segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A primavera dos direitos de todos: ganhar para avançar

Os brasileiros decidem agora se o caminho em que o país está desde 2003 é positivo e deve ser mantido, melhorado e aprofundado, ou se devemos voltar ao Brasil de antes - o do desemprego, da entrega, da pobreza e da humilhação.

Nós consideramos que nunca o Brasil havia vivido um processo tão profundo e prolongado de mudança e de justiça social, reconhecendo e assegurando os direitos daqueles que sempre foram abandonados. Consideramos que é essencial assegurar as transformações que ocorreram e ocorrem no país, e que devem ser consolidadas e aprofundadas. Só assim o Brasil será de verdade um país internacionalmente soberano, menos injusto, menos desigual, mais solidário.

Abandonar esse caminho para retomar fórmulas econômicas que protegem os privilegiados de sempre seria um enorme retrocesso. O brasileiro já pagou um preço demasiado para beneficiar os especuladores e os gananciosos. Não se pode admitir voltar atrás e eliminar os programas sociais, tirar do Estado sua responsabilidade básica e fundamental.

O Brasil precisa, sim, de mudanças, como as próprias manifestações de rua do ano passado revelaram. Precisa, sem dúvida, reformular as suas políticas de segurança pública e de mobilidade urbana. Precisa aprofundar as transformações na educação e na saúde públicas, na agricultura, consolidando com ousadia as políticas de cultura, meio ambiente, ciência e tecnologia, e combatendo, sem trégua, todas as discriminações.

O Brasil precisa urgentemente de uma reforma política. Mas precisa mudar avançando e não recuando. Necessita fortalecer e não enfraquecer o combate às desigualdades. O caminho iniciado por Lula e continuado por Dilma é o da primavera de todos os brasileiros. Por isso apoiamos Dilma Rousseff.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ecologia Industrial Sustentável (legendas em espanhol)

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Carta aberta a Aécio Neves, por Paulo Nogueira


Jornal GGN - Jornalista e fundador do Diário do Centro do Mundo, Paulo Nogueira publicou nesta segunda (8) uma carta aberta a Aécio Neves (PSDB). O senador e candidato a presidente move na Justiça uma nova ação por calúnia e difamação contra 66 blogueiros ou ativistas online. Na carta, Nogueira questiona o conceito de liberdade de expressão e imprensa livre de Aécio. Ele defende que o DCM pratica jornalismo independente, e sugere que a falta de controle sobre o portal deve desagradar o tucano. Aécio afirma que há uma rede orquestrada para difamá-lo na internet.

Abaixo, o artigo na íntegra.

Carta aberta a Aécio Neves

Por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

Caro Aécio: qual é seu conceito de liberdade de expressão?

Pergunto isso porque fui surpreendido com uma notificação judicial sua. Soube depois que outros 65 internautas tiveram a mesma surpresa desagradável.

O DCM é acusado de ser um robô ou, o que não melhora muito a situação, “um grupo de pessoas remuneradas para veicular conteúdos ilícitos na internet.”

Primeiro, e antes de tudo, isto configura calúnia.

Somos, como bem sabem nossos 2,5 milhões de leitores únicos por mês, um site de notícias e análises independente e apartidário. O apartidarismo e a independência inexpugnáveis explicam por que crescemos mais de 40 vezes em 18 meses de existência.

Jornalismo, quando se mistura a militância partidária, deixa de ser jornalismo. Essa convicção está na raiz do jornalismo do DCM.

Nossa causa maior é um “Brasil escandinavo”, como gosto de dizer e repetir. Um país em que ninguém seja melhor ou pior que ninguém em razão de sua conta bancária.

É certo que, dentro dessa visão do mundo, entendo que o senhor representa um brutal atraso.

O PSDB, no qual votei várias vezes, lamentavelmente deu nos últimos anos uma guinada profunda rumo à direita e se transformou numa nova UDN.

Hoje, o PSDB simboliza um Brasil abjetamente iníquo. Os privilegiados estão todos a seu lado nestas eleições, e não por acaso.

Caro candidato: nunca vi o senhor, ou algum outro líder tucano, se insurgir contra o mal maior do Brasil – a desigualdade.

Nossos problemas com o senhor residem apenas no campo das ideias.

Não fabricamos fatos, não inventamos coisas que o constranjam, porque não é este o tipo de jornalismo que praticamos.

Mais que isso: não fazemos acusações levianas e irresponsáveis como as que o senhor fez contra nós.

Se condenamos coisas como o aeroporto de Cláudio é porque entendemos que elas são a negação do “Brasil escandinavo” pelo qual tanto nos batemos.

Não admiro sua postura com frequência, reconheço. No debate do SBT, quando um jornalista lhe perguntou sobre a visão de ética tucana depois de citar escândalos como o do Metrô de São Paulo e o Mensalão mineiro, o senhor disse que vivemos num estado de direito.

Ninguém é culpado antes que se apurem os fatos, o senhor afirmou. Perfeito.

Mas poucos dias depois, quando começou a circular uma lista de pessoas citadas por um ex-diretor da Petrobras, o senhor se apressou em fazer uma condenação ampla, geral e irrestrita.

“É um novo Mensalão”, o senhor decretou. Estado de direito, portanto, é para o senhor e os seus amigos.

Para os demais, o opróbrio imediato, a humilhação instantânea.

Notemos também que o senhor prega a meritocracia ao mesmo tempo em que sua irmã ocupa um posto nobre no governo de Minas, pago pelo dinheiro do contribuinte.

Vários relatos contam a dificuldade de fazer jornalismo independente em Minas.

Isso ficou notavelmente claro para mim quando vi a sua notificação judicial contra nós.

Jornalismo bom para o senhor, aparentemente, é o jornalismo que o aplaude.

Fico pensando como seria complicado, para os jornalistas independentes, conviverem com o senhor na presidência.

Felizmente, é uma hipótese de chance virtualmente equivalente a zero.

Por ora, é só.

Provavelmente voltarei a escrever para o senhor assim que ficar mais clara sua ação judicial.

Grato pela atenção.

Paulo Nogueira, diretor editorial do DCM

Crianças participam de projeto arquitetônico para revitalizar praça na região central

A primeira-dama Ana Estela Haddad participou da apresentação do projeto para a Praça José Luiz de Mello Malheiro neste sábado (6). Ação faz parte da comemoração do primeiro ano do programa São Paulo Carinhosa
De Secretaria Executiva de Comunicação

Como parte das comemorações do primeiro ano do programa São Paulo Carinhosa, da Prefeitura de São Paulo, entidades que integram a ação municipal apresentaram neste sábado (6) o projeto arquitetônico para revitalização da Praça José Luiz de Mello Malheiro, no Glicério, região central da cidade. O projeto é resultado do curso “A Voz da Criança no Projeto de Arquitetura - Escuta Glicério”, e foi desenvolvido com a participação de crianças que moram em habitações coletivas da região central.

O projeto da praça foi elaborado com a orientação de profissionais da consultoria de projetos sociais e urbanos Criacidade, com o apoio da Associação Fábrica da Cidadania e com a participação de estudantes de arquitetura do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Por meio de oficinas lúdicas, as crianças puderam dar sugestões do que queriam fazer na praça e quais brinquedos gostariam de brincar.

A coordenadora da Política de Desenvolvimento da Primeira Infância e primeira-dama, Ana Estela Haddad, acompanhou a apresentação do projeto arquitetônico. Ela classificou como fundamental a possibilidade de ouvir as crianças para saber o que elas identificam como prioridade.

“Quando uma criança está vivendo uma realidade diferente da nossa, às vezes a gente pode até achar que sabe o que falta a ela, mas é ela quem sabe. Isso também é um exercício de educação, de autonomia”, afirmou.

A primeira-dama também lembrou que a Prefeitura, por meio da Subprefeitura Sé e de diversas secretarias, apoia o projeto há um ano identificando as necessidades de famílias que vivem em habitações coletivas na região do Glicério e realizando ações para melhorar as condições de moradia. “A ideia da São Paulo Carinhosa é que a gente possa justamente integrar nos territórios as diferentes ações do poder público para trazer melhores condições de vida das crianças”, disse.

A diretora da Criacidade, Nayana Bretas, ressaltou a importância da articulação de diversos setores da sociedade com o poder público para desenvolver projetos como o “Escuta Glicério”. “Quando todo mundo se une, a gente consegue fazer muito mais”, afirmou.

A professora Denise Xavier, coordenadora do Programa de Extensão do Centro Universitário Belas Artes, também falou sobre a importância da comunidade na elaboração de propostas. “Nada disso faz sentido se a comunidade não se envolver”, disse.

O estudante Fagner Silva de Oliveira, 11, foi uma das crianças que participou do projeto. A sugestão dele para a praça foi a construção de um “canto para ler”. Quando o projeto da praça for viabilizado, ele espera ter um lugar para brincar, o que hoje ele não tem. “Hoje não dá para brincar na praça porque tem gente morando lá. Mas vai ficar show”, afirmou.

A praça projetada pelas crianças terá um grande brinquedo de borracha, que elas chamaram “geleca”, onde terá escorregadores e espaço para escaladas. O brinquedo “geleca” ficará em dois lados da praça onde o trânsito é mais carregado, contribuindo para a segurança das crianças. Também terá uma arquibancada para apresentações artísticas que poderão ser feitas no centro da praça e aparelhos de ginástica para adultos. A execução do projeto na praça ainda depende de parcerias com a iniciativa privada.

São Paulo Carinhosa

Lançado em agosto de 2013, o programa São Paulo Carinhosa visa articular, coordenar, divulgar e ampliar as ações realizadas por diversas secretarias municipais para a promoção do desenvolvimento integral de crianças de até 6 anos. No total, 14 secretarias estão envolvidas com o projeto.

O programa é composto por um comitê gestor formado por representantes das secretarias municipais de Governo, Educação, Saúde, Assistência e Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Cultura, Esportes, Segurança Urbana, Verde e Meio Ambiente, Políticas para Mulheres, Igualdade Racial, Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Coordenação das Subprefeituras e Serviços.

Além das secretarias, o programa também articula ideias e atividades entre sociedade civil e governos estadual e federal, sempre em sintonia com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Programa de Metas do município e o Plano Nacional da Primeira Infância, visando prioritariamente territórios e populações em situação de vulnerabilidade social.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

POR QUE EU ODEIO O PT?

Eis os motivos pelos quais eu odeio o PT:
Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo o desemprego atingiu o menor taxa histórica, em 4,6%. Quando o PT entrou no poder, o desemprego era de 13%. Em 10 anos houve um aumento de 65% do emprego no Brasil, segundo o IBGE. Trata-se de uma das menores taxas de desemprego do mundo. Odeio pobre tendo emprego.

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo o salário mínimo atingiu seu maior poder de compra desde 1979. O salário mínimo que antes valia 70 dólares, hoje em dia vale mais de 300 dólares. O poder de compra do salário mínimo aumenta a cada ano. É um absurdo o pobre ter mais dinheiro.

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo eles construíram 18 novas universidades federais, como a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) em Mossoró (RN), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) Cruz das Almas (BA) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) Petrolina (PE). Isso implica nos pobres terem mais acesso ao ensino superior gratuito de qualidade. Um absurdo!

