quinta-feira, 7 de maio de 2015

Vazam documentos que relatam mensalão tucano no Paraná ::: Carveró e Moro

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São Paulo: nem todos pagarão mais caro pela água

Governo Alckmin eleva tarifa em 15,24%, cinco meses após último aumento. Mas edifícios de luxo conseguem redução de até 75% e executivos da Sabesp ganham R$500 mil em bônus.

O condomínio São Paulo Head Offices (ao centro, na foto) está localizado na Rua Joaquim Floriano, número 72, no bairro do Itaim, um dos mais nobres da cidade. Reúne algumas firmas reconhecidas, como Promon e Ernst & Young.

Em 17 de março de 2015, a conta de água do lugar foi de R$12.603,89. Eles gastaram 1329 metros cúbicos. O valor correto seria de R$36 mil, mais ou menos. Ou seja, o edifício comercial deixou de pagar R$24 mil e é assim todo mês há vários anos. O desconto existe desde 2003. Qual é o motivo para contas tão baixas?

É um problema jurídico gerado por leniência da fornecedora de água, a Sabesp.

As contas vêm sendo reduzidas graças a liminares concedidas com base num decreto do governo estadual de 1983, reformado por outro de 1996. De acordo com dois ex-diretores ouvidos pelo DCM, essas decisões judiciais já deveriam ter sido cassadas há quase 20 anos. Por determinação da Justiça, tais reduções deveriam cessar em 1996.

O Decreto nº 21.123 de 4 de agosto de 83, autorizado pelo governador André Franco Montoro, diferencia as tarifas entre imóveis residenciais, industriais, públicas e comerciais, mas sem atrelar formas específicas de cobrança e comunicando o proprietário até 10 dias antes. A norma nunca foi cumprida pela Sabesp com regularidade, gerando milhares de ações jurídicas contra a companhia.

Um segundo decreto foi divulgado em 16 de dezembro de 1996 no Diário Oficial. O documento 41446 repete os princípios da determinação de 1983, mas no governo do tucano Mario Covas, diferenciando o consumo de água apenas dentro das faixas de consumo em metros cúbicos.

Como o Head Offices, vários prédios comerciais entraram com processo na justiça e conseguiram altos descontos entre 1984 e 1996, que continuam valendo até hoje por causa de liminares.

Essa falta de monitoramento gera perdas milionárias. Dependendo do consumo de água, especialmente em regiões com prédios comerciais mais altos ou que desperdiçam grandes volumes de metros cúbicos, mais de R$100 milhões se esvaem.

O problema também ocorre por falhas técnicas e uma gestão errática. Em plena crise, a companhia anunciou que dará mais de R$500 mil de bônus a seus executivos, enquanto fará um reajuste de 15,24% na tarifa.

Um prédio comercial que consome 3 mil metros cúbicos de água, por exemplo, deveria pagar por volta de R$80 mil por mês. O que acontece é que várias contas de edifícios comerciais vêm com valor errado por falha em seu sistema de medição ou no acompanhamento jurídico de seus processos”, disse ao DCM um ex-diretor. Esse valor pode girar em torno de R$200 milhões anualmente.

A Sabesp estabeleceu que quem consumir até 20% a mais de sua média entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014 pagará uma sobretaxa de 40%. Se o montante ultrapassar 20%, a multa sobe para 100%.

“Multar o cliente agora, sendo residência ou edifício comercial e segundo parâmetros de 2013 não vai trazer a redução necessária de água. O ideal seria elevar a tarifa de água e estimular a economia do consumo como um todo. Pelo critério divulgado pela Sabesp, se eu tinha um edifício em construção há dois anos, eu posso ser multado hoje em 100% todos os meses porque os metros cúbicos de um prédio em funcionamento sempre vão superar o de uma obra”, afirma um outro executivo da Sabesp ouvido pelo DCM.

A empresa afirma que seus clientes podem contestar as multas que forem aplicadas através do site oficial. Inicialmente, a Sabesp divulgou que estudava aplicar uma taxa entre 20% e 50%, bem distante do patamar de 100%. Em março, a Câmara Municipal, incluindo vereadores que fazem parte da CPI da Sabesp, aprovaram uma multa de R$250 para quem lavar a calçada com água tratada, e mais R$500 para reincidentes na irregularidade.

Num documento a que tivemos acesso, um condomínio comercial que consome cerca de 2 mil m³ de água teve uma conta de R$60 mil, no mês seguinte teve a sua conta zerada e, no terceiro mês, teve uma cobrança de R$46 mil. Outro edifício que consome cerca de 2 mil m³ pagou R$58 mil em um mês, nada no mês seguinte e R$36 mil no terceiro.


Pedro Zambarda de Araujo, 
via DCM em 5/5/2015  

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Coxinha paneleiro e analfabeto político bate na panela de barriga cheia porque sente ódio da inclusão social

Os coxinhas paneleiros, moradores dos bairros de classe média, não percebem o quão ridículo é bater em panelas, um símbolo de protesto dos povos latino-americanos reprimidos pelas ditaduras ou pelos pobres, porque realmente sentiam fome

Estou a ver televisão, quando é anunciado o programa político do Partido dos Trabalhadores. De repente, alguns vizinhos do prédio onde moro e dos edifícios circunvizinhos começam a bater em panelas, frigideiras, fôrmas, caçarolas e tambores. Sim... Tambores? Afinal, trata-se da tribo dos coxinhas paneleiros, que remonta, por intermédio do som de um batuque mequetrefe e desprovido de ritmo e harmonia, as origens e os sentimentos mais antigos da humanidade — os mais ferozes e inconfessáveis.

Reacionários e rancorosos em crise de identidade, porque portadores de uma depressão psicossocial sem precedentes, os coxinhas paneleiros, moradores dos bairros de classe média, média alta e ricos nunca passaram fome na vida e, ignorantes, não percebem o quão ridículo é bater em panelas, um símbolo de protesto dos povos latino-americanos reprimidos pelas ditaduras ou pelos pobres, que ocupavam as praças, a realizar os "panelaços", porque realmente sentiam fome. Uma fome generalizada até os idos da década de 1990, quando a América do Sul, por exemplo, foi varrida em sua dignidade por causa de presidentes ou mandatários neoliberais que conquistaram o poder e "ferraram" com seus povos e países, a exemplo de FHC — o Neoliberal I.

Agora e neste momento, os coxinhas batuqueiros de panelas estão a demonstrar uma profunda depressão cívica, que contamina seus humores e cérebros, que não conseguem ao menos debater o País e perceber, inclusive, que suas vidas melhoraram de forma real, na prática e no dia a dia. Porém, a vitória de Dilma Rousseff sobre Aécio Neves causou um pânico e inconformismo a essa gente fútil e deslumbrada, que sonha em ter ascensão social para frequentar a classe A. Este é o sonho "dourado" de nove entre dez coxinhas ritmistas de panelas de marca e que reluzem como as luzes da ribalta de suas lindas salas refrigeradas e repletas de quadros, abajures e candelabros.

Trata-se da depressão da "coxada", que se sente profundamente traída pelos governos petistas por ver empregados braçais, gente de origem humilde e trabalhadores em geral a ocupar os espaços públicos e alguns privados até então destinados "somente" para a pequena burguesia de temperamento feroz e intolerante, ao ponto de mandar a educação às favas, além de xingar e vociferar contra tudo e todos, com palavrões e palavras ríspidas as pessoas que não compartilham com suas concepções políticas e ideológicas notadamente ridículas, pueris, sectárias, provincianas, racistas, que formam o conjunto de seus preconceitos e violências.

Lamentável é a ignorância social e histórica dessa gente de alma pequena, mas mesquinhez e insensatez gigantescas, bem como se apresenta em forma de desfaçatez e infâmia o analfabetismo político desse grupo social aliado dos interesses dos ricos e dos muito ricos. Coxinhas paneleiros encolerizados, donos de bons empregos, que viajam e compram o que desejam, passam a bramar e a esbravejar com a barriga cheia de comida e bebida, mas os cérebros vazios de ideias, de conhecimento, de generosidade e sensatez. Trata-se do dantesco em toda a plenitude de sua estupidez.

Enquanto isto, a imprensa burguesa, leviana e venal, fonte de informação preferida dos coxinhas paneleiros que conhecem Miami e desconhecem as realidades do Brasil e de seu povo, fica a cantar loas e boas a um panelaço promovido por burgueses e pequeno burgueses, nos melhores bairros das capitais do País, como se fosse um protesto do povo brasileiro, que votou em Dilma e não em Aécio Neves, candidato da direita, das oligarquias e dos coxinhas paneleiros de classe média, que jamais vão ser ricos e, consequentemente, não frequentarão os saraus, a comezaina, os regabofes e a papança dos ricos e dos muito ricos. É melhor os pais coxinhas avisarem seus filhos coxinhas sobre esta dura, porém, verdadeira realidade. Coitados...

