sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Um mito e algumas verdades sobre os tributos no Brasil

Publicado em 29 de agosto de 2014 por Antonio Martins
 

Debate questionará, esta manhã, crença segundo a qual carga tributária brasileira é “altíssima”. Problema real é outro: ricos e poderosos pagam pouquíssimo; somos o país dos impostos injustos

Por Antonio Martins

Ao longo do processo eleitoral deste ano, um mito voltará a bloquear o debate sobre a construção de uma sociedade mais justa. Todas as vezes em que se lançar à mesa uma proposta de políticas públicas avançadas, demandando redistribuição de riquezas, algum “especialista” objetará: “não há recursos para isso no Orçamento; seria preciso elevar ainda mais a carga tributária”. A ideia será, então, esquecida, porque a sociedade brasileira está subjugada por um tabu: afirma-se que somos “o país como impostos mais altos do mundo”. Sustenta-se que criar novos tributos é oprimir a sociedade. Impede-se, deste modo, que avancemos para uma Reforma Tributária.

A partir das 10h desta sexta-feira (29/8), três conhecedores profundos do sistema de impostos no Brasil enfrentarão este mito, num debate transmitido por webTV (acesse aqui). O auditor da Receita Federal Paulo Gil Introini, ex-presidente do sindicato nacional da categoria e os economista Jorge Mattoso e Evilásio Salvador argumentarão, com base em muitos dados, que o problema da carga tributária brasileira não está em ser “a mais alta do mundo” (uma grossa mentira), mas em estar, seguramente, entre as mais injustas do planeta. Os grandes grupos econômicos e os mais ricos usam seu poder político para criar leis que os isentam de impostos — despejados sobre as costas dos assalariados e da classe média. A mídia comercial esconde esta realidade, para que nada mude. No debate, organizado em conjunto pela Campanha TTF Brasil e Fundação Perseu Abramo, emergirão alguns fatos muito relevantes, porém pouquíssimo conhecidos.



> A carga tributária brasileira não é a “mais alta do mundo”, mas a 32ª (entre 178 países). O cálculo é de um estudo comparativo da Fundação Heritage, um thinktank norte-americano conservador — mas com algum compromisso com a realidade.

> A carga tributária subiu consideravelmente, de fato, entre 1991 e 2011. Passou de 27% do PIB para 35,1%. Porém, a parte deste aumento de arrecadação foi consumido no pagamento de juros pelo Estado — quase sempre, para grandes grupos econômicos. A taxa Selic subiu para até 40% ao ano nas duas crises cambiais que o país viveu sob o governo FHC. O aumento do gasto social (de 11,24% do PIB para 15,24%, no período), que ocorreu de fato, a partir de 2002, consumiu apenas parte do aumento da receita.

> O poder econômico usa uma série de expedientes para livrar-se de impostos. O principal é a estrutura tributária brasileira. Ela foi cuidadosamente construída para basear-se em impostos indiretos (os que incidem sobre preços de produtos e serviços) e reduzir ao máximo os impostos diretos. Há duas vantagens, para as elites, nesta escolha. a) Impostos indiretos são, por natureza, regressivos. A alíquota de ICMS que um bilionário paga sobre um tubo de pasta de dentes, uma geladeira ou a conta de luz é idêntica à de um favelado; b) Além disso, assalariados e classe média consomem quase tudo o que ganham — por isso, pagam impostos indiretos sobre toda sua renda. Já os endinheirados entesouram a maior parte de seus rendimentos, fugindo dos tributos pagos pelo conjunto da sociedade.

> Esta primeira distorção cria um cenário quase surreal de injustiça tributária. Um estudo do IPEA (veja principalmente o gráfico 2, à página 6) revela que quanto mais alto está o contribuinte, na pirâmide de concentração de renda, menos ele compromete, de sua renda, com impostos. Por exemplo: os 10% mais pobres contribuem para o Tesouro com 32% de seus rendimentos; enquanto isso, os 10% mais ricos, contribuem com apenas 21%…

> Basear a estrutura tributária em tributos indiretos é uma particularidade brasileira, que atende aos interesses dos mais ricos. Aqui os Impostos sobre a Renda respondem por apenas 13,26% da carga tributária. Nos países capitalistas mais desenvolvidos, membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os impostos indiretos correspondem a 2/3 do total dos tributos.

> Além disso, e sempre em favor dos mais poderosos, o Brasil praticamente renuncia a arrecadas impostos sobre o patrimônio. Aqui, os tributos que incidem diretamente sobre a propriedade equivalem apenas a 1,31% do PIB. Este percentual chega a 10% no Canadá, 10,3% no Japão, 11,8% na Coreia do Sul e 12,5% nos Estados Unidos…

> Ainda mais privilegiados são setores específicos das elites. O Imposto Territorial Rural (ITR), que incide sobre a propriedade de terra, arrecada o equivalente a apenas 0,01% do PIB. A renúncia do Estado a receber tributos sobre os latifundiários provoca, todos os anos, perda de bilhões de reais — que poderiam assegurar, por exemplo, Saúde e Educação públicas de qualidade.

Nos últimos treze anos o Brasil viveu um processo real — embora ainda muito tímido — de redistribuição de renda. Entre 1991 e 2002, o Coeficiente de Gini caiu de 0,593 para 0,526, depois de décadas de elevação (segundo este cálculo, quanto mais alto o índice, que vai de 0 a 1, maior a desigualdade). Ainda é muito pouco: segundo cálculos do Banco Mundial, em 2013 o país era o 13º mais desigual do mundo. Para continuar reduzindo a desigualdade, uma Reforma Tributária é instrumento essencial. Não é por outro motivo que as elites insistem em manter este conservar este tema como tabu.

Você conhece o Cerrado?

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Internauta lista por que não votará em Marina - POR QUE EU JAMAIS VOTARIA EM MARINA SILVA

O marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, foi acusado de exploração ilegal de madeira no período em que Marina Silva era ministra do meio ambiente. Esse é um fato muito estranho se levarmos em conta que a Marina Silva defende tanto a preservação do meio ambiente.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/tcu-apontou-irregularidades-em-doacao-de-madeira-feita-pelo-ibama-na-gestao-marina-silva

Poucos sabem disso, mas quando Marina Silva foi ministra do meio ambiente, o desmatamento na Amazônia só fez aumentar. Assim que ela entrou como ministra, o desmatamento na Amazônia foi aumentando até o momento em que ela saiu. Logo depois que ela saiu e Carlos Minc assumiu o ministério, o desmatamento da Amazônia voltou a cair. Sendo o ambientalismo uma das principais plataformas de governo de Marina, é de causar muito estranhamento o fato dela ter sido tão incompetente na gestão do ministério do meio ambiente.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2007/10/337678-desmatamento-cresce-8-na-amazonia.shtml

http://imirante.globo.com/sao-luis/noticias/2010/03/31/carlos-minc-deixa-ministerio-com-menor-taxa-de-desmatamento-da-historia.shtml

Marina Silva tem sua campanha financiada pelo banco Itaú, que deve aproximadamente 18 bilhões de impostos a receita federal. A partir desta parceira milionária podemos esperar não apenas o alívio dessa dívida com a receita federal, como também um possível ministério para o dono do Itaú, Roberto Setubal, como já está sendo cogitado.

http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2014/08/20/antes-de-votar-em-marina-voce-precisa-conhecer-neca-e-fazer-a-pergunta-de-r-18-bilhoes/

http://jornalggn.com.br/noticia/roberto-setubal-possivel-ministro-de-campos-ve-futuro-na-infraestrutura

Marina Silva, ainda ministra do meio ambiente, insistiu que o Brasil deveria assinar um tratado internacional que determinava como “não renovável” a energia hidráulica brasileira, que vem das hidrelétricas do país. Se esse acordo fosse assinado pelo governo brasileiro, toda a produção de energia elétrica brasileira iria para a clandestinidade ou ficaria na ameaça de ser considerada insustentável. Isso colocaria em sério risco a produção de energia nacional, cuja maior parte vem das hidrelétricas. Essa é uma medida irresponsável, que atentaria contra a economia nacional, e traria consequências nefastas ao país.

https://www.youtube.com/watch?v=-WOo8HFU12o (Começa aos 9 minutos, falando das hidrelétricas que Marina iria pôr em risco)

Todos sabem que Marina Silva é evangélica da Assembleia de Deus. Isso não teria nenhum problema se não fosse o caráter conservador e dogmático de suas crenças, assim como sua ligação com evangélicos e com a bancada evangélica no Congresso Nacional. Marina Silva chegou a defender o deputado Marco Feliciano quando ele foi escolhido presidente da comissão de direitos humanos da câmara dos deputados. Marina disse que Feliciano só estava sendo atacado por ser evangélico. Além disso, afirmou que isso se devia a um preconceito que muitos nutriam contra os evangélicos.

http://www.cartacapital.com.br/politica/marina-silva-defende-marco-feliciano

Marina Silva já se colocou contra o casamento gay em diversas oportunidades. A candidata diz “não ver com bons olhos” duas pessoas do mesmo sexo se casando. O que os gays podem esperar de uma presidente como Marina Silva no quesito de respeito à diversidade de opção sexual e aos direitos da comunidade LGBT?

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,marina-se-declara-contra-casamento-gay,560871

Marina Silva disse ser a favor do ensino do Criacionismo nas escolas. O Criacionismo é uma crença primitiva segundo a qual Deus teria criado o mundo em sete dias, há 6000 anos. Essa teoria rejeita frontalmente todos os avanços da teoria da evolução das espécies de Darwin, e procura rivalizar com ela. Embora Marina negue que seja favorável ao ensino do criacionismo nas escolas (obviamente por medo de perder votos), ela mesmo admitiu que se colocou favorável ao ensino do criacionismo como uma alternativa a teoria da evolução quando foi perguntada por um aluno de uma escola evangélica. Ela disse que: “Desde que se ensine também o evolucionismo, não vejo problema que se ensine também o criacionismo, pois assim os jovens poderiam fazer as suas escolhas”. A candidata alega, porém, que teria dito isso apenas no contexto das escolas confessionais (acredita quem quiser). O que podemos esperar de uma presidente que já defendeu que o criacionismo seja ensinado nas escolas?