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo eles criaram o Prouni que já ofereceu 1 milhão e 200 mil bolsas para estudantes pobres, sendo 69% dessas bolsas são integrais. Agora eu tenho que ficar dividindo a minha faculdade privada com esse pessoal de baixa renda, com o filho da empregada doméstica. Vê se pode isso!

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo eles criaram 214 escolas técnicas, enquanto que em toda a história do Brasil foram criadas 140 escolas técnicas. Bom mesmo era no governo anterior ao do PT que não criou nenhuma escola técnica e ainda foi votada uma lei que impedia o surgimento de novas escolas técnicas. E esse partido maldito ainda triplicou os investimentos em educação nesses 10 anos, além de aprovar 75% do fundo social do pré-sal para a educação. Tem que trucidar esses petistas!

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo eles baixaram a conta de luz de todos os brasileiros, em 18% para residências e até 32% para indústrias. Graças a esse absurdo, hoje o Brasil possui a quarta menor tarifa de energia elétrica do mundo. Ai que ódio!

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo eles criaram uma maldição chamada bolsa família. Esse programa atende quase 15 milhões de famílias e hoje são mais de 50 milhões de pessoas beneficiadas com a transferência de valores entre 70 a 300 reais mensais. Esse programa diminuiu a mortalidade infantil, ampliou a alimentação do povo e ajudou a colocar os filhos dos pobres na escola. Fiquei ainda mais bravo em saber que 75% dos beneficiários do programa trabalham e que cada 1 real transferido ao bolsa família acrescenta 1 real e 78 centavos à economia do país, segundo pesquisa. Além disso, mais de 1 milhão e 700 mil pessoas (12% do total) já deixaram o benefício voluntariamente por terem uma melhora em sua renda e desejarem que outras famílias tenham direito ao programa. Eta povinho chato esse brasileiro! E para completar, o bolsa família reduziu a miséria em 28% só em 2012. Que ódio desse PT!

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo eles criaram o Programa Mais Médicos, que já trouxe mais de 6000 médicos estrangeiros para atenderem a população pobre do Brasil que antes não tinha acesso a atendimento médico. Até abril de 2014 serão 13.000 médicos estrangeiros no Brasil, o que dará um cobertura médica a 46 milhões de pessoas pobres que moram nos rincões mais distantes do país. E esse desgraçado desse PT ainda aumenta a verba da saúde de 33 bilhões para 100 bilhões, além de dobrar o número de vagas para médicos em universidades públicas. Estão certos os médicos brasileiros! Esse negócio de sair do conforto das grandes cidades para ir aos lugares pobres do país não está com nada!

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo eles diminuíram a pobreza do Brasil. Somente no governo Lula a pobreza diminuiu em 50,6% de junho de 2003 a dezembro de 2010, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas). Agora o pobre aumentou seu poder de compra, pode andar de carro e de avião, e eu tenho que ficar dividindo o assento do meu vôo com o zé povinho farofeiro.

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo a desigualdade caiu em seu menor nível de toda a história documentada, segundo o IPEA. O índice de Gini, que mede a desigualdade, foi de 0,527, o menor desde 1960. Por isso que tem tanto pobre passando a consumir mais e com uma vida melhor, que saco! Mal dá para andar no shopping em paz!

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo eles criaram o Luz para Todos. Um programa nacional que investiu pesado em estruturas elétricas para populações de baixa renda, levando luz elétrica para mais de 15 milhões de pessoas. Hoje em dia quase não existem mais brasileiros sem acesso a energia. Esse programa ajudou as populações que moram nos locais mais distantes e pobres do país a usar a energia elétrica para usar eletrodomésticos e produzir. E o que me interessa se pobre lá longe tem luz?

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo eles criaram o PRONATEC, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, que ampliou a oferta de cursos profissionalizantes no país para pessoas pobres. Até hoje o Pronatec está levando cursos profissionaliza ntes gratuitos a cerca de 700 mil pessoas de baixa renda, e são estimadas 1 milhão de vagas preenchidas em cursos até dezembro de 2014. É de deixar qualquer rico com raiva!

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo eles criaram o Minha Casa, Minha Vida, um programa social que já contratou mais de 3 milhões de casas para pessoas de baixa renda poderem morar. Dessas 3 milhões, mais de 1,4 milhão de moradias já foram entregues para os pobres. Não satisfeito, o PT criou o Minha Casa Melhor, que permite os pobres beneficiários do Minha Casa Minha Vida comprarem móveis e eletrodomésticos para sua nova casa com um cartão dado pelo governo, com juros mínimos e prazos longos. Não é uma sacanagem isso?

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo eles criaram o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O PAC já investiu o montante de 665 bilhões em obras de infraestrutura no Brasil, fazendo do Brasil um dos países que mais possuem obras em andamento do mundo. O PAC gerou um grande número de empregos no Brasil, o que ajudou a diminuir o desemprego. O volume de investimentos do PAC também provocou efeitos positivos na economia, ajudando no crescimento e desenvolvimento do país, além de permitir a construção de obras importantíssima s em várias áreas diferentes. Não é de se ranger os dentes?

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo eles conseguiram controlar a inflação mais do que o governo anterior. A inflação média nos 8 anos de governo FHC foi de 9,1%, enquanto a inflação média dos 8 anos de governo Lula foram de 5,7%. A Dilma ainda completou esse quadro com a desoneração total dos produtos da cesta básica. Não quero nem falar mais disso!

Eu odeio o PT porque em 10 anos de governo eles conseguiram acumular um montante de 378 bilhões de reservas internacionais. No governo anterior o Brasil tinha apenas 37,8 bilhões de reservas, o que tornavam o país mais vulnerável a crises internacionais. Ou seja, em 10 anos o PT aumentou em 10 vezes as reservas internacionais do país. Isso melhora a visão de investidores externos e aumenta a confiança no país. Eu preferia quando o FMI ditava nossa política econômica


 Agora, por que eu sou Dilma 2014?

Lucro do BNDES em 2002 – 550 milhões
Lucro do BNDES em 2013 – 8,15 bilhões
Lucro do Banco do Brasil em 2002 – 2 bilhões
Lucro do Banco do Brasil em 2013 – 15,8 bilhões
Lucro da Caixa em 2002 – 1,1 bilhões
Lucro da Caixa em 2013 – 6,7 bilhões
PIB em 2002 – 1,48 trilhões
PIB em 2013 – 4,84 trilhões
PIB percapita em 2002 – 7,6 mil
PIB percapita em 2013 – 24,1 mil
Dívida líquida do setor público em 2002 – 60% do PIB
Dívida líquida do setor público em 2013 – 34% do PIB
Produção de veículos em 2002 – 1,8 milhões
Produção de veículos em 2013 – 3,7 milhões
Safra Agrícola em 2002 – 97 milhões de toneladas
Safra Agrícola em 2013 – 188 milhões de toneladas
Investimento estrangeiro direto em 2002 – 16,6 bilhões de dólares
Investimento estrangeiro direto em 2013 – 64 bilhões de dólares
Reservas Internacionais em 2002 – 37 bilhões de dólares
Reservas Internacionais em 2013 – 375,8 bilhões de dólares
Índice Bovespa em 2002 – 11268 pontos
Índice Bovespa em 2013 – 51507 pontos
Empregos Gerados Governo FHC – 627 mil p/ ano
Empregos Gerados Governos do PT – 1,79 milhões p/ ano
Petrobras Valor de mercado em 2002 – 15,5 bilhões
Petrobras Valor de mercado em 2014 – 104,9 bilhões
Média de Lucro da Petrobras Governo FHC – 4,2 bilhões p/ano
Média de Lucro da Petrobras Governos do PT – 25,6 bilhões p/ano
Desemprego em 2002 – 12,2%
Desemprego em 2013 – 5,4%
Falências requeridas em média p/ ano Governo FHC – 25587
Falências requeridas em média p/ ano Governos do PT – 5795
Salário Mínimo em 2002 – 200 Reais (1,42 cestas básicas)
Salário Mínimo em 2014 – 724 reais (2,24 cestas básicas)
Dívida externa em relação às reservas em 2002 – 557%
Dívida externa em relação às reservas em 2014 – 81%
13ª economia do mundo em 2002
6ª economia do mundo em 2014
PROUNI – 1,2 milhões de bolsas
Salário mínimo convertido em dólares em 2002 – 86,21
Salário mínimo convertido em dólares em 2014 – 305,00
Passagens Aéreas vendidas em 2002 – 33 milhões
Passagens Aéreas vendidas em 2013 – 100 milhões
Exportações em 2002 – 60,3 bilhões
Exportações em 2013 – 242 bilhões
Inflação anual média governo FHC – 9,1%
Inflação anual média governos do PT – 5,8%
PRONATEC – 6 Milhões de pessoas
Taxa Selic em 2002 – 18,9%
Taxa Selic em 2012 – 8,5%
FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário
Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de Famílias beneficiadas
Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas
Criação de 6427 creches
Ciência sem fronteiras – 100 mil beneficiados
Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais) 50 milhões de beneficiados
Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza
Criação de Universidades Federais pelos Governos do PT - 18
Criação de Universidades Federais pelos Governos do FH - zero
De 1909 a 2002: 140 Escolas Técnicas Federais
De 2003 a 2013: 330 novas Escolas Técnicas Federais
Até o final de 2014, serão mais 92.
Em 12 anos, 3 vezes mais do que o que foi feito em 100 anos."


Tá bom ou quer mais? Quero mais, 4 anos. Evoé! Ió!
 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Hoje, um ex-aluno e leitor veio dizer, no Twitter, que "não consegue confiar no governo federal" e que este "não fez nada em quatro anos que inspirasse confiança". Pedi que fosse mais específico em suas críticas, já que é impossível esclarecer o que quer que seja quando alguém se entrega a generalizações. A resposta dele? "As jornadas de junho comprovam" e pronto

PABLO VILLAÇA:

Suspiro.

Pra piorar, mesmo não apresentando um único argumento que sustentasse sua posição, ele imediatamente disse que eu defendia "cegamente" o governo. É o tipo de retórica mais canalha que existe: você ataca, ataca, ataca (mesmo sem argumentos); quando o outro defende, ELE é o "radical", o "cego".

Sabem qual é o problema desses coxinhas? Eles não podem dizer o que querem de verdade: "O governo pensa mais nos pobres do que em mim!", então precisam ficar inventando desculpa. "Podia estar melhor", "O 'mercado' não quer Dilma", blablabla. Não sabem o que foi viver no Brasil na era FHC. Não sabem o que era o desemprego que levava gente com curso superior a fazer prova pra gari. Não sabem o que era ter o país vivendo um apagão. Não sabem o que é ter que escolher entre almoço e jantar - com sorte. O que é um moleque de 9 anos ter que trabalhar pra ajudar em casa. Nao sabem o que era estudar numa universidade federal sucateada e sob ameaça constante de privatização. Não sabem o que era viver de um salário mínimo que não dava pra comprar UMA cesta básica (hoje compra mais de duas). Então ficam no "blablajornadasdejunhoblablamensalãofoiopiorcasodecorrupçãodahistóriablabla".

Sejam honestos, porra! Digam: "PENSO SÓ EM MIM".

Não falem de corrupção pra atacar um governo que fez o que FHC e o PSDB não fizeram e não fazem: permitiu investigação. É MUITO FÁCIL bancar o honesto quando se mantém a imprensa amordaçada. Foi só sair de MG que os podres de Aécio começaram a surgir. Aliás, surgir FORA de Minas, porque aqui os principais jornais continuam calados.