A verdade é a seguinte: os coxinhas paneleiros de péssimo ritmo e harmonia estão cagando e andando para a corrupção e para "tudo o que está aí". Se estivessem, eles iriam bater tanto nas panelas, que não sobrariam mais tão importantes objetos no mercado consumidor. Afinal, e imaginem, se tais coxinhas revoltados resolvessem ter, enfim, uma pauta séria de reivindicações e exigissem à base da porrada em panelas a investigação, a denúncia, a acusação, o julgamento e a prisão de todos os corruptos, inclusive da oposição, leia-se PSDB, DEM, PPS(PSB), PRO, SD etc., além de empresários de outros setores da economia, que não sejam apenas da construção civil, a exemplo dos magnatas bilionários de imprensa, que estão nas listas dos escândalos HSBC e Zelotes.

Imagine os coxinhas paneleiros de janelas e varandas, seres humanos(?) completamente despolitizados e que viajam todo o dia na maionese, exigir com porradas em panelas, que antes estavam abarrotadas de comida boa e saborosa, a prisão dos responsáveis pelos roubos da Lista de Furnas, do Banestado, do Trensalão, do Metrozão, do maior roubo do mundo: a Privataria Tucana, do Mensalão Tucano, da sonegação da Rede Globo referente à Copa do Mundo de 2002, dentre inúmeros casos, acusações e denúncias, que a PGR, o MP, o STF, a Receita, a PF resolveram congelar. Só não me perguntem se essas instituições fazem política ou se aliaram à oposição aos Governos do PT. O que você acha, cara pálida?

Então, se já imaginou, imagine também se os coxinhas paneleiros, cujas "revoltas" são, sobretudo, seletivas, resolvessem acabar com os fundos de suas panelas porque estão "putos" da vida com a Lei da Terceirização, que prejudica a classe trabalhadora, com os aeroportos construídos em fazendas de parentes de Aécio Neves, com o massacre dos professores do Paraná, com a falta de água e de planejamento do governo de São Paulo, à frente o governador tucano Geraldo Alckmin, ou com a dengue que infestou o estado bandeirante, o mais industrializado do País, cujo povo está a ser comido por mosquitos, que lhes dão em troca dor e febre.

Não. De forma alguma. E a reforma política? Os coxinhas berram por ela nas ruas, mesmo sabendo que o financiamento privado de campanhas é o maior responsável pela corrupção, como informa, inapelavelmente, o noticiário sobre os escândalos? A resposta é um sonoro não! Os coxinhas paneleiros são reacionários e amargurados, quiçá, violentos. Apostam no atraso e no retrocesso e só faltam gritar, a pleno pulmões, "Mamãe, eu quero o meu Brasil sectário e elitista de volta!", para logo complementar: "Eu quero a minha universidade pública, o meu bairro, o meu aeroporto e aviões, o meu shopping, o meu cinema, bar e restaurante, a minha loja de eletroeletrônicos e de carros de volta, porque somente eu e os meus podem usufruir das coisas boas da vida!"

Por fim, o revoltado coxinha paneleiro e seletivo dá um altissonante rugido: "Eu não quero — acredite, é sincero e pra valer o preconceito enraizado e a hipocrisia que sinto — ver a minha empregada doméstica, o meu mecânico e o meu porteiro em Paris, Miami, Londres e Nova York. Tudo, menos isto. Do contrário, prefiro a morte!" E assim segue o Brasil, que, em 2018, vai realizar outra eleição presidencial. Os coxinhas das "revoltas" seletivas ainda vão bater muito em suas panelas chiques e de grife. O melhor a fazer é entrar em uma escola de samba ou bloco carnavalesco e treinar a batucada. Ou usar as panelas para cozinhar. É isso aí.



 DAVIS SENA FILHO 

6 de Maio de 2015


terça-feira, 5 de maio de 2015

Careca reaparece e confirma delação


Até ontem considerado foragido, o policial federal afastado Jayme Alves de Oliveira Filho, o 'Careca', revelou em depoimento à Justiça Federal no Paraná o uso das prisões pelo juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, para forçar delações premiadas dos réus; "O delegado falou que se eu não prestasse alguma colaboração, iria ficar preso até a audiência, que era o que estava acontecendo. Era praxe. Aí eu falei. Não tinha a menor intenção de ficar preso ali. Eu estava transtornado", relatou; segundo ele, o delegado Marcio Anselmo disse que o doleiro Alberto Youssef ia lhe ajudar "a fornecer os nomes e tal" e lhe deu papel e caneta; "Minha cela era ao lado da dele [de Youssef]. Ele falou, 'olha, endereço tal era fulano, era beltrano, sicrano e tal'. E eu fui anotando aquilo mecanicamente", afirmou; no ano passado, 'Careca' citou o deputado Eduardo Cunha e o ex-governador tucano Antonio Anastasia no esquema

247 – Até ontem considerado foragido, o policial federal afastado Jayme Alves de Oliveira Filho, o 'Careca', prestou depoimento à Justiça Federal no Paraná e sugeriu ter sido coagido a falar. Seu depoimento confirma o uso de prisão pelo juiz Sérgio Moro para força as delações premiadas da Operação Lava Jato. De acordo com 'Careca', em meio aos seus depoimentos no ano passado, teve contato com o doleiro Alberto Youssef, que o teria ajudado a "lembrar" dos lugares onde esteve.

"O delegado falou que se eu não prestasse alguma colaboração, iria ficar preso até a audiência, que era o que estava acontecendo. Era praxe. Aí eu falei. Não tinha a menor intenção de ficar preso ali. Eu estava transtornado", relatou. Segundo ele, o delegado Marcio Anselmo disse que "Alberto [Youssef] vai lhe ajudar a fornecer os nomes e tal". "[O delegado] Me forneceu uma carga de caneta, um pedaço de papel (...). Minha cela era ao lado da dele [de Youssef]. Ele falou, 'olha, endereço tal era fulano, era beltrano, sicrano e tal'. E eu fui anotando aquilo mecanicamente", continuou.

Os trechos do depoimento foram publicados pelo jornal Valor Econômico. No ano passado, o policial citou os nomes do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, e do ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia, do PSDB, como beneficiários do esquema investigado pela Lava Jato. Ele então foi solto pelo juiz Sérgio Moro e depois passou a ser considerado fugitivo pela Polícia Federal. Sua aparição depois disso foi no depoimento de ontem em Curitiba.

Leia mais na reportagem da Agência Brasil:

Lava Jato: policial federal investigado diz que teve contato com Youssef

André Richter - O policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca, investigado na Operação Lava Jato, disse hoje (4), em depoimento prestado à Justiça Federal em Curitiba, que teve contato com o doleiro Alberto Youssef durante os depoimentos que prestou à Polícia Federal (PF), no ano passado, quando foi preso. Segundo o policial, antes dos depoimentos, Youssef ajudou a "lembrar" em quais locais ele esteve.

Ao juiz federal Sérgio Moro, o policial, que entregava propina a mando do doleiro, afirmou que teve contato com Youssef durante o período em que também ficou preso na Superintendência da PF em Curitiba. Segundo ele, as celas de ambos ficavam lado a lado.

Ao ser questionado pelo juiz se Youssef ditou o depoimento no qual ele citou políticos que teriam recebido propina a mando do doleiro, o investigado respondeu: "Se eu estava com ele [Youssef]. Eu desci na cela com ele. Eu desci lá e ele me passou em tal lugar, foi isso, aquele hotel era de fulano", disse.

Durante o depoimento, o policial afirmou várias vezes que não se lembrava dos termos exatos do depoimento à PF. Ao ser questionado novamente pelo juiz, Alves declarou: "Excelência, isso aí [depoimento a PF] foi dito por mim. Alguma coisa foi pelo Alberto".

Apesar de confirmar algumas entregas de dinheiro, o policial disse que não tinha conhecimento do conteúdo dos pacotes. Ao ser confrontado com uma planilha apreendida com Youssef na qual o nome dele aparece, o investigado disse que não se lembrava de todos os pagamentos.

"Eu declarei [ no depoimento] porque eu iria declarar tudo que ele [Youssef] me falasse. Qualquer coisa que me falasse, eu iria declarar. Minha finalidade era sair de lá [prisão], não estava aguentando aquilo. Na minha concepção, eu não tinha por que estar ali. Eu não sabia da ilicitude", declarou.

