas mais óbvias para a atividade secreta ter sido o silêncio prevalecente sobre a origem e a impossibilidade de apresentação das lacunas nos registros das Ordens fraternais do século XVII e do século XVIII (...)

Ordens da Fraternidade foram anexados por fios finos e quase invisíveis para o projeto pai. Como Escolas de Mistérios anteriores , essas Fraternidades não eram em si mesmos encarnações reais das associações esotéricas, mas sim instrumentos para o avanço de certos objetivos do plano divino." 3

Aqui, Hall menciona um "silêncio" e falta de informação sobre o funcionamento das Sociedades Secretas durante o século 17 e 18, época durante a qual os Illuminati da Baviera estavam ativo. É durante este período de tempo que as sociedades secretas tomaram medidas, causando revoluções, derrubando poderes Monárquicos e Papais e tomando conta do sistema bancário. Foi a Bavarian Illuminati parte do Império Invisível descrito por Hall? Está hoje ainda ativo? Vamos primeiro olhar em Adam Weishaupt e sua Sociedade Secreta infame.

Adam Weishaupt, Treinado Pelos Jesuítas

Adam Weishaupt nasceu em Ingolstadt, Baviera em 06 de fevereiro de 1748. Seu pai morreu quando ele tinha sete anos e seu padrinho, o Barão Ickstatt, confiou a sua educação cedo para o grupo mais poderoso da época: os jesuítas. Conhecido por seus métodos subversivos e tendências conspiratórias, a Companhia de Jesus tinha uma fortaleza na política da Baviera e do sistema educacional.

"O grau de poder para que os representantes da Companhia de Jesus tinha sido capaz de atingir na Baviera era tudo menos absoluto. Membros da ordem eram os confessores e preceptores dos eleitores, daí eles tiveram uma influência direta sobre as políticas de governo. A censura da religião tinha caído em suas mãos ansiosas, na medida em que algumas das freguesias ainda foram obrigadas a reconhecer a sua autoridade e poder. Para exterminar toda a influência protestante e para tornar o estabelecimento completamente Católico, eles tinham tomado posse dos instrumentos de ensino público. Foi pelos jesuítas que a maioria das faculdades da Baviera foram fundadas, e por quem elas eram controladas. Foi por eles também que as escolas secundárias do país foram instituídas. "4

O funcionamento interno da Companhia de Jesus foi bastante semelhante à Irmandade oculta que estava aparentemente trabalhando contra. Funcionou com graus, ritos de iniciação, elaborados rituais e símbolos esotéricos e havia sido suprimido inúmeras vezes em vários países devido à sua tendência subversiva.

Em 1773, o padrinho de Weishaupt usou sua grande influência na Universidade de Ingolstadt para colocar seu afilhado como o cadeira de Direito Canônico. Naquela época, a instituição estava sob dominação jesuítica pesada e aquela posição particular era tradicionalmente realizada pelos jesuítas influentes. O crescente abraço de Weishaupt em filosofias da Era da Iluminação colocou em conflito com os jesuítas e todos os tipos de dramas políticos se seguiram. Apesar disso, Weishaupt aprendeu muito com a organização dos jesuítas e seus métodos de subversão para a obtenção de energia. É nessa época que a idéia de uma Sociedade Secreta começou a entrar nos pensamentos de Weishaupt.

"Brilhante, e bem treinado nos métodos conspiratórios de acesso ao poder, o jovem Weishaupt decidiu organizar um corpo de conspiradores, determinado a libertar o mundo da regra jesuítica de Roma." 5

Enquanto alguns autores acreditam que os jesuítas (que foram reprimidos por bula papal em 1773) usou Weishaupt para perpetuar o seu domínio, outros afirmam que ele estava tentando derrubar seu domínio poderoso sobre Baviera. Numa escala mais ampla, ele estava convencido de que o mundo iria lucrar com a derrubada de todas as instituições governamentais e religiosas no mundo para substituí-los por um comitê mundial, ainda secreto , de "iniciados". Para alcançar seus objetivos, ele usaria métodos jesuítas contra os jesuítas.

Enquanto Weishaupt prosseguiu com seus estudos, ele também tornou-se conhecedor dos mistérios ocultos e hermetismo. Ele reconheceu o poder de atração deste conhecimento misterioso e entendeu que as lojas maçônicas seriam o local ideal para propagar suas opiniões. Ele procurou, portantoEle reconheceu o poder de atração deste conhecimento misterioso e entendeu que as lojas maçônicas seriam o local ideal para propagar suas opiniões. Ele procurou, portanto, se tornar um maçom, mas ficou rapidamente desencantado com a idéia.

"Sua imaginação tendo tomado o calor de suas reflexões sobre o poder de atração dos mistérios de Elêusis e da influência exercida pelo culto secreto dos Pitagóricos, foi primeiro no pensamento de Weishaupt a procurar nas instituições maçônicas da época a oportunidade que cobiçava para a propagação de suas idéias. Dessa intenção original, porém, ele logo se desviou, em parte por causa da dificuldade que tinha para comandar fundos suficientes para ganhar a admissão a uma loja de maçons, em parte porque seu estudo de tais livros maçônicos como chegou às suas mãos o persuadiu que os "mistérios" da Maçonaria foram muito pueris e muito facilmente acessível ao público em geral para torná-los de valor". 6

Weishaupt logo percebeu que, para atingir seus objetivos, seria necessário para ele criar seu próprio grupo secreto, composto por indivíduos poderosos que abraçaria suas opiniões e o ajudaria a propagá-los.