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81345-6010-506,00.html

O fanatismo religioso de Marina Silva parece ir além. A candidata já afirmou várias vezes que é contrária as pesquisas com células tronco embrionárias. Ela disse: “Não tenho uma posição favorável à pesquisa com célula-tronco embrionária, e eu já disse isso”, afirmou ela. “Eu sou favorável à pesquisa com célula-tronco adulta”. Muitos cientistas temem que um possível governo de Marina Silva vá emperrar diversos tipos de pesquisas científicas que por ventura se oponham às suas convicções religiosas. Como ficará a pesquisa científica e seus avanços no Brasil com uma presidente que mistura religião com política como Marina Silva?

http://arquivo.geledes.org.br/acontecendo/noticias-brasil/279-presidencia/6684-marina-diz-que-e-contra-testes-com-celulas-tronco-embrionarias

Além de todas estas questões delicadas sobre a manutenção do estado laico, há denúncias contra Marina sobre um suposto uso do ministério do Meio Ambiente para eventos de cunho religioso. A estrutura do órgão público teria sido utilizada para auxiliar a realização de um evento evangélico em 2007, mas algumas fontes afirmam que não foi apenas uma vez que isso ocorreu. Por outro lado, há relatos de que existem pessoas ligadas a igrejas evangélicas assentadas no gabinete que foi de Marina Silva no ministério, com profissionais ligados às igrejas Batista Central de Brasília, Sarah Nossa Terra e ao Movimento Evangélico Progressista. Diante destas informações, é possível uma indagação a respeito da conduta de Marina Silva como presidente: saberá ela separar seu lado religioso e suas convicções de fé da política respeitando a diversidade e a complexidade de um país como o Brasil?

http://www.eco21.com.br/textos/textos.asp?ID=1676

Recentemente veio à tona o programa de governo e econômico de Marina Silva. Nesse programa, formulado por Neca Setúbal, sócia do Itaú e da família Setúbal (dona do Banco Itaú), responsável pela sonegação de 18 bilhões de reais em impostos até o ano passado, fala-se que a economia será submetida ao “mercado”, o Banco Central será independente e as taxas de juros e outros serão decididos de acordo com o “mercado financeiro” (leia-se bancos e especuladores). O jornal Valor Econômico mostra que existe convergência entre o programa econômico de Aécio Neves e Marina Silva. Isso na prática representa flexibilização de direitos trabalhistas, além do “mercado” como indutor do crescimento e não o Estado.

http://www.valor.com.br/eleicoes2014/3662186/conselheiros-de-aecio-e-marina-convergem-em-politica-economica

A historia secreta da Rede Globo


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Megaescândalo que envolve Roseana, Jorge Murad e marido de Marina Silva segue sem punições

Publicado em 13/05/2011

Sob o título ‘Sono dos justos’, o jornalista Cláudio Humberto alertou hoje em sua coluna que há três anos dorme no Supremo o processo da empresa Usimar, denunciado em 2004 pelo Ministério Público Federal.

“Além da governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) e marido, o caso envolve também Fábio Vaz de Lima, casado com a senadora Marina Silva (PV-AC)”, diz o jornalista.

O ‘caso Usimar’ – um megaescândalo do segundo mandato de Roseana Sarney Murad (1999-2002) – deu entrada na 6ª Vara da Justiça Federal do Maranhão há três anos. O processo, que tem Roseana e seu marido Jorge Francisco Murad Júnior como dois dos 40 réus, é resultado de investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) sobre o desvio de R$ 44,2 milhões da extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) para a construção, em São Luís, de uma fábrica de autopeças que nunca saiu do papel.

As investigações começaram em 2001 e duraram 2 anos. Além do “caso Usimar”, do Maranhão, foram apuradas fraudes em projetos da Sudam em outros cinco estados – Tocantins, Mato Grosso, Pará, Amazonas e Amapá.

O calhamaço resultante dos trabalhos investigativos sobre o “caso Usimar” tem 3.097 páginas, totalizando 11 volumes e 19 apensos (anexos processuais). O processo, de número 200137000080856, estava no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 13 de abril de 2004, mas foi devolvido à sua origem – a Justiça Federal do Maranhão – por decisão da ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, do Supremo, em 23 de junho de 2008. A juíza acatou parecer do então procurador-geral da República, José Paulo Sepúlveda Pertence, de que o STF não teria competência para julgar o processo, o qual chegou às mãos do juiz titular da 6ª Vara Federal, Nelson Loureiro dos Santos, em 9 de setembro de 2008.

A Usimar

Usina Siderúrgica do Maranhão Componentes Automotivos Ltda. – foi um projeto faraônico com custo de 1 bilhão, 380 milhões, 54 mil e 840 reais. Foi idealizado no final dos anos 1990 pelo governo Roseana Sarney, com a finalidade teórica de produzir autopeças numa fábrica que deveria ser instalada no Distrito Industrial, em São Luís.

A liberação de R$ 690 milhões para os investimentos iniciais do projeto (outros R$ 690 milhões viriam de um sócio privado, o paranaense Teodoro Hübner Filho, dono da fábrica de autopeças New Hübner, em Curitiba) foi aprovada numa reunião do Condel (Conselho Deliberativo) da Sudam, em São Luís, em 14 de dezembro de 1999, presidida por Roseana Sarney (então no PFL, hoje no PMDB). A reunião aconteceu a toque de caixa, pois vinte dias antes, Roseana havia pedido ao então ministro da Integração Nacional, o potiguar Fernando Luiz Gonçalves Bezerra, que incluísse o projeto na pauta da reunião do conselho. O marido da governadora, Jorge Murad, na época supergerente de Planejamento do governo estadual, defendeu com veemência a liberação das verbas.

Murad chegou a tentar convencer o único representante do conselho que era contrário ao projeto Usimar – José Barroso Tostes Neto, superintendente da Receita Federal no Pará e representante do Ministério da Fazenda no Condel – a mudar seu voto. Mas Tostes Neto manteve sua posição, argumentando que o processo da Usimar estava cheio de irregularidades, como a falta de comprovação de investimentos e da capacidade financeira dos donos de implantar uma indústria de R$ 1,38 bilhão em dois anos. Foi voto vencido. O projeto foi aprovado por dezenove votos a favor e um contra, o de Tostes Neto.

A Sudam teria liberado, meses depois, R$ 44,2 milhões, em duas parcelas de R$ 22,1. Técnicos da Sudam não conseguiram comprovar a contrapartida da Usimar. Segundo o MPF, menos de R$ 5 milhões foram efetivamente gastos no projeto.

Roseana Sarney sempre negou seu envolvimento na liberação e nas fraudes que resultaram no desvio das dezenas de milhões da Sudam. Em entrevistas à imprensa, ela disse que apenas referendou uma decisão do Condel e que toda a responsabilidade cabia aos técnicos da Sudam.

‘Propinoduto’

Para o Ministério Público Federal, no entanto, o projeto Usimar foi criado exclusivamente para fraudar a Sudam, e a fraude teve participação ativa de Roseana Sarney e Jorge Murad. A investigação sobre o “caso Usimar” evitou que o restante dos R$ 690 milhões liberados pelo Conselho Deliberativo da Sudam fosse parar nos bolsos dos “cabeças” do esquema criminoso.

O “chefão” em nível nacional do “esquema Sudam”, segundo o MPF, seria o ex-senador Jader Fontenelle Barbalho (PMDB-PA), que dominava politicamente a entidade. Ele teria recebido 20% de “propina” de todos os valores liberados. Somente no projeto Usimar, Jader teria ganho R$ 8,8 milhões dos recursos que saíram da Sudam (R$ 44,2 milhões).

Em 2001, após denúncias sobre desvios na Sudam, Jader Barbalho renunciou à presidência do Senado e, mais tarde, ao seu mandato, para evitar ser cassado. Em 2002, voltou à vida pública como o candidato mais votado à Câmara Federal em seu estado. Em fevereiro do mesmo ano em que foi eleito havia sido preso pela Polícia Federal em Belém, a pedido da Justiça Federal de Tocantins. O ex-superintendente da Sudam, José Arthur Guedes Tourinho, também foi preso na mesma operação.

Usimar e Lunus

No bojo das investigações do “caso Usimar”, a Polícia Federal cumpriu, em 1º de março de 2002, um mandato judicial de busca e apreensão na empresa Lunus, de Roseana Sarney e Jorge Murad, localizada no bairro Renascença, em São Luís. Além de R$ 1,34 milhão em dinheiro vivo, cuja origem suspeita jamais foi devidamente explicada pelo casal, a PF encontrou na Lunus documentos que ligavam Murad ao projeto Usimar, embora ele sempre tenha rejeitado a acusação de ter pressionado conselheiros da extinta Sudam a liberar recursos para o projeto.

Na sede da Lunus, a polícia achou uma carta endereçada a Murad com tópicos como “Reunião do Condel”, “Usimar – Pendências” e “Resumo do Projeto”. A PF encontrou também um documento enviado pela Sudam, via fax, a Jorge Murad: o ofício DAI 695/99, de setembro de 1999, assinado pelo então superintendente da Sudam, José Arthur Guedes Tourinho, e por um funcionário do órgão, Honorato Luís Lima Cosenza Nogueira. O ofício foi endereçado à Usimar quando a empresa tinha apenas um mês de vida.

Durante as investigações, o Ministério Público e a PF descobriram que as comissões cobradas por Jader Barbalho foram trocadas por dólares, na casa de câmbio Cruzeiro, de propriedade do doleiro José Samuel Benzecry, localizada em Belém.

As fraudes nos projetos da Sudam – que sangraram perto de R$ 1,5 bilhão dos cofres públicos – levaram à extinção do órgão, em março de 2001 (depois de quase 35 anos de existência), sendo criada em seu lugar a Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA).