Ao responder a uma pergunta feita pela defesa de Youssef, que estava presente na audiência, o policial esclareceu que o doleiro, apesar de ajudar a recordar os fatos, não pediu para ele mentir ou "inventar história" para sair da prisão.

Com base no depoimento de Jayme Alves à Policia Federal no ano passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu abertura de inquérito contra o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) e contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O pedido foi aceito em março pelo ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de ser réu em uma das ações penais oriundas da Lava Jato, o policial federal foi afastado, no ano passado, do cargo por decisão do juiz Sérgio Moro. Ele não assinou acordo de delação premiada.


5 de Maio de 2015 às 17:10 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Deltan Dallagnol acusa Stanley Burburinho de falsear fatos


A reação, na página pessoal do Facebook do procurador da Lava Jato, originou uma onda de questionamentos sobre a parcialidade do MPF

Jornal GGN - O blogueiro Stanley Burburinho iniciou uma onda de questionamentos que dominou a página pessoal do Facebook de Deltan Dallagnol, procurador da República membro da Força Tarefa criada para as investigações da Lava Jato.



Sem o cuidado com a imparcialidade pregada em resposta a Stanley, o membro do Ministério Público Federal do Paraná utiliza as redes sociais para posicionar-se favorável às prisões preventivas, já republicou notícias contra o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco e defendendo que a soltura dos empreiteiros traz a sensação de impunidade - posição manifestada em reportagem de O Globo.



A última publicação de Deltan Dallagnol, no entanto, não passou sem reações. Ao escrever "Associação dos Magistrados Brasileira defende mudança no sistema de recursos, contra a corrupção", e compartilhar matéria da Folha de S. Paulo, o blogueiro disparou uma sequência de perguntas ao procurador.



Duas horas depois, Stanley disse: "deixei 4 perguntas na página do procurador Dellagnol do MPF e da Lava Jato, mas não estou conseguindo mais ver. Será que ele apagou? Por favor, confira neste link: https://www.facebook.com/deltan.dallagnol/posts/886349061408804 e veja se você consegue ver os meus comentários. Parece que ele apagou".



Mas antes de ver seus comentários apagados, o blogueiro havia feito uma captura da imagem da tela. Compare que nas imagens, o comentário que Dallagnol não apaga é o da internauta Solange Rosa Katona, que está em ambas fotografias.

Abaixo, a transcrição das perguntas que incomodaram o procurador da República:



1) Sr. Procurador, se o PSDB, PMDB, PP e PT receberam doações das mesmas empresas investigadas na Lava Jato, na mesma eleição, por que o Sr. não pediu a prisão dos tesoureiros do PSDB, PMDB, PP, mas só pediu a prisão do tesoureito do PT?



2) Sr. Procurador, se os depoimentos da Lava Jato estão sob sigilo de Justiça, quem vaza as delações para a TV Globo? Estão investigando para punir o vazador?



3) Sr. Procurador, o doleiro Youssef da Lava Jato é o mesmo doleiro Youssef que foi o doleiro do escândalo do Banestado e o juiz Moro da Lava Jato é o mesmo juiz do inquérito do escândalo do Banestado e o Procurador do MPF da Lava Jato, Fernando Carlos Lima, é o mesmo Procurador do escândalo do Banestado que, segundo matéria da revista IstoÉ de 2003 neste link: "Raposa no galinheiro - Procurador Santos Lima, casado com ex-funcionária do Banestado, tentou barrar quebra de sigilo de contas suspeitas" acusa que o mesmo Procurador Fernando Santos Lima engavetou o inquérito do escândalo do Banestado por 4 anos e meio e a esposa dele na época trabalhava no Banestado?



4) Sr. Procurador, por que se recusam investigar a corrupção na Petrobras antes de 2003, ano que Lula tomou posse, apesar do delator premiado Barusco ter dito que já recebia propina desde 1996? Se investigar a corrupção na Petrobras antes de 2003, chegaria no escândalo do Banestado quando enviaram, ilegalmente, 124 bilhões para contas em paraísos fiscais?



O resultado da manifestação de Stanley Burburinho foi uma reação em massa de internautas, questionando a parcialidade do Ministério Público Federal do Paraná sobre as investigações, as prisões preventivas, os vazamentos seletivos de informações, e demais contradições.



Depois de apagar diversos comentários, Deltan respondeu: "Caros, esse não é um espaço de disputas partidárias. A investigação do MPF é técnica, imparcial e apartidária, doa a quem doer". O procurador ainda completou: "perguntas como as feitas, falseando fatos, não têm interesse em esclarecimentos, mas sim em tentar dar um olhar partidário para uma investigação apartidária, o que tira o foco do que é mais importante, que é combater a corrupção seja qual for o partido ou a pessoa envolvido", fazendo referência ao blogueiro.



Internautas exigiram respostas a Stanley Burburinho. Uma delas alertou que a exclusão já corria pelas redes sociais e que ficaria "feio" para o procurador se continuar apagando as "perguntas que lhe são incômodas". Acompanhe alguns comentários:








Patricia Faermann
Seg, 04/05/2015 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

TORTURA, DESUMANIZAÇÃO e FACISMO no BRASIL

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Aprovado projeto que dispensa símbolo da transgenia em rótulos de produtos

A discussão sobre o tema foi intensa entre deputados favoráveis e contrários à medida. Texto seguirá para o Senado.

Luis Carlos Heinze: projeto não omite a informação sobre a existência de produtos transgênicos.

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) o Projeto de Lei 4148/08, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), que acaba com a exigência do símbolo da transgenia nos rótulos dos produtos com organismos geneticamente modificados (OGM), como óleo de soja, fubá e outros produtos derivados.

A matéria, aprovada com 320 votos a 135, na forma de uma emenda do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), deve ser votada ainda pelo Senado.

O texto disciplina as informações que devem constar nas embalagens para informar sobre a presença de ingredientes transgênicos nos alimentos. Na prática, o projeto revoga o Decreto 4.680/03, que já regulamenta o assunto.

Heinze afirmou que a mudança do projeto não omite a informação sobre a existência de produtos transgênicos. “Acho que o Brasil pode adotar a legislação como outros países do mundo. O transgênico é um produto seguro”, afirmou. Segundo ele, não existe informação sobre transgênicos nas regras de rotulagem estabelecidas no Mercosul, na Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e na Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com o texto aprovado, nos rótulos de embalagens para consumo final de alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal deverá ser informada ao consumidor a presença de elementos transgênicos em índice superior a 1% de sua composição final, se detectada em análise específica.

A redação do projeto deixa de lado a necessidade, imposta pelo decreto, de o consumidor ser informado sobre a espécie doadora do gene no local reservado para a identificação dos ingredientes.

A informação escrita sobre a presença de transgênicos deverá atender ao tamanho mínimo da letra definido no Regulamento Técnico de Rotulagem Geral de Alimentos Embalados, que é de 1 mm.

Sem transgênicos
Além do fim do símbolo que identifica os produtos com transgênicos, no caso dos alimentos que não contenham OGM, o projeto mantém regra do atual decreto que permite o uso da rotulagem “livre de transgênicos”.

Destaque do PT aprovado pelos deputados retirou do texto a condição de que esses produtos sem transgenia somente poderiam usar essa rotulagem se não houvesse similares transgênicos no mercado brasileiro.

O texto continua a exigir, entretanto, a comprovação de total ausência de transgênicos por meio de análise específica, o que pode dificultar o exercício desse direito pelos agricultores familiares, que teriam de pagar a análise para poder usar a expressão.

Polêmica em Plenário
A discussão sobre o tema foi intensa e não houve consenso entre os parlamentares, em especial entre os principais partidos da base aliada do governo, PT e PMDB.

Para o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), o projeto de lei cassa, na prática, o direito de o consumidor saber se há ou não transgênicos. “É correto sonegar ao consumidor essa informação? Está certo tirar o direito de saber se tem ou não transgênicos?”, questionou.

Já o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) defendeu a medida e lembrou que a Lei de Biossegurança (11.105/05), que regulamentou o uso de transgênicos, completou dez anos neste mês. “Disseram que os transgênicos poderiam causar câncer. Agora renovam a linguagem.”


Sarney Filho: o projeto é um retrocesso na legislação atual.

O líder do PV, deputado Sarney Filho (MA), disse que o projeto é um retrocesso na legislação atual. "O texto mexe naquilo que está dando certo. O agronegócio está dando um tiro no pé. Por que retroagir?”, questionou. Segundo ele, o texto não acrescenta nada sobre a transgenia, só retira informações.

Já o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) lembrou que 90% da soja e do milho comercializados no Brasil têm organismos transgênicos em sua composição e, dessa forma, toda a cadeia produtiva desses produtos, como carne e leite. “O projeto é excelente, garantimos o direito do consumidor ser informado”, disse.

