terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A Mídia tem um papel importante no campo político, social e econômico de toda sociedade


Através desse mecanismo essa instituição incute na população uma consciência, uma cultura, uma forma de agir e de pensar.

O crime desperta curiosidade na população por apresentar uma ameaça. A mídia atua explorando essa fragilidade humana estimulando a sensação de insegurança. A televisão tornou-se um fenômeno em massa, assim como, a alta taxa de criminalidade e, com isto, também cresce a sensação de medo e insegurança em toda população.

Por nos encontrarmos em uma crise de credibilidade política, os telejornais procuram outras categorias informativas para traduzir o interesse da sociedade — geralmente notícias violentas. Assim, a curiosidade pela narração do crime e suas possíveis consequências acabam por ser uma das causas de uma nova cultura de violência, em que essa aparece como um fato normal, corriqueiro, que faz parte do cotidiano.

Não há com um grau de certeza a confirmação de que os meios de comunicação influenciem na opinião pública, o fato é que existe uma influência mútua entre o discurso sobre o crime — atos violentos — e o imaginário que a sociedade tem dele e entre as notícias e o medo do delito. Com isso, pode-se sustentar que existe uma relação sólida entre as ondas de informação e a sensação de insegurança.

A televisão se tornou um eletrodoméstico indispensável em qualquer lar e, hoje, informar é fazer assistir. Quando a transmissão é ao vivo, as imagens passam uma veracidade ainda maior aos telespectadores que deixam de lado as possíveis consequências do fato noticiado.

Em uma sociedade como o Brasil, com altos índices de criminalidade, acabam por encontrar um mecanismo de escape na tela da televisão. Conforme relatam Cristiano Luis Moraes e Marlene Inês Spaniol, os medos passam a ser dramatizados em histórias de vingança e de criminosos que são levados aos tribunais e posteriormente à prisão. Isso leva a sociedade a reagir contra o crime como se ele fosse um drama humano, levando-nos a crer que os delinquentes são em maior número e praticam mais delitos do que realmente o são.
A origem do Medo

Desde muito pequeninos aprendemos a temer o medo e a confiar em celestiais criaturas e muitos passam a serem nossos monstros, concepções imaginárias que nos assombram em um quarto escuro, em um sonho, em uma visita ao médico ou dentista, em situações que estamos longe de nossos genitores e nos sentimos ameaçados. No início de nossa existência tudo é seguro, puro e invisível aos olhos. À medida que nos tornamos maiores – criança, adolescentes, jovens, adultos e idosos – o medo passa a ser um de nossos principais inimigos e será ele que, em muitos momentos, nos impedirá de seguir nossos sonhos, de arriscar uma tentativa ou de fazer uma mudança radical. O medo passa a ser parte de nossa vida e em tudo que fazemos sempre estará presente de alguma forma e por algum motivo. Assim, aprendemos a temer o medo.

Segundo Bauman (2008, p. 8), medo é o nome que damos a nossa incerteza: nossa ignorância da ameaça e do que deve ser feito. Vivemos numa era onde o medo é sentimento conhecido de toda criatura viva.

Boldt (2013, p.96) assinala


Tema central do século XXI, o medo se tornou base de aceitação popular de medidas repressivas penais inconstitucionais, uma vez que a sensação do medo possibilita a justificação de práticas contrárias aos direitos e liberdades individuais, desde que mitiguem as causas do próprio medo.

O medo pode surgir das mais variadas maneiras e nascer de qualquer canto de onde vivemos, inclusive, em nossos próprios lares. Temos medo de comida envenenada, de perder o emprego, de utilizar transporte público, de pessoas desconhecidas que encontramos na rua, de pessoas conhecidas também, de inundações, de terremotos, de furacões, de deslizamento de terras, da seca. Temos medo de atrocidades terroristas, de crimes violentos, de agressões sexuais, de água ou ar poluído, de entrar na própria casa e de sair dela, de parar no semáforo. Temos medo da velhice e de ficarmos doentes, de sermos ameaçados, furtados ou roubados. Temos medo da bolsa de valores e da crise econômica. Temos medo de voar de avião. São tantos os nossos medos que não caberia aqui relatarmos todos.

Para Bauman (2008, p.18), riscos são perigos calculáveis. Uma vez definidos dessa maneira, são o que há de mais próximo da certeza. Ou seja, o futuro é nebuloso e as pessoas não deveriam se preocupar em vencer ou não qualquer situação de risco porque, talvez, nunca se chegue a enfrentá-la. Mas, deve prever e tentar evitar oferecendo a si mesmo um grau de confiança e segurança, ainda que sem garantia de sucesso.

A mídia pode ser considerada aqui uma causadora da proliferação do medo na sociedade, pois o medo deixou de relacionar-se a estórias de contos e mitos, da imaginação durante reuniões de família, para ser um aglomerado de imagens e informações que a televisão transmite todos os dias dentro de cada lar e para todas as famílias. A sociedade deixou de imaginar os contos para viver na realidade concreta as situações que são transmitidas através dos telejornais e programas de entretenimento.

O mundo líquido mostrado por Bauman é uma espécie de irrealidade dentro da qual estamos mergulhados, um mundo de aparência absoluta, de ameaças que quase nunca se configuram reais, mas que nos são mostradas cotidianamente, principalmente pela mídia. Diante disso, ele expõe o medo como uma forma inconstante. Podemos ter medo de perder o emprego, medo do terrorismo, da exclusão. O homem vive numa ansiedade constante, num cemitério de esperanças frustradas, numa era de temores.

E, assim, passamos a construir inimigos e fantasmas, nos deixando levar por todo tipo de informação que nos é imposta sem nem ao menos questionar a real veracidade dos fatos. É inegável que vivemos em uma sociedade violenta, com altos índices de barbáries, mas o problema não está na prevenção de possíveis ameaças, mas em considerar que tudo e todos possam ser ameaçadores. Ou seja, viver em alerta constante, excluindo pessoas e julgando indivíduos sem nem ao menos conhecer por medo do perigo que esse indivíduo possa lhe trazer.

O sentimento de insegurança não deriva tanto da carência de proteção, mas, sobretudo, da falta de clareza dos fatos. Nessa situação difunde-se uma ignorância de que a ameaça paira sobre as pessoas comuns e do que deve ser feito diante da incerteza ou do medo. A consequência mais importante é uma crise de confiança na vida, uma vez que, o mal pode estar em qualquer lugar e que todos podem estar, de alguma forma, a seu serviço, gerando uma desconfiança de uns com os outros.
A influência da mídia e sua relação com o medo

A mídia tem por objetivo atender as expectativas imediatas dos indivíduos. Ela pode ser definida como o conjunto de meios ou ferramentas utilizados para a transmissão de informações ao público assumindo um papel muito importante na formação de uma sociedade menos conflituosa. Porém, em uma realidade complexa como a nossa, a mídia desempenha um papel garantidor da manutenção do sistema capitalista, fomentando o consumo, ditando regras e modas e agindo sobre interesses comerciais.

A mídia notoriamente tem papel importante na conjuntura social atual, pois exerce influência em todos os campos, seja na família, na política e na economia, incutindo na população uma forma de agir e pensar importante para a manutenção da ordem.

A mídia, quando tomou corpo de mercadoria, era disponibilizada somente para as famílias mais abastadas. Aos poucos esse público foi sendo ampliado e o acesso a esse tipo de informação chegou também à população menos favorecida ocasionando o que temos hoje, um público em massa dos meios de informação através, principalmente, da televisão.

Schecaira (apud BAYER, 2013) entende que a mídia é uma fábrica ideológica condicionadora, pois não hesitam em alterar a realidade dos fatos criando um processo permanente de indução criminalizante. Assim, os meios de comunicação desvirtuam o senso comum através da dominação e manipulação popular, através de informações que, nem sempre, são totalmente verdadeiras.

Com isso, propagando o medo do criminoso (identificado como pobre), os meios de comunicação aprofundam as desigualdades e exclusão dessa parcela da sociedade, aumentando as intolerâncias e os preconceitos. Utiliza-se do medo como estratégia de controle, criminalização e brutalização dos pobres, de forma que seja legitimo as demandas de pedidos por segurança, tudo em virtude do espetáculo penal criado pela imprensa.

Criam-se normas penais para a solução do problema, porém, o Direito Penal passa a ser apenas um confronto aos medos sociais, ao invés de atuar como instrumento garantidor dos bens juridicamente protegidos.

Hoje, vivemos em constante situação de emergência e deixamos de perguntar pelo simples fato de estar provada a barbaridade dos outros. A partir daí, muros são construídos para separar a sociedade. Há muros que separam nações entre pobres e ricos, mas não há muros que separam os que têm medo dos que não têm (COUTO, 2011).