O terreno onde deveria ser instalado o faraônico projeto Usimar fica na BR-135, nas proximidades da Vila Maranhão. O local se assemelha, hoje, a um cemitério. E não é força de expressão. As duas dezenas de pilastras de concreto que restaram do projeto – que não avançou além do canteiro de obras – têm formato de cruzes, cravadas na mata densa. Parecem lembrar os R$ 44,2 milhões que foram enterrados ali.

OS RÉUS DO ‘CASO USIMAR’

1. Roseana Sarney Murad (governadora do Maranhão na época do escândalo Usimar, presidiu o Conselho Deliberativo (Condel) da Sudam que liberou recursos para o projeto)

2. Jorge Francisco Murad Júnior (marido de Roseana, então gerente de Planejamento, pressionou membros do Condel para que liberassem os recursos à Usimar)

3. José Arthur Guedes Tourinho (superintendente da Sudam de 1996 a outubro de 1999, indicação de Jader Barbalho; está envolvido em quase todas as fraudes da Sudam)

4. Maurício Benedito Barreira Vasconcelos (também ligado a Jader Barbalho, assumiu a superintendência da Sudam com a saída de Tourinho, em outubro de 1999; comandava o órgão quando saíram os recursos para o projeto Usimar; foi ministro interino de Integração Nacional, de 17.07.2000 a 4.12.2000, gestão FHC)

5. Aldenor Cunha Rebouças (dono da AC Rebouças, empresa de consultoria que prestou serviços à Usimar, sendo responsável pelo projeto técnico da empresa)

6. Fábio Vaz de Lima (técnico agrícola, marido de Marina Silva, hoje pré-candidata à Presidência da República; não se sabe seu papel no “caso Usimar”)

7. Dante Martins de Oliveira (falecido, ex-governador do Mato Grosso, tinha assento no Conselho Deliberativo da Sudam)

8. Alexandre Firmino de Melo Filho (publicitário, marido da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, era ministro interino da Integração Nacional na época em que os recursos para a Usimar foram liberados – ocupou o cargo de 20.8.1999 a 17.7.2000, gestão FHC)

9. Honorato Luís Lima Cosenza Nogueira (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

10. Alexandre Rizzotto Falcão (secretário estadual de Indústria e Comércio na época da liberação do dinheiro para a Usimar; segundo o MPF, participou do esquema de desvio dos recursos)

11. Valmor Felipetto (diretor da Hübner, empresa que era a sócia privada do projeto Usimar; segundo o MPF, participou do desvio dos recursos)

12. Carlos Fernandes Xavier (preside há mais de 20 anos a Federação de Agricultura e Pecuária do Pará – Faepa; não se sabe seu papel no “caso Usimar”)

13. Madson Antônio Brandão da Costa (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

14. Admilson Fernando de Oliveira Monteiro (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

15. Maria José Corrêa Alves (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

16. Antonio Alves de Oliveira Filho (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

17. Mário Jorge de Macedo Bringel (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

18. Márcia Pastor da Silva Pinheiro (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

19. Antonio dos Santos Ferreira Neto (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

20. Raimundo Rogério Dias Magalhães (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

21. Isper Abrahim Lima (amazonense, ligado ao ex-governador Eduardo Braga (PMDB), que deixou o cargo em abril para disputar o Senado; atualmente, é secretário da Fazenda do Amazonas; em 2004, foi denunciado por envolvimento em um esquema de corrupção e fraudes e licitações públicas no Amazonas; não se sabe seu papel no “caso Usimar”)

22. Francisco Sérgio Belich de Souza Leão (paraense, ligado aos ex-governadores Almir José de Oliveira Gabriel (duas gestões, 1995 a 2002) e Simão Robison Oliveira Jatene (2003-2006), ambos do PSDB; foi secretário de Produção no governo de Jatene; em 2003, foi denunciado, junto a Jatene, ao STJ por corrupção passiva; teria participado de um esquema de pagamento de “propinas” da Cervejaria Paraense S/A (Cerpasa) ao governo tucano em troca de benefícios fiscais; não se sabe seu papel no “caso Usimar”)

23. Íris Pedro de Oliveira (foi presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) de setembro de 1988 a março de 1990; não se sabe seu papel no “caso Usimar”)

24. Flora Valladares Coelho (ex-presidente do Banco da Amazônia e ex-secretária de Gestão Administrativa do governo do Acre na 2ª gestão de Jorge Viana – 2003-2006; não se sabe seu papel no “caso Usimar”)

OUTROS ACUSADOS

25. Marivaldo Nazareno da Silva

26. Carlos Nayro de Azevedo Coelho

27. Artur Nunes de Oliveira Filho

28. Cristovam Wandeley Picanço Diniz

29. Rui da Justa Feijão

30. Luís Hiroshi Sakamoto

31. Antonio Felipe Sanches da Costa ou Antonio Felipe Sanchez Costa

32. Nadin Ferreira da Costa

33. Fernando José Marroni de Abreu

34. Janete Oliveira Bordalo

35. Maria Aldanisa Canto dos Santos

36. Ana Cristina Costa de Souza

37. Raimundo Marques Neto

38. Francisco Doriney Baptista de Souza

39. Evaldo Guilherme Martins César

40. Paulo Ivan Alberti

41. Clineu César Coelho Filho

Maridos de Marina Silva e Lina Vieira são réus do ‘caso Usimar’

Devido ao fato de o processo sobre o “caso Usimar” correr em segredo de Justiça, não há muitas informações a respeito do papel específico desempenhado na fraude por cada um dos 40 réus citados no processo. O número de acusados quando o processo foi aberto era de 41, mas um deles – Dante Martins de Oliveira (que foi ministro da Reforma Agrária do governo José Sarney, além de governador do Mato Grosso, deputado federal e prefeito de Cuiabá, sempre pelo PMDB) – morreu em 6 de julho de 2006, aos 54 anos. A morte foi causada por complicações em consequência de diabetes. A acusação contra ele foi automaticamente extinta.

Então governador do Mato Grosso, Dante de Oliveira foi um dos 19 membros do Conselho Deliberativo (Condel) da Sudam que votou a favor do projeto Usimar, numa “reunião relâmpago”, em dezembro de 1999.

Famoso por ter relatado a emenda constitucional que propunha eleições “Diretas, Já” para presidente, apresentada ao Congresso em 1983 e rejeitada, Dante era amigo íntimo de integrantes do clã Sarney desde quando foi indicado ministro pelo patriarca da família, em 1986. Seu irmão Armando de Oliveira – conhecido como “Armandinho Nova República”, de acordo com relato de Palmério Dória em seu livro “Honoráveis Bandidos – Um Retrato do Brasil na era Sarney” – igualmente tinha laços de amizade com a família Sarney, chegando a ser sócio do primogênito Fernando numa empresa.

Já o paraense José Arthur Guedes Tourinho é um nome que aparece com destaque tanto no “caso Usimar” como em quase todas as outras fraudes detectadas pelos órgãos de investigação em projetos da Sudam.

Tourinho – amigo de adolescência de Jader Barbalho, que foi apontado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal como o “chefão” do “esquema Sudam” – foi superintendente do órgão de 1996 a outubro de 1999, por indicação de Jader. Depois de deixar a Sudam, Tourinho virou “cartola” do futebol paraense. Presidiu o Paysandu Sport Club de 2000 a 2007.

Além de Dante de Oliveira, Roseana Sarney, Jorge Murad e Guedes Tourinho, outros dois nomes chamam atenção entre os 41 requeridos do “caso Usimar” relacionados pela Justiça: o do técnico agrícola acreano Fábio Vaz de Lima e o do publicitário potiguar Alexandre Firmino de Melo Filho.

Fábio é nada menos que o marido da pré-candidata à Presidência da República pelo PV, Maria Osmarina Marina Silva de Lima, mais conhecida como Marina Silva. Os dois são casados há mais de 20 anos.

Alexandre Firmino também tem cônjuge célebre – Lina Maria Vieira, ex-secretária da Receita Federal. Lina ganhou notoriedade nacional quando, em agosto de 2009, num depoimento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, declarou que foi chamada ao gabinete da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que teria pedido a Lina para “agilizar” as investigações que estavam sendo feitas pelo “Leão” em empresas da família Sarney. Lina classificou o pedido de “descabido” e de “intromissão indevida”. Dilma negou a reunião, que, no entanto, teve data e horário registrados na agenda de Lina: 9 de outubro de 2008, às 11h.

Firmino – que fez incursões como “marqueteiro” de vários políticos – era secretário executivo do Ministério da Integração Nacional do governo Fernando Henrique Cardoso (duas gestões, 1995-2002). Ele ocupava o cargo de ministro, interinamente, no lugar de Fernando Bezerra, quando o projeto Usimar foi aprovado e a verba de R$ 44,2 milhões liberada: final de 1999 e início de 2000, respectivamente.

O nome do empresário pernambucano Aldenor Cunha Rebouças também foi relacionado entre os réus do “caso Usimar”. Sua empresa, a AC Rebouças & Consultores (já extinta), prestou serviços à “fábrica fantasma”, sendo responsável pelo projeto técnico da empresa. Aldenor, segundo a PF e o MPF, era especialista em criar empresas em paraísos fiscais e registrá-las em nome de “laranjas”. Chegou a ser condenado a 4 anos de reclusão por fraude fiscal, em 2005. Safou-se por conta de recursos jurídicos. Hoje em relativa inatividade, Rebouças integra a diretoria de uma entidade de nome pomposo – a Associação Brasileira de Empreendimentos de Comércio Justo e Solidário (Ecojus).

Todos os acusados do “caso Usimar” respondem por improbidade administrativa. (Com informações da matéria publicada pelo Jornal Pequeno no dia 2 de maio de 2010)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Refugiado palestino envia carta emocionante para a presidenta Dilma

No dia 9 de agosto, o palestino refugiado no Brasil, Hassan Rabea, enviou uma carta para a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff. No texto, o agora morador de Nova Lima, em Minas Gerais, agradece a líder brasileira pelo apoio que tem demonstrado a Palestina e a receptividade com que o país tem recebido estrangeiros que buscam abrigo.