Opiniões divergentes


O deputado Ivan Valente (Psol-SP) afirmou que, enquanto outros países proíbem completamente o uso de alimentos transgênicos, no Brasil se busca “desobrigar a rotulagem dos transgênicos e excluir o símbolo de identificação”. Ivan Valente ressaltou que não existe consenso se os transgênicos fazem ou não mal à saúde.

Para o deputado Bohn Gass (PT-RS), era necessário manter o símbolo da transgenia nos produtos. "Qualquer mudança vai prejudicar o consumidor.”

O deputado Moroni Torgan (DEM-CE), no entanto, criticou a rotulagem diferente para a transgenia. “Por que a diferença entre corante, conservante, agrotóxico e transgênico na embalagem? Se é para colocar letra grande para transgênicos, por que estão usando dois pesos e duas medidas?”, questionou.

Na opinião do deputado Padre João (PT-MG), a proposta só beneficia as grandes multinacionais do setor agropecuário que vendem sementes transgênicas. “Não podemos ficar a serviço das grandes empresas, devemos ter respeito ao consumidor”, disse.

O deputado Delegado Edson Moreira (PTN-MG) respondeu ao deputado Padre João que a hóstia, usada no rito católico, também é feita com trigo transgênico, envenenando geral.

domingo, 26 de abril de 2015

BNDES: Coutinho desmonta “circo” da oposição na CPI da Petrobras


Questionado por mais de oito horas, o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Luciano Coutinho, foi incisivo ao afirmar, em depoimento à CPI da Petrobras, nesta quinta-feira (16), que o processo de concessão de crédito do banco está submetido a decisões colegiadas e a um rigor técnico que obedece a trâmites legais, sob avaliação de servidores de carreira e subordinado às boas práticas bancárias. “É por essa razão que o BNDES ostenta a mais baixa taxa de inadimplência de todo o sistema financeiro nacional. Foi de 0,01% em 2013 e de 0,01% em 2014”, explicou Coutinho.

Ele também destacou a qualidade da carteira de crédito do BNDS, cujo índice é de 99,7%, enquanto a média nacional é de 93%. “É uma instituição que preza pelo rigor e por todos os mecanismos de controles e de governança, onde o processo decisório é impessoal, técnico e correto. Se assim não fosse, não teria esses resultados”, completou. Esse monitoramento constante da qualidade de sua carteira de crédito tem como objetivo cumprir o objetivo estratégico de aperfeiçoar a gestão de riscos e retornos.

Durante seu depoimento, o presidente do BNDES explicou como ocorreu todo o trâmite de avaliação pelo banco para financiar a fabricação de sondas por meio da empresa Sete Brasil, que tem a Petrobras como uma das investidoras. O objetivo da Sete Brasil, segundo detalhou, é fabricar equipamentos de perfuração, com conteúdo nacional, para descobrir mais poços e acelerar a curva de produção da Petrobras. Além disso, promover tecnologia, capacitar recursos humanos e gerar emprego e renda na indústria de petróleo e gás.

O projeto da Sete Brasil previa inicialmente a construção de sete sondas, cujo projeto foi acrescido posteriormente de mais 21 sondas. Coutinho explicou que a Petrobras, detentora de pouco mais de 9% das ações da empresa, tinha múltiplos papéis junto à Sete Brasil. Uma das funções da Petrobras – detalhou o presidente do BNDES – era dar segurança a outros investidores de que o serviço seria executado. A Petrobras assumiu o papel de operar e afretar as primeiras sondas. Nesse sentido, era o afretamento que dava a segurança de que um contrato produziria um fluxo de aluguel capaz de remunerar a construção da sonda e honrar o financiamento oferecido a longo prazo.

De forma recorrente e exaustiva, Coutinho explicou aos parlamentares da CPI que não chegou a ocorrer contratação de financiamento por parte da Sete Brasil junto ao BNDES. Detalhou que houve apenas a avaliação, o enquadramento do projeto – o que não representou um compromisso firmado. Disse ainda que, posteriormente, o banco aprovou a contratação do primeiro lote de sondas e que o recurso chegou a ser disponibilizado.

“Mas, por dificuldades intrínsecas à Sete Brasil, dada a dificuldade de alinhar todos os interesses, ela não pode contratar”, reforçou. O presidente afirmou ainda que o projeto está em processo de reformulação, para somente após essa fase ser submetido a uma nova avaliação do BNDES.

O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), relator da CPI, observou que uma das razões da presença do presidente do BNDES na comissão foi a declaração do ex-diretor da Petrobras Pedro Barusco, durante delação premiada, de que a principal fonte de financiamento da Sete Brasil teria sido o BNDES. Portanto, segundo Luiz Sérgio, ficou demonstrado após a declaração de Coutinho que não houve contrato assinado nem desembolso em nome da Sete Brasil – o que pode ser facilmente comprovado. “Então, está evidente aqui que, neste caso, Barusco não falou a verdade, ele mentiu”, disse Luiz Sérgio.

Durante as mais de oito horas de depoimento, os integrantes da CPI buscaram fugir do objeto de investigação para insistir em fazer a disputa meramente política e promover a espetacularização do depoimento, chegando, inclusive, a protagonizar situações constrangedoras. Uma delas ocorreu quando o deputado Altineu Côrtes (PR-RJ), em tom inquisitório, perguntou ao depoente se ele de fato confiava em João Carlos Ferraz, indicado pelo próprio Coutinho para a diretoria do BNDES.

Segundo Altineu, o mesmo João Carlos Ferraz ocupou cargo de direção na Sete Brasil e foi acusado por Barusco de receber propina. “O senhor avaliza todo esse tempo em que ele ficou no BNDES? O senhor confia em ter colocado ele na Sete Brasil? O senhor acha que o Barusco está mentindo, que o João Carlos Ferraz é um homem honesto?”, questionou o deputado do PR, de maneira acusatória.

Ao retomar a palavra, Coutinho disse: “Deputado, vou começar esclarecendo essa questão – trata-se de um caso de homônimos. O senhor João Carlos Ferraz, que é diretor do BNDES até hoje, era um professor de economia, trabalhava na Cepal e não é a mesma pessoa do João Carlos Ferraz [da Sete Brasil]”, esclareceu.

O deputado Valmir Prascidelli (PT-SP) lamentou a postura de muitos deputados da CPI que se utilizaram dos seus minutos de fala para tentar se destacar e criar algum fato inusitado. “Deputados com um grau de covardia exacerbada, porque tratam ladrões confessos e réus como heróis e testemunhas como vilões, tentando acuá-los, hostilizá-los e incriminá-los”, disse.

Segundo Prascidelli, deputados com essa postura, vez ou outra, apresentam documentos oriundos de vazamentos irregulares da operação Lava-Jato. “A covardia é tanta que esses deputados acabam de falar e caem fora. Eles não têm coragem de falar alto e chamar de ladrão o presidente nacional do partido deles, que está lá como réu, sendo acusado de corrupção. Eles ficam posando de paladinos da Justiça. Deveriam ter vergonha na cara, pois quem é paladino da Justiça teria que ser também com o seu partido”.

Diante do rumo dado à audiência pela maioria dos parlamentares, o deputado Leo de Brito (PT-AC) disse ser necessário fazer ponderações sobre essa disputa política que tem como único objetivo atacar o Partido dos Trabalhadores. Lembrou que, recentemente, o líder do PSDB esteve na CPI e depois reiterou no plenário que o objetivo dos tucanos é destruir o PT, flertando com o que há de mais fascista no mundo. “Assumem essa postura talvez porque tenham perdido tantas eleições e acreditam que a melhor solução seja essa, e não disputar no voto como temos feito há muitos anos”, disse o petista.

Em seguida, mostrou o quanto o PSDB se envolveu em escândalos em toda a sua história, sendo inovador em vários episódios. “Talvez na história da humanidade seja o único partido socialdemocrata com características neoliberais; foi o partido no Brasil que inventou a reeleição para presidente da República pagando R$ 200 mil por deputado; conseguiu inovar ao privatizar o patrimônio público brasileiro a preço de banana, e seu tesoureiro Ricardo Sérgio irrigou offshore e certamente várias campanhas do PSDB; inventou o mensalão, em Minas Gerais, com o mesmo operador Marcos Valério; inovou na prática dos cartéis na prefeitura de Salvador e também no estado de São Paulo, com o ‘trensalão’, nos sucessivos governos tucanos”, elencou Leo de Brito.



Quinta, 16 Abril 2015 20:30 

PT na Câmara
Foto: Gustavo Bezerra/PT na Câmara

Eu gostaria de representar ao CNJ contra Sergio Moro. E você?