A manipulação das notícias através dos meios de comunicação aumentam os medos e induzem ao pânico, reforçando uma falsidade à política criminal e promovendo a criminalização e repressão, ofertando ao sistema penal uma legitimação para uma intervenção cada vez mais repressiva, criando um verdadeiro Estado Penal.

A mídia exerce influência sobre a representação do crime e também do delinquente em razão do constante destaque que se dá aos crimes violentos. Assim, a mídia vai colaborando o processo de construção de “imagem do inimigo” – no Brasil quase sempre como dos setores de baixa renda – mas também auxilia na tarefa de eliminá-los, desconsiderando da ética e justificando a opressão punitiva.

Através de uma seleção de conteúdos a mídia tem o poder da construção da realidade, que é um poder simbólico. Esse poder simbólico procura reproduzir uma ordem homogeneizada do tempo e do pensamento, com um único objetivo, a dominação de uns sobre os outros. Com isto, criam sujeitos incapazes de contestar o que se lhes é apresentado de forma a garantir a ordem, a torná-los submissos e dominados.

A mídia incute na sociedade uma política de higienização e rotulação dos desiguais que devem ser banidos da convivência social. Diante da propagação dessa política, cada vez mais os cidadãos são colocados diante de questões criminais que parecem nunca se resolver provocando uma sensação de intranquilidade e medo. Esse último, por sua vez, é agravado pela sensação de vulnerabilidade e de impossibilidade de defesa. A realidade entre medo e verdade

A frequente exposição da crescente criminalidade através da mídia cria um sentimento de insegurança irreal, sem qualquer fundamento racional.

Na realidade, o principal objetivo da mídia é chamar a atenção do público e obter lucro. Assim, a mídia passa a utilizar expedientes sensacionalistas com fatos negativos como crimes e catástrofes, disseminando um sentimento de insegurança no seio social, ocasionando o surgimento da cultura do medo e formando uma “Sociedade do Medo”. Ou seja, nem tudo que vimos nos telejornais são de extrema veracidade, grande parte desta informação tem uma intenção do porque ser transmitida e, essa intenção, estará sempre relacionada a um fim lucrativo e dominador social.

De acordo com Silveira (2013), para dar sustentação ao ciclo que por diversas formas fomenta o consumo e acarreta o lucro, a mídia, seguindo os ditames da indústria cultural, interage com o público receptador das informações de uma forma muito particular, visto que consegue se adaptar perfeitamente às mais diversas classes, idades e tipos de pessoas, buscando uma relação com o público médio.

Há mais medo do que medo propriamente dito. A televisão tenta retratar os fatos de forma a tornar a informação o mais real possível aproximando os acontecimentos do cotidiano das pessoas e fazendo-as crer que aquela situação de risco poderá acontecer a qualquer momento dentro de suas próprias casas, nos seus grupos sociais. Assim, os telejornais propagam informações sensacionalistas através da exploração da dor alheia, do constrangimento de vítimas desoladas e da violação da privacidade de algumas pessoas. Para chamar a atenção do público, ainda lançam mão de outros recursos semelhantes, como a incitação de brigas entre vizinhos nos bairros populares e os crimes de violências sexuais cometidos por membros de uma mesma família.

Desta forma, mesmo que estejamos mais seguros do que em toda história da humanidade, mesmo assim, as pessoas continuam a se sentir ameaçadas, inseguras e apaixonadas por tudo aquilo que se refira à segurança e à proteção. Isso se dá através do que Silveira (2013) chama de “cultura do medo”, ou seja, o que tem levado as pessoas a intensificarem suas próprias medidas visando uma suposta diminuição de vulnerabilidade, como a construção de muros e barreiras, assim como a se isolarem dentro de suas próprias casas, evitando sair a eventos e espaços públicos por medo da violência, o que configura uma mudança radical de comportamento, algo que beira a paranoia.

Esta forma de isolamento dos conflitos ocasiona uma espécie de divisão social, onde as pessoas economicamente privilegiadas passam a ocupar bairros considerados “nobres” e condomínios vigiados continuamente, restando para a camada mais pobre da população, territórios completamente negligenciados pelo Estado, locais em que a “elite” busca o distanciamento, diz Silveira (2013). E complementa ainda Silveira (2013, p. 300) que “O homem enfrenta grandes dificuldades em conseguir ver o outro como um semelhante e não como um concorrente a ser eliminado”.

Toda essa realidade que se forma na “cultura do medo” acaba por contribuir para o reforço dos preconceitos na esteira da ignorância e da insegurança. Com isso, cria-se a “Sociedade do Medo” aqui abordada que, além de cruel e preconceituosa, passa a ser ignorante e submissa a tudo que lhe é apresentado como verdade absoluta.

César Vinícius Kogut e Wânia Rezende Silva expõe que o medo é fenômeno de paralisação do senso normal da vida, altera relações de formas e espaços, traz à tona uma imagem duvidosa, reflete insegurança, tristeza e dá noção de fragilidade. Por isso, uma das missões fundamentais do Estado deveria ser realizar ações para minimizar problemas e reduzir o medo proporcionando à população uma melhor qualidade de vida, libertando os indivíduos desse sentimento para que vivam em segurança.

Saber que este mundo é assustador não significa viver com medo. Nossa vida está longe de ser livre do medo, assim como, livre de ser livre de perigos e ameaças, porém, não podemos permitir que o que vimos na TV influencie nossa vida a ponto de pararmos de viver, a ponto de guardarmos sonhos que gostaríamos de realizar ou de nos impedir de promover uma mudança. Não devemos nos preocupar com o que ainda não aconteceu, mas procurar sim evitar situações que possam nos colocar em risco e, até mesmo, nos proteger do perigo. Tudo, porém, sem permitir que o medo e a insegurança tome conta de nosso ser e do que somos.

Julga-se importante estabelecer os limites éticos da atuação da mídia, de forma que, respeitem a ordem legal, discipline as atividades e defina suas responsabilidades em relação às pessoas atingidas pela informação que se divulga, sem, é claro, que se perca o direito de informar e de ser informado. É preciso que a mídia banalize menos e instrua mais, sem decidir por si o que as pessoas devem pensar e a forma como elas devem agir em relação ao que foi noticiado.

Por vivermos em uma sociedade complexa, onde o Estado já não mais é capaz de cumprir com seu papel de proporcionar segurança à população, facilita ainda mais a instalação do medo inconsciente das pessoas.

Assim, resta à sociedade acreditar naquilo que é transmitido pela mídia e esperar por um futuro melhor, com menos violência e crimes hediondos. Até lá, a vida segue com uma completa divisão social, na medida em que a elite escolhe seus inimigos nas camadas mais pobres da população e continuam condenando aqueles que menos recursos têm: os já predestinados ao fracasso no sistema.

Como expõe Loïc Wacquant: “tranque-os e jogue fora a chave’ torna-se o leitmotiv dos políticos de última moda, dos criminólogos da corte e das mídias prontas a explorar o medo do crime violento (e a maldição do criminoso) a fim de alargar seus mercados”. Afinal, é esta política que ultimamente tem ganho voto e feito os políticos se elegerem.

Agora, quando os seus direitos e suas garantias fundamentais forem tiradas, só lhe restará sentar no meio fio e chorar, afinal, você pode ter legitimado tudo isso. Cuidado, muito cuidado.

Por Raquel do Rosário e Diego Augusto Bayer no site Justificando

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Lista de Furnas: O caso de corrupção que a mídia mais esconde

Quadrilha tucana: Todos os políticos dessa foto, sem exceção, estão na Lista de Furnas.

Como teriam sido desviados milhões de reais de estatais, bancos e fornecedores do Estado. Quais os indícios da PF? Quem os jornais procuram proteger?
 

Quem pensa que o mensalão do PSDB é o único esquema de corrupção do partido que está impune, se engana. A sigla está envolvida em pelo menos outro escândalo de desvio de recursos que não foi julgado até agora, apesar de a Polícia Federal ter atestado a autenticidade do documento-chave para a denúncia.

O mensalão tucano, recorde-se, ajudou a financiar a campanha de 1998, quando Fernando Henrique Cardoso se reelegeu ao Planalto e Eduardo Azeredo, do PSDB, foi derrotado na disputa pelo governo de Minas Gerais por Itamar Franco.

Nas eleições de 2002, os tucanos promoveram outra forma de arrecadação de recursos para financiar suas campanhas e as de seus aliados. O esquema previa o repasse de dinheiro por meio de licitações superfaturadas da empresa Furnas Centrais Elétricas S.A.