 Refugiado palestino no Brasil envia carta de agradecimento a presidenta Dilma Rousseff pelo apoio a Palestina e pela receptividade brasileira Ele afirma ainda que tem dois desejos, um de conhecer Dilma e poder agradecê-la pessoalmente por sua atuação a favor do fim do massacre dos palestinos e o segundo de conseguir a cidadania brasileira. “A nacionalidade brasileira de fato é um sonho para mim, e espero tê-la um dia, para que eu possa ter um papel e uma abordagem mais ativa e positiva na minha profissão e na vida. Espero que o meu amor e respeito ao Brasil possam me fazer ganhar a sua nacionalidade aqui”, diz.

Confira a integra da carta:

Palestino à Presidente do Brasil

Prezada Sra Presidente Dilma Rousseff,

Saudações

Eu gostaria de estender meus mais profundos sentimentos de gratidão à Vossa Excelência por a sua postura e seu apoio ao povo palestino em meu país, a Palestina em geral, e na Faixa de Gaza, em particular. Sua postura valiosa, humana e com princípios contra a agressão militar israelense sionista é algo que eu nunca poderei esquecer.

Eu aprecio imensamente o seu discurso muito importante na busca da Libertação da Palestina, e para realizarmos o nosso direito de voltar à nossa pátria, a fim de vivermos livremente como qualquer outro povo na Terra.

Sou Hassan Rabea, um refugiado palestino, um fotógrafo do Campo de Refugiados Khan Younis, na Faixa de Gaza. Recentemente, mais uma vez tornei-me um refugiado, desta feita em seu belo país, o Brasil, onde eu me sinto seguro, protegido e longe da artilharia israelense, de sua Marinha e Força Aérea com incursões de seus aviões F16 e bombardeios que se abatem sobre as nossas casas e sobre quaisquer pessoas vivendo, rezando, comendo, amamentação, cozinhando e até mesmo dormindo em nossas casas, hospitais, mesquitas, escolas e hospitais para pessoas com deficiência.

Esses mesmos refugiados, que são bombardeados hoje, eram as mesmas pessoas que se fizeram refugiadas em 1948, quando suas famílias e parentes foram massacrados e privados de suas terras, aldeias e propriedades. Agora estou longe do meu bairro e campo de refugiados em Gaza; Gaza tornou-se um campo de batalha e um laboratório para o armamento avançado e letal Israel.

No entanto, eu ainda posso ouvir os rugidos ferozes da artilharia israelense, bombardeiros, aviões teleguiados e marinha. Posso ouvi-los dentro do meu corpo e do meu próprio pulso. A minha família e parentes ainda estão sofrendo lá; enquanto existir ocupação israelense, o meu povo vai sofrer; quanto a mim aqui, eu seria um mentiroso se eu dissesse que eu não sofro estando longe de minha terra natal. Eu ainda visualizo rostos, gritos, suspiros, sangue, muito sofrimento e desespero, cadáveres, destruição e muitos amigos. É verdade que aqui não há ameaça imediata para a minha vida, mas meu coração dói quando eu me lembro da minha família, vizinhos e pessoas lá.

Eu vivo agora no exílio longe de minha família, amigos e vizinhos. Mais uma vez, eu me tornei um refugiado no seu país, entre o seu povo, por causa da colonização israelense impiedosa e desumana do meu país. Aqui, no Brasil, eu sempre tento manter-me firme e levar a vida com seriedade e responsabilidade, admirando e amando a vida, as pessoas e a liberdade. Um dia eu gostaria de me tornar um cidadão aqui, para viver com segurança e trabalhar com dignidade para sustentar minha família na Palestina.

Nacionalidade brasileira de fato é um sonho para mim, e espero tê-la um dia, para que eu possa ter um papel e uma abordagem mais ativa e positiva na minha profissão e na vida. Espero que o meu amor e respeito ao Brasil possam me fazer ganhar a sua nacionalidade aqui.

Espero que eu possa conhecer vossa Excelência aqui no Brasil, para agradecer pessoalmente o que seu belo país tem feito para o meu povo palestino e para meu país com o seu apoio e posições honrosas que respeito e aprecio de coração. Eu sei que é difícil para a minha carta chegar a sua mesa, e eu espero que ela possa chamar sua atenção e sentimentos. Penso que Vossa Excelência tem muito trabalho a fazer, no entanto, espero que eu possa conhecê-la para agradecer pessoalmente por sua sinceridade, compaixão e posições políticas nobres com o meu povo palestino.

Muito carinho e gratidão

Hasan Rabee, refugiado da Palestina no Brasil.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Garota de 12 anos descobre que, exceto um, todos os demais presidentes dos EUA tem parentesco com a família real britânica (colônia)

""Forças Ocultas” nas tragédias? por Eliezer Rocha

“Quem já passou pelo “suicídio” de Getúlio, pela renúncia de Jânio Quadros, pelo golpe que derrubou João Goulart, pela queda do Avião de Castelo Branco, do Helicóptero de Ulisses Guimarães, pelo acidente que matou Juscelino Kubystchek, pela diverticulite que matou Tancredo Neves, assumindo o seu vice José Sarney, pelo processo político que cassou Collor de Mello, colocando em seu lugar seu vice Itamar, pelo assassinato do maior arquivo do governo Collor, o PC Farias.


Tudo isto noticiado e justificado pelo jornalismo da TV-Globo, me faz lembrar das “Forças ocultas” que sempre aparecem nestas tragédias. O certo é que o pau mandado Aécio não decolou, o Dudu, pelo que se fala agora não se dobraria, não seria um simples capacho. Portanto, a saída fatal do Dudu, abriu as portas para a Marina, um mero joguete, um mero fantoche, uma marionete, nas mãos do PIG e dos barões do capital …

E tem mais:

Por que o HELICÓPTERO DOS PERRELAS e AL/MG com 450 kilos de cocaína foi pulverizado rapidamente pelo PODRE JUDICIÁRIO e a REDE GLOBO, Veja, Folha, Estadão e etcs não falou nada e o dono do NOVOJORNAL continua preso politicamente por falar dos malfeitos dos AECIOPORTOS??? …

A mesma embaixadora americana que conduziu o GOLPE BRANCO no PARAGUAI se encontra comandando a embaixada americana em Brasilia e os movimentos de CAOS, com participação ativa da CIA, FBI, NSA e etcs., tentaram desde de junho/2013 com participação ativa do Joaquim Barbosta o GOLPE BRANCO no Brasil, mas, o povo brasileiro reagiu e não deixou, e o traíra da pátria o BARBOSTA, saiu pelas portas do FUNDO do JUDICIÁRIO BRASILEIRO, a mesma CIA, FBI, NSA esta aqui para ajudar ou fazer um arrumadinho sobre o incidente ou acidente do jatinho do EDUARDO CAMPOS, vai saber??? …

Por que a policia federal não consegue colocar nenhum político da oposição na cadeia, pois, eles estão envolvidos em todos os bilionários roubos dos cofres públicos brasileiro, Por quê?...

Por que o MPE, MPF, TC, TCU, STJ, STF, CNJ defendem de unhas e dentes os políticos da oposição, empresários e pessoas ricas envolvidos em crimes e roubos do dinheiro publico, Por quê? …

Por que a REDE GLOBO não pagou o DARF de 2 bilhões? A funcionaria corrupta da RECEITA FEDERAL continua solta pelo HC CANGURU do GILMAR MENDES, POR QUÊ? …

Por que foram dados HCs CANGURU pra GAUTAMA, ROGER O ESTUPRADOR, DANTAS, CELSO PITTA, NAGI NAHAS, PREFEITO DE AMERICANA, e outros políticos ladroes do PSDB em tempo Record? …

Por que AÉCIO, SERRA, ALCKMIN, BETO RICHA, PERILLO, DEMÓSTENES, CACHOEIRA, AZEREDO, ARRUDA, COUTO, ALVARO DIAS, ANASTAZIA e etcs não estão presos no interior de uma cadeia, de preferência na PAPUDA? PORQUE... sabotagem política sim, pois a superquadrilha esta protegendo eles…só o povo não vê???”"

http://olhonotexto.wordpress.com/2014/08/19/forcas-ocultas-nas-tragedias-por-eliezer-rocha/

terça-feira, 19 de agosto de 2014

ONDE SURGIU O MENSALÃO?

“É um crime o currículo Lattes”, diz Marilena Chauí

Esquema de transição conduzido pela oligarquia resultou na escolha de um“tirano”, diz Ciro Correia ao abrir os trabalhos

A universidade brasileira submeteu-se à ideologia neoliberal da sociedade de mercado, ou “sociedade administrada” (Escola de Frankfurt), que transforma direitos sociais, inclusive educação, em serviços; concebe a universidade como prestadora de serviços; e confere à autonomia universitária o sentido de gerenciamento empresarial da instituição.

Em repetidas manifestações, o reitor da USP revela seu “lugar de fala”, sua afinação com esse ideário, ao recorrer ao vocabulário neoliberal utilizado para pensar o trabalho universitário, que inclui expressões como “qualidade universitária” (definida como competência e excelência e medida pela “produtividade”) e “avaliação universitária”. Foi o que sustentou a professora Marilena Chauí ao proferir sua Aula Magna sobre o tema “Contra a Universidade Operacional”, em 8/8, que lotou com centenas de pessoas o auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP).

Nesse contexto, a USP, como suas congêneres, transformou-se numa “fábrica de produzir diplomas, teses”, tendo como parâmetros os critérios da produtividade: quantidade, tempo, custo. “Esse horror do currículo Lattes. É um crime o currículo Lattes! Porque ele não quer dizer nada. Eu me recuso a avaliar alguém pelo Lattes!”, disse Marilena. As frases fortes mereceram da plateia aplausos entusiasmados.