Ao longo da semana passada, uma cidadã brasileira passou por um constrangimento terrível, verdadeiramente impensável: essa mulher apareceu em todas as grandes redes de tevê do país – e, quiçá, do mundo – sendo acusada de operar um esquema criminoso. Sua imagem algemada, cabisbaixa, sendo conduzida pela polícia irá persegui-la para sempre.

A vida social dessa cidadã está literalmente extinta. Inclusive, muito provavelmente, essa desmoralização irá perdurar mesmo que nada fique provado contra ela – a mídia que expõe à execração pública é a mesma que não retira essa execração mesmo quando o execrado prova sua inocência.

Marice Correia de Lima, cunhada de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, teve que deixar um Congresso de que participava no exterior e voltar às pressas ao Brasil para se apresentar à polícia devido à ordem de prisão que o juiz Sergio Moro emitiu contra ela.

Essa senhora foi dada como “foragida” pela mídia só por estar fora do país, ainda que não houvesse restrição alguma a que viajasse. Passou cinco dias presa. A mídia em peso apresentou vídeo em que mulher que supostamente seria ela fazia depósito na conta de sua irmã, Giselda Rousie de Lima, esposa de Vaccari.

Nas notícias, Marice estaria depositando dinheiro sujo.

Estava provado que Marice era uma criminosa. Nas redes sociais, ela, a irmã, o cunhado, enfim, a família toda virou um bando de mafiosos. Por conta disso, o Ministério Público pediu a prorrogação da prisão de Marice por tempo indeterminado.

Felizmente, a indignação coletiva e as provas apresentadas pela defesa de Marice OBRIGARAM Moro a soltá-la, apesar da “certeza” que tinha de sua culpa.

Como se chegou a isso? Como alguém pode ser condenado dessa forma, tão rapidamente? Por que essa mulher teve que largar uma viagem de trabalho ao exterior e pouco depois aparecer como criminosa condenada em todos os grandes impérios de comunicação do país?

Foi tudo por causa de um vídeo.

A imagem captada pela câmera de um caixa-automático provocou essa sucessão de eventos dramáticos na vida de Marice. Essa foi a “prova” que o Ministério Público apresentou ao juiz Moro para que ele tomasse a decisão de mandar prender Marice. Ele, inclusive, proclamou-se convencido de que o vídeo bastaria para jogar Marice na cadeia afirmando que as imagens “não deixavam qualquer margem para dúvida”.

Em poucas horas, porém, tudo desmoronou. A “certeza” do juiz Moro, a fundamentação para a prisão de Marice (o vídeo) e, concomitantemente, o Estado Democrático de Direito.

Moro mandou soltar Marice após ficar claro que havia uma margem quilométrica para dúvidas, ainda que ele tivesse dito, um dia antes, que não havia nem um centímetro.

Moro pediu desculpas, fez alguma reparação à ofendida, soltou alguma nota que lhe permitisse gozar do princípio universal do Direito de que todos são inocentes até prova em contrário? Coisa nenhuma. O que fez foi como dar um chute no traseiro da agravada, enxotando-a de sua masmorra, sem reconhecer que se açodou na decisão de prendê-la.

Ninguém sabe se, amanhã, aparecerão provas – verdadeiras ou forjadas – que liguem Marice a algum esquema criminoso. Porém, o que havia no momento dessa prisão arbitrária e ilegal de que ela foi vítima, não era suficiente. A perdurar práticas como essa, qualquer cidadão, sob qualquer farsa que construírem, pode passar pelo mesmo.

Uma acusação falsa ou sem fundamentação adequada pode custar seu emprego, sua família, seu respeito e até a sua saúde física ou mental. A mácula temporária que estendam sobre a vida de um inocente, jamais será retirada.

E tudo isso, por que? Porque Moro teve “certeza” de que a mulher do tal vídeo era Marice. Uma certeza tão absurda, tão inexplicável, tão asquerosa que mal dá para qualificar com palavras. Simplesmente porque era visível, para qualquer um que estivesse investigando criteriosamente a vida de Vaccari, de sua esposa e de sua cunhada que a mulher do vídeo não era Marice e, sim, Giselda.

Qualquer leigo é capaz de olhar as imagens e dizer que a mulher do vídeo é a esposa de Vaccari, não a irmã. Isso desde que conhecesse as duas. Ora, como é possível que o juiz estivesse tão mal informado sobre o caso que conduz que não soubesse que as irmãs Giselda e Marice são muito parecidas?

Aliás, a facilidade para chegar a essa conclusão foi até traduzida para meios científicos por reportagem da Folha de São Paulo publicada nesta sexta-feira, 24 de abril. O jornal submeteu as fotos de Giselda e Marice e o vídeo “incriminador” a uma empresa especializada em reconhecimento facial. O laudo é extremamente “interessante”.

Confira, abaixo, a matéria da Folha. O post prossegue em seguida.

Como se vê, tecnicamente se conclui que a possibilidade de confundir Giselda com Marice é desprezível. O que, então, fez o juiz Moro dizer que não haveria “qualquer margem para dúvida” de que a mulher do vídeo era Marice?

A resposta a essa pergunta é muito simples: um possível interesse do juiz que não tenha sido compatível com a sua função jurisdicional.

A partir daqui, peço ao leitor que pare a leitura por um momento e vá se olhar no espelho, e depois volte a ler.

Voltou. Sabe o que você viu no espelho? Uma possível vítima de Sergio Moro, ou de outros magistrados como ele. Mas você viu mais alguma coisa: um cidadão brasileiro. A cidadania, meu caro leitor, lhe confere prerrogativas que muitas vezes você não conhece.

Vejo muita gente indignada com os abusos de Moro. As pessoas pedem que Dilma faça algo, que o PT faça algo, que alguém faça alguma coisa. Porém, à presidente não cabe e ao seu partido, neste momento, acho que, politicamente, não caberia. Pois bem, então eu sugiro a você – e a mim mesmo – que usemos nossa cidadania para fazer alguma coisa.

Você tem queixa desse magistrado? Eu também tenho. Então por que não reclamamos dele? A quem? Ora, ao órgão competente, ou seja, ao Conselho Nacional de Justiça.

Ah, mas aí envolve dinheiro, envolve advogado, envolve um monte de coisas e eu não posso porque não tenho tempo, tenho medo de me prejudicar, não é minha obrigação etc., etc., etc.

Não é bem assim. Caso você não saiba, qualquer cidadão brasileiro pode representar contra um magistrado ao CNJ. É preciso advogado? Não. Qualquer cidadão pode representar ao Conselho desde que apresente petição escrita e assinada e documentos que comprovem sua identificação e endereço.

Na petição, a pessoa deve contar em detalhes o seu problema e dizer qual providência espera que seja tomada pelo CNJ, podendo encaminhar os documentos que julgar necessários para a comprovação do alegado.

Você não quer assinar esse documento? Não precisa. Basta que uma pessoa assine. Oficialmente, essa pessoa será responsável pela denúncia.

Este blogueiro, então, propõe-se a assinar como responsável. Em nome de todos. Todavia, para demonstrar que essa medida não está só na minha cabeça seria bom que um abaixo-assinado fosse juntado à representação.

Não importa se forem 100, 200 ou mil cidadãos. O importante é que não seja uma medida isolada.

Eu gostaria de representar contra Sergio Moro. Estou disposto a dar meu RG, meu CPF, meu endereço, meu título de eleitor, meu tipo sanguíneo, minha foto, o que mais, diabos, eles quiserem. A você, caberia apenas assinar um documento endossando minha reclamação. E esse documento não lhe causará consequência alguma, pois serei o responsável pela representação.

Eis uma chance de não ficarmos só na reclamação, à espera de que outros façam alguma coisa em defesa do direito de todos. Pode não dar em nada? Claro que pode. É provável que o sistema se proteja da cidadania. Porém, o que não cabe em minha cabeça é ficar assistindo impassível à democracia ser exterminada no país em que crescerão minhas netas.

PS: para apoiar, não precisa fazer nada além de escrever aqui que apoia. E ponto final. O resto faço eu.

RIP DG

sábado, 25 de abril de 2015

Banco do BRICS propõe Moeda Única Global e pode empurrar Dólar para o colapso


O Banco BRICS representa um grande passo para de-dolarização, e um novo sistema monetário. Ele deve substituir o "esquema casino predatório" western-dominado que tem contribuído para guerras mundiais e "terrorismo econômico", diz o ex-economista do Banco Mundial Peter Koenig, relata RT.

"A 'sistema BRICS" pode oferecer uma alternativa saudável para o sistema de dólar altamente endividado e extinguindo, onde o dinheiro é impresso à vontade ", Koenigdisse em uma entrevista com Asam Ismi do Canadian Centre for Policy Alternatives.