Na ocasião, Aécio Neves era candidato a governador de Minas, Geraldo Alckmin concorria em São Paulo – ambos foram eleitos – e José Serra disputava com Lula o Planalto.

A chamada Lista de Furnas, como ficou conhecida a estratégia de financiamento montada pelos tucanos, rendeu milhões de reais para financiar campanhas. Denúncia da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro classifica o esquema como criminoso.

O delator do mensalão tucano, Nilton Monteiro, que também é o responsável pelo vazamento de informações sobre a lista, informou à procuradora Andréa Bayão Pereira, autora da ação do MPF, que os recursos eram controlados em um fundo (caixa 2).

A Lista de Furnas, documento de cinco páginas assinado por Dimas Fabiano Toledo, à época diretor de Planejamento, Engenharia e Construção de Furnas e operador do esquema, traz os nomes de mais de 150 políticos beneficiários, assim como uma centena de empresas financiadoras. No alto de cada folha se lê a advertência: confidencial.

“Esses recursos eram controlados em um fundo formado com valores obtidos junto às diversas empresas que mantinham contratos com Furnas” afirma Nilton Monteiro em seu depoimento à procuradora. Ele explica que os empresários que queriam atuar em Furnas tinham de contribuir com esse fundo. “Caso contrário não conseguiriam realizar nenhum contrato na empresa estatal.”

O deputado estadual Rogério Correia (PT/MG), primeiro a entregar uma cópia da Lista de Furnas à Polícia Federal, conta como o esquema funcionava. Ele obteve o xerox do documento com o delator do mensalão tucano. “Quando ele me passou a Lista de Furnas, eu tomei um susto”, relata.

O laudo da Polícia Federal atesta que o documento é autêntico. O pedido de perícia foi feito pelo parlamentar. “Na época o Nilton Monteiro, e até hoje provavelmente, não ficou satisfeito comigo. A intenção dele não era entregar [a lista] à Polícia Federal. Ele tinha aquilo para fazer suas negociações com o lado de lá”, afirma ao se referir às tentativas do delator de arrancar vantagens dos ex-aliados tucanos.

Nilton Monteiro, que trabalhou com o empresário Sérgio Naya, ex-deputado federal por Minas Gerais, operava nos bastidores da política do estado e tinha intimidade com figuras importantes do ninho tucano nas Alterosas.

Desvio de milhões de reais

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, então candidato ao cargo, o ex-governador José Serra, que disputava a Presidência da República, e o senador Aécio Neves, à época candidato ao governo de Minas Gerais, foram os principais beneficiários do esquema de corrupção milionário do PSDB.

Pela lista, Alckmin foi quem mais recebeu recursos: R$9,3 milhões, R$3,8 milhões distribuídos no primeiro turno e R$5,5 milhões repassados no segundo. Serra foi beneficiado com R$7 milhões, R$3,5 vieram no 1º turno e o restante no 2º. Aécio aparece como beneficiário de R$5,5 milhões, quantia repassada em uma única parcela. Alckmin e Aécio foram eleitos, Serra perdeu a eleição para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e o deputado federal José Aníbal (PSDB), que disputavam uma cadeira no Senado pelo Rio e por São Paulo, respectivamente, receberam R$500 mil cada um.

Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas e então candidato ao Senado, recebeu R$550 mil. Já o candidato a outra vaga no Senado por Minas, Zezé Perrella (PSDB/MG), pai do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD/MG), dono da empresa proprietária do helicóptero apreendido pela Polícia Federal, no Espírito Santo, com quase meia tonelada de cocaína, foi beneficiado com R$350 mil.

Ao lado do nome de Zezé Perrella e do montante repassado aparece a informação entre parênteses: autorização de Aécio Neves. Esse é o único caso em toda a lista em que se encontra esse tipo de anotação.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSDB), candidato a deputado federal à época, foi beneficiário de R$250 mil. O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que também disputava uma cadeira na Câmara dos Deputados, recebeu R$100 mil.

Luiz Antônio Fleury Filho, ex-governador de São Paulo, eleito na época deputado federal pelo PTB, também se beneficiou do mesmo valor. Quantia equivalente foi entregue ao filho do ex-delegado da Polícia Federal Romeu Tuma, o ex-deputado federal Robson Tuma (PTB/SP), assim como ao ex-presidente da Força Sindical e ex-deputado federal Luiz Antônio de Medeiros (PL/SP). Ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP) foram destinados R$50 mil.

Antônio Carlos Pannunzio, eleito em 2012 prefeito de Sorocaba, aparece na lista como recebedor de R$100 mil para sua campanha a deputado federal.

O delator do “mensalão” petista, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB/RJ), também foi beneficiado pelo esquema de corrupção tucano. Recebeu R$75 mil. Valdemar Costa Neto, condenado no “mensalão” petista, recebeu R$250 mil do PSDB por meio do desvio fraudulento de recursos. O capitão do Exército e deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro (PP), crítico dos direitos humanos e árduo defensor da ditadura militar, foi beneficiado com R$50 mil do esquema corrupto desencadeado pelos tucanos. Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, também recebeu R$695 mil, para repassar a comitês e prefeitos do interior do Estado de Minas Gerais.

O deputado Rogério Correia explica que além do laudo da Polícia Federal atestando a veracidade da Lista de Furnas, há também o relatório da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro, de janeiro de 2012, que chegou à mesma conclusão por outras vias.

Empreiteiras e bancos

As construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS e Odebrecht são algumas das empreiteiras que financiaram o esquema de corrupção do PSDB. O Banco do Brasil, Bank Boston, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Opportunity e Rural são algumas das instituições financeiras que, segundo a lista assinada por Dimas Toledo, injetaram dinheiro no esquema.

A Alstom e a Siemens, envolvidas mais recentemente no esquema de superfaturamento de trens do Metrô e da CPTM comprados pelo governo tucano paulista, são citadas na lista. As agências de publicidade de Marcos Valério, DNA e SMP&B, também contribuíram.

Petrobras, Vale do Rio Doce, CSN, Mitsubishi, Pirelli, Eletropaulo, Gerdau, Mendes Júnior Siderúrgica, General Eletric e Cemig figuram entre a centena de empresas públicas e privadas que aparecem como financiadoras.

Os fundos de previdência privada dos funcionários da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, respectivamente, Petros, Previ e Funcef também são mencionados. A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Firjan, foi outra que destinou recursos para o esquema tucano, de acordo com o documento.

O Tribunal de Contas da União analisou contratos de Furnas e detectou direcionamento em favor de determinadas empresas, além de superfaturamento nas licitações.

Uma auditoria da Controladoria Geral da União, realizada em 2006, constatou falhas no processo licitatório de Furnas: fraudes, desperdícios e abusos, além de projetos antieconômicos e inadequados às necessidades da empresa.

Mesmo com todas as evidências, o processo sobre a Lista de Furnas está parado, segundo o deputado Rogério Correia.

O esquema operado por Dimas Toledo o fazia tão poderoso que Aécio Neves, eleito governador de Minas em 2002, negociou com o então presidente Lula a permanência de Toledo na direção de Furnas.

“O que deixou a bancada do PT bastante insatisfeita, porque Dimas Toledo arquitetava tudo contra o PT, especialmente no sul de Minas”, frisa o deputado Correia.

Curiosamente, o filho de Dimas Toledo, Dimas Fabiano Toledo Jr., deputado estadual em Minas, aparece na lista como tendo recebido R$250 mil.

Gênese do “mensalão” petista

A Lista de Furnas revela financiamento “democrático”. Embora organizada por gente ligada ao PSDB, irrigou as campanhas de uma ampla base de políticos, de vários partidos. Em tese, seriam aqueles que dariam sustentação parlamentar a um eventual governo de José Serra, não tivesse o paulista sido derrotado por Lula em 2002.

Apesar da derrota de Serra, Alckmin e Aécio se elegeram governadores, garantindo a influência política dos tucanos em dois estados-chave da federação.

A “democracia” na hora de destinar verbas de campanha, expressa na Lista de Furnas, não era exatamente uma novidade nos esquemas de Minas Gerais.

Em 1998, mais de 30 candidatos do Partido dos Trabalhadores no estado foram beneficiados com recursos do outro esquema do PSDB, o “mensalão tucano” – que a mídia corporativa já chamou de “mensalão mineiro”.

Relatório da Polícia Federal, de 172 páginas, sobre o mensalão do PSDB aponta que os candidatos do PT receberam R$880 mil pelo esquema.