Estou cansado de ter que rebater retórica vazia. Como seria bom ter uma oposição que pensasse, que permitisse debate de igual pra igual. Em vez disso, tenho que passar raiva ouvindo gente falar de "mensalão" e perguntando "quando PT vai devolver dinheiro público". QUE DINHEIRO PÚBLICO? MESMO aceitando que mensalão foi compra de votos (e não foi; foi caixa 2), não houve dinheiro público envolvido. Dinheiro público foram os 100 BILHÕES que a privataria custou ao nosso patrimônio. Mas isso esses idiotas preferem ignorar.

Chega uma hora em que isso começa a cansar.

Ok, eu oferecerei alguns argumentos, mesmo que ele não tenha conseguido:

PIB em bilhões de reais
2002 - 1.477
2013 -4.837
Fonte IPEA

Falências requeridas
2002 -19.891
2013 - 1.758
Fonte IPEA

Inflação
2002 - 12,53%
2013 - 5,91%
Fonte IPEA

Desemprego % mês dezembro
2002 - 10,5
2013 - 4,3
Fonte IPEA

Juros selic
2002-24,9%
2013-11%
Fonte IPEA

Divida pública % do PIB
2002-60,4%
2013-33,8%
Fonte ANDIFES

Salário mínimo em reais
2002- 364,84
2014-724,00
Fonte IPEA

Taxa de pobreza %
2002-34%
2012-15%
Fonte IPEA

IDH
2000-0,669
2005-0,699
2012-0,730
Fonte Estadao

Reservas cambiais em bilhões
2002-38
2013-375
Fonte IPEA Banco mundial

Gastos públicos saúde
2002-28bi
2013-106bi
Fonte orçamento federal

Gastos públicos educação
2002-17bi
2013-94bi
Fonte orçamento federal

Risco Brasil
2002-1.446
2013-224
Fonte IPEA

Economia mundial
2002-14a economia mundial
2013-6a economia mundial.

E mais: como lembrou um leitor, entre 1994 e 2002, houve apenas 48 operações da Polícia Federal; entre 2003 e 2012, houve 1.273 operações, com mais de 15 MIL presos. Em 2003, a Justiça Federal tinha 100 varas pelo país; em 2010, já tinha 513.

Às vezes, penso que Lula e Dilma não deveriam ter dado independência à PF e à Procuradoria-geral. Parece que o pessoal preferia antes, quando nada era investigado e ninguém era punido.

Mas nem seria necessário citar todos esses dados. Como lembrou outro leitor, só por ter reduzido a miséria no Brasil PELA METADE este governo já foi revolucionário e mereceria todos os aplausos do mundo.

Em vez disso, porém, sou obrigado a escutar retórica vazia, sem base e calcada no preconceito e no mais intenso elitismo.

E - VEJAM QUE BELEZA - AINDA ME PREJUDICO PROFISSIONALMENTE, perdendo leitores.

"Eu gostaria mais do Pablo se ele falasse só de Cinema".

E eu seria mais feliz se pudesse fazê-lo. Mas sou cidadão em primeiro lugar. E me recuso a ficar calado e contribuir, por inação, para que o país retroceda nas mãos daqueles que por décadas só se preocuparam em encher os próprios bolsos e em ignorar as necessidades de uma população que merece muito mais do que só uma refeição miserável ao dia.

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UPDATE: Para os que estão dizendo que a responsabilidade de tudo de bom no país foi de FHC, dois links: http://www4.cinemaemcena.com.br/diariodebordo/?p=3782 e http://www4.cinemaemcena.com.br/diariodebordo/?p=3849.

ARTE&POLÍTICA ....Dzi Croquettes - Documentário 2009

Você é aquilo que você consome


terça-feira, 2 de setembro de 2014

O caixa 2 do PT (mensalão), o mensalão dos outros partidos (caixa 2) e o jatinho sem dono da Marina

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IBOPE + MÍDIA: A Equação e o Mapa da Fraude


Por PAULO FRANCO

Recebi a notícia da queda da popularidade de Dilma com certa estranheza, já que na semana anterior sua liderança na intenção de votos mantinha numa posição extremamente folgada com uma movimentação marginal entre os demais candidatos e todos muito distantes dela, em pesquisa feita pelo próprio IBOPE.

Ele venceria em todos os cenarios apesentados. No cenário mais provavel, considerando somente os 3 principais candidatos , Dilma manteve os 43%, Aécio subiu de 14 para 15% e Campos também não alterou seus irrisórios 7%. Para sacramentar a situação confortável de Dilma, no Segundo turno, nessa sondagem ele venceria com um grande foga 47% contra 20% de Aécio, ou 47% contra 16% de Campos e no pior cenário Dilma teria 45% contra 21% de Marina. Ou seja, essa pesquisa veio ratificar o cenário eleitoral.

Quando saíu, uma semana depois o resultado da pesquisa sobre a queda da popularidade, eu divulguei na rede social a seguinte frase: "A sociedade brasileira quer mudanças, com Dilma no comando e mais ninguém".

Popularidade

Uma matéria veícula no jornal eletrônico BRASIL 247, entitulada "O IBOPE ruim e o IBOPE bom: Tem Caroço nesse Angú", me chamou muito a atenção por algumas desconfianças e algumas informações levantadas. Como gosto desse assunto e tenho um conhecimento técnico razoável dele, essa matéria mexeu com o desconforto e despertou minha inércia e decidi entrar mais a fundo, analisando as informações diretamente das fontes: O IBOPE e o TSE.


Da pra frente as coisas foram clareando, cada vez mais a minha sensação do quão violento será o processo eleitoral para a Presidência da República nesta ano.

ANTECEDENTES:

O Golpe de 64 e a Ditadura Civil e Midiática

Antes de fazer um relato sucinto do processo do golpe, gostaria de deixar bem claro que Jango é era muito bom de voto. Peso pesado, coisa que muita gente não sabe, pois ele foi candidato nas duas vezes à vice e não a presidente. Naquela época a votação para Presidente e para Vice-Presidente não era uma chapa como hoje, mas separadamente. Em 1955, Jango, ex-ministro do Trabalho de Getúlio, candidatou-se a vice e se elegeu com uma votação maior que da Presidente eleito: Juscelino Kubischek. Em 1960, candidatou-se novamente a Vice-Presidente e venceu a eleição, embora o seu aliado candidato à Presidencia perdera para Jânio da Coligação PDC (Partido Democrata Cristão) com a UDN (União Democrática Nacional)

Como já é sabido de todos, o golpe de 64 foi um processo em maturação desde a morte de Getúlio. Juscelino caminhou no fio da navalha em todo o seu governo. A classe mais conservadora, capitaneada pela UDN, que já estava fora do poder, desde Getúlio, perdera novamente para Juscelino. Em 1960, finalmente os conservadores elegem Jânio Quadros, mas sua renúncia alterou toda a situação e o humor político de então. O Golpe entra então na sua faze de amadurecimento, com praticas não só de pressões políticas, mas também de atos ilegais.

Na Renúncia de Jânio, João Goulart estava na China e os Conservadores, através dos 3 chefes das FFAA não aceitaram a posse natural e democrática do vice Jango. O presidente da Câmara dos Deputados Ranieri Mazzilli foi empossado presidente em lugar de Jango.

Todavia essa decisão não era unânime nem entre os políticos e nem entre os militares. A desculpa da ameaça comunista não convencia-os, totalmente. Iniciou-se então a campanha da legalidade, liderada por Brizola e o gal. Machado Lopes, para que a CF fosse cumprida. Entre muitas movimentações e campanhas nos jornais, o Congresso acha uma solução conciliatória: o Parlamentarismo. Jango assumiria a Presidencia do Brasil, tendo poderes diminuindo sendo portanto somente o chefe de estado. Aprovado, Jango assume a Presidência e Tancredo é escolhido como Primeiro-Ministro do governo Jango. Esse foi, na prática, o primeiro ato do golpe de estado, pois a CF fora de fato descumprida.

Em julho de 1962, Tancredo exonerou-se para se candidatar às eleições a Deputado Federal. Assumindo Brochado da Rocha que também se exonerou e depois Hermes Lima. Jango e aliados articula a volta do presidencialismo que passa a vigorar a partir de janeiro de 1963.

Com San Tiago Dantas na Fazenda e Celso Furtado no Planejamento, é lançado o Plano Trienal, um programa progressista e estruturante, para promover as reformas de base , que contemplava as Reformas agrária, fiscal, eleitoral, urbana e bancária. O ambiente político e social foi ficando cada vez mais agitado, de um lado as demandas sociais pelos avanços que já haviam ocorrida na europa há tempos e de outro lado o medo de perdas da classe conservadores em função dessas reformas e o ambiente da gerra fria no seu ápice no plano internacional que inspirava preocupação dos EUA com o Brasil, tendo em vista a revolução cubana em 1959.

As classes conservadoras da época, empresários, políticos radicais de direita, militares e a imprensa, como o apoio dos EUA, o golpe é sacramentado.

Desconhecido (até então) Papel da Mídia e do IBOPE no Golpe de 64

As grandes justificativas para o golpe, sempre foram o perigo comunista, a fraqueza de João Goulart e que a população apoiava um intervenção, um golpe e não o seu governo. Ora engolimos isso, por 50 anos, embora essa lógica não fechava, já que o histórico eleitoral de Jango era exatamento o oposto, como ja foi dito anteriormente. Foi eleito vice com mais voto que o próprio presidente Juscelino, em 1955. Já em 1960, embora o Presidente vitorioso, Jânio Quadros, tenha sido o candidato da coligação conservadora, incluindo a UDN, o vice não foi o candidato da chapa Janista, mas sim da coligação oposta, Jango novamente, tal era o seu vigor eleitoral.

Para minha surpresa e provavelmente de todo o país foi saber, agora, que a Midia contratou o IBOPE para fazer pesquisas logo antes da ocorrência do golpe final, provavelmente para se certificar do qual seria a opinião pública em relação à aprovação do governo, às reformas e à intenção de voto, caso Jango se candidatasse às próximas eleições. Os resultados dessas pesquisas ficaram escondidas à 7 chaves, pelo IBOPE e pelas entidades que o contratou, por todos esses 50 anos. E não era para menos, as pesquisas mostram exatamente o contrario do que era alardeado pela Mídia e pelas instituições comprometidas com o golpe. Pelo que se sabe, o IBOPE entregou a documentação das pesquisas em 2003 para serem preservados nos Arquivos do pensador anarquista Edgard Leuenroth (AEL), do Acervo do IFCH, da UNICAMP.

Foram feiras 3 rodadas de pesquisas: A aprovação de João Goulart, a Intenção de Voto e a aprovação das Reformas de Base, proposta pelo seu governo, como já foi dito anteriormente. Os resultados são surpreendentes. Aprovação de Jango: 69%; Intenção de Votos: 50% declararam que votariam em Jango se ele se candidatasse a Presidente e finalmente; 59% aprovaram a adoção das Reformas porpostas.