A 'sistema BRICS "deve basear-se em uma nova moeda, o que Koenig chama de"Brisco'.


Um novo sistema monetário deve substituir o existente FED-BIS (Bank for International Settlement) -Wall Street "em dólar esquema casino predatória que tem nos últimos 100 anos sozinho contribuiu largamente para - e beneficiou de duas guerras mundiais e terrorismo econômico

"... É hora de que a moeda do mundo todo roubo, abuso e exploração - o dólar -instrumento financeiro para guerras intermináveis e terrorismo econômico, ser substituído por uma moeda de fins pacíficos, que respeite a soberania nacional - uma moeda que trabalhará para o povo , não para a elite ", disse Koenig acrescentando que atualmente seis bancos norte-americanos controlam mais de 60 por cento de todos os ativos bancários.

Um novo sistema monetário deve substituir o existente FED-BIS (Bank for International Settlement) -Wall Street "em dólar num esquema casino predatório que tem nos últimos 100 anos sozinhos contribuiu largamente para - e se beneficiaram - duas guerras mundiais, empobreceu o nosso planeta, social e ambiental ", disse Koenig: "Este sistema está à beira de um colapso maior do que a depressão da década de 1930". 


BRICS, que está liderando ativamente um esforço maciço de desdolarização, pode se tornar uma alternativa viável para o sistema econômico ocidental, Koenig acredita. 


Além disso, ele acha BRICS já está em processo de substituí-lo. O reforço da cooperação entre a Rússia e a China é um exemplo claro - os dois países começaram a realizar rublo-yuan swaps em junho de 2014, como forma de libertar-se da moeda de negociação tradicional, o dólar norte-americano.

Dez anos atrás, as reservas do mundo consistiam de cerca de 90 por cento dos títulos denominados em dólares. Hoje esse número diminuiu para 60 por cento, disse o economista.

Koenig acredita que Washington tem medo de perder esse monopólio do dólar no cenário mundial, e está tentando desestabilizar a situação nos países do BRICS. Por exemplo, por caluniar o governo de Dilma Rousseff no Brasil para a corrupção e dívida elevada, ou depreciando o rublo russo por fraudes e manipulações cambiais.

"Hoje em dia, embora em constante declínio, a maioria de negociação ainda está denominada em dólares e tem de trânsito através de um banco norte-americano e do sistema de compensação BIS", disse ele. "Sob as moedas do sistema bancário FED-BIS-WS e ouro estão sujeitas a taxas de câmbio e de juros manipulações".

O potencial dos BRICS é promissor na verdade, como os membros são responsáveis por quase 30 por cento do PIB mundial e cerca de 45 por cento da população global. 


E de acordo com a Rússia trás das manchetes, "Os países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) fizeram progressos significativos na criação de estruturas que serviriam como uma alternativa para o Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que são dominado por os EUA e a UE.

Um pool de reserva de moeda, como um substituto para o FMI, e um banco de desenvolvimento do BRICS, como um substituto para o Banco Mundial, começará a operar assim que 2015 chegar, o embaixador russo Vadim Lukov disse.

O Brasil já redigira uma carta para o Banco de Desenvolvimento do BRICS, enquanto a Rússia está a elaborar acordos intergovernamentais sobre o ajuste do banco, ele acrescentou.

Além disso, os países BRICS já chegaram a acordo sobre o montante de capital autorizado para as novas instituições: 100000000 mil dólares cada. "As negociações estão em curso sobre a distribuição do capital inicial de US $ 50 bilhões entre os parceiros e sobre o local para a sede do banco. Cada um dos países BRICS manifestou um grande interesse em ter a sede em seu território", Lukov disse .

Espera-se que as contribuições para a piscina moeda de reserva, será a seguinte: China,41000 milhões dólares; Brasil, Índia e Rússia, US $ 18 bilhões a cada; e África do Sul, US $ 5 bilhões. O montante das contribuições reflete o tamanho das economias dos países.

A criação do Banco de Desenvolvimento do BRICS tem um significado político muito, uma vez que permite aos seus Estados membros para promover seus interesses no exterior. "É um movimento político que pode-se destacar as posições de fortalecimento de países cuja opinião é frequentemente ignorada por seus colegas americanos e europeus desenvolvidos.

Dr. Jim Willie acrescenta: "Eles não queriam chamá-lo de" O Banco Central Trade Gold ".E mais tarde ele vai ser a planta de processamento para os mercados emergentes descarregar suas obrigações do Tesouro e convertê-los em ouro. E esse banco do BRICS vai ser o banco reconhecido pela liquidação alternativa.

Se um país não quer se contentar com os EUA, utilize o nosso banco, podemos vendê-lo"duplicatas em ouro" para as cartas de crédito, apoiados por ouro. Ele não augura nada de bom para os EUA, onde as carências e as inflações de preços estão indo para conduzir as pessoas fora de suas mentes."

Via: odespertarnews

sábado, 18 de abril de 2015

HSBC E ZELOTES ATINGEM CORAÇÃO DA DIREITA NO PAÍS

 Juntos, os escândalos das contas secretas no HSBC (o chamado Swissleaks) e das propinas pagas para aliviar multas tributárias (a Operação Zelotes) fazem um strike em personalidades que alimentam o pensamento conservador no Brasil; na Zelotes, o grupo Gerdau, do empresário Jorge Gerdau, mantenedor do Instituto Millenium, aparece como pagante da maior propina (R$ 50 milhões); na mesma operação, está também a RBS, de Eduardo Sirotsky e Armínio Fraga (R$ 15 milhões), que é afiliada da Globo; no Swissleaks, um dos nomes é o de José Roberto Guzzo, diretor da Abril, que é também mantenedora do Millenium; a direita, no Brasil, não gosta de pagar impostos?

Brasil 247 – Dois escândalos recentes, batizados como Swissleaks e Zelotes, evidenciam uma realidade brasileira: ricos não gostam de pagar impostos, nem de declarar todo seu patrimônio. O caso Swissleaks, alvo de uma CPI no Senado, envolve 8.667 brasileiros que mantêm ou mantiveram contas secretas na Suíça, no HSBC de Genebra.

A Operação Zelotes fisgou uma quadrilha especializada em vender facilidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o Carf, causando um prejuízo estimado em R$ 19 bilhões. Os dois casos tratam de um mesmo fenômeno: sonegação fiscal. O que une as duas pontas é a presença de nomes ilustres da direita brasileira, que tentam impor uma agenda conservadora à toda sociedade.

Nesta sexta-feira, uma reportagem do jornal Estado de S. Paulo revelou que o grupo Gerdau, do empresário Jorge Gerdau, é suspeito de pagar a maior propina da Operação Zelotes: R$ 50 milhões para cancelar uma dívida tributária de R$ 4 bilhões. Um “bom negócio”, com o pagamento de um real para cada 80 devidos (saiba mais aqui).

Gerdau é o principal mantenedor do Instituto Millenium, um instituto criado por empresários brasileiros para consolidar um pensamento único no País, alinhado à direita e ao neoconservadorismo.

Na página do Millenium, aparece como “grupo líder” (confira aqui), ao lado da Editora Abril, que publica Veja e cujo conselheiro editorial José Roberto Guzzo, um de seus principais articulistas, publicou artigo sobre como é insuportável viver no Brasil de hoje (leia aqui) – Guzzo, para quem não se lembra, foi um dos jornalistas citados no Swissleaks.

Voltando ao Millenium, abaixo do “grupo líder” aparece o “grupo apoio”, onde desponta a RBS, afiliada da Globo na Região Sul, comandada por Eduardo Sirotsky. O envolmento da RBS, assim como o de Gerdau, é com a Operação Zelotes, onde a empresa teria pago uma propina de R$ 15 milhões para abater uma dívida de R$ 150 milhões. Um negócio bom para quem gosta de levar vantagem, mas não tão bom quanto o de Gerdau. No caso da RBS, a relação seria de um real pago para cada dez devidos.

Nesta sexta-feira, como lembrou Fernando Brito, editor do Tijolaço, a RBS é sócia de ninguém menos que o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso e ex-futuro ministro da Fazenda de Aécio Neves (leia mais aqui).

Em sua página, o Instituto Millenium informa trabalhar pela promoção da democracia, da liberdade, do Estado de Direito e da economia de mercado. Mas, e os impostos?