"Ele considerou necessário, portanto, lançar-se em linhas independentes. Ele formou uma organização secreta modelo, composta por "escolas de sabedoria", escondida do olhar do mundo atrás de paredes de reclusão e mistério, onde as verdades que a insensatez e o egoísmo dos sacerdotes baniram das cadeiras públicas de educação pudessem ser ensinadas com perfeita liberdade para os jovens suscetíveis. "7

O objetivo da organização de Weishaupt era simples mas monumental: derrubar todas as instituições políticas e religiosas, a fim de substituí-la por um grupo de iniciados Illuminati. Segundo ele "a felicidade universal completa e rápida poderia ser alcançada pela eliminação da classificação, hierarquia e riquezas. Príncipes e nações desapareceriam, sem violência a partir da terra, a raça humana vai se tornar uma família, o mundo será a morada dos homens razoáveis ". Em 01 de maio de 1776, a Ordem dos Illuminati foi fundada.

Os Illuminati da Baviera

Os Illuminati de Weishaupt começou humildemente com apenas cinco membros, mas depois de alguns anos e com conexões poderosas, a Ordem tornou-se uma grande força política em todo o mundo. Decisores influentes, industriais ricos, poderosos nobres e ocultistas misteriosos entraram para a Ordem e participaram de seus objetivos conspiratórios. Alguns historiadores afirmam que a ascensão rápida da Ordem para o sucesso foi devido a um encontro secreto entre Weishaupt e uma figura misteriosa chamada Cagliostro, o ocultista mais poderoso da época.

"Em Ingolsstadt, Cagliostro, acredita-se que conheceu Adam Weishaupt, professor de filosofia e direito canônico na universidade, que em 1776, fundou a seita dos Illuminati. Chamando-se herdeiros dos Cavaleiros Templários, eles declararam seu interesse em utilizar a intervenção celestial como obtida por Cagliostro para a promoção de um programa de reforma religiosa no mundo, mas uma mais radical do que a de Cagliostro, "comprometido em vingar a morte dos Templários Grand Master Molay reduzindo a pó a tríplice coroa dos papas e eliminação do último dos reis Capeto ".

Cagliostro obrigou, e descreveu em detalhes proféticos a decapitação de Luís XVI, um evento que dificilmente se poderia prever naquele tempo como qualquer coisa, mas improvável. "8

Os Illuminati da Baviera foram originalmente compostos por três séries primárias: Minerval Novice, e Minerval Iluminado. Cada série foi concebida para atingir objetivos específicos, garantindo simultaneamente o controle completo e domínio para o ápice da pirâmide. Aqui está uma breve olhada em cada série.

Novato

Membros iniciantes da Illuminati da Baviera foram atraídos e introduzidos à Ordem usando vocabulário atraente (a busca da sabedoria e aperfeiçoamento) e conhecimento oculto. Eles foram introduzidos no entanto a uma hierarquia altamente monitorada e controladora, um sistema que se assemelha a dos jesuítas. Não houve menção de objetivos políticos da Ordem.

"Uma vez inscrito, a instrução de cada Novice era estar nas mãos de seu inscrivente, que manteve bem escondido de seu aluno a identidade do resto de seus superiores. Tais estatutos da ordem como ele foi autorizado a ler impresso na mente dos Novices que os fins particulares procurado em seu noviciado foram para melhorar e aperfeiçoar seu caráter moral, expandir seus princípios de humanidade e sociabilidade, e solicitar o seu interesse no louvável objetivo de frustrar os planos dos maus, auxiliando a virtude oprimida, e ajudando os homens de mérito a encontrar locais adequados no mundo. Ter tido impressionado com ele a necessidade de manter sigilo inviolável respeitando os assuntos da ordem, as funções de subordinar ainda mais seus pontos de vista egoístas e interesses, e de acordo com a obediência respeitosa e completa para os seus superiores estavam próximos intimados. Uma parte importante da responsabilidade do Novice consistiu na elaboração de um relatório detalhado (para os arquivos da ordem), contendo informações completas a respeito de sua família e sua carreira pessoal, que abrange itens como controle remoto como os títulos dos livros que possuía, os nomes de seus inimigos pessoais e aquando da sua inimizade, seu próprios pontos fortes e fracos de caráter, as paixões dominantes de seus pais, os nomes de seus pais e amigos íntimos, etc relatórios mensais foram também necessárias, cobrindo o benefícios o recruta tinha recebido e os serviços que tinha prestado ao fim. Para a edificação do fim do Iniciante deve comprometer a sua parte no trabalho de recrutamento, seu avanço pessoal para os graus mais elevados de ser condicionada ao sucesso de tais esforços. Para aqueles a quem ele se matriculou ele se tornou, por sua vez um superior, e assim depois de um noviciado, presumivelmente, dois anos de duração, o caminho estava aberto para sua promoção para o grau imediatamente superior "9

Quando um Novice provou a seus superiores ser digno de avanço, ele foi iniciado com o grau de Minerval.