Ricardo Kotscho, jornalista e colunista do R7, levantou a seguinte questão em sua matéria que serviu de combustível para essa minha postagem: "a divulgação destas pesquisas pela imprensa poderia ter alterado o rumo dos acontecimentos, já que para derrubar Jango um dos principais argumentos utilizados pelos golpistas foi a fragilidade do presidente e do seu governo diante do "perigo comunista" que ameaçava o país?".

O Famigerado caso Globo / Proconsult

O Caso Globo/Proconsult, sucintamente, foi uma tentativa de fraude nas eleições de 1982, para evitar a eleição para o Governo do Rio de Janeiro, por Leonel Brizola, do PDT. Era a primeira eleição livre para governador, após o golpe de 64. O plano elaborado pelo Jornal o Globo da família Marinho e o Instituto Proconsult era, num primeiro instante, manipular as pesquisas para mostrar que o candidato do Partido da Extrema Direita, apoiado pelos Militares, Moreira Franco pelo PDS (ex-Arena). A fraude eleitoral seria feita através de uma manipulação nos sistemas de apuração eletrônica, transformando uma parcela dos votos em Brizola em votos nulos e em seguida, com a transferência dos votos nulos para o candidato Moreira Franco. Essa sequencia de programs dentro do sistema de apuração eletronica, era conhecida pelos fraudadores como "Diferencial Delta". Naquela época a eleição é feita com uma chapa fechada verticalmente, Senador, Dep Federal, Governador, Dep Estadual, Prefeito e Vereador, portanto o nível de votos nulos era extremamente alto. Alto o suficiente para reverter o resultado se plano não tivesse sido desvendado. As divergências nas pesquisas com a Empresa Sysin, contrada pelo PDT, desencadeou o processo de desmanche da farsa eleitoral.

O Ibope e seu Rico Histórico de Desvios de Conduta

O IBOPE tem um parceiria estreita com a Globo, a Globo, como é sabido de todos é como se fosse o Comandante Geral da tropa midiática contra a classe progressista, as esquerda e principalmente ao PT, que está no poder executivo federal atualmente. A parceria Globo/Ibope em outro nível, não é menos nociva do que a parceria Globo/Proconsult. Aliás essa última tem sido mais eficiente e mais longa.

Por ocasião das eleições municipais em São Paulo, maior reduto municipal dos tucanos, a divulgação pela Globo se restringiu à divulgação no SPTV, sonegando a informação ao resto do país. Mesmo sendo uma eleição municipal, dada a sua importância não só econômica como também política seria natural a divulgação nos jornais Nacional e da Globo, à noite.

Em 2010 o Senador Tucano Cláudio Humberto dennciou Carlos Augusto Montenegro, dono do IBOPE por ter solicitado um milhão de reais para fraudar resultados da pesquisa no estado. A Ibope teve acesso à gravação mas negou que teria sido um funcionário da empresa. Há nos TRE-Tribunais Regionais Eleitorais uma quantidade incontável de recursos contra o Ibope.

Tempos atrás, o IBOPE foi condenado pela 32ª Vara Civel de SP, a ressarcir a Rede Record em R$ 326 mil , por falha na medição de audiência gerando prejuizos à empresa em beneficio de outras, como a Globo, já que o índice de audiência medido por esse instituto é parâmetro para a distribuição de verbas publicitária para os diversos veículos de comuniação. Cada ponto do indice Ipobe, representa milhares de reais de lucro ou prejuizo para essas empresas.

O IBOPE também tem sido alvo de críticas e mais críticas em diversos países da America Latina, na medida em que atua de forma manipuladora no entender dos críticos locais.

Em suma, há uma infinidade de acusações e denúncias na imprensa e na justiça, contra IBOPE, seja por fraudar números, por questionamento no planejamento amostral, no dirigismo dos questionarios utilizados, a tabulação dos resultados brutos, nas distorções analíticas dos dados, na filtragem dos parâmetros a serem divulgados, conforme a conveniência, etc.

A PESQUISA ELEITORAL REALIZADA EM MARÇO DE 2014

Para entender as possíveis manipulações ou distorções existentes na sondagem da opinião pública em relação às eleições deste ano para o governo federal, colhi as informações no site do IBOPE e do TSE, para entender o que foi feito e de que forma foi feito.

Entendendo o Processo das Pesquisas Eleitorais

Para entender melhor o processo dessa sondagem, elaborei o diagrama abaixo que ajuda a visualizar a cronologia das atividades - registro do protocolo, atividades de campo e divulgação dos resultados - nos dois principais tópicos levantados, quais sejam, (i) a inteção de votos do eleitor e (ii) a Popularidade do Governo Dilma Rousseff. A tabulação normalmente é efetuada concomitantemente com os trabalhos de campo a medida que os questionarios vão sendo respondidos. A o contrario do passado, hoje a informática essa atividade ficou muito mais fácil e veloz, o input e o processamente é praticamente imediato. O relatório, que inclue os gráficos e a apresentação final, também são gerados pelo sistema, automaticamente, ficando por conta da profissionais a gestão de detalhes e algumas alterações de formatação ou filtragem de informações relevantes, principalmente aqueles que apresentem mudanças significativas em relação ao uma medição anterior.

Dissecando as Duas Pesquisas Realizadas pelo IBOPE 


Como pode ser visto, neste diagrama o registro do protocolo da sondagem da intenção de votos foi obtido no dia 14 de março, enquanto que as atividades de campo consumiram oito dias de trabalho, iniciando no dia 13 e terminando somente no dia 20. A divulgação ao público pelo IBOPE, foi feita logo no dia seguninte ao término da atividade de campo, precisamente, no dia 21 de março, numa sexta-feira.

Nesta mesma sexta feira, o IBOPE obteve o resgistro do Protocolo de outra sondagem, o segundo tópico em questão, a avaliação da popularidade do governo. A divulgação desse tópico só foi feita no dia 27 de março, praticamente uma semana após a divulgação da anterior. Até aí, nenhum problema do ponto de vista cronológico, se a aplicação dos questionarios em campo, tivessem sido feita nesta semana, após o protoco e a consequente tabulação, elaboração do relatório e divulgação, como ocorre com todas as pesquisas feitas corretamente. O inusitado nisso tudo é que as atividades de campo já tinha sido realizadas e encerradas no dia 17, ou seja, 3 dias antes da pesquisa sobre a intenção de votos que fora divulgada no dia 21. Ou seja, o registro foi obtido somente 4 dias após a pesquisa de campo já terem sido encerrado.

A Análise dos Fatos e a Configuração das Fraudes

Alguns questionamentos são inevitáveis para analisarmos essas duas pesquisas e as discrepâncias dos resultados entre elas. Principalmente com relação aqueles decorrentes da gestão de todo o processo pela IBOPE, como a manipulação das datas das atividades e pela sincronia da Mídia, como o braço responsável para levar a informação a maioria dos lares b rasileiros: 


Porque os dois tópicos da pesquisa foram divididos em duas pesquisas distintas?
Porque o registro da pesquisa de popularidade foi efetuado somente 4 dias após do encerramento das atividades de campo?


Porque a divulgação só ocorreu uma semana após a pesquisa de intenção de votos?
Porque divulgar os resultados da intenção de votos antes dos resultados da pesquisa de aprovação do governo, se os trabalhos de campo desta última foram encerrados 3 dias antes daquela?


Porque os resultados da popularidade somente foram divulgados uma semana depois da intenção de votos?


Porque os resultados da Avaliação da forma em que Dilma governa o país foi subestimada na divulgação pela mídia?

Porque o IBOPE e a Mídia, esconderam a pesaquisa feita em fevereiro, mostrando a queda ao público de novembro para março? 


A primeira vista, os proprios questionamentos já demonstram elementos suficientes para a configuração da fraude praticada, se não no âmbito legal, pelo menos no âmbito da ética. Fazendo uma leitura lógica dos fatos, depreende-se a partir do primeiro questionamento a separação em duas pesquisas, considerando-se que o IBOPE detectou uma discrepância nos resultados dos dois blocos.


Na intenção de votos o resultado era francamente favorável à reeleição de Dilma Roussef em qualquer cenário, já no primeiro turno. Resultado que era ratificado na pesquisa em caso de ocorrência de segundo turno, na mesma proporção, demonstrando baixo risco de perda para a reeleição. No segundo bloco que envolvia a aprovação do governo, onde são elencadas ás areas de atuação, a pesquisa mostrou o eleitor mais exigente, com relação ao governo, portanto teoricamente mais desfavorável à Presidenta Dilma Roussef.

Diante desse cenário, hipoteticamente, antagônico o Instituto de pesquisas, provavelmente em conluio com a contratante e a Midia, palanejaram a fraude. De que forma? Vejamos:

Separaram os dois blocos em duas pesquisas distintas propositalmente
Divulgaram somente o bloco da Intenção de votos que era plenamente favorável à reeleição primeiro


Planejaram a divulgação do segundo bloco somente uma semana depois para induzir uma posterioridade de tempo de coleta de dados, que não existiu, aliás foi o inverso.
O prazo de uma semana seria para que o resultado ficasse mais distante e menos lembrado pela população e o segundo resultado, mostrando uma queda, ficaria mais forte, mais evidente.


O registro da segunda pesquisa somente poderia ser feito com aquele atraso, para cumprir a determinação legal mínimo de 5 dias para a divulgação.


O mote que foi usado por toda a mídia como sendo uma pesquisa posterior, "mais recente", indicando uma piora, uma queda na avaliação da Presidenta, o que é tecnicamete uma aberração, pois trata-se de dimensões bastante distintas, embora possa haver algumas correlações. 


Antes que a euforia dos políticos da situação completasse uma semana, após a divulgação da 1ª Pesquisa, no dia 21, começou a circular nas redes sociais que o IBOPE iria divulgar uma nova pesquisa eleitoral, apresentando uma queda acentuada do favoritismo de Dilma. A Bolsa disparou, numa resposta do Mercado Financeiro ao aumento da probabilidade de uma derrota da reeleição. Veio a pesquisa de aprovação do governo, que confirmou um recuo.

Uma vez processados e elaborados os relatórios finais, gráficos e toda a parafernália preparada pelo IBOPE, entra em cena a Mídia, cujo papel é estratégico e fundamental, para o sucesso da missão.

A mídia entrou com tudo, dando uma maior enfase na hipotética queda acentuada da avaliação do governo Dilma. Sempre usando a frase "uma pesquisa mais recente..." ou ainda "uma última pesquisa...". para induzir uma virada vigorosa no apoio da sociedade ao governo dela.

Outra informação de extrema relevância que o IBOPE e a Mídia fez questão de sonegar à sociedade, foi a pesquisa realizada em fevereiro. Todas as notícias davam conta de uma queda na aprovação do governo de 7% de dezembro para março, o que configuraria num salto brusco realmente. Mas acontece que em fevereiro já havia ocorrido uma queda na aprovação do governo de 4%, portanto a queda desta última pesquisa foi somente de 3% o que enfraqueceria todo o discurso catastrófico da derrocada de Dilma. Isso parece-me uma fraude grave do ponto de vista da manipulação da informação e condução da interpretação pelo cidadão.

Não tão menos grave foi a minimização, da pesquisa sobre a Avaliação de como o entrevistado vê Dilma na gestão do governo, ou seja na Avaliação Pessoal de Dilma. Nesse ponto Dilma caíu de 56% em dezembro para 55% em fevereiro e para 51% em março. Essa sim guarda uma correlação maior com a intenção de voto. Foi exatamente por isso que o IBOPE e a mídia, preferiram minimizar essa informação as cidadãos.