Rogério Correia é contundente na crítica aos colegas de partido. “Pra acertar contas de campanha, receberam recursos de Eduardo Azeredo, já no esquema do mensalão. Isso teria sido negociado via Walfrido dos Mares Guia… Achei isso lamentável. O PT já começava naquela época a ter uma relação com a instituição onde se confundia com as artimanhas que a institucionalidade coloca, com o cretinismo da institucionalidade”, alfineta.

Para Correia, o PT acreditou que a impunidade que existia para o PSDB iria existir também para o partido. “Isso é uma ilusão. A palavra melhor é ilusão de classes… O PT ‘quebrou a cara’ por uma visão errada do ponto de vista ideológico de setores do partido que acham que a luta de classes acabou… Isso é uma ilusão terrível que tem dentro do PT”, fustiga.

Pela semelhança entre o esquema do assim chamado “mensalão tucano” e o que seria revelado mais tarde, envolvendo o PT, Rogério Correia critica a atuação tanto do Supremo Tribunal Federal, quanto do Ministério Público Federal.

As duas instituições, diz o deputado, deram tratamento diferenciado aos partidos envolvidos. Rogério Correia exemplifica com o caso do publicitário Marcos Valério. No “mensalão” petista, foi julgado em Brasília, apesar de não ter mandato e, portanto, foro privilegiado. O julgamento conjunto teria facilitado a apresentação da tese de uma grande conspiração para comprar apoio político no Congresso, possibilitando assim condenar um número maior de réus, inclusive os acusados de liderarem o esquema: o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoíno e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares.

Já no mensalão tucano o tratamento dispensado a Valério foi muito diferente. O absurdo maior é que, segundo Rogério Correia, Valério trabalhou ao mesmo tempo para os dois partidos.

“Operava para o PSDB em Minas e para o PT nacionalmente. O mesmo esquema de caixa dois era usado pelos dois partidos. Olha o absurdo”, afirma.

A opção ideológica do Supremo Tribunal Federal e do Ministério Público Federal é, na opinião de Rogério Correia, o fator que impediu a apreciação do relatório assinado pelo delegado da Polícia Federal Luís Flávio Zampronha de Oliveira, que investigou o mensalão tucano.

O relatório oferece, segundo Correia, provas muito mais contundentes de que, no caso do PSDB, houve uso de dinheiro público para financiar campanhas eleitorais.

O dinheiro saia de estatais mineiras como a empresa de energia Cemig e a de saneamento Copasa.

No “mensalão” petista até hoje se discute se o dinheiro da Visanet, que teria abastecido o esquema, era público ou privado.

Pior que isso foi o tratamento desigual para iguais.

No caso dos tucanos, o processo foi desmembrado. Os políticos que receberam dinheiro do esquema escaparam. Considerou-se que eram beneficiários de caixa dois.

Ficaram para julgamento em Brasília apenas os operadores que tinham foro privilegiado, dentre eles o ex-presidente do PSDB e hoje senador Eduardo Azeredo, que aguarda julgamento.

Também foram denunciados na capital federal o ex-vice governador de Minas e hoje senador, Clésio Andrade, e o ex-ministro do governo Lula Walfrido Mares Guia, que deve ser beneficiado por prescrição por causa da idade.

Rogério Correia refuta a expressão “mensalão”, cunhada por Roberto Jefferson, delator do esquema petista.

Para o deputado mineiro, os dois esquemas envolveram caixa dois para sustentação de campanhas eleitorais – e não para a compra de votos.

“Também eles [base aliada do PSDB] votavam com o governo, sempre votaram com o Azeredo, na Assembleia Legislativa, e com o Fernando Henrique, na Câmara Federal, como é o caso do Aécio Neves. Se é pra dizer que era compra de votos, todos seriam…”, ressalta.

Ele não nutre expectativa em relação à punição de políticos do PSDB.

Lembra que o ex-presidente da Câmara, deputado federal João Paulo Cunha (PT/SP) foi condenado pelo STF tendo como principal prova o fato de que a mulher do parlamentar fez um saque em dinheiro na boca do caixa; já políticos do PSDB que receberam dinheiro do mensalão tucano diretamente em suas contas, com comprovantes de depósito e tudo, ficaram livres do processo.


Lúcia Rodrigues, via Viomundo]


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A seguir, os nomes da Lista de Furnas







quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

TEIA DE RELAÇÕES - Adicione informação comentando


ORIGENS DO SISTEMA DE CONTROLE MUNDIAL



"Essa teia feita pelo homem, para agradar o Grande Arquiteto Perverso do Universo, não tem nada ver com o grande Criador do planeta terra, não tem nada ver com essa teia. O Criador em primeiro lugar,nos fez pessoas livres, sem divisas, sem hierarquia , todos iguais, mas com dons diferentes. O Criador quer a humanidade aberta transparente, sem dominados e sem dominadores. Esse grande arquiteto perverso do universo construído pelo homem, esta invertendo todos os valores do verdadeiro e único Criador de todas as coisas, pondo em conflito o mundo, gerando guerras ,fome doenças e a morte. O Criador construiu o homem para que fosse um colaborador da sua obra, mas contra partida o grande arquiteto perverso do universo, por todos os meios contraria a nossa missão de colaboradores do Criador. Os homens se encontram num estado de deterioração e sofrimento, num mar de sangue, suor e lágrimas, porque deixaram de ser colaboradores do Criador, para serem colaboradores do grande arquiteto perverso do universo. O homem hoje geme e treme nessa teia maldita, lhe causando um vazio, ele procura encher esse vazio com o TER o PODER e o PRAZER, ele persegue tudo isso mesmo que tenha matar seus próprios irmãos, e feito tudo isso, continua num vazio que lhe arrasta pelos vícios da morte, porque esqueceu que seu Criador o construiu para viver as virtudes do Autor da vida."

Valdomiro A.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Vereador do PT é assassinado após denunciar roubo de verba pública em gestões DEM/PSD

Ato público em defesa da vida, da justiça e da democracia protesta contra brutal assassinato de Marcelino Chiarello, do PT, responsável por denunciar casos de desvio de recursos públicos. Ele recebia ameaças e temia por sua família

Quem matou e quem mandou matar Marcelino Chiarello?

A região oeste de Santa Catarina é conhecida pelas lutas dos movimentos sociais, principalmente aqueles ligados as questões do campo. Esta região se inclui como um dos berços dos sem-terra, da organização das mulheres camponesas, do movimento dos pequenos agricultores e da agricultura familiar, dos indígenas e dos atingidos por barragens, dentre outros. Como se diz na academia é uma região com um capital social elevado.

Essa trajetória de lutas teve como principal articuladora a igreja católica, com base nas propostas da teologia da libertação desde a década de 1970 e como principal protagonista e animador o bispo Dom José Gomes, que chegou a ser ameaçado de morte, nos anos 80, pela sua coragem e determinação em defesa dos pobres.

Muitas lideranças de esquerda de Santa Catarina, e atuantes nacionalmente, se formaram nesse contexto, tanto no PT como nos movimentos sociais. A cidade de Chapecó é o principal centro da região, de onde se articulam essas lutas e lideranças.

O PT venceu as eleições para prefeito de Chapecó em 1996, com José Fritsch, que se reelegeu e depois foi candidato a governador do estado de Santa Catarina, em 2002, com a maior votação que o partido já atingiu para esse cargo. Depois ele foi ministro e agora é o presidente estadual do PT.
Claudio Vignatti foi vereador em Chapecó, se elegeu e reelegeu para deputado federal, foi presidente da Comissão de Finanças da Câmara em 2009 e no último pleito foi candidato ao senado, obtendo a maior votação que o PT já atingiu para o cargo no estado.

O atual presidente do PT de Chapecó, Pedro Uczai, é deputado federal, já foi vice-prefeito, prefeito, deputado estadual e presidente estadual do PT de Santa Catarina.

É nesse contexto que militava o jovem Marcelino Chiarello, atualmente com 42 anos de idade. Igual a tantas outras lideranças, Marcelino foi seminarista da diocese de Chapecó, portanto, bebeu do espírito de Dom José Gomes, depois passou a atuar como professor de filosofia na rede pública estadual e ocupou alguns cargos no governo petista do município, chegando a ser o coordenador do Orçamento Participativo do município no último período de governo.

Marcelino Chiarello foi candidato a vereador pela primeira vez em 2004, quando se elegeu como representante da base eleitoral de Claudio Vignatti, que havia sido eleito deputado federal e que naquele ano fora também candidato a prefeito da cidade.

O PT, que governara o município de Chapecó por oito anos, perdeu as eleições em 2004 para o candidato do PFL, que espalhou o ódio contra o PT na cidade.