Minerval

Selos Minerval dos Illuminati da Baviera. Estes pingentes, usado ao redor do pescoço do iniciado Minerval , contou com a Coruja de Minerva. Também conhecida como a Coruja da Sabedoria, esse símbolo é encontrado ainda hoje em lugares poderosos: ao redor da Casa Branca, escondido na nota de dólar ou na insígnia do Bohemian Club.

O termo Minerval é derivado do Minerva, que era a deusa romana da poesia, da medicina, da sabedoria, do comércio, tecelagem, artesanato, magia e música. Ela é muitas vezes representada com a sua criatura sagrada, uma coruja, que simboliza os laços com sabedoria. Um símbolo antigo dos mistérios, Minerva é destaque em lugares como a Biblioteca do Congresso e do Grande Selo da Califórnia.

A segunda série dos Illuminati foi de doutrinação. Os iniciados eram ensinados sobre os princípios espirituais da Ordem, mas tinham pouca informação sobre os verdadeiros objetivos de Weishaupt e seu círculo íntimo de administradores.

"A cerimônia de iniciação através do qual o Iniciante passou para o grau Minerval era esperado para desiludir a mente do candidato de qualquer suspeita de que a ordem tinha como objetivo supremo a subjugação dos ricos e poderosos, ou, queda de civis e governo eclesiástico. Ele também prometeu ao candidato ser útil à humanidade, para manter um silêncio eterno, uma fidelidade inviolável, e uma obediência implícita com respeito a todos os superiores e as regras da ordem;. E sacrificar todos os interesses pessoais aos da sociedade " 10

Minervals foram autorizados a conhecer alguns dos seus superiores (Minervals Iluminado) e se envolver em discussões com eles. Esse privilégio só foi uma grande fonte de motivação para os novos iniciados.

Minerval Iluminado

Selecionados entre os Minervals, aos Minervals Iluminados foram dadas tarefas específicas a cumprir, a fim de prepará-los para tomar medidas no "mundo real". Maior parte do trabalho consistiu no estudo da humanidade e da perfeição de métodos para dirigi-lo. Cada Minerval Iluminado foi confiada a um pequeno grupo de Minervals que foram examinados, analisados e levados para direções específicas. Membros de menor grau da Ordem, portanto, tornaram-se assuntos de teste para as técnicas que podem ser aplicadas para as massas em geral.

"Para o Minerval de grau Iluminado foram admitidos os Minervals que no julgamento de seus superiores eram dignos de avanço. Cerimônias elaboradas de iniciação fixaram na mente do candidato as noções que a purificação progressiva de sua vida era de se esperar que ele fizesse seu caminho na ordem, e que o domínio da arte de dirigir homens era para ser sua busca especial, desde que ele permaneça no novo grau. Para conseguir este último, ou seja, para se tornar um psicólogo perito e diretor de consciência do homem, ele deve observar e estudar constantemente as ações, propósitos, desejos, defeitos e virtudes do pequeno grupo de Minervals que foram colocados sob a sua orientação pessoal e cuidados . Por causa de sua orientação nessa difícil tarefa uma massa complicada de instruções foi fornecida a ele.

Além de sua presença contínua nas assembléias do Minervals, os membros desta classe se reuniram uma vez por mês por si só, para ouvir relatos sobre os seus discípulos, para discutir métodos de realizar os melhores resultados em seu trabalho de direção e para solicitar um ao outro conselhos em casos difíceis e embaraçosos. Nessas reuniões os registros das assembléias do Minervals foram revistos e corrigidos e depois transmitidos aos oficiais superiores da ordem "11

A partir desta estrutura básica, os Illuminati começaram a sua expansão. Tudo estava no lugar para Weishaupt alcançar um objetivo importante: a infiltração da Maçonaria.

Infiltração da Maçonaria

Em 1777, ano seguinte à criação do Illuminati, Weishaupt juntou-se à loja maçônica de Theodore do Bom Conselho, em Munique. Não só ele conseguiu propagar seus pontos de vista no interior da loja, como ele também conseguiu fazer a loja ser "virtualmente absorvida a ordem iluminista quase imediatamente". 12

A aliança definitiva entre os Illuminati e a Maçonaria se tornou possível em 1780, quando uma figura proeminente pelo nome de Barão Adolf Franz Friederich Knigge foi iniciado na Ordem de Weishaupt. Ligações maçônicas do diplomata alemão e habilidades organizacionais foram prontamente colocadas em uso pela Ordem. Knigge iria passar a realizar duas tarefas importantes para o Illuminati: Ele revisou a hierarquia da Ordem, criou novaos graus mais altos e permitiu a plena integração das lojas maçônicas no sistema.

"Duas consequências pesadas imediatamente seguido como resultado do advento da Knigge na ordem. Os graus mais elevados há muito procurado foram trabalhados, e uma aliança entre os Illuminati e a Maçonaria foi feita. "13

Knigge, um diplomata alemão e influentes do Norte juntou-se ao ocultismo Illuminati em
1780. Ele é aqui mostrado exibindo o sinal da Mão Invisível (veja o artigo intitulado
A Mão Invisível que moldou o mundo).