Não há dúvida que dois fenômenos já ocorreram em função dessas pesquisas. Uma é a auto-correlação serial enviesada, decorrente da influencia do resultado da rodada anterior na rodada atual e assim por diante que ocorre em função do impacto das informações distorcidas sobre o eleitor. O processo de auto-correlação pode se agravar na medida em que rodadas de pesquisas futuras do IBOPE e de outros institutos possam formular questionários que induzam, sutilmente, o entrevistado a se posicionar em favor de um candidato ou outro sem que ele mesmo perceba. Não é tão dificil fazer isso, o pessoal que trabalha com pesquisa são tecnicos muito preparados para todas essas armadilhas. Eles podem simplesmente desarmar e armar de acordo com o interesse do viés. Se isso ocorrer, fica patente que há uma ação coordenada entre os diversos institutos de pesquisas, a grande mídia e as empresas contratantes.

Se esse processo der resultado, podem levar a uma compressão da intenção de voto em Dilma e uma inchamento da intenção de voto no candidato da oposição, ilusórios, com vistas a até uma fraude na apuração dos votos como já ocorreu no passado, no caso Globo/Proconsult. Lembramos que hoje o nosso processo eleitoral é todo informatizado, com urnas e cédulas eletrônicas. Tudo é possível.

O outro fenômeno que ocorreu foi a brusca movimentação de preços nos ativos do mercado de ações, que fatalmente geraram perdas de uns e ganhos de outros investidores. E não foi uma mudança de preços sutil, normal, foi muito forte e com certeza houve muitos milhões de reais trocando de mãos. Uns ganharam outros perderam. E muito. Nesse front, há outro tipo de fraude, o uso de informação privilegiada ou "inside information".

Na minha leitura, qualquer que seja o resultado de novas rodadas de pesquisas a serem feitas pelo IBOPE, ou feitas por outros institutos de pesquisa, as fraudes já são uma realidade. Uma é a eleitoral, a outra é contra o mercado financeiro.

RECOMENDAÇÕES

Aos Políticos da Situação

Contratar urgentemente, se já não o fez, um instituto de pesquisas de confiança para acompanhar o processo.


Divulgar, no mesmo nível, os resultados dessa pesquisa para evitar o efeito de uma hipotética pesquisa viciada no eleitor

Ao TSE - Tribunal Superior Eleitoral

Criar uma equipe de auto nível em Pesquisas de Opinião, com vista a garantir uma função regulatória sobre a atividade de pesquisas eleitorais.


Obrigar que o Registro da Pesquisa seja efetuada antes do início das atividades de campo. Da forma como está o Instituto de Pesquisa, dependendo de resultados preliminares, decidir se executa ou não a pesquisa, ou seja, publica ou não, favorecendo candidatos ou partidos e prejudicando outros.


Proibir que na Pesquisa de Intenção de Votos, nenhum outro tema pode ser pesquisado em conjunto. Esse procedimento como está atualmente, permite a influência de diversos temos da gestão, facilitando o dirigismo e a manipulação pelo Insituto. Pesquisa de Intenção de Votos deve ser específica, independente e isente de quaisquer fatores que possam influenciar direta ou indiretamente a opinião do entrevistado.


Obrigar que toda pesquisa eleitoral seja auditada por Empresa de Auditoria devidamente certificada pelo TSE, atribuindo a essas empresas de auditoria, na fidedignidade do resultados das mesmas.

Às Autoridades Regulatorias do Mercado de Capitais.

Em função das alterações bruscas de preços nos Mercado de Ações, o ocorrido sugere a possibilidade de fraudes contra o mercado financeiro, na medida em que, agentes do mercado, investidores possam estar envolvidos no plano gozando de um privilégio extramente lucrativo: "inside information".

Espera-se que a CVM-Comissão de Valores Mobiliários abra uma investigação interna, levando todas as operações ocorridas no período, identificando prováveis especuladores que lucraram com a alteração de preços brusca ocorrida no mercado, principalmente com as ações da Petrobrás. Sei que esse levantamento é muito simples e rápído, com o nível de informatizaçã que contamos hoje em dia.

RESSALVA:

Essa análise teve uma abrangencia grande e não foi possível uma análise detalhada do processo, principalmente do planejamento da amostragem, confecção dos questionarios, etc. Portanto, não há considerações concretas nesse nível de análise.

Soltando o verbo

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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Petrobras volta a ser maior empresa da América Latina em valor de mercado

Do UOLgolpistas, em São Paulo 06/08/201415h03 

> Atualizada 06/08/2014 16h16


A Petrobras bateu a Ambev e voltou a ser a empresa com maior valor de mercado na América Latina, considerando o preço de fechamento de suas ações nesta terça-feira (5), aponta a consultoria Economatica. Essa situação já tinha acontecido antes em 22 de julho, por um único dia.

O valor de mercado da estatal chegou a US$ 108,5 bilhões, contra US$ 105,5 bilhões da Ambev na mesma data.

O maior valor já atingido pela petroleira foi em 21 de maio de 2008: US$ 309,48 bilhões. De lá até esta terça, a empresa perdeu US$ 200,9 bilhões em valor de mercado, calcula a consultoria.

O valor de mercado é obtido multiplicando o número de ações da empresa pelo preço de cada ação, e é diferente do valor patrimonial.

Tudo sugere ação da CIA e assassinato de Eduardo Campos


A América Latina, em particular, tem sido atacada pela praga de desastres de aviões que mataram líderes que ameaçavam afastar o continente da influência política dos EUA

- por Wayne Madsen, Strategic Culture

A queda do avião que matou o candidato à presidência do Brasil Eduardo Campos, que estava em terceiro, na disputa eleitoral, abalou fortemente as chances de reeleição de Dilma Rousseff.


Sucessora de Campos na corrida presidencial, ex-líder do Partido Verde, Marina Silva – ‘homem’ de George Soros, está agora com alguma chance de vir a derrotar Rousseff, no caso de a eleição chegar a um segundo turno.


O fim do governo de Rousseff sinalizaria vitória para as atividades clandestinas do governo Obama para eliminar de cena vários governos progressistas em toda a América Latina.

Revisão do período pós-2ª Guerra Mundial revela que, de todos os meios que os serviços de inteligência usaram para eliminar pessoas que viam como ameaças econômicas e políticas, o assassinato por derrubada de avião está em segundo lugar; antes, só assassinatos por armas de fogo; depois, vêm acidentes de automóvel e envenenamento, como modus operandi preferencial da Agência Central de Inteligência dos EUA, CIA, para seus assassinatos políticos.

Os seguintes casos são os principais sobre os quais pesam muitas suspeitas de terem sido resultado de ação de uma ou mais agências de inteligência dos EUA, para pôr fim a carreiras políticas que ameaçavam o avanço dos EUA como potência imperial:

– a morte do secretário-geral da ONU Dag Hammarskjold;
– do presidente de Ruanda Juvenal Habyarimana;
– do presidente do Burundi Cyprien Ntaryamira;
– do primeiro-ministro português Francisco Sá Carneiro;
– do presidente do Paquistão Muhammad Zia Ul-Haq;
– de Sanjay Gandhi, pouco antes de ser oficializado no posto de primeiro-ministro da Índia;
– do presidente do Sindicato Norte-americano Unido dos Trabalhadores da Indústria Automobilística Walter Reuther;
– do ex-senador pelo Texas John Tower; e
– do senador por Minnesota Paul Wellstone.


A América Latina, em particular, tem sido atacada pela praga de desastres de aviões que mataram líderes que ameaçavam afastar o continente da influência política dos EUA: os presidentes Jaime Roldós Aguilera do Equador e Omar Torrijos do Panamá. Esses dois presidentes morreram em 1981; Roldós morreu apenas uns poucos meses antes de Torrijos.

John Perkins, autor de Confissões de um Assassino Econômico e ex-membro da comunidade de inteligência dos EUA, apontou os EUA como ativos nesses dois assassinatos por derrubada de avião.

Esse histórico do envolvimento dos EUA e assassinatos aéreos torna ainda mais suspeito o que aconteceu dia 13 de agosto com o Cessna 560XLS Citation em Santos, Brasil, incidente no qual morreram Eduardo Campos, do Partido Socialista Brasileiro, mas homem pró-business, assessores seus e a tripulação do avião.


O momento em que aconteceu, em plena campanha eleitoral, que então indicava vitória fácil para a atual presidenta, levantou questões significativas entre investigadores no Brasil e no público em geral.

Desde a introdução do modelo em 1996, o modelo Cessna 560XLS Citation mantém currículo de aeronave perfeitamente segura. A morte repentina de Campos mudou o rumo da campanha presidencial no Brasil, para uma direção que pode ser benéfica para os EUA e a agenda de longo curso da CIA na América Latina.

Até aqui, já surgiram questões sobre a legalidade da documentação e da propriedade da aeronave (prefixo PR-AFA). O histórico da propriedade e dos registros da aeronave é extremamente ‘anormal’; e, além disso, não há nenhuma gravação de conversas acontecidas na cabine, aparentemente por mau funcionamento do gravador de vozes da cabina.


Muitos brasileiros já começam a perguntar-se se o avião teria sido sabotado: em vez de mostrar gravações da conversa da tripulação que levava o candidato Campos, o gravador só conservou gravações de voz de um voo anterior.


O avião voava uma rota Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para a cidade de Guarujá, no estado de São Paulo, quando caiu sobre um quarteirão residencial na cidade de Santos.

O avião era operado pela empresa Af Andrade Empreendimentos & Participações Ltda., que tem sede em Ribeirão Preto, estado de São Paulo, mas cedido, em operação de leasing, pela Cessna Finance Export Corporation, uma divisão da Textron, dos maiores fornecedores para o Departamento de Defesa dos EUA.


A empresa Cessna é divisão da Textron. O gravador de vozes que não funcionou na cabine foi fabricado por outro fornecedor contratado da Defesa e Inteligência dos EUA, L-3 Communications.


Os negócios da AF Andrade são centrados na propriedade de uma destilaria. Porta-voz da AF Andrade disse que a aeronave, de $9 milhões, não havia passado por qualquer inspeção recente, mas assegurou que a manutenção era feita regularmente.

O porta-voz da AF Andrade não soube especificar quem é, afinal, o proprietário da aeronave, só falou do leasing; disse que a aeronave estivera à venda e fora comprada por um grupo de “empresários e importadores” de Pernambuco, estado do qual Campos foi governador.

Acabou-se por descobrir que o avião fora comprado por um consórcio que incluía Bandeirantes de Pneus Ltda de Pernambuco. Essa empresa disse que havia negociações em andamento para transferir a propriedade do avião, quando aconteceu o acidente; e que a Cessna Finance Export Corporation ainda não aprovara os direitos finais deleasing.


Observadores brasileiros creem que o Cessna sinistrado seria um “avião fantasma”, com propriedade ‘confusa’, precisamente para ser usado em operações clandestinas que envolveriam a CIA.


Aviões cuja situação de propriedade e dos documentos de registro era também quase inextrincável eram usados pela CIA no processo de ‘entregas especiais’ de muçulmanos sequestrados para serem interrogados e ‘desaparecidos’ nos “pontos negros” de prisões norte-americanas por todo o mundo.