“Vejo as pessoas desesperadas porque perderam 7 ou ganharam 7 da Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior]. Não significa nada. ‘Quero ser 7 porque Porto Alegre é 7’. A gente incorporou a competição pelas organizações, pela eficácia”, destacou Marilena. Mais tarde, acrescentou: “Fuvest e Lattes são a prova da estupidez brasileira”.

“Tirano”

Antes da Aula Magna, o professor Ciro Correia, presidente da Adusp, fez um rápido discurso sobre a gravidade da crise em curso na USP. Ele chamou a atenção do auditório para “o ataque explícito da Reitoria e do governo estadual à concepção que sempre defendemos: de implantação e desenvolvimento de uma universidade democrática, pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada”.

Ciro disse que a administração da universidade “se sente à vontade para governar à revelia de qualquer preocupação com legitimar suas diretivas, ou sequer chancelá-las nas instâncias internas de deliberação, por mais inadequadas que sejam”, e criticou com dureza a oligarquia que controla a USP: “O processo que chegou a ser referido como ‘a rebelião dos diretores’, que conduziu ao esquema de transição nos marcos da reunião do Conselho Universitário de 1º de outubro de 2013, supostamente para nos salvar da perspectiva de continuidade da descontrolada gestão anterior, acabou por definir um amplo espectro de apoios para uma candidatura que, como todos podem constatar, nos outorgou antes um tirano do que um reitor”.

Por fim, o presidente da Adusp conclamou os presentes a se engajarem com determinação no movimento de greve, seja cobrando posições dos colegiados “quanto às ações ilegítimas e violentas da Reitoria, como no caso do inaceitável confisco dos salários decorrente dos cortes do ponto dos funcionários”, seja participando “da nossa caminhada do próximo dia 14 de agosto, no início da tarde, seguida de ato conjunto das universidades e do Centro Paula Souza diante do Palácio dos Bandeirantes”.

Fragmentação

Na sua exposição de uma hora, a professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) esmiuçou o processo por meio do qual a universidade pública brasileira vem sendo transformada e descaracterizada, desde os anos 1970, deixando de ser uma instituição social para tornar-se uma organização, isto é, “uma entidade isolada cujo sucesso e cuja eficácia se medem em termos da gestão de recursos e estratégias de desempenho e cuja articulação com as demais se dá por meio da competição”.

A “universidade operacional” corresponde à etapa atual desse processo, segundo Marilena. De acordo com ela, “a forma atual de capitalismo se caracteriza pela fragmentação de todas as esferas da vida social, partindo da fragmentação da produção, da dispersão espacial e temporal do trabalho, da destruição dos referenciais que balizavam a identidade de classe e as formas da luta de classes”. A passagem da universidade da condição de instituição social (pautada pela sociedade e por uma aspiração à universalidade) à de organização insere-se, diz Marilena, “nessa mudança geral da sociedade, sob os efeitos da nova forma do capital, e no Brasil ocorreu em três etapas sucessivas, também acompanhando as sucessivas mudanças do capital”.

Na primeira etapa (anos 1970, “milagre econômico”), a universidade tornou-se “funcional”, voltada para o mercado de trabalho, sendo “prêmio de consolação que a ditadura ofereceu à sua base de sustentação politico-ideológica, isto é, à classe média despojada de poder”; na segunda etapa (anos 1980), passou a ser “universidade de resultados”, com a introdução da ideia de parceria com as empresas privadas; a terceira etapa (anos 1990 aos dias de hoje), em que virou “universidade operacional”, marca o predomínio da forma organização, “regida por contratos de gestão, avaliada por índices de produtividade, calculada para ser flexível”, estruturada por estratégias e programas de eficácia organizacional e “por normas e padrões inteiramente alheios ao conhecimento e à formação intelectual”.

A tecnocracia associada a esse modelo, explicou, “é aquela prática que julga ser possível dirigir a universidade segundo as mesmas normas e os mesmos critérios com que se administra uma montadora ou um supermercado”. De modo que se administra “USP, Volks, Walmart, Vale do Rio Doce, tudo da mesma maneira, porque tudo se equivale”.

Metamorfose

“A metamorfose da universidade pública em organização tem sido o escopo principal do governo do Estado de São Paulo”, denunciou Marilena. Ela argumentou que a reforma do Estado adotada pelo governo FCH (1995-2002) e efetivada pelos governos estaduais do PSDB, particularmente o de São Paulo, pautaram-se pela articulação com o ideario neoliberal (Estado mínimo, privatização dos direitos sociais) e, no caso do ensino superior, realizaram a agenda de mudanças preconizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a reestruturação das universidades da América Latina e Caribe, em 1996, e baseada na redução das dotações orçamentárias públicas às instituições de ensino superior.

“Penso que a expressão perfeita dos desígnios do governo do Estado e do BID se encontra na carta enviada pelo reitor da USP aos docentes em 21 de julho de 2014”, afirmou a professora. “Sei que se tem debatido a falsidade dos números apresentados por ele, a manipulação. A carta me interessa pelo vocabulário que ele usa. Ele começa a carta se referindo a nós como o custeio. Somos o custeio, não somos o esteio da Universidade. A partir daí já está tudo dito. Ele não começa pelas obras que foram feitas sem necessidade, pelo esparramamento da USP pela cidade. Não. Ele começa por nós”, enfatizou.

“O reitor não está usando essa linguagem porque caiu de paraquedas no mundo e equivocadamente fala nessa linguagem. Ele tem uma concepção de universidade, uma concepção política, uma concepção do conhecimento, uma concepção do saber. Minha fala vai na direção de localizar o que é que tornou possivel a um reitor da USP dizer as coisas que ele diz”.

Ao longo da leitura do texto que preparou para a ocasião, Marilena fugiu do roteiro para fazer comentários bem-humorados e sarcásticos que provocavam gargalhadas ou fortes aplausos do auditório. “O PSDB é o filho revoltado do MDB. Eles estão aí há 30 anos! Eu quero alternância de governo”, disse, ao comentar conversa que manteve com um grupo de jovens.

A Aula Magna foi coordenada pelo professor João Zanetic (IF) e pela professora Priscila Figueiredo (FFLCH), que mediaram intervenções e perguntas de participantes à professora Marilena Chauí.

Foto: Daniel Garcia
Fonte: ADUSP, Seção Sindical do ANDES-SN

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Tragédia e desespero O declínio de Aécio e a morte trágica de Campos abriu para o mercado aquilo que seus operadores classificam como uma janela de oportunidade

A tragédia que tirou a vida de Eduardo Campos explodiu na política brasileira em vários sentidos. Mas também em nossa cabeça ao pulsar zonas involuntariamente congeladas onde hiberna a pedagogia que existe na dor.

O imponderável da história cobra penitência do menosprezo nessas horas.

Dimensão desdenhada pela atribulação e/ou a soberba , as rupturas pessoais ou coletivas imprimem transparência curta, mas vertiginosa, à impostura das miudezas que se avocam em pétreas balizas do presente e do futuro, até emergir o rosto da catástrofe.

A finitude humana precisa ser abstraída para permitir sentido à existência social, retruca o instinto de sobrevivência. Nesse desvão o capitalismo naturaliza e arrancha as leis de mercado nas formas de viver e de produzir, anestesiando a alma e o cotidiano da sociedade.

Permuta-se angústia existencial por compulsão comercial.

Consumir para existir.

E vice-versa.

A circularidade é autossustentável.

Não é a consciência que determina a vida; a vida determina a consciência. E nela o limite do cartão de crédito é mais sagrado que o tesouro fátuo da existência.

Diante da natureza humana intrinsecamente cultural o capitalismo não se contenta com menos do que ser a respiração dessa segunda pele.

Libertá-la da servidão seria o papel da política, entendida como ponto de fusão entre a filosofia e a economia, entre a luta pela sobrevivência e a realização do potencial humano.

Para ser ruptura sem ser tragédia a política deve escancarar nas mercadorias que nos cercam as relações econômicas que nos aprisionam.

Nessa condição se torna a consciência histórica da existência social para identificar na ‘forma fantasmagórica de uma relação entre coisas’ aquilo que, na verdade, é uma relação social determinada entre os homens.

Ou seja, os produtos do engenho humano não tem ‘vontade própria’, os mercados não são racionais e os seres humanos não são objetos a serem explorados uns pelos outros.

Romper o lacre do fetiche que nos circunda e subjula: essa é a emancipação que se espera da política.

O impacto desse 13 de agosto na política brasileira ajuda a enxergar, nas breves horas que correm, o abastardamento dessa dimensão libertadora que ela deveria ter.

Em primeiro lugar, avulta a sofreguidão dos que buscam uma tapagem.

Qual? Qualquer uma desde que conjure o risco, por modesto que seja, de um passo miúdo em direção oposta à hegemonia ‘da coisa’ humanizada sobre os ‘sujeitos’ coisificados .

O mercado desabou quando soaram as primeiras informações sobre o desastre aéreo ocorrido manhã de 4ª feira em Santos.

Não porque o ex-governador Eduardo Campos estivesse entre os mortos. Mercados não choram.

Mas pelo temor de que Marina Silva não se incluísse mais entre os vivos.

Subiu, em seguida, quando se confirmou que a ex-ministra teria viajado em outro avião, de carreira.

Não porque o mercado alimente em relação a ela simpatias ideológicas ou empatias pessoais. O valor da natureza para o mercado é aquele atingido pelas commodities em Chicago.

Na nervosa preocupação manifestada com a sorte de Marina pulsava na verdade a grande confissão escancarada pela tragédia desta 4ª feira: ninguém acredita mais em Aécio no mercado.

Comprado inicialmente como o engate capaz de reconduziu os centuriões do dinheiro ao comando do Estado, o tucano depreciou-se como um avião em pane na calculadora de seus fiadores.

Desde que derrapou no aeroporto do tio Múcio, em Claudio (MG), e não mais se levantou, deixou evidente sua limitação política, moral e intelectual para levar a bom termo o roteiro contratado.

No rescaldo da tragédia de 4ª feira, o conservadorismo em peso intima Marina a se oferecer como escada para levar o projeto neoliberal ao segundo turno contra Dilma.