Influência da Knigge sobre a Ordem foi profunda e imediata. O novo sistema que ele criou atraiu maçons e outras figuras poderosas, que deu o grande impulso ao movimento. Aqui está o sistema inventado por Knigge:

Knigge manteve os graus da Ordem original intocados, mas acrescentou novas classes acima deles. O segundo nível dos Illuminati incorporavam os graus da Maçonaria tornando, portanto, a Irmandade simplesmente uma parte da superestrutura mais ampla iluminista.

"O grau Novice (a parte do sistema apenas no sentido de preparação) foi deixado inalterado por Knigge, exceto pela adição de uma comunicação impressa para ser colocada nas mãos de todos os novos recrutas, aconselhando-os que a Ordem dos Illuminati está contra todas as outras formas de maçonaria contemporânea como não a um tipo degenerado, e como tal só capaz de restaurar o ofício ao seu antigo esplendor. (...)

Os três graus simbólicos da segunda classe parecem ter sido concebido exclusivamente para a finalidade de fornecer uma avenida pela qual os membros dos vários ramos da grande família maçônica poderiam passar aos graus mais elevados da nova ordem "14

As melhores notas da Ordem foram restritas a um seleto e incluem indivíduos poderosos e influentes figuras. O grau de Príncipe realizado dentro de seus os Inspectores Nacionais, Provincials, Chefes e Monge dos Sacerdotes. No topo da pirâmide eram os Magus (também conhecido como Areopagites), que compreende os chefes supremos da Ordem. Suas identidades foram guardadas com segurança e ainda são difíceis de confirmar hoje.

A estratégia de Knigge deu resultados impressionantes e permitiu que os Illuminati se tornassem um movimento extremamente poderoso.

"O novo método de espalhar Iluminismo por meio de sua afiliação com as lojas maçônicas prontamente demonstrou o seu valor. Grande parte devido à estratégia de busca de seus recrutas entre os oficiais e outros personagens influentes nas lojas da Maçonaria, um após outro, este último em rápida sucessão passou para o novo sistema. Prefeituras novas foram criadas, novas províncias organizadas e Provincials começaram a relatar um fluxo constante e abundante de novos recrutas. (...) Os estudantes, comerciantes, médicos, farmacêuticos, advogados, juízes, professores de ginásios e universidades, preceptores, funcionários civis, pastores, sacerdotes - todos foram generosamente representados entre os novos recrutas. Nomes distintos logo apareceram nas listas das lojas do novo sistema. Duque Ferdinand de Brunswick, Duque Ernst de Gotha, duque Karl August de Saxe-Weimar, o príncipe agosto de Saxe-Gotha, o príncipe Carl de Hesse, o Barão Dalberg, o filósofo Herder, o poeta Goethe, o educador Pestalozzi, estavam entre o número de inscritos , Até o final de 1784 os líderes vangloriam-se de um registro total de entre dois e três mil membros 106. e o estabelecimento da ordem sobre uma base sólida parecia ser plenamente assegurado. "15

Weishaup, no entanto, não gostou do sucesso de sua Ordem por muito tempo. Suspeitas de conspiração Illuminati contra os governos e religiosos surgiram em toda a Europa. Vendo uma ameaça crível contra o seu poder, o governo da Baviera lançou um edital proibindo todas as comunidades, sociedades e irmandades que existiam sem a devida autorização da lei. Além disso, as divergências internas entre Weishaupt e os superiores de sua Ordem levavam a conflitos e dissensões. No meio de tudo isso, alguns membros foram diretamente para as autoridades e testemunharam contra a Ordem, uma oportunidade que não foi perdida pelo governo da Baviera.

"Da boca dos seus amigos, as acusações que seus inimigos fizeram contra a ordem foram fundamentadas. Pela admissão de seus líderes, o sistema dos Illuminati tinha a aparência de uma organização dedicada à derrubada da religião e do Estado, um bando de envenenadores e falsificadores, uma associação de homens de moral repugnante e gosto depravado "16

A partir de 1788, através do uso da legislação agressivo e acusações criminais, os Illuminati da Baviera foram aparentemente dissipados e destruídos pelo governo. Enquanto alguns vêem aqui a conclusão da história dos Illuminati, não se deve esquecer que os tentáculos do Iluminismo teve tempo para se espalhar muito além de limites da Baviera para chegar as lojas maçônicas em toda a Europa. Em outras palavras, os Illuminati nunca foram destruídos, eles simplesmente passaram à clandestinidade. Um ano mais tarde, um evento importante seria provar que o Iluminismo foi mais vivo e potente do que nunca: a Revolução Francesa.

A Revolução Francesa

A derrubada violenta da monarquia francesa em 1789 simboliza para muitos a vitória do jacobinismo e Iluminismo sobre as instituições tradicionais da época. A adopção da Declaração dos Direitos Humanos oficialmente registrou valores maçônicos e iluministas no núcleo do governo francês. Novo lema do país "Liberté, Égalité et Fraternité" (Liberdade, Igualdade e Fraternidade) foi um dito famoso maçônico que foi usado em lojas francesas durante séculos.