A Comissão Nacional de Segurança de Transportes dos EUA [orig. U.S. National Transportation Safety Board (NTSB)] enviou uma equipe ao Brasil para investigar a queda do avião. Mas, se o trabalho da NTSB em acidentes como dos voos TWA 800 eAmerican Airlines 587 indica alguma coisa, a agência só tem fama por encobrir ações criminosas.

Campos foi substituído na chapa eleitoral por Marina Silva, do movimento financiado e dirigido por George Soros e suas “sociedade civil” e “globalização”.

Silva, que milita no movimento religioso pentecostal “Assembleia de Deus”, é militante pró-Israel e muito mais pró-business e pró-EUA que Rousseff, do Partido dos Trabalhadores do Brasil que se posiciona bem à esquerda da Assembleia de Deus.


Recentemente, Rousseff, com os demais presidentes dos países BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul) criaram um novo banco de desenvolvimento que desafia a supremacia do Banco Mundial, controlado pelos EUA. A criação desse banco enfureceu Washington e Wall Street. (…)

Pesquisas recentes têm apontado avanço de Marina Silva. Evidentemente, essas pesquisas de ‘intenção de voto’ nada têm nem de científicas nem de independentes, e são ferramentas que as agências de inteligência e as empresas comerciais sempre usam para influenciar a opinião pública e gerar “programação preditiva” em populações inteiras. (…)

Marina Silva está sendo apresentada como candidata da “Terceira Via” (chamada, agora, em 2014, “Nova Política”) no Brasil.

“Terceira Via”/”Nova Política” é movimento internacional que tem sido usado por políticos associados a grandes empresas, muitos dos quais financiados por Soros, para infiltrar-se e assumir o controle de partidos historicamente trabalhistas, socialistas e progressistas.

Alguns dos nomes mais notáveis da “Terceira Via” são Bill Clinton, Tony Blair, Gerhard Schroeder da Alemanha, Justin Trudeau do Canadá, presidente François Hollande da França, primeiro-ministro francês Manuel Valls, primeiro-ministro Matteo Renzi e ex-primeiro-ministro Romeo Prodi da Itália, José Sócrates de Portugal, Ehud Barak de Israel, e inúmeros nomes do Partido Verde (PV), do Partido Socialista (PSB) e do Partido da Social-Democracia no Brasil (PSDB), dentre os quais Marina Silva, Aécio Neves, o falecido Eduardo Campos e o ex-presidente [e atual NADA] Fernando Henrique Cardoso.

Mas, quando se mostra mais vantajoso do ponto de vista eleitoral assassinar um “Novo Político” para promover o avanço de outro, não parece haver problema algum nessa “Nova Política”, em eliminar alguém como Campos, para fazer avançar político mais populista (e mais controlável), como Marina Silva, sobretudo se estão em jogo interesses de Israel e de Wall Street.

O Cessna no qual viajava e no qual morreu o primeiro-ministro de Portugal Sá Carneiro voava para um comício eleitoral, em campanha de reeleição, no Porto.

Esse desastre de avião destruiu as possibilidades futuras de uma Aliança Democrática de esquerda, porque os seguidores de Sá Carneiro que o sucederam não tinham, nem de perto, o carisma do primeiro candidato.

Na sequência, um Mario Soares pró-OTAN e “socialista-só-no-nome” tornou-se primeiro-ministro e empurrou Portugal pela tal “Terceira Via”, subserviente à União Europeia e à globalização.

À época da morte de Sá Carneiro, o embaixador dos EUA em Portugal era Frank Carlucci, funcionário da CIA, cujas impressões digitais foram encontradas, em 1961, no assassinato do ex-primeiro-ministro Patrice Lumumba no Congo.


No governo Reagan, Carlucci foi nomeado vice-diretor da CIA, Conselheiro de Segurança Nacional e Secretário da Defesa. Carlucci é também presidente emérito do Carlyle Grupo, conhecido pelas ligações com a CIA.

A suspeita morte de Campos no Brasil-2014 parece ser cópia-carbono do assassinato e descarte rápido de Sá Carneiro, com Rousseff como alvo final da ação e Marina Silva e seus financiadores globais como principais beneficiários. 


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Um mito e algumas verdades sobre os tributos no Brasil

Publicado em 29 de agosto de 2014 por Antonio Martins
 

Debate questionará, esta manhã, crença segundo a qual carga tributária brasileira é “altíssima”. Problema real é outro: ricos e poderosos pagam pouquíssimo; somos o país dos impostos injustos

Por Antonio Martins

Ao longo do processo eleitoral deste ano, um mito voltará a bloquear o debate sobre a construção de uma sociedade mais justa. Todas as vezes em que se lançar à mesa uma proposta de políticas públicas avançadas, demandando redistribuição de riquezas, algum “especialista” objetará: “não há recursos para isso no Orçamento; seria preciso elevar ainda mais a carga tributária”. A ideia será, então, esquecida, porque a sociedade brasileira está subjugada por um tabu: afirma-se que somos “o país como impostos mais altos do mundo”. Sustenta-se que criar novos tributos é oprimir a sociedade. Impede-se, deste modo, que avancemos para uma Reforma Tributária.

A partir das 10h desta sexta-feira (29/8), três conhecedores profundos do sistema de impostos no Brasil enfrentarão este mito, num debate transmitido por webTV (acesse aqui). O auditor da Receita Federal Paulo Gil Introini, ex-presidente do sindicato nacional da categoria e os economista Jorge Mattoso e Evilásio Salvador argumentarão, com base em muitos dados, que o problema da carga tributária brasileira não está em ser “a mais alta do mundo” (uma grossa mentira), mas em estar, seguramente, entre as mais injustas do planeta. Os grandes grupos econômicos e os mais ricos usam seu poder político para criar leis que os isentam de impostos — despejados sobre as costas dos assalariados e da classe média. A mídia comercial esconde esta realidade, para que nada mude. No debate, organizado em conjunto pela Campanha TTF Brasil e Fundação Perseu Abramo, emergirão alguns fatos muito relevantes, porém pouquíssimo conhecidos.



> A carga tributária brasileira não é a “mais alta do mundo”, mas a 32ª (entre 178 países). O cálculo é de um estudo comparativo da Fundação Heritage, um thinktank norte-americano conservador — mas com algum compromisso com a realidade.

> A carga tributária subiu consideravelmente, de fato, entre 1991 e 2011. Passou de 27% do PIB para 35,1%. Porém, a parte deste aumento de arrecadação foi consumido no pagamento de juros pelo Estado — quase sempre, para grandes grupos econômicos. A taxa Selic subiu para até 40% ao ano nas duas crises cambiais que o país viveu sob o governo FHC. O aumento do gasto social (de 11,24% do PIB para 15,24%, no período), que ocorreu de fato, a partir de 2002, consumiu apenas parte do aumento da receita.

> O poder econômico usa uma série de expedientes para livrar-se de impostos. O principal é a estrutura tributária brasileira. Ela foi cuidadosamente construída para basear-se em impostos indiretos (os que incidem sobre preços de produtos e serviços) e reduzir ao máximo os impostos diretos. Há duas vantagens, para as elites, nesta escolha. a) Impostos indiretos são, por natureza, regressivos. A alíquota de ICMS que um bilionário paga sobre um tubo de pasta de dentes, uma geladeira ou a conta de luz é idêntica à de um favelado; b) Além disso, assalariados e classe média consomem quase tudo o que ganham — por isso, pagam impostos indiretos sobre toda sua renda. Já os endinheirados entesouram a maior parte de seus rendimentos, fugindo dos tributos pagos pelo conjunto da sociedade.

> Esta primeira distorção cria um cenário quase surreal de injustiça tributária. Um estudo do IPEA (veja principalmente o gráfico 2, à página 6) revela que quanto mais alto está o contribuinte, na pirâmide de concentração de renda, menos ele compromete, de sua renda, com impostos. Por exemplo: os 10% mais pobres contribuem para o Tesouro com 32% de seus rendimentos; enquanto isso, os 10% mais ricos, contribuem com apenas 21%…

> Basear a estrutura tributária em tributos indiretos é uma particularidade brasileira, que atende aos interesses dos mais ricos. Aqui os Impostos sobre a Renda respondem por apenas 13,26% da carga tributária. Nos países capitalistas mais desenvolvidos, membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os impostos indiretos correspondem a 2/3 do total dos tributos.

> Além disso, e sempre em favor dos mais poderosos, o Brasil praticamente renuncia a arrecadas impostos sobre o patrimônio. Aqui, os tributos que incidem diretamente sobre a propriedade equivalem apenas a 1,31% do PIB. Este percentual chega a 10% no Canadá, 10,3% no Japão, 11,8% na Coreia do Sul e 12,5% nos Estados Unidos…

> Ainda mais privilegiados são setores específicos das elites. O Imposto Territorial Rural (ITR), que incide sobre a propriedade de terra, arrecada o equivalente a apenas 0,01% do PIB. A renúncia do Estado a receber tributos sobre os latifundiários provoca, todos os anos, perda de bilhões de reais — que poderiam assegurar, por exemplo, Saúde e Educação públicas de qualidade.

Nos últimos treze anos o Brasil viveu um processo real — embora ainda muito tímido — de redistribuição de renda. Entre 1991 e 2002, o Coeficiente de Gini caiu de 0,593 para 0,526, depois de décadas de elevação (segundo este cálculo, quanto mais alto o índice, que vai de 0 a 1, maior a desigualdade). Ainda é muito pouco: segundo cálculos do Banco Mundial, em 2013 o país era o 13º mais desigual do mundo. Para continuar reduzindo a desigualdade, uma Reforma Tributária é instrumento essencial. Não é por outro motivo que as elites insistem em manter este conservar este tema como tabu.

Você conhece o Cerrado?