Colunistas do dispositivo conservador evocam os astros na tentativa de sensibilizar o messianismo : ‘Presidência é destino’, sentenciam sacudindo com as mãos os ombros magros de Marina.

Dela não se espera nada, exceto isso: ser o suporte capaz de comboiar os centuriões do mercado que patinavam no chão mole escavado por um Aécio.

Essa a dimensão de sua sobrevivência que preocupava os mercados num primeiro momento.

No mesmo dia em que um vento traiçoeiro selava a carreira política de Eduardo Campos, um fórum em São Paulo reunia a fina flor dos interesses que agora assediam Marina Silva a ‘cumprir o seu destino’.

Organizado por uma revista de economia, no Hote Unique, na capital paulista, o evento que previa a participação de Campos, teve como debatedores, entre outros, José Berenguer , presidente Banco JP Morgan; Paulo Leme, presidente do Conselho de Administração do Banco Goldman Sachs e Armínio Fraga, representante de Aécio Neves.

O consenso das intervenções condensa a única plataforma que de fato interessa do ponto de vista do conservadorismo.

Aquela que restaura a supremacia dos mercados sobre os tímidos passos dados nos últimos anos em direção a uma democracia social que coordene os rumos da economia e o destino da sociedade.

A saber: tarifaço nos serviços sem compensação salarial; câmbio livre e arrocho fiscal; alta de juros para devolver a inflação à meta e elevar o superávit primário.
Uma agenda à procura de um portador eleitoralmente capaz de leva-la ao segundo turno da disputa presidencial de outubro.

O declínio de Aécio e a morte trágica de Eduardo Campos abriu para o mercado aquilo que seus operadores costumam classificar como ‘uma janela de oportunidade’.

A janela é Marina.

A oportunidade é fazer dela o cavalo de Tróia da restauração neoliberal no Brasil
Falta combinar com a ex-senadora que um dia foi parceira de Chico Mendes, fundadora do PT e referência da esquerda na luta ambiental.

Façam suas apostas, a roleta vai girar. E tem muito dinheiro em jogo nessa rodada.


por: Saul Leblon 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A caixa preta do NIÓBIO. Governo de MG detém comando da maior reserva mundial do minério.

Em 2005, na CPI dos Correios, o publicitário Marcos Valério, operador do mensalão, fez uma ironia com a caixa-preta do nióbio. Ele declarou que o contrabando de nióbio é que sustentava partidos políticos.

Nióbio. Essa pequena palavra tem sido um grande tema, mas muita gente não entende porquê, eu também não entendia. Não estudo química, nem sei muito sobre seu uso na indústria, mas queria saber o porque de tanta revolta, então fui pesquisar. Curiosamente, existem estudos sobre a reserva e os preços praticados aqui mesmo no brasil, mas são pingados, por isso apelei para as pesquisas estrangeiras, e foi aí que eu entendi tudo.

Tudo o que você precisa saber sobre o nióbio é que ele tem várias funções, sofreu uma alta valorização desde 2000 e que nós temos 98% das reservas no mundo. Saiba também que temos apenas um concorrente, o Canadá, pois a produção de Nióbio em outros países é tão pequena que nem chega a ser contabilizada. Ressalto que os Estados Unidos considera o nióbio como um metal estratégico, por ser indispensável à indústria e segurança nacional, e mesmo assim, somente 10% da indústria mundial o utiliza, ou seja, ainda temos 90% em potencial.

Agora vamos a uma aula de economia: Se só existem dois lugares que vendem um produto que você PRECISA em alta escala, e somente um deles possui um estoque grande o suficiente para suprir suas necessidades, esse fabricante pode determinar um alto valor de revenda, mesmo possuindo produtos que podem substituí-lo, pois esse é o produto preferencial (numa comparação tosca, você pode até beber água numa festa, mas o que você realmente quer é uma cervejinha).

O problema é que o Brasil não faz isso. A exportação de nióbio, e consequentemente sua demanda, aumentou 400% em 10 anos, em 2011 (dado mais recente disponível no Brasil), exportamos mais de 70 mil toneladas da liga Nióbio e ferro (a mais barata no leque de produtos de nióbio). Ganhamos 26.000 dólares por tonelada. Nessa hora você pensa, uau, tudo isso? E se eu te contar que a pesquisa do ano passado do governo americano calcula que a tonelada de nióbio valia 41.000 dólares em 2011? Se eu disser que, segundo pesquisa de empresa canadense, o preço médio do nióbio por tonelada chegava a 46.000 dólares na mesma época?

A conta negativa é de 20 mil dólares por toneladas no último caso, ou seja, uma perda total de 1 bilhão de dólares no ano de 2011. Eu até concordo que venda em massa tenha um desconto, mas quase 50% de desconto é palhaçada. O ministério público mineiro investiga que o subfaturamento seja intencional. A CBMM, líder em exploração de nióbio, com 84% do mercado mundial, explora uma reserva em Araxá – MG, mas possui subsidiárias no exterior, o MP mineiro trabalha com a hipótese de que o nióbio sai do país a um preço muito menor do praticado mundialmente e é revendido pelas subsidiárias internacionais da CBMM pelo preço de mercado. Acontece que, além da perda de impostos e royalties pro país, o estado de Minas Gerais perde diretamente, já que parte do lucro da empresa pertence ao estado que arrendou as minas em 1976, fato que também é investigado pelo MP, visto que não foi feita licitação na época, o que tornaria a exploração da empresa ilegal.

Como se não fosse o bastante, em março de 2011, a CBMM, que pertencia à família Moreira Sales, totalmente brasileira, vendeu 15% da empresa a um consórcio japonês e coreano, e outros 15%, ao final do ano, a um consórcio chinês. Ou seja, 30% da maior exploradora de nióbio em solo brasileiro pertence, hoje, a empresas estrangeiras. O MP mineiro também vê ilegalidade nessas transações.

Em poucas palavras, o Brasil possui a maior reserva de nióbio do mundo, que deve durar mais de 400 anos, mas é roubado. O metal sai subfaturado do país e é revendido por quase o dobro em outros países, a perda chega à casa dos bilhões de dólares. Existem na internet duaas petições buscando proteger o nióbio uma na Avaaz e outra no Change.org. É preciso divulgar o assunto, nióbio é uma riqueza brasileira que precisa ser preservada e ter parte de seus lucros transformados em benfeitorias no país. Passe a mensagem adiante.
A caixa-preta do nióbio

Promotores de Justiça preparam um arsenal de documentos para abrir a caixa-preta da exploração de nióbio em Araxá. O mineral é explorado com exclusividade pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), de propriedade da família Moreira Salles, que fundou o Unibanco.

Privilégios

O Ministério Público de Minas Gerais pretende usar esses documentos para entender como a CBMM tem o privilégio de extrair o mineral, considerado um dos mais estratégicos do mundo, sem licitação, há mais de 40 anos.
Acordo
O Governo de Minas Gerais detém a concessão federal para explorar a jazida, mas arrendou à CBMM sem nenhum critério.



Razões
Em 1972, o Estado constituiu a Companhia Mineradora de Piroclaro de Araxá (Comipa), para gerir e explorar o nióbio, em Araxá. Como não tinha know-how, à época, definiu que arrendaria 49% da produção do nióbio para a CBMM, sem licitação.

Mudança
Depois da investigação e análises da papelada, o Ministério Público quer acabar com farra e obrigar o Governo de Minas a abrir licitação para a exploração deste que é o maior complexo mínero-industrial de nióbio do mundo.

Importância
O nióbio produzido em Araxá responde por 75% da produção mundial. A produção anual é de 100 mil toneladas da liga de ferronióbio. O mineral de Araxá tem reserva para ser explorada por mais de 400 anos.

Contrapartida
Pelo contrato atual, a CBMM concede 25% da participação nos lucros ao Governo do Estado, via Companhia Mineradora de Minas Gerais (Codemig), que incorporou a Comipa.

Sócios
Um consórcio chinês pagou US$ 1,95 bilhão por uma participação de 15% na exploração de nióbio.

Ironia
Em 2005, na CPI dos Correios, o publicitário Marcos Valério, operador do mensalão, fez uma ironia com a caixa-preta do nióbio. Ele declarou que o contrabando de nióbio é que sustentava partidos políticos.

Utilizações

O mineral é empregado na produção de aços, especialmente nos de alta resistência e baixa liga, utilizados em automóveis e tubulações para transmissão de gás sob alta pressão.

Avançado
O nióbio também é aplicado em superligas que operam a altas temperaturas, em turbinas de aeronaves a jato e em foguetes espaciais. Existem somente três minas de nióbio em todo o mundo.

Em voga
O mineral ganhou notoriedade em 2010, quando documentos do governo dos Estados Unidos foram vazados pelo site Wikileaks. Eles citavam as minas de nióbio de Araxá e Catalão (GO) no mapa de áreas estratégicas para os EUA.
Em Araxá/MG está a maior reserva mundial de nióbio, ou seja, sob o comando do Governo Mineiro.

NIÓBIO ENTREGUE – O Nióbio, riqueza que poderia significar a redenção da economia mineira e nacional, foi entregue, através de operação bilionária e ilegal, a empresa estatal japonesa, Japan Oil, Gas and Metals National Corporation, em parceria com um fundo de investimento coreano que representa os interesses da China. Este é o final de um ruidoso conflito instalado no centro do Poder de Minas Gerais que vem sendo, nos últimos dois anos, de maneira omissa e silenciosa, testemunhado pelo governador Antônio Anastásia.

AÉCIO E A CODEMIG

Desde 2002 o então governador e atual senador Aécio Neves entregou a condução das principais decisões e atividades econômicas do Estado de Minas a Oswaldo Borges da Costa, que assumiu a função estratégica de presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG). Criou um governo paralelo, onde as principais decisões sobre obras e investimentos das estatais CEMIG, COPASA, DER/MG, DEOP e das autarquias de MG ficaram a cargo de “Oswaldinho”.