O documento oficial da Declaração dos Direitos Humanos contém vários símbolos ocultos referindo-se a sociedades secretas. Primeiro, o símbolo do Olho Que Tudo Vê dentro de um triângulo, cercado pela luz da estrela Sirius, encontrando-se acima de tudo (esse símbolo também é encontrado no Grande Selo dos Estados Unidos). Abaixo do título é descrito um Ouroboros (a serpente comendo a própria cauda), um símbolo esotérico associado a Alquimia, gnosticismo e hermetismo, os ensinamentos fundamentais da Maçonaria. Logo abaixo do Ouroboros é um barrete frígio vermelho, um símbolo que representa revoluções iluministas em todo o mundo. A Declaração inteira é guardada por pilares maçônica.

Reação contra o Iluminismo

Apesar de os Illuminati de Baviera serem dito como mortos, as idéias promoveram e ainda se tornaram uma realidade. Os maçons e rosacruzes ainda estavam prosperando, e os Illuminati pareciam estar vivendo através deles. A Europa estava passando por turbulências profundas visto que uma nova classe de pessoas tomou o elmos de poder. Os críticos começaram a surgir, revelando às massas as forças secretas por trás das mudanças que eles estavam testemunhando.

Leopold Hoffman, um maçom que estava convencido de que os Illuminati corromperam sua Irmandade, publicou uma série de artigos em seu diário, intitulado Wiener Zeitschrift. Ele alegou que os níveis mais baixos dos Illuminati tinha sido dissolvido, mas os mais altos graus ainda estavam ativos. Ele também acrescentou que a Maçonaria estava sendo "subjugada pelo Iluminismo" e transformada para servir aos seus fins. Ele também afirmou que a Revolução Francesa foi o resultado de anos de propaganda iluminista.

Em 1797, John Robinson, um médico escocês, matemático e inventor (ele inventou a sirene) publicou um livro intitulado "Provas de uma conspiração contra todas as religiões e governos da Europa, exercidas nas reuniões secretas dos Maçons, Illuminati, e Sociedades de Leitura ". Este maçom devoto ficou desencantado quando percebeu que sua fraternidade tinha sido infiltrada pelos Illuminati. Aqui está um trecho de seu livro:

"Descobri que o secretismo de uma Loja Maçônica tinha sido empregado em todos os países para a ventilar e propagar sentimentos em religião e política, que não poderia ter circulado em público sem expor o autor a grande perigo. Eu achei que esta impunidade haviam gradualmente encorajado os homens de princípios licenciosos para se tornar mais ousados, e para ensinar as doutrinas subversivas de todas as nossas noções de moral - de toda a nossa confiança no governo moral do universo - de todas as nossas esperanças de melhoria em um futuro estado de existência e de toda a satisfação e contentamento com a nossa vida presente, desde que vivemos em um estado de subordinação civil. Eu tenho sido capaz de rastrear essas tentativas, feita, através de um curso de 50 anos, sob o pretexto especioso de iluminar o mundo, a tocha da filosofia, e de dissipar as nuvens de superstição civis e religiosas que mantêm as nações da Europa nas trevas e escravidão.

Tenho observado essas doutrinas gradualmente difundindo e misturando com todos os diferentes sistemas da Maçonaria, até que, finalmente, uma associação foi formada com o propósito expresso de extirpar todos os estabelecimentos religiosos, e inverter todos os governos existentes DA EUROPA. Eu já vi essa Associação exercendo-se com zelo e sistematicamente, até que tornou-se quase irresistível: E eu tenho visto que os líderes mais ativos da Revolução Francesa eram membros dessa Associação, e conduziu os seus movimentos primeiro de acordo com seus princípios, e por meio de suas instruções e assistência, formalmente solicitado e obtido: E, finalmente, tenho visto que esta associação ainda existe, ainda trabalha em segredo, e que não só várias aparições entre nós mostram que seus emissários estão se esforçando para propagar suas doutrinas detestáveis, mas que a Associação tem Lojas na Grã-Bretanha correspondente com o Loja mãe em Munique desde 1784. . . A Associação dos quais eu tenho falado é a Ordem dos Illuminati, fundada, em 1775 [sic], pelo Dr. Adam Weishaupt, professor de Direito Canônico, na Universidade de Ingolstadt, em 1786 e abolido pelo Eleitor da Baviera, mas reviveu imediatamente após, sob outro nome, e de uma forma diferente, em toda a Alemanha. Foi novamente detectado, e aparentemente quebrado, mas que tinha por esta altura levado tão profundas raízes que ainda subsiste sem ser detectado, e se espalhou em todos os países da Europa "17

Augustin Barrel, um sacerdote jesuíta francês também publicou em 1797 um livro de ligação a Revolução Francesa para os Illuminati da Baviera. Em "Mémoires despeje à l'histoire SERVIR du Jacobisime", ele remonta o slogan "Liberdade e Igualdade" voltando aos Templários e afirmou que, nos graus mais elevados da ordem, liberdade e igualdade é explicada não só pela "guerra contra a reis e tronos", mas por "guerra contra Cristo e os altares ". Ele também forneceu detalhes referentes a iluminista aquisição da Maçonaria.