Chiarello elegeu-se vereador pelo PT, que passou a ser oposição, juntamente com outro colega que mudou de partido em seguida, assim, ele manteve-se o único vereador do PT na cidade até 2008. 


Nas eleições de 2008, Marcelino Chiarello se reelegeu vereador, juntamente com Luciane Carminatti. Esta concorreu para deputada estadual em 2010, se elegeu e foi substituída pela vereadora Dra. Angela Vitória, que junto com Marcelino formava a dupla de oposição ao prefeito de Chapecó, agora no PSD.

Em sete anos de mandato, como vereador de oposição, Marcelino Chiarello foi reconhecidamente o líder político de oposição que mais fez enfrentamentos e denúncias de corrupção e desvios de finalidades das ações públicas do governo municipal de Chapecó, primeiramente contra o Prefeito João Rodrigues (PFL-DEM), depois seu vice e atual Prefeito José Claudio Caramori (PSD).

Recentemente, com base nas denúncias de Chiarello, o Ministério Público afastou, pela segunda vez, do cargo de secretário regional da Prefeitura de Chapecó, o vereador do PSD Dalmir Pelicioli, comprovando desvio de recursos de subvenções sociais do governo do estado para entidades comunitárias do município; determinou a abertura de licitação para o transporte coletivo urbano (impedindo uma renovação automática da concessão por mais 20 anos); e denunciou irregularidades na construção de uma barragem na foz do Rio Chapecó.

No último dia 28 de novembro, segunda-feira, por volta de meio dia, sua esposa, ao chegar do trabalho encontrou-o enforcado na sua própria casa. Duas horas depois um dos delegados de polícia declarou que se tratava de assassinato.


A colega vereadora e o presidente do PT declararam que o companheiro Marcelino havia comentado que estava com medo, que queria renunciar ao mandato e que temia pela segurança de sua família, mas não deu tempo de acionar o pedido de proteção policial, pois, no primeiro dia da semana, por volta de 10h da manhã, enquanto trabalhava em sua sala de aula, lecionando a disciplina de filosofia, recebeu algumas chamadas no seu celular, saiu da escola e foi para casa, pediu ao filho de 10 anos sair do quarto e correr para a casa da avó. Uma hora mais tarde sua esposa e sogra o encontraram morto, espancado e pendurado pelo lado interno da janela do quarto do filho. A causa morte foi traumatismo crânio-encefálico e asfixia mecânica, segundo o médio legista Antonio Moraes, que assinou o laudo.

Um crime bárbaro, frio e premeditado, muito estranho nos tempo de democracia que se gostaria de viver, mas infelizmente o professor, vereador e companheiro Marcelino Chiarello deu sua vida pela defesa da ética na política, combatendo a corrupção, denunciando falcatruas e desvios de conduta pública. Marcelino foi um exemplo de ética e coragem.

O PT, o sindicato dos professores, a igreja católica, os estudantes e a comunidade regional e do estado de Santa Catarina, continuam muito chocados com mais essa afronta a vida humana, essa barbaridade e esse que se trata de um dos mais covardes e dos piores crimes políticos da história deste estado.

Agora, o que nos resta é exigir justiça, rápida e exemplar, porque a vida de Marcelino Chiarello não poderá ter sido em vão, sua voz não será calada, mas multiplicada em milhões de outras vozes e gritos por justiça, pela ética na política, pela honestidade e em defesa da vida. Pede-se a todas as pessoas que defendem a vida e os direitos humanos que ajude a denunciar, gritar e pressionar por justiça, aqui, neste estado, neste Brasil e no mundo inteiro.

No último dia 5 de dezembro aconteceu um ato público com milhares de pessoas de toda a região e do estado de Santa Catarina, em defesa da vida, da democracia e da justiça.

Por José Roberto Paludo - via Pragmatismo Político

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

BOMBA! WIKILEAKS VAZOU DOCUMENTOS SOBRE O PSDB

Compartilhe este post, vamos bombar esta bomba, não deixem entregar nosso país!

A MÍDIA NÃO MOSTRA POR QUÊ? TEM PARTICIPAÇÃO NISSO?

Agora tudo se encaixa. A mídia atacando em conjunto o governo e a Petrobrás, e ignorando a crise de água em SP e o cartel do metrô, a criação desnecessária de uma CPI da Petrobrás, forçada pelo PSDB, a Petrobráx para privatizar, a P36, a não presença das maiores empresas americanas no leilão do pré-sal.




Confira os textos originais Wikileaks:

Telegrama enviado da embaixada americana para o Departamento de Estado dos Estados Unidos, vazado pelo Wikileaks, denuncia que Serra prometeu entregar o pré-sal às petroleiras do exterior.
“Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria afirmado Patrícia Padral, diretora da americana Chevron no Brasil, sobre a lei proposta pelo governo. Segundo ela, o tucano José Serra teria prometido mudar as regras se fosse eleito presidente.

“Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, teria dito o pré-candidato.

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VZCZCXRO2636
PP RUEHRG
DE RUEHRI # 0288/01 2391515
ZNY CCCCC ZZH
P 271515Z 09 de agosto
FM AMCONSUL RIO DE JANEIRO
TO RUEHC / SECSTATE WASHDC PRIORIDADE 5063
INFO RUEHBR / AMEMBASSY BRASILIA PRIORIDADE 1356
RUEHRG / AMCONSUL RECIFE PRIORIDADE 3519
RUEHSO / AMCONSUL SAO PAULO PRIORIDADE 5279
RHEBAAA / Departamento de ENERGY WASHDC PRIORIDADE
RUEAIIA / CIA WASHDC PRIORIDADE
RUCPDOC / Departamento do Comércio dos WASHDC PRIORIDADE
RHEHNSC / NSC WASHDC PRIORIDADE CONFIDENCIAL SEÇÃO 01 DO 03 RIO DE JANEIRO 000288 SIPDIS 


ESTADO PARA WHA / EPSC, MMCMANUS, BDUGGAN
NSC para Rachel Walsh, LUIS ROSSELLO
PARA DOE GWARD, RDAVIS, LEINSTEIN, RROSS
ESTADO PASS USTR KDUCKWORTH


DOC PARA ADRISCOLL, LFUSSELL, MCAMERON
E.O. 12958: DECL: 2019/08/26
TAGS: BR ECON ENRG Prel


ASSUNTO: JOGADORES Rio Oil'S REAGIR A especulação sobre PRÉ-SAL
REGULAMENTOS
REF: BRASILIA 1021 


Classificadas por: Cônsul Geral Dennis Hearne W.. Razões 1.4 (b, d).
RESUMO
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¶1. (C) Embora o Governo do Brasil (GOB) ainda não foi divulgar seu marco regulatório para a exploração de reservas do pré-sal (reftel), executivos da Petrobras, petróleo representantes da indústria, e os gestores com base no Rio de Janeiro de empresas petrolíferas norte-americanas têm manifestado preocupação com o principal disposições do pacote de reforma divulgado na imprensa. em reação à probabilidade do novo quadro encarregará Petrobras como a única operadora de todos os blocos não licenciados, Instituto Petrobras e do Brasil para os executivos de petróleo argumentou que a empresa não tem recursos suficientes para efetivamente desempenhar este papel, o que poderia levar a oportunidades de subcontratação a outras empresas petrolíferas. enquanto empresas petrolíferas elogiou o modelo de concessão sob o regime existente e opôs-se à provável mudança para produção contratos de partilha (PSC), alguns analistas argumentou disposições PSC poderia potencialmente levar termos fiscais vantajosas para investidores. A possibilidade de uma nova empresa estatal para possuir e administrar todas as reservas do pré-sal é um anátema para a indústria representantes no Rio de Janeiro, apesar de parecer ser uma justificativa legal sólida para essa entidade. local representantes da Chevron e Exxon Móvel estão se preparando para um longe ambiente operacional mais desafiador, mas ambos empresas vão manter uma presença ativa no Brasil, independentemente das mudanças, o novo pacote de reformas traz. Fim Resumo. 