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Golpistas Religiosos Em Ação


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Rossi e o discurso do ódio


Por Miguel do Rosário, postado em agosto 12th, 2014

Clovis Rossi escreveu hoje em sua coluna contra o discurso do ódio, e menciona “métodos fascistóides de patrulhas petistas”.

Esse é o novo passo da sistemática campanha de criminalização da política: criminalizar a militância política digital.

Na verdade, é um passo que vem sendo dado há tempos, mas que se intensifica agora, quando se percebe que a militância digital é o único contraponto de que dispõe Dilma Rousseff contra os ataques que sofre na grande mídia.

E agora, com o manchetômetro, não dá mais para esconder que a mídia faz campanha contra Dilma e contra o PT.

Clovis Rossi, na Folha, e Merval Pereira e Marco Antonio Villa, no Globo, tentam pintar a militância digital como um bando de deliquentes virtuais.

Isso é perigoso, porque há juízes ideológicos, que acreditam nessa falácia.

O próprio Aécio faz questão de criminalizar as críticas que recebe na rede. Ele repete a todo momento: é crime, é crime, é crime.

Há poucas semanas, uma garota no Rio de Janeiro teve todos seus equipamentos apreendidos pelo Ministério Público porque deu uma curtida numa página anti-Aécio.

A notícia repercutiu até mesmo na BBC.

O Viomundo fez uma boa cobertura do caso, lembrando que a Folha deu a notícia em tom de grande escândalo (contra a garota, claro, e a favor da perseguição estatal).

Não podemos deixar que a campanha de criminalização da política chegue a esse ponto. Por isso, faço questão de responder aos pontos elencados por Clovis Rossi, até porque não o considero um tucano furibundo e sem escrúpulos como Marco Antonio Villa ou Merval Pereira. Acho que ainda lhe restam alguns neurônios democráticos.

 Prezado Rossi,

em primeiro lugar, dê uma olhada nos comentários aprovados nos próprios sites da Folha. O que houve no Wikipédia de Miriam Leitão e Sardenberg é fichinha perto disso. Aquilo foi bobeira. Dizer que as análises de Miriam são “desastradas”? Ora, Rossi!

Em segundo lugar, não há ainda nenhuma prova contra nenhum servidor do Planalto, nem contra ninguém ligado ao PT. Pode até ter sido algum aloprado petista, mas pode também ter sido obra de um espertinho tucano. Ou de um prestador de serviço sem conexão partidária. Ou até mesmo petista, mas sem nenhuma ligação partidária. Vale lembrar que não é apenas o PT que tem críticas a Miriam Leitão e a Sardenberg.

Em terceiro, leia O Cafezinho e confira que Ips das redes públicas do governos de Minas e São Paulo também foram usados para alterar centenas de páginas na Wikipédia. Nem Raul Seixas escapou.

Eu tenho críticas também à militância petista, mas atente para uma coisa. Ao generalizar uma crítica tão grave para uma militância de um partido inteiro, quem está sendo fascistóide é você. A militância petista tem de tudo. Tem idosos, adolescentes, pessoas com problemas emocionais, pessoas sem problemas emocionais, intelectuais renomados, atores famosos, acadêmicos, atletas, trabalhadores braçais, infiltrados. Tem gente boa, gente menos boa, gente ruim, gente maravilhosa e gente sem caráter.

Entretanto, o mais grave em sua crítica é não olhar o próprio rabo.

Meses atrás, a Folha entrevistou e deu grande cartaz a Bruno Toscano, militante de direita. Deu página inteira para ele no jornal, e o pôs na TV Folha, exibida na TV aberta pública de São Paulo.

Olha como o rapaz se manifesta nas redes.

Não é só ele. Os exemplos são infinitos.

Em momento algum eu vi o senhor se manifestar contra o “discurso do ódio” que se proliferava perigosamente na rede, incluindo aí um assustador crescimento da pregação em prol de uma nova ditadura militar.

A gente, na blogosfera, denunciava todo o dia que o ódio político atingira níveis perigosíssimos. E você e seus colegas de jornal, quietos.

Ora, a mídia brasileira é a primeira a incentivar o ódio político. Ela parece se incomodar apenas quando as paixões se voltam contra ela mesmo e contra seus políticos de estimação.

Aí o ódio não vale mais. Aí é crime.

Em pleno processo eleitoral, quando é normal que os ânimos se exaltem, quando faz parte do jogo que a militância do PT ataque o candidato do PSDB, assim como a militância do PSDB ataque a candidata do PT, você vem falar em “métodos fascistóides”?

Que “métodos fascistóides”?

O caso do Wikipédia é um exemplo fascistóide, ao contrário, de manipulação da notícia, pois tentou se vender à opinião pública que se tratava de algo orquestrado pelo Palácio do Planalto, quando é óbvio que isso não faz sentido. Não tem lógica.

Quando um governo quer atacar um jornalista, certamente não é fazendo alteração na página da Wikipédia e deixando o rastro do IP. O caso prejudicou muito mais ao governo do que aos jornalistas, embora alguns analistas na blogosfera achem que a mídia, ao tentar politizar a questão, pode ter sim prejudicado aqueles a quem fingia defender.

Eu sou um apenas um blogueiro. Não tenho espaço em nenhuma concessão pública de TV, como tem Miriam Leitão e Sardenberg, e mesmo assim sou alvo de ataques virulentos na internet. Diariamente.

Nem por isso vou ficar me lamuriando contra “métodos fascistóides” de meus detratores. Podem me criticar quanto quiser. É do jogo, é da democracia. Sempre que eu posso, eu respondo pessoalmente cada crítica.

Só não quero que me impeçam de trabalhar, como fizeram com a jornalista carioca, cujos equipamentos foram todos apreendidos, ou com aquele jornalista de Minas Gerais, preso há 4 meses sem julgamento, doente, mantido incomunicável.

O que eu considero “método fascistóide” é o que faz Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo, que processa blogueiros por conta de chistes inocentes de internet, manipulando o Judiciário para fazer um magistrado acreditar que as críticas que fiz à empresa onde ele trabalha foram endereçadas à ele pessoa física.

Isso é “método fascistóide”: incluir uma aba “Sentenças Judiciais” em seu site, para se gabar de vitórias judiciais.








E olha o texto que ele divulga sobre minha pessoa:

Eu não não disse que “o jornalista cometia crimes piores do que o magnata Rupert Murdoch”.

É muita má fé. O parágrafo – e isso está no próprio processo que Ali Kamel moveu contra mim, portanto ninguém pode me acusar de ter adulterado o texto – é este:

“É inacreditável que o diretor de jornalismo da empresa que comete todo o tipo de abuso contra a democracia, contra a dignidade humana, a empresa que se empenha dia e noite para denegrir a imagem do Brasil, aqui e no exterior, cujos métodos de jornalismo fazem os crimes de Rupert Murdoch parecerem estrepolias de uma criança mimada, pretenda processar um blogueiro por causa de um chiste!” – See more at: http://www.ocafezinho.com/2013/11/06/ali-kamel-processa-cafezinho/#sthash.bH1QqBlU.dpuf

Ora, me parece cristalino e evidente que eu me referia à empresa, e não a Ali Kamel (embora também não vejo que crime eu teria cometido se o fizesse, em se tratando de uma opinião política emitida contra uma personalidade pública, cujo nome aparece várias vezes por dia nos créditos dos noticiários de uma concessão pública). É simples megalomania de Ali Kamel, porém, achar que eu o acusaria de cometer “todo o tipo de abuso contra a democracia”, até porque ele está à frente da Globo há pouco tempo, e minhas críticas se destinavam ao histórico da empresa desde que ela apoiou o golpe de 64, passando pela edição do debate de Lula X Collor, e o caso das fraudes eleitorais contra Brizola. Leia mais sobre o caso aqui.

Isso sim são “métodos fascistóides”. Assim como também o foram publicar uma ficha falsa da Dilma Rousseff, catada num site apócrifo de internet, na capa da Folha, como se fosse um documento verdadeiro. A cobertura de todo o escândalo do mensalão, por exemplo, foi absolutamente fascista, com uma perseguição torpe dos réus até mesmo dentro do presídio, inventando-se “ligações de celular” e “privilégios”.

“Métodos fascistóides” são características de nossa grande imprensa e, como vemos, de seus diretores, porque ela se consolidou financeiramente, matando seus concorrentes, durante o período fascista da nossa política, o regime militar, cujos arbítrios e violências o jornal onde trabalha Clovis Rossi tentou minimizar, há alguns anos, chamando o período de “ditabranda”. -

See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/08/12/rossi-e-o-discurso-do-odio/#sthash.gSl13UFb.dpuf

Quem Se Importa (Documentário)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Analista alemã confirma: EUA manipulam 'protestos' em todo mundo

Entrevista com Sara Burke, feita pela Folha, traz algumas afirmações bombásticas que o próprio jornal preferiu abafar, dando destaque a trechos mornos. Sara Burke é analista política e trabalha na Fundação Friedrich Ebert em Nova York

A analista política da fundação Friedrich Ebert, ligada à centro-esquerda alemã, com sede em Nova York, é uma das maiores pesquisadores de protestos e manifestações populares do mundo, tendo já escrito diversos livros sobre o assunto.

Burke não tem papas na língua. Separei dois trechos que ilustram o que ela pensa de alguns assuntos mais quentes. Alguém poderia sugerir a FHC que lesse com lupa essa entrevista. Talvez aprendesse a ser menos colonizado.

A analista explica que a razão pela qual o presidente da Ucrânia não assinou os acordos políticos e comerciais com a Europa, em novembro último (o que motivou os protestos), era que eles exigiriam, como contrapartida do governo, uma série de reformas e medidas dolorosas para a população, em troca de empréstimos que o FMI se dispunha a dar.

Engraçado, nunca li isso em nossa imprensa!

Em outra parte da entrevista, Burke é bem direta sobre o patrocínio externo aos protestos: “Isso fica mais complicado – na Ucrânia e na Venezuela, como a Síria – com o fato de as potências externas usarem o confronto local para praticarem suas guerras por procuração.”