"Barruel acusou que não só os da ordem mais baixa da Maçonaria foram enganados por Weishaupt, mas também aqueles da própria Illuminati de Weishaupt, para quem ele tinha fornecido um outro nível altamente secreto de direção conhecida como a Aeopagus, um círculo retirado de diretores de toda a ordem, o único que sabia visa o seu segredo. Para Barruel, tais líderes revolucionários como La Rochefoucauld, Lafayette, e o duque d'Orléans, tinham se tornado agentes Illuminati e dupes de mais radicais extremos, como Danton, que provocaram a rebelião dirigida pelos Illuminati. Barruel acusou ainda mais que o estabelecimento maçônico francês todo tinha sido convertido em idéias revolucionárias de Weishaupt, suas lojas transformadas em comitês secretos que planejavam derramamento de sangue "18

Propagação na América

A maioria dos Pais Fundadores da América faziam parte de sociedades secretas, ou maçons, ou rosa-cruzes ou outros. Alguns deles viajaram para a Europa e foram bem versados nas doutrinas dos Illuminati.

De 1776 a 1785 - quando os Illuminati da Baviera era abertamente ativos - Benjamin Franklin estava em Paris servindo como embaixador dos Estados Unidos para a França. Durante a sua estada, ele tornou-se Grão-Mestre da Loja Les Soeurs neufs que foi anexado com o Grande Oriente da França. Esta organização maçônica foi dito ter se tornado a sede francesa da Illuminati da Baviera. Ela foi particularmente influente na organização do apoio francês para a Revolução Americana e mais tarde fez parte do processo para a Revolução Francesa.

Em 1799, quando o ministro alemão G.W. Snyder advertiu George Washington do plano Illuminati "para derrubar todos os governos e religião", Washington respondeu que tinha ouvido "grande parte do plano nefasto e perigoso e doutrinas dos Illuminati". Ele no entanto concluiu sua carta afirmando: "Eu acredito que, não obstante, que nenhuma das Lojas neste país estão contaminadas com os princípios atribuídos à sociedade dos Illuminati".

Em outra carta a Snyder, escrita um mês depois, Washington continuou sobre o tema:

"Não era minha intenção duvidar que, as doutrinas dos Illuminati, e os princípios do jacobinismo não se espalharam nos Estados Unidos. Pelo contrário, ninguém é mais verdadeiramente satisfeito com esse fato do que eu.

A idéia que eu quis transmitir, era que eu não acreditava que as Lojas dos Maçons no país teve, como Sociedades, esforçado-se para propagar as doutrinas diabólicas dos primeiros princípios, ou perniciosas do último (se forem susceptíveis de separação). Os indivíduos que delas podem tê-lo feito, ou que o fundador, ou o instrumento empregado para fundar, as Sociedades Democráticas nos Estados Unidos, pode ter tido esses objetos, e realmente tinha uma separação do Povo de seu Governo em vista, é muito evidente para ser questionado. "

Parte da carta original escrita por George Washington sobre os Illuminati

A julgar por esta carta, George Washington foi, obviamente, bem ciente das doutrinas dos Illuminati e mesmo se ele não acreditasse que as instituições maçônicas dos Estados Unidos propagaram as suas doutrinas, ele admite que os indivíduos poderiam ter realizado esse esforço.

Após os Illuminati da Baviera

Hoje, o termo Illuminati é usado para descrever frouxamente o pequeno grupo de indivíduos poderosos que estão trabalhando para a criação de um Governo Mundial, com a emissão de uma única moeda mundial e uma religião mundial única. Embora seja difícil determinar se este grupo descende diretamente do original Illuminati da Baviera, nem mesmo que usa o termo Illuminati, e se seus princípios e métodos estão em perfeita continuação do mesmo. Como dito acima, o nome que é usado para descrever a elite oculta pode mudar. E, finalmente, o nome é irrelevante, o que precisa ser reconhecida é a corrente subjacente que existe há séculos.

De acordo com a Manly. P Hall, os Illuminati da Baviera foram parte do que ele chama de "Fraternidade Universal", uma ordem invisível na "fonte" da maioria das sociedades secretas herméticas do passado. Ele tem trabalhado ao longo dos séculos para a transformação da humanidade, guiando-a através de um processo alquímico em todo o mundo. Da mesma forma que o grande trabalho alquímico pretende transformar metais em ouro bruto, que afirma trabalhar no sentido de uma metamorfose similar do mundo. De acordo com Hall, a Irmandade Universal, por vezes, torna-se visível, mas sob o disfarce de diferentes nomes e símbolos. Isto significaria que os Cavaleiros Templários, Maçons, Rosacruzes, e Illuminati são temporárias manifestações visíveis de uma força subjacente que é infinitamente mais profunda e mais poderosa. No entanto, os seres humanos são o que são - fraco para a ganância e luxúria - esses movimentos tornam-se frequentemente corrompidos e acabam conspirando contra as massas de mais poder e material de ganho.

"Certamente houve uma corrente de coisas esotéricas, no sentido mais mística da palavra, abaixo da superfície do Iluminismo. A este respeito, a Ordem seguiu exatamente os passos dos Cavaleiros Templários. Os Templários voltaram para a Europa após as Cruzadas, trazendo com eles uma série de fragmentos de escolha de material oculto Oriental, algumas das quais eles tinham se reunido desde o Drusos do Líbano, e alguns dos discípulos de Hasan Ibn-al-Sabbah, o velho bruxo do Monte Alamut.