Petrobras como operadora única
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¶2. (C) Em reação à percepção amplamente aceita de que o novo quadro irá obrigar a Petrobras como operadora única para bloqueia todo não licenciadas, Petrobras e Instituto Brasileiro de De Petróleo (IBP) executivos no Rio de Janeiro enfrentar o empresa não tem recursos suficientes para efetivamente desempenhar este papel. Fernando José Cunha, Diretor-Geral da Petrobras para a África, Ásia e Eurásia, disse Rio Econoff na segunda-feira 17 de agosto que tal disposição, juntamente com a forte probabilidade Petrobras também será garantido, pelo menos, uma quota de 30 por cento em cada bloco, poderia dissuadir potencial investidores e parceiros. Alvaro Teixeira, Director Geral para IBP, uma associação industrial que representa Petrobras e outras empresas petrolíferas que operam no Brasil, chamado de proposta de uma "má idéia", afirmando o GOB teria que primeiro recapitalizar Petrobras. De acordo com Gustavo Gattas, uma analista de energia proeminente com UBS Pactual, a falta de Petrobras recursos provavelmente vai levar a grande contratação para operações de exploração e produção do pré-sal. ele explicou que algumas empresas podem se beneficiar mais do que outros de Neste modelo, explicando muitos IOCs e serviços de petróleo da empresa considerar Petrobras para ser um dos "mais duros" empreiteiros o mundo. "Algumas pessoas são confortáveis trabalhando com Petrobras, outras não ", explicou. 


¶3. Representantes (C) Reação pelo Rio de Janeiro com base em de Empresas petrolíferas norte-americanas para a possibilidade de a Petrobras como a operador único é mista. Relações Externas da Exxon Móvel Director Carla Lacerda, disse a oficial Rio FCS em 10 de agosto modelo proposto constitui uma reversão ao antigo do Brasil sistema de monopólio. Como o único operador, explicou, Petrobras teria mais controle sobre a compra de equipamentos, pessoal e seleção de tecnologia, que, por sua vez, poderia afetar negativamente equipamentos EUA e de prestação de serviços para o Brasil. Director da Chevron para o Desenvolvimento Empresarial e de Governo Relações Patricia Pradal disse Econoff Rio em 21 de agosto, que ela tinha dúvidas sobre a legalidade de uma tal disposição. "A Governo brasileiro terá que lutar contra isso no tribunais ou alterar a composição acionária da Petrobras para dar ao governo uma parcela maior ", explicou ela. Em Apesar dessa possibilidade, Pradal não acreditava estatuto de parceiro não operacional seria necessariamente ruim para Chevron. Ela declarou: "Estamos tentando manter uma menor Perfil de hoje em dia ", acrescentando:" Nós área já em parceria com


RIO DE JANEIRO 00000288 002 DE 003 Petrobras em cinco projetos aqui ". 


MOVIMENTO DE CONCESSÃO AOS CONTRATOS partilha de produção


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¶4. (C) Embora a indústria opõe-se à provável mudança de concessão aos contratos de partilha de produção (CSP), sob o novo regime, disposto PSC poderia potencialmente levar fiscalmente condições vantajosas para os investidores. Teixeira do IBP e Pradal da Chevron elogiou o modelo de concessão sob o regime existente, chamando-o de "forte e estável." Pradal disse a mudança de um modelo desse tipo a um PSC foi um movimento político, explicando "Tudo o que o governo brasileiro está tentando começa a partir de um PSC, que poderiam ter feito por meio de concessões. " Gattas do Pactual USB ofereceu uma visão mais favorável sobre unidades de atendimento, no entanto, explicar o novo modelo poderá apagar o upfront pagamentos em dinheiro associados com os contratos de concessão em vigor. O campo de Tupi, por exemplo, exigiu um pagamento inicial de 15 milhões de reais (8 milhões de USD). Gattas também explicou que as novas disposições poderia permitir que as empresas para recuperar uma maior percentagem de investimento no prazo de os primeiros anos de produção. "Um pagamento rápido de volta sob uma PSC pode ser muito atraente para muitos CPI ", explicou.  Formação de novas empresas do Estado


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¶5. (C) A probabilidade de uma nova empresa estatal para possuir e administrar todas as reservas do pré-sal é um anátema para a indústria representantes no Rio de Janeiro. Cunha da Petrobras afirmou Petrobras nunca concordou com o conceito de um novo estado companhia. Com Petrobras já em capacidade, ele não sabia como tal empresa receberia sua financeiros e humanos capital. "Será que vamos roubar Peter para pagar Paul ?," perguntou ele retoricamente. Pradal da Chevron disse que a motivação do GOB para criação de uma tal empresa foi baseado em manobras políticas, afirmando: "O PMDB precisa de sua própria empresa." (Nota: O PMDB, parceiro de coalizão do governo, tem sido alegadamente negociar com o partido PT do presidente Lula para assentos no conselho de uma empresa como, em troca de política concessões de entrar em um ano eleitoral. O ministro da Energia Edison Lobão, que é um dos principais membros do PMDB, era uma chave proponente da nova entidade estatal. Nota final). conforme Gattas do Pactual USB, no entanto, faz sentido legal para o GOB para formar um corpo para servir como uma contraparte, em contrato disputas judiciais e PCS re-negociações. ", disse Teixeira do IBP uma empresa como será composto de menos de 100 pessoas, e receberia o apoio técnico do Ministério de Minas e Energia. 


UNITIZAÇÃO E CONTEÚDO LOCAL
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¶6. (C) Não há reação mista sobre se unitização e requisitos de conteúdo local serão incluídos na nova framework. Enquanto alguns jogadores da indústria têm especulado o regulamentos abordará unitização, um termo da arte no indústria do petróleo para o processo de distribuição sem licença blocos que os reservatórios share com blocos licenciados já em regime de concessão, Nelson Narciso Filho, Diretor do Agência Nacional de Petróleo Regulatory (ANP) declarou o novo regime não vai resolver o problema de unitização (Nota: ANP é responsável pela administração de unitização. Fim da nota). "Nós não devemos tocar unitização até que o novo regulamentos estão no lugar ", disse ele. Enquanto o Ministério da Minas e Energia subsecretário de Petróleo, Gás Natural e Renewables disse Brasilia Econoff que os novos regulamentos irá fornecer um apartamento exigência de conteúdo local para todos blocos (reftel), ao contrário de factoring conteúdo local em critérios de licitação no âmbito do sistema de concessão, Pactual USB do Gattas duvidava que este seria o caso. (Nota: Em 20 de julho CEO Forum, um participante da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Reunião de Dilma com os CEOs brasileiros disseram Brasília Econoff que um aumento nos requisitos de conteúdo local seria fazer parte da nova regulamentação do pré-sal. Fim da nota). Gattas explicou requisitos de conteúdo local já são demasiado elevados para as empresas de equipamentos brasileiros. "Todo mundo está totalmente contratado agora ", ele declarou:" E isto poderia ir ao mar. "Ele argumentou tais requisitos não seria 


RIO DE JANEIRO 00000288 003 DE 003 


abordada na lei, mas sim tratado através indivíduo contratos, talvez com base na precedência do primeiro PSC a cair sob a nova estrutura.
Companhias petrolíferas americanas: 'vamos ficar'
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¶7. (C) Embora representantes baseados no Rio de Janeiro de Chevron e Exxon Móvel estão se preparando para um muito mais ambiente operacional desafiador, ambas as empresas vão manter uma presença ativa no Brasil, independentemente da altera o novo pacote de reformas traz. De acordo com a Exxon Lacerda Mobile, o mercado brasileiro continua a ser atraente, especialmente considerando a diminuir o acesso às reservas, mundo de largura. Padral da Chevron admitiu sua empresa será "lutando" nos próximos anos, mas disse existente investimentos e metas de longo prazo de sua empresa aqui permitirão manter Chevron noivos. "As regras sempre pode melhorar mais tarde," ela disse. Ambos Lacerda e Padral declarou suas empresas foram acostumados a PSCs mundial e entraria em-los aqui, dado termos competitivos e transparentes.
COMENTÁRIO
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¶8. (C) os atores de petróleo e insiders no Rio de Janeiro uniformemente visualizar a reforma do pré-sal como pré-eleitoral politicagem pela administração Lula. Dado o facto o GOB não divulgou ainda publicamente detalhes do novo quadro regulamentar, no entanto, a indústria está moderando sua reação aos termos reais do quadro até após a sua anúncio, em Brasília, no dia 31 de agosto Em última análise, o ritmo da produção do GOB define posteriormente para o pré-sal reservas poderiam influenciar a capacidade do COI para desenvolver estes campos mais do que os termos reais que governam como eles o fazem. 