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Um dos discursos mais poderosos de Jandira na Câmara contra o oportunismo midiático da oposição, de forças sem representação popular e o golpismo que marcha nas ruas. Im-per-dí-vel.

video

Prisão de Vaccari foi ‘política’, diz líder do PT. Bomba: Primo de Moro financiou Beto Richa (PSDB) ao governo do Paraná



Deputado cobra explicação de tesoureiros de outras siglas. O líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), condenou de maneira veemente a prisão do tesoureiro de seu partido, João Vaccari Neto, pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (15). Secretário de Finanças do PT, Vaccari é acusado de receber propina do esquema de corrupção desvendado na Petrobras pela Operação Lava Jato, da PF, e diz que nunca recebeu suborno. Sibá reforça essa tese e ainda diz que se trata de “prisão política”.


“Quem quer dizer que o PT pegou dinheiro de corrupção, também pegou. Estão lá os tesoureiros dos outros partidos. Deveriam, também, vir explicar de onde pegaram o dinheiro. Não há milagre. Não há, digamos assim, a mão divina nessa história”, provocou Sibá, para quem as doações eleitorais ao PT foram todas legais. “É uma prisão política”(...)

Bomba: Primo de Moro financiou Beto Richa (PSDB) ao governo do Paraná


Já não bastasse Rosângela Wolff de Quadros Moro, esposa do juiz Sérgio Fernando Moro, responsável pela Operação Lava Jato, ser assessora do vice de Beto Richa (PSDB), agora é a vez do primo do Juiz ter financiado a campanha eleitoral de Beto Richa (PSDB) para governo do estado do Paraná.

Cesar Moro Tozetto é proprietário da maior rede de Supermercados do Paraná, à Tozetto Supermercados. Moro também é Presidente da Associação Paranaense de Supermercados.

 César Moro é primo de primeiro grau do Juiz Federal Sérgio Fernando Moro, responsável pela Operação Lava Jato.

Moro e Secretário de Segurança Pública de Beto Richa (PSDB)

Segundo levantamento da equipe de reportagem do i9, a "panelinha" Moro e o atual Secretário Francischini, conhecido como "Robin" do filme Batman começou a se formar após a Operação Fênix, lançada em 2007, o juiz decretou a prisão de 11 pessoas ligadas ao traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Entre os presos estavam parentes de Beira-Mar e advogados suspeitos de fazer papel de pombos-correio. No processo, Beira-Mar era acusado de controlar o narcotráfico em morros do Rio a partir do presídio de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Na época da operação era Francischini o delegado da PF à frente das investigações contra Beira-Mar.

Francischini do PSDB é conhecido no Paraná, como "Rei dos Vazamentos". Com foco apenas em adversários políticos; rotina dos vazamentos era organizada, com sincronização entre Veja, Folha e Globo.

Suspeita-se, entre os responsáveis pela Operação Lava Jato, que Francischini, ex-delegado da PF, seja o principal responsável pelo "vazoduto" que tem instrumentalizado as manchetes de jornais, capas de revistas e longas reportagens nas TVs, que visam desgastar o governo Dilma, a Petrobras e o PT. Isso porque, logo após as prisões da Operação Lava Jato, Francischini recebeu por sete horas advogados dos doleiros presos, que lhe pediram apoio e lhe entregaram todo o inquérito, até então desconhecido da imprensa. São quase 5 mil paginas em papel e outras 9 mil paginas digitalizadas.

Experiente no trato dessas informações, Francischini teria fatiado o inquérito, selecionando os "capítulos" mais importantes e distribuindo o material a veículos como Veja, Folha, jornal O Globo e TV Globo. O primeiro alvo foi o deputado André Vargas (PT-PR), que passou a balançar depois que um pedido de um jato emprestado ao doleiro Alberto Yousseff veio à tona. Francischini teria até montado uma lógica de distribuição de informações. Veja recebia o trecho do inquérito na quinta-feira, com o compromisso de não publicar na sua edição online. Folha e a TV Globo recebiam as informações na sexta-feira. Era a garantia de que todo os temas selecionados por ele renderiam também no fim de semana.

Coordenação

Foi assim que, Veja e Folha saíram com a tabela de Paulo Roberto Costa sobre "soluções" de empreiteiras para operações de compras da Petrobras. Ou as insinuações em todos os jornais de que haveria indícios de relação de Alberto Yousseff com o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, e a senadora Gleisi Hoffmann, ambos adversários de Francischini no Paraná.

Foi também assim, através do "vazoduto" montado por Francischini que, ontem, minutos depois de a Justiça ter quebrado o sigilo do processo, as edições online de Veja, Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo vieram com as insinuações de envolvimento do ex-ministro Alexandre Padilha com o doleiro. Todos juntos, em menos de 30 minutos, conseguiram localizar a citação a Padilha no inquérito – o que demonstra a organização dos vazamentos.

Ligação de Moro com o PSDB é antiga, acompanhe:

Nascido em Maringá, no norte do Paraná, Moro é um dos maiores "especialistas" do país na área de lavagem de dinheiro. Formado em direito pela Universidade Estadual de Maringá, seu primeiro serviço foi o escritório do Dr Irivaldo Joaquim de Souza, o maior Tributarista de Maringá.

Dr Irivaldo foi advogado de Jairo Gianoto entre os anos de 1997 a 2000, ex-prefeito de Maringá pelo PSDB, condenado por gestão fraudulenta.

O Tribunal de Justiça do Paraná condenou o ex-prefeito de Maringá em 2010 a devolver cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos. Segundo informação da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Maringá foram condenados por improbidade administrativa o ex-prefeito Jairo Morais Gianoto, o ex-secretário da Fazenda Luis Antônio Paolicchi, e dois ex-servidores municipais: Jorge Aparecido Sossai, então contador, e Rosimeire Castelhano Barbosa, ex-tesoureira, entre outros réus.

Luis Macedo/Câmara dos Deputados, Fabiano Portilho

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Ele pediu impeachment e foi humilhado em carta aberta escrita por filha de retirantes



Por Danny Oliveira – Creio que os senhores não saberão quem sou,mas isso não vem ao caso.Sou uma jovem de 26 anos de idade, filha de um retirante nordestino que deixou sua terra,no árido sertão da Bahia,em busca de um ideal na capital paulista.Isso foi no ano de 1982,ele foi ficando,casou-se,teve três filhos e agora tem um neto.Destes três filhos,tive o orgulho de ser a filha do meio,e a única menina.

Vivi as épocas mais negras que podemos imaginar na política.Nasci no ano da nova Constituição,1988,e vivi a época do impeachment de Fernando Collor,os desmandos de corrupção e a bandalheira feita com o nosso dinheiro na era Fernando Henrique…Somente vi uma luz para muitos dos jovens da minha idade com a chegada de um nordestino que fez muito por nós.Um metalúrgico que nos colocou no centro do mundo,que ajudou a cada um de nós:Luiz Inácio Lula da Silva.

Senhores,até o ano de 2002 muitos dos nossos jovens não tinham acesso à faculdade,não podiam fazer um curso de intercâmbio fora do País…Sequer podiam andar de avião,era muito caro e só podiam andar em aeroportos os grã-finos.Filho de faxineira em universidade?Só se trabalhasse na faxina ou na cantina.Sequer podíamos andar em shopping centers.Hoje,graças ao Prouni e ao ENEM,muitos jovens tem acesso ao Ensino Superior tão sonhado,podem enfim desenvolver uma carreira como tanto sonham.

Muitos amigos meus puderam fazer intercâmbio e aprender novos idiomas e conhecer novas culturas.Posso até entrar em um shopping center na hora em que eu quiser.E isso só começou a ser proporcionado para nós com a chegada de Lula.

Minha primeira eleição como eleitora foi exatamente em 2006,e como meus familiares,depositei meu voto e minha confiança em Lula.E ele honrou meu voto e minha confiança.Não me arrependi.

Em 2010 entrei para a militância petista. Sei tudo o que passei militando em prol dos meus direitos e dos meus companheiros e amigos:quase fui presa,sofri tentativa de assassinato durante uma conversa com feirantes…Sei o que passei,e honrei meu voto.Vi a presidente Dilma,uma mulher que luta pelos direitos do povo,ser eleita democraticamente,e merecidamente.

Mais uma vez tive meu voto e minha confiança honrados como deveriam.Uma mulher que lutou para tirar nosso País das mãos de generais que matavam,torturavam,estupravam e até se vangloriavam das maldades que cometiam,orgulhavam-se de suas “subversividades” e nos julgavam subversivos!E hoje,com a democracia instalada outra vez no nosso País,vejo vocês pedindo a volta dessa desumanidade,e isso me entristece muito.

Dilma honrou meu voto e fez muito por nós:construiu universidades,criou o PRONATEC,abriu novos horizontes aos jovens e fez o mesmo que o presidente Lula fez.Abriu seus braços aos mais necessitados e ao povo do Nordeste que carrego no meu sangue com muito orgulho,e fez muito por cada nordestino e nordestina que queria apenas que alguém os olhasse com os olhos da alma.