Se houvesse uma corrente profunda mística fluindo abaixo da superfície do Iluminismo, é certo que Weishaupt não era a Primavera Castália. Talvez o lírios dos Illuminati e as rosas dos Rosacruzes foram, por um milagre da Natureza, que flui do mesmo radical. O simbolismo antigo sugeriria isso, e nem sempre é sábio ignorar marcos antigos. Só há uma explicação que satisfaça os requisitos óbvios e naturais dos fatos conhecidos. Os Illuminati eram parte de uma tradição esotérica que tinha descido desde a antiguidade remota e revelou-se por um tempo curto entre os humanistas de Ingolstadt. Uma das flores da "planta do céu" estava lá, mas as raízes foram longe em melhor chão ". 19

Hall conclui que os Illuminati existiram muito antes do advento da Ordem de Weishaupt e que ainda hoje existe. Foi sob o disfarce da derrota e destruição que os Illuminati perceberam suas maiores vitórias.

"Weishaupt emergiu como um servo fiel de uma causa maior. Atrás dele mudou-se a maquinaria complexa da Escola Secreta. Como de costume, eles não confiaram o seu peso total a qualquer instituição perecível. A história física dos Illuminati da Baviera se estenderam por um período de apenas 12 anos. É difícil entender, portanto, a agitação profunda que este movimento causado na vida política da Europa. Somos forçados à conclusão de que este grupo bávaro foi apenas um fragmento de um projeto grande e composto.

Todos os esforços para descobrir os membros das séries mais avançadas da Ordem dos Illuminati têm sido infrutíferos. Ele tem sido habitual, portanto, supor que esses graus mais altas não existem exceto nas mentes de Weishaupt e von Knigge . Não é igualmente possível que um poderoso grupo de homens, resolvidos a permanecer inteiramente desconhecidos, moveram-se por trás de Weishaupt e empurraram-no para a frente como uma tela para suas próprias atividades?

Os ideais do Iluminismo, como eles são encontrados nos Mistérios pagãos da antiguidade, eram velhos quando Weishaupt nasceu, e é improvável que essas convicções há muito acalentado pereceu com sua experiência bávara. O trabalho que ficou inacabado, em 1785, permanece inacabado em 1950. Ordens esotéricas não serão extintas até o propósito que as trouxe à existência tem sido cumprido. Organizações podem perecer, mas a Grande Escola é indestrutível ". 20

O Grande Selo dos Estados Unidos apresenta a pirâmide inacabada de Gizé, um símbolo da obra inacabada das Ordens esotéricas: a Nova Ordem Mundial. O selo foi aprovado mo dólar americano por Franklin Delano Roosevelt, um maçom de Grau 32 e um Cavaleiro de Pythias com laços Manly P. Hall.

Os Illuminati Hoje

Se a Agenda iluminista ainda está viva hoje, qual a forma que leva? Do ponto de vista esotérico e espiritual, algumas sociedades modernas, como o Segredo OTO (Ordo Templi Orientis) afirmaram ser os herdeiros do Iluminismo. Outros pesquisadores afirmaram que existe Ordens escondidas acima dos 33 "visíveis" graus da Maçonaria, que formam a Illuminati. Como elas são, por definição, secretas, obter detalhes sobre esses pedidos é bastante difícil.

O lado político da Iluminismo moderna é muito mais visível e seus planos são óbvios. Um grupo cada vez mais restritivos e concentrado está sendo confiado à criação de importantes decisões e políticas. Comitês e organizações internacionais, atuando acima de funcionários eleitos são hoje a criação de políticas sociais e econômicas que são aplicadas em um nível global. Este fenômeno é relativamente novo na história do mundo como, em vez de reinos ou estados-nações, um governo sombra não-eleito, composto pela elite do mundo, está gradualmente se tornando o centro do poder mundial.

"Em outro plano político são grupos ideológicos, como o Conselho de Relações Exteriores, ou os participantes do Fórum Econômico Mundial. Aqui encontramos os líderes na política, negócios, finanças, educação e os meios de comunicação que compartilham uma crença no valor de soluções globais; estão em posição de autoridade e influência de alta, e representam diferentes níveis de envolvimento com o círculo interno do grupo. A maioria dos membros simplesmente dão boas-vindas à oportunidade de se associar com outras bem conhecidas luminárias e estamos honrados por serem oferecidos privilégios de membro ou de participação. No entanto, a ideologia nos níveis mais elevados de tais grupos suporta um governo mundial - a ser administrado por uma classe de especialistas e planejadores, encarregados de executar instituições sociais e políticas organizadas. Embora os membros podem ser persuadidos a juntar sua voz considerável para determinadas políticas transnacionais e econômicos, eles podem ser tão favoráveis (ou até mesmo conscientes) das ambições de longo alcance do círculo interno. Embora esses grupos muitas vezes façam suas reuniões em segredo, sua lista de clientes são uma questão de registro público. É a agenda central que está disfarçada. "21

Os principais grupos de elite e os conselhos são: o Grupo de Crise Internacional, o Conselho de Relações Estrangeiras, o Fórum Econômico Mundial, da Brookings Institution, Chatham House, a Comissão Trilateral e do Grupo de Bilderberg. O Bohemian Club é conhecido por realizar encontros informais da elite mundial pontuados com cerimônias e rituais estranhos. A insignia do clube é uma coruja semelhante ao encontrado no selo Minerval dos Illuminati da Baviera.