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Internauta lista por que não votará em Marina - POR QUE EU JAMAIS VOTARIA EM MARINA SILVA

O marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, foi acusado de exploração ilegal de madeira no período em que Marina Silva era ministra do meio ambiente. Esse é um fato muito estranho se levarmos em conta que a Marina Silva defende tanto a preservação do meio ambiente.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/tcu-apontou-irregularidades-em-doacao-de-madeira-feita-pelo-ibama-na-gestao-marina-silva

Poucos sabem disso, mas quando Marina Silva foi ministra do meio ambiente, o desmatamento na Amazônia só fez aumentar. Assim que ela entrou como ministra, o desmatamento na Amazônia foi aumentando até o momento em que ela saiu. Logo depois que ela saiu e Carlos Minc assumiu o ministério, o desmatamento da Amazônia voltou a cair. Sendo o ambientalismo uma das principais plataformas de governo de Marina, é de causar muito estranhamento o fato dela ter sido tão incompetente na gestão do ministério do meio ambiente.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2007/10/337678-desmatamento-cresce-8-na-amazonia.shtml

http://imirante.globo.com/sao-luis/noticias/2010/03/31/carlos-minc-deixa-ministerio-com-menor-taxa-de-desmatamento-da-historia.shtml

Marina Silva tem sua campanha financiada pelo banco Itaú, que deve aproximadamente 18 bilhões de impostos a receita federal. A partir desta parceira milionária podemos esperar não apenas o alívio dessa dívida com a receita federal, como também um possível ministério para o dono do Itaú, Roberto Setubal, como já está sendo cogitado.

http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2014/08/20/antes-de-votar-em-marina-voce-precisa-conhecer-neca-e-fazer-a-pergunta-de-r-18-bilhoes/

http://jornalggn.com.br/noticia/roberto-setubal-possivel-ministro-de-campos-ve-futuro-na-infraestrutura

Marina Silva, ainda ministra do meio ambiente, insistiu que o Brasil deveria assinar um tratado internacional que determinava como “não renovável” a energia hidráulica brasileira, que vem das hidrelétricas do país. Se esse acordo fosse assinado pelo governo brasileiro, toda a produção de energia elétrica brasileira iria para a clandestinidade ou ficaria na ameaça de ser considerada insustentável. Isso colocaria em sério risco a produção de energia nacional, cuja maior parte vem das hidrelétricas. Essa é uma medida irresponsável, que atentaria contra a economia nacional, e traria consequências nefastas ao país.

https://www.youtube.com/watch?v=-WOo8HFU12o (Começa aos 9 minutos, falando das hidrelétricas que Marina iria pôr em risco)

Todos sabem que Marina Silva é evangélica da Assembleia de Deus. Isso não teria nenhum problema se não fosse o caráter conservador e dogmático de suas crenças, assim como sua ligação com evangélicos e com a bancada evangélica no Congresso Nacional. Marina Silva chegou a defender o deputado Marco Feliciano quando ele foi escolhido presidente da comissão de direitos humanos da câmara dos deputados. Marina disse que Feliciano só estava sendo atacado por ser evangélico. Além disso, afirmou que isso se devia a um preconceito que muitos nutriam contra os evangélicos.

http://www.cartacapital.com.br/politica/marina-silva-defende-marco-feliciano

Marina Silva já se colocou contra o casamento gay em diversas oportunidades. A candidata diz “não ver com bons olhos” duas pessoas do mesmo sexo se casando. O que os gays podem esperar de uma presidente como Marina Silva no quesito de respeito à diversidade de opção sexual e aos direitos da comunidade LGBT?

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,marina-se-declara-contra-casamento-gay,560871

Marina Silva disse ser a favor do ensino do Criacionismo nas escolas. O Criacionismo é uma crença primitiva segundo a qual Deus teria criado o mundo em sete dias, há 6000 anos. Essa teoria rejeita frontalmente todos os avanços da teoria da evolução das espécies de Darwin, e procura rivalizar com ela. Embora Marina negue que seja favorável ao ensino do criacionismo nas escolas (obviamente por medo de perder votos), ela mesmo admitiu que se colocou favorável ao ensino do criacionismo como uma alternativa a teoria da evolução quando foi perguntada por um aluno de uma escola evangélica. Ela disse que: “Desde que se ensine também o evolucionismo, não vejo problema que se ensine também o criacionismo, pois assim os jovens poderiam fazer as suas escolhas”. A candidata alega, porém, que teria dito isso apenas no contexto das escolas confessionais (acredita quem quiser). O que podemos esperar de uma presidente que já defendeu que o criacionismo seja ensinado nas escolas?

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81345-6010-506,00.html

O fanatismo religioso de Marina Silva parece ir além. A candidata já afirmou várias vezes que é contrária as pesquisas com células tronco embrionárias. Ela disse: “Não tenho uma posição favorável à pesquisa com célula-tronco embrionária, e eu já disse isso”, afirmou ela. “Eu sou favorável à pesquisa com célula-tronco adulta”. Muitos cientistas temem que um possível governo de Marina Silva vá emperrar diversos tipos de pesquisas científicas que por ventura se oponham às suas convicções religiosas. Como ficará a pesquisa científica e seus avanços no Brasil com uma presidente que mistura religião com política como Marina Silva?

http://arquivo.geledes.org.br/acontecendo/noticias-brasil/279-presidencia/6684-marina-diz-que-e-contra-testes-com-celulas-tronco-embrionarias

Além de todas estas questões delicadas sobre a manutenção do estado laico, há denúncias contra Marina sobre um suposto uso do ministério do Meio Ambiente para eventos de cunho religioso. A estrutura do órgão público teria sido utilizada para auxiliar a realização de um evento evangélico em 2007, mas algumas fontes afirmam que não foi apenas uma vez que isso ocorreu. Por outro lado, há relatos de que existem pessoas ligadas a igrejas evangélicas assentadas no gabinete que foi de Marina Silva no ministério, com profissionais ligados às igrejas Batista Central de Brasília, Sarah Nossa Terra e ao Movimento Evangélico Progressista. Diante destas informações, é possível uma indagação a respeito da conduta de Marina Silva como presidente: saberá ela separar seu lado religioso e suas convicções de fé da política respeitando a diversidade e a complexidade de um país como o Brasil?

http://www.eco21.com.br/textos/textos.asp?ID=1676

Recentemente veio à tona o programa de governo e econômico de Marina Silva. Nesse programa, formulado por Neca Setúbal, sócia do Itaú e da família Setúbal (dona do Banco Itaú), responsável pela sonegação de 18 bilhões de reais em impostos até o ano passado, fala-se que a economia será submetida ao “mercado”, o Banco Central será independente e as taxas de juros e outros serão decididos de acordo com o “mercado financeiro” (leia-se bancos e especuladores). O jornal Valor Econômico mostra que existe convergência entre o programa econômico de Aécio Neves e Marina Silva. Isso na prática representa flexibilização de direitos trabalhistas, além do “mercado” como indutor do crescimento e não o Estado.

http://www.valor.com.br/eleicoes2014/3662186/conselheiros-de-aecio-e-marina-convergem-em-politica-economica

A historia secreta da Rede Globo


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Megaescândalo que envolve Roseana, Jorge Murad e marido de Marina Silva segue sem punições

Publicado em 13/05/2011

Sob o título ‘Sono dos justos’, o jornalista Cláudio Humberto alertou hoje em sua coluna que há três anos dorme no Supremo o processo da empresa Usimar, denunciado em 2004 pelo Ministério Público Federal.

“Além da governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) e marido, o caso envolve também Fábio Vaz de Lima, casado com a senadora Marina Silva (PV-AC)”, diz o jornalista.

O ‘caso Usimar’ – um megaescândalo do segundo mandato de Roseana Sarney Murad (1999-2002) – deu entrada na 6ª Vara da Justiça Federal do Maranhão há três anos. O processo, que tem Roseana e seu marido Jorge Francisco Murad Júnior como dois dos 40 réus, é resultado de investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) sobre o desvio de R$ 44,2 milhões da extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) para a construção, em São Luís, de uma fábrica de autopeças que nunca saiu do papel.

As investigações começaram em 2001 e duraram 2 anos. Além do “caso Usimar”, do Maranhão, foram apuradas fraudes em projetos da Sudam em outros cinco estados – Tocantins, Mato Grosso, Pará, Amazonas e Amapá.

O calhamaço resultante dos trabalhos investigativos sobre o “caso Usimar” tem 3.097 páginas, totalizando 11 volumes e 19 apensos (anexos processuais). O processo, de número 200137000080856, estava no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 13 de abril de 2004, mas foi devolvido à sua origem – a Justiça Federal do Maranhão – por decisão da ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, do Supremo, em 23 de junho de 2008. A juíza acatou parecer do então procurador-geral da República, José Paulo Sepúlveda Pertence, de que o STF não teria competência para julgar o processo, o qual chegou às mãos do juiz titular da 6ª Vara Federal, Nelson Loureiro dos Santos, em 9 de setembro de 2008.

A Usimar

Usina Siderúrgica do Maranhão Componentes Automotivos Ltda. – foi um projeto faraônico com custo de 1 bilhão, 380 milhões, 54 mil e 840 reais. Foi idealizado no final dos anos 1990 pelo governo Roseana Sarney, com a finalidade teórica de produzir autopeças numa fábrica que deveria ser instalada no Distrito Industrial, em São Luís.

A liberação de R$ 690 milhões para os investimentos iniciais do projeto (outros R$ 690 milhões viriam de um sócio privado, o paranaense Teodoro Hübner Filho, dono da fábrica de autopeças New Hübner, em Curitiba) foi aprovada numa reunião do Condel (Conselho Deliberativo) da Sudam, em São Luís, em 14 de dezembro de 1999, presidida por Roseana Sarney (então no PFL, hoje no PMDB). A reunião aconteceu a toque de caixa, pois vinte dias antes, Roseana havia pedido ao então ministro da Integração Nacional, o potiguar Fernando Luiz Gonçalves Bezerra, que incluísse o projeto na pauta da reunião do conselho. O marido da governadora, Jorge Murad, na época supergerente de Planejamento do governo estadual, defendeu com veemência a liberação das verbas.

Murad chegou a tentar convencer o único representante do conselho que era contrário ao projeto Usimar – José Barroso Tostes Neto, superintendente da Receita Federal no Pará e representante do Ministério da Fazenda no Condel – a mudar seu voto. Mas Tostes Neto manteve sua posição, argumentando que o processo da Usimar estava cheio de irregularidades, como a falta de comprovação de investimentos e da capacidade financeira dos donos de implantar uma indústria de R$ 1,38 bilhão em dois anos. Foi voto vencido. O projeto foi aprovado por dezenove votos a favor e um contra, o de Tostes Neto.

A Sudam teria liberado, meses depois, R$ 44,2 milhões, em duas parcelas de R$ 22,1. Técnicos da Sudam não conseguiram comprovar a contrapartida da Usimar. Segundo o MPF, menos de R$ 5 milhões foram efetivamente gastos no projeto.

Roseana Sarney sempre negou seu envolvimento na liberação e nas fraudes que resultaram no desvio das dezenas de milhões da Sudam. Em entrevistas à imprensa, ela disse que apenas referendou uma decisão do Condel e que toda a responsabilidade cabia aos técnicos da Sudam.

‘Propinoduto’

Para o Ministério Público Federal, no entanto, o projeto Usimar foi criado exclusivamente para fraudar a Sudam, e a fraude teve participação ativa de Roseana Sarney e Jorge Murad. A investigação sobre o “caso Usimar” evitou que o restante dos R$ 690 milhões liberados pelo Conselho Deliberativo da Sudam fosse parar nos bolsos dos “cabeças” do esquema criminoso.

O “chefão” em nível nacional do “esquema Sudam”, segundo o MPF, seria o ex-senador Jader Fontenelle Barbalho (PMDB-PA), que dominava politicamente a entidade. Ele teria recebido 20% de “propina” de todos os valores liberados. Somente no projeto Usimar, Jader teria ganho R$ 8,8 milhões dos recursos que saíram da Sudam (R$ 44,2 milhões).

Em 2001, após denúncias sobre desvios na Sudam, Jader Barbalho renunciou à presidência do Senado e, mais tarde, ao seu mandato, para evitar ser cassado. Em 2002, voltou à vida pública como o candidato mais votado à Câmara Federal em seu estado. Em fevereiro do mesmo ano em que foi eleito havia sido preso pela Polícia Federal em Belém, a pedido da Justiça Federal de Tocantins. O ex-superintendente da Sudam, José Arthur Guedes Tourinho, também foi preso na mesma operação.