E agora vem os senhores,membros da elite golpista e da imprensa manipuladora e sem o mínimo de imparcialidade,enxovalhar o nome de quem começou a trabalhar do lado certo da pirâmide (o lado de baixo) e tentar nos imputar um playboy com um passado negro,que vive à sombra da memória de seu avô e que não tem um mínimo de respeito pelas mulheres,manteve o povo de seu Estado (Minas Gerais) sob o jugo de uma ditadura elitista,deixando seus conterrâneos em uma situação complicada,construindo aeroportos particulares…

Como os senhores querem nos impingir um ladrão e condenar quem tanto fez por nós? Estão fazendo o mesmo que foi feito anteriormente: condenando Jesus à morte e soltando Barrabás.

Hoje,orgulhosamente,vejo a mulher em quem orgulhosamente depositei meu voto de confiança assumir por mais 4 anos seu cargo de merecimento:o de comandante da nossa Pátria Amada.A mulher que tanto fez por mim continuará fazendo muito mais,e agora fará mais ainda:lutará pelas mulheres,pelas crianças,negros,indígenas,comunidade LGBT…Lutará por aqueles que não tem voz ativa,e será a nossa voz.E enquanto isso,vocês perdem tempo querendo atacá-la…

A vocês,que exigem que ela renunciem,um pedido: RENUNCIEM AO BRASIL…Não vomitem mais seu ódio contra quem trabalha,e procurem apoiá-la para que faça seu mandato ser o melhor,não percam tempo falando aos quatro ventos e depois voltando atrás.

Ao sr. Ary Fontoura,um grande ator por quem eu tinha grande admiração e respeito,manifesto minha vergonha.O senhor,por muitos anos,lutou contra a ditadura ao lado do saudoso e magnânimo Mário Lago,e lutou muito para que se instalasse a democracia em nosso País.E hoje fica ao lado de uma emissora que alimentou a subversividade e a intolerância dos ditadores,e pede que este período volte.Ora,sr. Ary,peço gentilmente ao senhor que respeite nossa Pátria e não diga que fala por todos os brasileiros.

Pois,por mim e por muitos outros,o senhor jamais vai falar.O único que fala por nós é Deus,e o senhor não poderá falar por Ele.

Aos membros do Partido da Imprensa Golpista,não adianta propagarem seus ódios,preconceitos e mentiras.O povo brasileiro já tem sua consciência definida,e todos sabem a verdade:o povo escolheu Dilma Rousseff por sua história impoluta,e usar de falsos artifícios para distorcer sua história já não convence mais.Parem enquanto é tempo.
E,por favor,deixem-na governar e sejam menos intolerantes.

Ass.: Uma das mais de 54 milhões de pessoas que elegeram Dilma Rousseff sua representante máxima.

Criolo: a certeza na quebrada é que você vai ser nada #pontejornalismo

terça-feira, 24 de março de 2015

Envenenando sua família, evenenando sua vida, envenenando seu futuro... Projeto de Luis Carlos Heinze, que acaba com rotulagem de transgênicos, pode ser votado hoje

O projeto de lei nº 4148/08, de autoria do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS), que acaba com a exigência do símbolo da transgenia nos rótulos dos produtos com organismos geneticamente modificados (OGM), como óleo de soja, farinha de milho e outros, está na pauta de votações da sessão desta terça-feira (24), da Câmara dos Deputados.

A sua aprovação, defendida pela bancada do agronegócio, significaria a derrubada de uma importante conquista, fruto de intensas mobilizações da sociedade civil: a efetiva rotulagem de qualquer alimento que possua transgênico em sua fórmula, o que ainda não é devidamente cumprido no Brasil.

Hoje, as sementes transgênicas liberadas para consumo humano pela CTNBio são o milho e a soja, que estão sendo utilizadas pela indústria como ingredientes de alimentos processados. Além disso, há uma nova espécie de feijão carioca transgênico liberada para consumo humano, que pode aparecer no mercado a qualquer momento.


quinta-feira, 19 de março de 2015

Globo, Band, Folha na lista de contas secretas no HSBC - Empresários da comunicação do Brasil no centro de um dos maiores escândalos de corrupção do mundo

19/03/2015
 

 Acostumados a denunciar escândalos de corrupção e exigir moralidade dos políticos, alguns dos maiores grupos de mídia do país se veem agora no papel de vilões. É que pelo menos 22 empresários da mídia ou parentes deles e sete jornalistas estão entre os mais de oito mil brasileiros que mantiveram contas no HSBC da Suíça em 2006 e 2007. Na lista, divulgada semana passada, constam os nomes ligados à Rede Globo, Bandeirantes, jornal Folha de S. Paulo, grupo Abril, entre outros.

Os proprietários do Grupo Folha/UOL, Octavio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira Filho, ambos falecidos, tiveram conta conjunta no HSBC, cujo beneficiário é o atual presidente da empresa, Luiz Frias. Entre 2006 e 2007, a conta já aparecia inativa e zerada. Luiz Frias (atual presidente da Folha e presidente/CEO do UOL) aparece como beneficiário da mesma conta, que foi criada em 1990 e oficialmente encerrada em 1998. Em 2006/2007, os arquivos do banco ainda mantinham os registros, mas, no período, ela estava inativa e zerada.

A família Saad, proprietária da Rede Bandeirantes, também tinha contas no HSBC na época em que os arquivos foram vazados. Entre os correntistas, aparecem o fundador da empresa, João Jorge Saad, a esposa, o filho e uma sobrinha.

LILY MARINHO

Lily de Carvalho, viúva de dois jornalistas e donos de jornais, Horácio de Carvalho (1908-1983) e Roberto Marinho (1904-2003), aparece na lista. Horácio de Carvalho foi proprietário do extinto “Diário Carioca” e Roberto Marinho foi dono das Organizações Globo, hoje Grupo Globo. O nome de Lily surge nos documentos com o sobrenome de Horácio, seu primeiro marido, e o representante legal da conta junto ao HSBC é a Fundação Horácio de Carvalho Jr. O saldo registrado em 2006/2007 era de 750 mil dólares. Lily morreu em 2011.

Os donos da TV Verdes Mares (afiliada da Globo no Ceará) e do “Diário do Nordeste” também aparecem como correntistas do HSBC. O saldo da conta em 2007 era uma fortuna de quase 84 milhões de dólares. Fortuna também mantinha o empresário Aloysio de Andrade Faria, do grupo Transamérica de rádio, com saldo em conta de 120 milhões de dólares.

RATINHO

O apresentador de TV Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho e dono da “Rede Massa” (afiliada ao SBT no Paraná) tinha uma conta com sua mulher, Solange Martinez Massa, em 2006/2007. O saldo era de US$ 12,5 milhões. Diversos outros diretores e herdeiros de veículos de comunicação, além de jornalistas, aparecem na lista.

O caso veio à tona quando um ex-funcionário do banco, Hervé Falciani, vazou documentos que revelam como o banco orientou e ajudou milhares de clientes a aplicar volumosas quantias em dinheiro provenientes de sonegação de impostos e evasão de divisas, além de facilitar a abertura de contas secretas para depositar dinheiro do tráfico de drogas e da corrupção. No total, o banco inglês acobertou mais de 106 mil pessoas, num valor de 120 bilhões de dólares (mais de 334 bilhões de reais). Desse montante, mais de 6 mil contas bancárias estão associadas a 8.667 brasileiros, somando mais de 7 bilhões de dólares (R$ 19 bilhões).

OLIGOPÓLIO DA MÍDIA

Para a coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Rosane Bertotti, o envolvimento de empresários da mídia ilustra é uma expressão do oligopólio da mídia no Brasil. “A concentração da mídia, leva a concentração da riqueza. Tudo isso reafirma, mais uma vez, que a falta de diversidade e pluralidade nos meios de comunicação afeta a própria economia, o desenvolvimento e os interesses do país”.

INVESTIGAÇÃO HSBC

Possuir uma conta na Suíça, um popular paraíso fiscal, não é crime, mas é obrigatório declarar o dinheiro à Receita para que a quantias sejam tributadas. Ao sonegar os valores, o cidadão comete crime de evasão de divisas e pode pegar de dois a seis anos de prisão. Visando apurar o caso, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) conseguiu assinaturas suficientes para criação da CPI do HSBC, que deve ser instalada nos próximos dias.

“Tem que ser feita a seguinte pergunta à Secretaria da Receita Federal: quantos fizeram a declaração ao Imposto de Renda sobre depósito no exterior? Assim poderemos verificar se cometeram ou não o crime de evasão fiscal”, aponta o senador. 



Por Pedro Rafael Vilela

de Brasília (DF)