¶ 9. (C) Mesmo depois do anúncio da visão do governo de um novo marco regulatório será feita na próxima semana, ele vai ainda ser uma proposta do governo, que precisa da aprovação do Congresso. Dada a natureza altamente politizada de Congresso debate como o Brasil antecipa a vinda ano eleitoral, um projeto de lei tão importante como este não vai enfrentar um caminho fácil para a aprovação. O produto final será provavelmente substancialmente diferente do que os que foram dados vazada. Por exemplo, relatórios de imprensa variou levando até o anúncio, do ministro Lobão, indicando que o distribuição de royalties para estados e municípios ser omitido da proposta 31 de agosto para que a questão não não realizar-se a passagem do restante da legislação, a outra relata que o GOB, sob pressão dos produtores de petróleo estados, de fato incluem royalties no novo quadro, numa formulação mais perto do actual sistema. tal decisão que quase certamente criar decepção e controvérsia entre os estados não produtores de petróleo. fontes no Ministério de Minas e Energia confirmar que ainda é claro como essa questão será tratada vis-a-vis a agosto 31 anúncio. Enquanto este elemento do novo regime não é aquele que tem preocupado a indústria, até agora, é claramente um das maiores dores de cabeça para o governo e é provável que produzir as batalhas mais difíceis para o governo. o facto que esta questão já solicitado o atraso do previamente planejada 19 ago anúncio, e do governo consultas com líderes estaduais e locais afetados no intercalar não parecem os trouxe mais perto de uma resolução, é provavelmente apenas um prenúncio das dificuldades que estão por vir para esta parte do novo regime regulatório. Publicar vai continuar a acompanhar de perto e informar sobre desenvolvimentos. End Comment. 

¶10. (U) Este cabo foi coordenada com Embassy Brasília.


HEARNE

TRE-MG desaprova prestação de contas do tucano Anastasia por omitir R$ 1 milhão


A campanha do senador eleito Antonio Anastasia (PSDB) teve a prestação de contas desaprovada pelo corpo técnico do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). De acordo com o parecer conclusivo, foi verificada omissão de receitas e despesas, o que comprometeu a regularidade e a transparência das contas.

Quatro irregularidades foram detectadas. Outras seis falhas não foram sanadas. Entre as irregularidades, verificou-se a omissão de receitas e movimentação de recursos fora da conta bancária de cerca de R$ 1 milhão.

Desse montante, segundo alegou a campanha tucana, a quantia de R$ 900 mil veio de doação do Comitê Nacional para Presidente da República do PSDB. O recurso caiu de fato na conta da campanha do ex-governador. Mas o comitê informou um repasse de R$ 1,9 milhão.

Devido à discrepância, foi solicitado ao PSDB nacional informação sobre o valor da doação, mas os técnicos da Corte Eleitoral não obtiveram resposta.

“Em razão do exposto, permanece a inconsistência, o que configura indício de omissão de receitas no valor de R$ 997.868,50 e consequente movimentação de recursos fora da conta bancária, sem contrapartida em despesas”, diz o relatório conclusivo dos técnicos. A contabilidade de Anastasia foi enquadrada ainda por omissão de despesa no valor de R$ 64 mil, referente à contratação da Qualitsigns Visual Ltda. Para os técnicos, há indício de utilização de recursos fora da conta bancária da campanha.

Segundo o prestador de contas, o boleto da nota foi devolvido e, por isso, a despesa não foi lançada. O fornecedor confirmou o cancelamento da despesa. Já os especialistas do tribunal realçaram que o candidato não informou o cancelamento da despesa. O fez somente após ser notificado da omissão.

“Portanto, não restou provada razão para a não contabilização da despesa, caracterizando-se esta, portanto, como omissa”, diz o parecer técnico.

Em outra irregularidade verificada, não foi apresentada documentação relativa à doação de uso de aeronave. Além de descrever o objeto e as condições de doação, o documento permitiria mostrar despesas com combustível e tripulação. Dessa forma, a descrição da aeronave apresentada não bate com as doações feitas pela Venac Veículos Nacionais no valor de R$ 141 mil.

Conforme o relatório, há indício de burla à obrigatoriedade de trânsito de recursos financeiros pela conta bancária já que não foi provada a propriedade do bem. Do jornal Hoje em Dia de Minas

Abaixo-Assinado ao STF para Anular Sentença contra o Delegado Protógenes ::

Destinatário: Destinatário: Excelentíssimo Senhor Presidente e Senhores Ministros do STF – Supremo Tribunal Federal

>> Assine Agora <<

Excelentíssimo Senhor Presidente do STF – Supremo Tribunal Federal

Senhores Ministros do STF – Supremo Tribunal Federal

Conforme decisão desta instância máxima do Poder Judiciário pátrio proferida nesta data, foi condenado o deputado federal Delegado Protógenes Queiroz(PCdoB-SP) pelo crime de violação de sigilo funcional durante a Operação Satiagraha, pena esta de dois anos e seis meses, convertidas em prestação de serviços comunitários, além da proibição de se ausentar de seu domicilio durante os fins de semana, perderá o cargo de delegado, função que está licenciado desde 2011, quando assumiu como deputado federal, cassação do mandato de deputado federal e perda dos direitos políticos.

Os motivos do processo que levaram à condenação do delegado são públicos, notórios e amplamente veiculados nos meios de comunicação do país, e criaram uma comoção e indignação geral em parcela considerável da opinião pública em virtude do delegado estar aplicando a lei de forma a atingir a sua finalidade primordial, a de resguardar e defender a economia nacional e a ordem constitucional dos crimes de lavagem de dinheiro, dilapidação do patrimônio público e corrupção de agentes públicos.

Aproveitamos a ocasião para protestarmos contra o fato dos agentes corruptores não terem tido um tratamento tão severo por esta Corte; pelo contrário, foram favorecidos por decisões no mínimo contestáveis, tendo um deles, inclusive, afirmado que “temos facilidade nas instâncias superiores”.

Em nome do senso de justiça, e em respeito aos princípios da legalidade, ampla defesa, veracidade, proporcionalidade e pelo respeito ao patrimônio e recursos públicos, que deve mover e dirigir os atos e decisões emanadas da Corte máxima do judiciário no país, assinamos este abaixo-assinado clamando pela reconsideração desta decisão, anulando-a, com o objetivo de manter acesa a esperança de milhões de cidadãos e reafirmar que ainda há dignidade e busca incessante pela verdade e justiça no judiciário do Brasil.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

PF indicia 33 do PSDB por fraudes bilionárias em contratos com o Metrô e CPTM de SP


publicado em 4 de dezembro de 2014 às 11:27

As denúncias envolvem os governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB

Polícia Federal indicia 33 por cartel de trens em São Paulo

Entre os suspeitos estão ex-diretores de estatais que fecharam contratos durante governos tucanos no Estado; eles negam irregularidades

A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre o cartel metroferroviário que operou em São Paulo entre 1998 e 2008. Foram indiciados 33 investigados por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de cartel e crime licitatório. Cerca de R$ 60 milhões dos alvos estão bloqueados. O inquérito chegou à Justiça Federal na segunda-feira.

Entre os indiciados estão servidores públicos, doleiros, empresários e executivos de multinacionais do setor que teriam participado do conluio para obter contratos com o Metrô de São Paulo e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). “A vítima é a sociedade”, avalia a Polícia Federal.

As duas estatais “foram usadas, foram vítimas” do ajuste das empresas. O relatório final mostra que ex-dirigentes foram enquadrados, como João Roberto Zaniboni, que integrou os quadros da CPTM entre 1999 e 2003. Também foi indiciado o consultor Arthur Teixeira, apontado como lobista e pagador de propinas.

O ex-governador e senador eleito José Serra (PSDB), intimado para depor como “investigado”, não foi indiciado. A PF não identificou ligação do tucano com o cartel, nem com crimes transnacionais (lavagem de dinheiro e evasão).

Serra foi citado por um ex-executivo da Siemens, Nelson Marchetti, segundo o qual o então governador paulista, em 2008, o teria advertido para que a multinacional alemã não entrasse com ação na Justiça contestando a contratação da espanhola CAF na licitação para compra de 384 carros da CPTM. Serra desmentiu o executivo.

Em acordo de leniência firmado em 2013 com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Siemens revelou que o cartel agiu durante pelo menos uma década – governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

Delator. Em outubro de 2013, a PF tomou depoimentos de dois ex-diretores da Siemens, em delação premiada. Everton Rheinheimer, um dos delatores, citou deputados como supostos beneficiários de propinas do cartel.

Os autos foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal, que detém competência para processar parlamentares. Em fevereiro de 2014, o STF devolveu à PF em São Paulo a parte da investigação que não atinge autoridades com foro privilegiado. A PF deu início a uma longa bateria de depoimentos e laudos financeiros que confirmam o fluxo de recursos ilícitos em contas dos suspeitos.

Alguns investigados já haviam sido indiciados antes da remessa do inquérito ao STF. A outra parte foi enquadrada após o retorno dos autos.

Os alvos foram indiciados a partir de envolvimento com ilícitos de competência federal – os crimes transnacionais, evasão e lavagem, e os crimes conexos, cartel e violação ao artigo 92 da Lei de Licitações por mudanças de contratos.