Usimar e Lunus

No bojo das investigações do “caso Usimar”, a Polícia Federal cumpriu, em 1º de março de 2002, um mandato judicial de busca e apreensão na empresa Lunus, de Roseana Sarney e Jorge Murad, localizada no bairro Renascença, em São Luís. Além de R$ 1,34 milhão em dinheiro vivo, cuja origem suspeita jamais foi devidamente explicada pelo casal, a PF encontrou na Lunus documentos que ligavam Murad ao projeto Usimar, embora ele sempre tenha rejeitado a acusação de ter pressionado conselheiros da extinta Sudam a liberar recursos para o projeto.

Na sede da Lunus, a polícia achou uma carta endereçada a Murad com tópicos como “Reunião do Condel”, “Usimar – Pendências” e “Resumo do Projeto”. A PF encontrou também um documento enviado pela Sudam, via fax, a Jorge Murad: o ofício DAI 695/99, de setembro de 1999, assinado pelo então superintendente da Sudam, José Arthur Guedes Tourinho, e por um funcionário do órgão, Honorato Luís Lima Cosenza Nogueira. O ofício foi endereçado à Usimar quando a empresa tinha apenas um mês de vida.

Durante as investigações, o Ministério Público e a PF descobriram que as comissões cobradas por Jader Barbalho foram trocadas por dólares, na casa de câmbio Cruzeiro, de propriedade do doleiro José Samuel Benzecry, localizada em Belém.

As fraudes nos projetos da Sudam – que sangraram perto de R$ 1,5 bilhão dos cofres públicos – levaram à extinção do órgão, em março de 2001 (depois de quase 35 anos de existência), sendo criada em seu lugar a Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA).

O terreno onde deveria ser instalado o faraônico projeto Usimar fica na BR-135, nas proximidades da Vila Maranhão. O local se assemelha, hoje, a um cemitério. E não é força de expressão. As duas dezenas de pilastras de concreto que restaram do projeto – que não avançou além do canteiro de obras – têm formato de cruzes, cravadas na mata densa. Parecem lembrar os R$ 44,2 milhões que foram enterrados ali.

OS RÉUS DO ‘CASO USIMAR’

1. Roseana Sarney Murad (governadora do Maranhão na época do escândalo Usimar, presidiu o Conselho Deliberativo (Condel) da Sudam que liberou recursos para o projeto)

2. Jorge Francisco Murad Júnior (marido de Roseana, então gerente de Planejamento, pressionou membros do Condel para que liberassem os recursos à Usimar)

3. José Arthur Guedes Tourinho (superintendente da Sudam de 1996 a outubro de 1999, indicação de Jader Barbalho; está envolvido em quase todas as fraudes da Sudam)

4. Maurício Benedito Barreira Vasconcelos (também ligado a Jader Barbalho, assumiu a superintendência da Sudam com a saída de Tourinho, em outubro de 1999; comandava o órgão quando saíram os recursos para o projeto Usimar; foi ministro interino de Integração Nacional, de 17.07.2000 a 4.12.2000, gestão FHC)

5. Aldenor Cunha Rebouças (dono da AC Rebouças, empresa de consultoria que prestou serviços à Usimar, sendo responsável pelo projeto técnico da empresa)

6. Fábio Vaz de Lima (técnico agrícola, marido de Marina Silva, hoje pré-candidata à Presidência da República; não se sabe seu papel no “caso Usimar”)

7. Dante Martins de Oliveira (falecido, ex-governador do Mato Grosso, tinha assento no Conselho Deliberativo da Sudam)

8. Alexandre Firmino de Melo Filho (publicitário, marido da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, era ministro interino da Integração Nacional na época em que os recursos para a Usimar foram liberados – ocupou o cargo de 20.8.1999 a 17.7.2000, gestão FHC)

9. Honorato Luís Lima Cosenza Nogueira (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

10. Alexandre Rizzotto Falcão (secretário estadual de Indústria e Comércio na época da liberação do dinheiro para a Usimar; segundo o MPF, participou do esquema de desvio dos recursos)

11. Valmor Felipetto (diretor da Hübner, empresa que era a sócia privada do projeto Usimar; segundo o MPF, participou do desvio dos recursos)

12. Carlos Fernandes Xavier (preside há mais de 20 anos a Federação de Agricultura e Pecuária do Pará – Faepa; não se sabe seu papel no “caso Usimar”)

13. Madson Antônio Brandão da Costa (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

14. Admilson Fernando de Oliveira Monteiro (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

15. Maria José Corrêa Alves (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

16. Antonio Alves de Oliveira Filho (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

17. Mário Jorge de Macedo Bringel (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

18. Márcia Pastor da Silva Pinheiro (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

19. Antonio dos Santos Ferreira Neto (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

20. Raimundo Rogério Dias Magalhães (exercia função burocrática na Sudam; segundo o MPF, contribuiu para as fraudes no “caso Usimar”)

21. Isper Abrahim Lima (amazonense, ligado ao ex-governador Eduardo Braga (PMDB), que deixou o cargo em abril para disputar o Senado; atualmente, é secretário da Fazenda do Amazonas; em 2004, foi denunciado por envolvimento em um esquema de corrupção e fraudes e licitações públicas no Amazonas; não se sabe seu papel no “caso Usimar”)

22. Francisco Sérgio Belich de Souza Leão (paraense, ligado aos ex-governadores Almir José de Oliveira Gabriel (duas gestões, 1995 a 2002) e Simão Robison Oliveira Jatene (2003-2006), ambos do PSDB; foi secretário de Produção no governo de Jatene; em 2003, foi denunciado, junto a Jatene, ao STJ por corrupção passiva; teria participado de um esquema de pagamento de “propinas” da Cervejaria Paraense S/A (Cerpasa) ao governo tucano em troca de benefícios fiscais; não se sabe seu papel no “caso Usimar”)

23. Íris Pedro de Oliveira (foi presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) de setembro de 1988 a março de 1990; não se sabe seu papel no “caso Usimar”)

24. Flora Valladares Coelho (ex-presidente do Banco da Amazônia e ex-secretária de Gestão Administrativa do governo do Acre na 2ª gestão de Jorge Viana – 2003-2006; não se sabe seu papel no “caso Usimar”)

OUTROS ACUSADOS

25. Marivaldo Nazareno da Silva

26. Carlos Nayro de Azevedo Coelho

27. Artur Nunes de Oliveira Filho

28. Cristovam Wandeley Picanço Diniz

29. Rui da Justa Feijão

30. Luís Hiroshi Sakamoto

31. Antonio Felipe Sanches da Costa ou Antonio Felipe Sanchez Costa

32. Nadin Ferreira da Costa

33. Fernando José Marroni de Abreu

34. Janete Oliveira Bordalo

35. Maria Aldanisa Canto dos Santos

36. Ana Cristina Costa de Souza

37. Raimundo Marques Neto

38. Francisco Doriney Baptista de Souza

39. Evaldo Guilherme Martins César

40. Paulo Ivan Alberti

41. Clineu César Coelho Filho

Maridos de Marina Silva e Lina Vieira são réus do ‘caso Usimar’

Devido ao fato de o processo sobre o “caso Usimar” correr em segredo de Justiça, não há muitas informações a respeito do papel específico desempenhado na fraude por cada um dos 40 réus citados no processo. O número de acusados quando o processo foi aberto era de 41, mas um deles – Dante Martins de Oliveira (que foi ministro da Reforma Agrária do governo José Sarney, além de governador do Mato Grosso, deputado federal e prefeito de Cuiabá, sempre pelo PMDB) – morreu em 6 de julho de 2006, aos 54 anos. A morte foi causada por complicações em consequência de diabetes. A acusação contra ele foi automaticamente extinta.

Então governador do Mato Grosso, Dante de Oliveira foi um dos 19 membros do Conselho Deliberativo (Condel) da Sudam que votou a favor do projeto Usimar, numa “reunião relâmpago”, em dezembro de 1999.

Famoso por ter relatado a emenda constitucional que propunha eleições “Diretas, Já” para presidente, apresentada ao Congresso em 1983 e rejeitada, Dante era amigo íntimo de integrantes do clã Sarney desde quando foi indicado ministro pelo patriarca da família, em 1986. Seu irmão Armando de Oliveira – conhecido como “Armandinho Nova República”, de acordo com relato de Palmério Dória em seu livro “Honoráveis Bandidos – Um Retrato do Brasil na era Sarney” – igualmente tinha laços de amizade com a família Sarney, chegando a ser sócio do primogênito Fernando numa empresa.

Já o paraense José Arthur Guedes Tourinho é um nome que aparece com destaque tanto no “caso Usimar” como em quase todas as outras fraudes detectadas pelos órgãos de investigação em projetos da Sudam.

Tourinho – amigo de adolescência de Jader Barbalho, que foi apontado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal como o “chefão” do “esquema Sudam” – foi superintendente do órgão de 1996 a outubro de 1999, por indicação de Jader. Depois de deixar a Sudam, Tourinho virou “cartola” do futebol paraense. Presidiu o Paysandu Sport Club de 2000 a 2007.

Além de Dante de Oliveira, Roseana Sarney, Jorge Murad e Guedes Tourinho, outros dois nomes chamam atenção entre os 41 requeridos do “caso Usimar” relacionados pela Justiça: o do técnico agrícola acreano Fábio Vaz de Lima e o do publicitário potiguar Alexandre Firmino de Melo Filho.

Fábio é nada menos que o marido da pré-candidata à Presidência da República pelo PV, Maria Osmarina Marina Silva de Lima, mais conhecida como Marina Silva. Os dois são casados há mais de 20 anos.

Alexandre Firmino também tem cônjuge célebre – Lina Maria Vieira, ex-secretária da Receita Federal. Lina ganhou notoriedade nacional quando, em agosto de 2009, num depoimento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, declarou que foi chamada ao gabinete da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que teria pedido a Lina para “agilizar” as investigações que estavam sendo feitas pelo “Leão” em empresas da família Sarney. Lina classificou o pedido de “descabido” e de “intromissão indevida”. Dilma negou a reunião, que, no entanto, teve data e horário registrados na agenda de Lina: 9 de outubro de 2008, às 11h.

Firmino – que fez incursões como “marqueteiro” de vários políticos – era secretário executivo do Ministério da Integração Nacional do governo Fernando Henrique Cardoso (duas gestões, 1995-2002). Ele ocupava o cargo de ministro, interinamente, no lugar de Fernando Bezerra, quando o projeto Usimar foi aprovado e a verba de R$ 44,2 milhões liberada: final de 1999 e início de 2000, respectivamente.

O nome do empresário pernambucano Aldenor Cunha Rebouças também foi relacionado entre os réus do “caso Usimar”. Sua empresa, a AC Rebouças & Consultores (já extinta), prestou serviços à “fábrica fantasma”, sendo responsável pelo projeto técnico da empresa. Aldenor, segundo a PF e o MPF, era especialista em criar empresas em paraísos fiscais e registrá-las em nome de “laranjas”. Chegou a ser condenado a 4 anos de reclusão por fraude fiscal, em 2005. Safou-se por conta de recursos jurídicos. Hoje em relativa inatividade, Rebouças integra a diretoria de uma entidade de nome pomposo – a Associação Brasileira de Empreendimentos de Comércio Justo e Solidário (Ecojus).

Todos os acusados do “caso Usimar” respondem por improbidade administrativa. (Com informações da matéria publicada pelo Jornal Pequeno no dia 2 de maio de 2010)