Insignia do Clube de Bohemian

Se alguém estudar cuidadosamente os membros e participantes destes clubes exclusivos, pode-se notar que eles combinam os mais poderosos políticos, executivos e intelectuais da época com os menores indivíduos conhecidos e os de nomes famosos. Eles são descendentes de poderosas dinastias que subiram ao poder, assumindo aspectos vitais das economias modernas, como o sistema bancário, da indústria do petróleo ou a mídia de massa. Eles têm sido associados com os eventos de mudança do jogo, como a criação da Reserva Federal em 1913. Esse ato completamente modificou o sistema bancário dos Estados Unidos, colocando-o nas mãos de poucas corporações de elite. A prova disso é a decisão judicial de 1982, afirmando que "Os Bancos da Reserva Federal não são instrumentos para fins do FTCA [o Federal Tort Claims Act], mas são independentes, empresas de propriedade privada e localmente controladas".

Em seu livro "Linhagens Sanguíneas dos Illuminati", o controverso autor Fritz Springmeier afirma que os Illuminati hoje é formado a partir dos descendentes de treze famílias poderosas cujos ancestrais tinham laços próximos ou distantes do original Illuminati da Baviera. De acordo com Springmeier, as 13 linhagens são: os Astors, os Bundys, os Collins, os DuPonts, os Freemans, os Kennedys, os Li, os Onassis, os Reynolds, os Rockefellers, os Rothschilds, os Russells e os Duyns Van. 22

Não há dúvida de que, em virtude dos recursos materiais e políticos deles próprios, algumas dessas famílias têm um grande poder no mundo de hoje. Eles aparecem para formar o núcleo do que chamamos hoje o Illuminati. No entanto, eles estão conspirando para criar uma Nova Ordem Mundial? Aqui está uma citação de memórias de David Rockefeller que possam responder a algumas perguntas:

"Por mais de um século, extremistas ideológicos em cada extremidade do espectro político têm aproveitado incidentes bem divulgados como o meu encontro com Castro para atacar a família Rockefeller para a influência excessiva que alegam exercer sobre instituições americanas políticas e econômicas. Alguns até acreditam que são parte de uma cabala secreta trabalhando contra os melhores interesses dos Estados Unidos, caracterizando a minha família e eu como 'internacionalistas' e de conspirar com outros ao redor do mundo para construir uma estrutura mais integrada política e econômica global - um mundo , se você quiser. Se essa é a acusação, então sou culpado, e eu estou orgulhoso dele "23


A história dos Illuminati foi reprimida ou revelada, desmascarado ou expostos, ridicularizados ou exagerada inúmeras vezes - tudo dependendo do ponto de os autores e se eles são "apologistas" ou "críticos". Para obter a verdade absoluta sobre um grupo que sempre foi criado para ser secreto é um grande desafio e deve-se usar uma grande quantidade de juízo e discernimento para diferenciar os fatos das fabricações. Como não é possível responder a todas as questões relacionadas com a Illuminati, este artigo simplesmente tentou desenhar um quadro mais preciso da Ordem e de apresentar fatos importantes relacionados a ele.


O ambiente político de hoje é bem diferente da época de Weishaupt e os Pais Fundadores norte-americanos, mas ainda existem muitas semelhanças. Enquanto os Iluministas da Baviera supostamente denunciaram a opressão política e religiosa do Vaticano, como as democracias se fundem em um único governo mundial, como a privacidade e as liberdades se tornam substituída por "segurança" e de vigilância de alta tecnologia, como escolas reprimem o pensamento crítico, como a mídia de massa emburrece e disinforma as massas, como operações secretas realizam crimes contra a humanidade e, como todos os grandes protestos são violentamente reprimidos por um estado policial crescente, é fácil tirar a conclusão de que um sistema semelhante repressivo está sendo instalado. Será que os Illuminati realmente "libertarão" o mundo ocidental a partir da opressão do Vaticano ou eles simplesmente continuarão seus passos?


"A minoria, a classe dominante no presente, tem as escolas e a imprensa, em geral a Igreja, bem como, sob o seu polegar. Isto permite organizar e influenciar as emoções das massas, e fazê-los ferramenta deles. "
- Albert Einstein


1.Sir Edward Bulwer Lytton, Zanoni
2.James Wasserman, as tradições Mistério
3.Manly P. Hall, Masonic Orders da Fraternidade
4.Vernon L. Stauffer, The Illuminati europeus
5. Peter Tomkins, The Magic of Obeliscos
6. Stauffer, op. Cit.
7. Ibid.
8. Tompkins, op. cit.
9. Stauffer, op. cit.
10.Ibid.
11. Ibid
12. Hall, op. cit.
13. Ibid
14. Ibid.
15. Ibid
16. Ibid
17. John Robinson, Provas de uma conspiração
18. Tompkins, op. cit.
19. Hall, op. cit.
20. Ibid.
21. Wasserman, op. cit.
22. Fritz Springmeier, The Bloodlines of the Illuminati 23. David Rockefeller, Memórias