Em seguida, a analista lembra uma conversa da Secretária de Estado, Victoria Nuland, com o embaixador americano na Ucrânia, e sugere que isso revela que o governo dos EUA estava tentando “direcionar os protestos para seus próprios objetivos, para aquilo que alguns alegam ser um golpe de Estado contra um presidente eleito e não uma solução democrática.”

Ora, aqui no Brasil, até mesmo setores da ultra-esquerda, como vimos na declaração recente de Luciana Genro, candidata a vice-presidente pelo PSOL, festejaram o golpe na Ucrânia como uma “revolução popular”…

Burke poderia ter acrescentado ainda que o golpe na Ucrânia se deu com financiamento a grupos neonazistas, conforme se pode ver em centenas de fotos e denúncias de dezenas de blogs e sites.

Na imagem, um trecho (já citado) da entrevista:

Artigo de Miguel do Rosário

 

Olá como vai? Eu vou indo e você.......tudo bem...!!!

Você tem como regra de comportamento não falar sobre; política, religião e futebol? Isso se deve ao fato de ter aprendido com a família e escola que tais temas não são de "bom tom"? Pode reconhecer do que se trata.

Na teoria , parece que todos ansiamos por democracia, liberdade, autonomia  e como isso é, ou será possível?

Quando os temas nos quais podemos dizer com clareza nossas posições, valores, credos, são impedidas? Por falarem de nós!


A teoria na prática é outra coisa.


Concordar e praticar essa regra secular, conhecida por tabu, e dependendo pode pode ser totem; quando na idolatria de objetos como brasões, taças,camisas, vestes, coroas, etc; nos coloca no polo oposto da democracia, da liberdade de ser.


Afinal já pensou o que de fato seguir essa pré determinação, faz a você e a todos nós?


Controle social, controle sobre sua autonomia, diante a concordância dessa "máxima social" somos controladas por "alguém" , entregamos nosso poder no lugar de exercermos o que nos é de direito.
Diante a rede social estamos em novo aprendizado , o do compartilhar. A cada vez que falamos , contamos ao outro, é uma oportunidade de nos conhecermos melhor, de ter entendimento sobre nossos pensamentos. Ao dizer ao mundo o que queremos e acreditamos, o mundo nos responde para nos apoiar em sua generosidade.


Portanto ao evitar assuntos de interessede como os mencionados aqui, estamos nos ocultando, omitindo e criando uma cortina de fumaça, entre a nossa essência, e o outro ,criamos confusão, caos que resultam em escolhas equivocadas, dúbias, sem confiança.


Com a intenção de ser cordial, gentil, e "educadas", acabamos por escamotear, criar mais ilusões a nós mesmas . E quanto menos falamos sobre essa essência, menos a praticamos, menos somos capazes de nos conhecer. Os gestos, a fala domesticada a esse nível torna cada vez mais a nossa presença superficial, esvaziada de valores, passível de ser contaminada por idéias equivalentes, sombrias, resultando inclusive na ausência de ética. Uma vez que o dito não tem valor algum, é so efeito , "defeito", social.


Agir com cidadania inclue todas as escolhas que fazemos, nada pode ser "ignorado, omitido, isento".
Afinal qual o motivo de assuntos importantes , que falam de cada um de nós , da qualidade da humanidade praticada, serem mantidos nesse limbo, dos valores medievais? Sendo tabus e totens ?
Os tabus e os totens, não são em si vãos quando ajudam a encontrar harmonia na sociedade que o pratica, caso contrário qualquer que seja a designação é falácia, controle sobre a autonomia de cada um.


Tal escolha e atitudes não é mais cabível no contexto que vivemos.


É nosso desafio iluminar as sombras,reciclar o lixo tóxico colocado por debaixo do tapete.
Se ansiamos por um cotidiano fraterno, seguro, harmonioso, é a nossa responsabilidade criar esse espaço, esse jeito de ser e viver. Deixar de omitir e emitir em voz clara e bom tom, ser única, fazer a diferença.

Estamos no início do apreendizado da democracia, da sustentabilidade, da ética, e somente a atitude franca e corajosa de cada um é que nos garantirá tais conquistas.Sem a coragem de ser quem se é, não há respeito possível, não há compartilhar. Andamos em círculos desodernados e caotícos , e a complexibilidade do hoje fica imcompreensível, chegando a nos imobilizar nas escolhas.
São amarras na evolução, na humanidade e na conquista da felicidade.


Pense nisso e poderemos dialogar, ouvir uma a outra e afinar o conhecimento..... Seu comentário é bem vindo

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Confie no poder do seu voto e jamais confie em pesquisas golpistas


Antonio caleari Malleus holoficarum – o estatuto jurídico-penal da revisão histórica


Trabalho acadêmico sobre o Revisionismo Histórico é aclamado com nota máxima na mais tradicional faculdade do país, figurando entre as melhores monografias de conclusão do curso de Bacharelado em Direito, no ano de 2011. O objeto da pesquisa: a crítica de legitimidade acerca da criminalização da “negação do Holocausto” (em especial o pretendido pelo PL nº 987/07, do ex-Deputado Federal Marcelo Itagiba).

Malleus Holoficarum: O Estatuto Jurídico-Penal da Revisão Histórica na forma do Jus Puniendi versus Animus Revidere

Membro da equipe editorial do portal de mídia alternativa www.inacreditavel.com.br, o acadêmico Antonio Caleari foi avaliado com a nota máxima em sua “Tese de Láurea” (nome atribuído ao trabalho de conclusão de curso desta que é a mais antiga faculdade do Brasil), tendo sido inclusive indicado a compor o seleto grupo que concorreu ao “Prêmio Jovem Jurista” (o qual foi vencido, há pouco, por outros três formandos dessa histórica escola, cuja sede fica no centro de São Paulo).

A tradicionalíssima Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP), também conhecida como Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, criada por decreto imperial de 11 de agosto de 1822. Por estas “Arcadas” passaram grandes personalidades da história nacional.

Concluído em meados de outubro do ano passado, um ano após intensa pesquisa desde a apresentação do projeto inicial, em 2010, o trabalho pretende agregar-se ao estágio atual de discussão jurídica acerca da análise crítica dos “delitos de opinião” vigentes em uma parcela das democracias europeias. A proposta teve por cerne confrontar os princípios constitucionais que norteiam a política criminal do Estado, com as argumentações antirrevisionistas que intentam consagrar o Malleus Holoficarum (dogma histórico, “Martelo do Holocausto”) também em nosso país (respondendo hoje por tal movimento o Projeto de Lei Federal nº 987/07).

A infame bula inquisitorial Malleus Maleficarum, transfigurada no atual e controverso MALLEUS HOLOFICARUM.

Proposta de abordagem absolutamente inédita e cuja profundidade de análise promoveu o (quase) esgotamento dos tópicos possíveis, é nas múltiplas referências bibliográficas e sólido abalizamento téorico que se constatam o rigor metodológico e alta relevância dos aspectos suscitados. Consubstanciou-se em um título que certamente passa a figurar entre as maiores referências no que concerne à produção intelectual cujo objeto científico é o Revisionismo Histórico (observado, naturalmente neste caso, a partir de uma perspectiva essencialmente jurídica, própria dos conceitos manejados).

O Malleus Holoficarum vem a contribuir, pois, para o preenchimento daquela que, até então, se configurava numa considerável lacuna doutrinária acerca de tão ingente polêmica contemporânea.

Abaixo temos o plano de desenvolvimento da obra, seguindo-se do link para compra, direto da editora, do livro que foi lançado a partir desta pesquisa, cuja divulgação e disseminação das ideias nela contidas é francamente encorajada, com o fim último de que as reflexões propostas sejam submetidas à apreciação de toda a comunidade acadêmica. Trata-se, em suma, da complexa teia de quesitos oriunda da oposição entre: o direito de punir do Estado (jus puniendi) versus a Liberdade de Expressão revisionista (animus revidere).

Capítulo 1: Introdução

Capítulo 2: O Jus Puniendi

2.1 Controle social, Direito e o conceito formal de delito
2.2 Bem jurídico-penal: subsídio teórico ao conceito material de delito
2.3 A passagem à tutela transindividual: causa da propositura de um novo modelo teórico
2.4 Formulação do problema

Capítulo 3: Hipóteses de trabalho no estudo da criminalização da negação do Holocausto

3.1 Compêndio da literatura antirrevisionista
3.2 Natureza jurídica e histórico-legislativa do Projeto de Lei Federal nº 987 de 2007

Capítulo 4: O Animus Revidere

4.1 Pressuposto de metadiscussão: um imprescindível corte metodológico
4.2 A liberdade acadêmica em face da tutela estatal de uma “verdade histórica”
4.3 A Indústria do Holocausto e as memórias coletivas em disputa
4.4 Resistência política contra a “extrema-direta” na forma de um direito penal simbólico
4.5 Antissemitismo: o estratagema racial
4.6 Os paradoxos da causa afirmacionista

Capítulo 5: Revisão Editora e o caso Ellwanger

Capítulo 6: Comentários Finais

Referências

Anexo A – Entrevista do ex-Deputado Federal Marcelo Itagiba sobre o Projeto de Lei nº 987 de 2007

Anexo B – Debates no STF acerca das questões de ordem suscitadas no julgamento do caso Ellwanger (HC 82.424/RS)

Anexo C – Os revisionistas e a desobediência civil

Link para download do livro:






quarta-feira, 23 de julho de 2014

O futuro do Brasil nas mãos do Satanismo

video


Repassando ...

Uma forte revelação sobre o futuro do Brasil.


ATENÇÃO: Devido as ameaças o vídeo terá que ser excluído.


Se você puder, BAIXE esse vídeo e ajude a espalhar esse alerta republicando ele.

Vamos compartilhar,

Que Deus nos proteja.


Download do vídeo: https://mega.co.nz/#!p4kHEbwZ!rOgnNQosVJTxH_PaRSjag9bd_IkrTlTREHbNK6QsSZU