A delação de Rheinheimer foi ratificada pelas provas reunidas no inquérito. A PF empenhou-se em cumprir sua missão para não deixar sem resposta a sociedade sobre o cartel.

Os quase R$ 60 milhões dos investigados já tinham sido embargados pela Justiça em outubro de 2013, a pedido da PF. Os ativos continuam bloqueados.

O advogado Eduardo Carnelós, que defende Arthur Teixeira, rechaça a suspeita. “O sr. Arthur nunca foi lobista.”

Zaniboni mantinha conta secreta na Suíça com saldo de US$ 826 mil. O dinheiro, segundo seu advogado, Luiz Fernando Pacheco, já foi repatriado pelo próprio Zaniboni, com recolhimento de impostos.

PS do Viomundo: Notem que a grande preocupação do Estadão neste caso é exonerar José Serra, logo no quarto parágrafo. Quando o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, exonerou Dilma e Lula, saiu na Folha no penúltimo parágrafo!


Fausto Macedo
 

Because I'm HAPPY - Brasil-Crimea

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Vídeo do povo da Crimea em comemoração de sua recente independência conquistada perante a Ucrânia Neo-Fascista.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

PSDB e DEM levaram sicários para empastelar Congresso

O contrato sócio-político vigente no país acaba de sofrer mais um golpe que pode lhe vir a ser fatal.

Agora, além de psicopatas ligados ao PSDB e ao DEM agredirem nas ruas quem meramente ouse vestir uma peça de roupa vermelha, estão sendo usados pelos partidos para coagir parlamentares e impedir votações no Congresso.

Abaixo, vídeo curto do tipo de fascismo que se espalha pelo país e que, na última terça-feira (2), passou a novo patamar, como será mostrado mais adiante.

Os meios de comunicação que vêm estimulando comportamentos assustadores como o desse bando de fascistas que você viu no vídeo acima, chamaram de “manobra fiscal” o projetos o de mudança da meta fiscal do governo de 2014. Sob essa caracterização de “ilegalidade” do que não passa de uma prerrogativa do Congresso, este se viu literalmente empastelado pela extrema-direita no momento da votação.

Parlamentares do PSDB e do DEM formaram um escudo humano para facilitar a ação dos manifestantes que esses partidos levaram de ônibus a Brasília para constrangerem, das galerias do Congresso, os parlamentares da base aliada, tumultuando a sessão no Plenário da Câmara, na noite de terça-feira (2).

Aos berros de “Vai pra Cuba” e “Fora PT”, os manifestantes tentavam impedir a sessão legislativa.

O que é mais grave nisso tudo é que esses manifestantes foram contratados pelos partidos de oposição. PSDB e DEM alugaram ônibus para levar de São Paulo e Pernambuco um grupo de 200 manifestantes pagos que, em plena terça-feira, deixaram suas vidas, seus empregos em seus Estados de origem para promover o empastelamento do Legislativo federal.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, denunciou esse atentado à democracia praticado pelo PSDB e pelo DEM, em sua marcha golpista, iniciada após serem derrotados nas urnas. Dos 200 sicários contratados pelos partidos de oposição, 50 conseguiram entrar. Dali em diante, passaram a insultar parlamentares, atirar objetos no Plenário etc.

Os parlamentares da oposição queriam que o senador Renan Calheiros mantivesse nas galerias mercenários contratados por PSDB e DEM enquanto xingavam parlamentares e tumultuavam a sessão, com vaias a governistas e aplausos a opositores.

Uma mulher, identificada como Ruth Gomes de Sá, ligada ao PSDB, estava incontrolável. Tentava chutar os agentes da Polícia Legislativa que tentavam controlar cerca de duas dezenas de manifestantes. Teve que ser contida. A mídia, porém, acusa só o momento em que foi imobilizada por um agente, sem explicar a causa.

Ao tentar facilitar a ação dos mercenários contratados, os parlamentares de oposição e da situação partiram para a troca de socos e empurrões.

O que ocorreu no Congresso, em uma tentativa de partidos políticos de impedirem o funcionamento do Poder Legislativo, constitui uma mudança de patamar na crise política que vem sendo inoculada no país após a derrota de Aécio Neves no processo eleitoral de 2014, que ele e seus partidários se recusam a aceitar.

Levar 200 pessoas para promover baderna no Congresso é muito simples. Qualquer partido consegue. Até um garoto com um computador pode instigar duas centenas de pessoas a fazerem o mesmo. As pessoas que foram pagas pelo PSDB e pelo DEM para promoverem a confusão em tela não têm qualquer representatividade.

Apesar de haver quem se recuse a enxergar os fatos, o que está em curso no país é prenúncio de uma tentativa de golpe, de anulação do contrato sócio-político, de recusa dos derrotados em uma eleição a aceitarem as regras do jogo.

Denunciar esse processo é vital para interrompê-lo. É preciso constranger o golpismo com denúncias reiteradas. Quando partidos políticos contratam pessoas para agredir verbal e fisicamente quem não concorda com eles, o que se tem é a instalação de uma ditadura virtual no país. Quem não enxergar isso agora, enxergará depois.

by eduguim

Documento revela que Aécio coordenaria financiamento ilegal do PDSB

É estarrecedor o documento, reproduzido em reportagem de Allison Matos, no Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, onde são listadas doações irregulares – caixa 2 – para a campanha de candidatos do PSDB e de seus aliados, em Minas e em outros estados, num esquema onde a coleta entre empresas e entidades e a destinação do dinheiro para as campanhas são reportadas diretamente a Aécio Neves.

São listas e listas, em papel timbrado do Governo Mineiro e com a assinatura do Secretário de Governo, Danilo de Castro, com firma reconhecida em cartório, onde se arrolam cerca de R$ 166 milhões em doações de empreiteiras, bancos, empresas estatais mineiras, fornecedores do Governo do Estado e entidades que dependem de seus repasses, como hospitais, além de sindicatos e até o Conselho Regional de Medicina de Minas.


Chequei algumas empresas – as públicas, sindicatos e associações, legalmente, não poderiam doar, claro – e elas não aparecem como doadoras nos registros do TSE.

Os que teriam recebido o dinheiro ilegal também são dezenas, a grande maioria tucanos, mas também o ex-governador Eduardo Campos, de Pernambuco e seu candidato Geraldo Júlio, que disputava contra o PT a eleição de Prefeito do Recife.


O documento foi recebido de fiscais mineiros pelo Procurador Federal Eleitoral de Minas Gerais, Eduardo Morato Fonseca, que o teria enviado às mãos do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que – no mínimo por uma questão de equidade com as denúncias sobre a Petrobras – tem o dever moral de confirmar (ou não, obvio) a sua existência.


O documento é, verificada como parece estar sua autenticidade, a maior prova de caso de corrupção eleitoral já surgida na história brasileira, tanto pelo valor quanto pela extensão da rede de doadores e beneficiários de dinheiro ilegal.


Veja o post do Conversa Afiada e a reprodução dos documentos.


Foi assim que Aécio levantou R$ 166 milhões para 2012-2014?


Allisson Matos e Paulo Henrique Amorim


O Procurador Federal de Minas Gerais, Eduardo Morato Fonseca, recebeu do Sindicato dos Auditores Fiscais de Minas Gerais (SINDIFISCO-MG), um documento que mostra uma lista de políticos, partidos e empresas numa operação para, supostamente, financiar as campanhas eleitorais de 2012 para prefeitos e vereadores.


O Conversa Afiada tem a informação de que o promotor Morato Fonseca encaminhou a documentação à Procuradoria Geral da República, já que entre os suspeitos estão políticos com direito a foro privilegiado.


No documento, onde se lê “consórcio” é possível entender que dele façam parte operações à margem da legislação eleitoral.


O arquivo teria sido enviado ao candidato a Presidente Aécio Neves (PSDB), em 4 de setembro de 2012, por Danilo de Castro, à época Secretário de Estado de Governo de Minas e possível operador do esquema. Nessas eleições, Castro coordenou a campanha de Pimenta da Veiga (PSDB) ao Governo de Minas.


A movimentação financeira teria beneficiado partidos e políticos – principalmente prefeitos e vereadores – nas eleições de 2012. Entre eles, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que faleceu este ano em acidente de avião. Teriam sido destinados R$ 2 milhões e 500 mil a Campos, conforme teria determinado Aécio Neves, como mostra o documento, o que mostra uma suposta ligação entre ambos há, pelos menos, dois anos.


Ao todo, 19 siglas teriam o caixa abastecido com o esquema, como PSDB, PSB, DEM, PPS, PSD, PV, PP, PRB. Entre os políticos citados, estão José Serra (PSDB), então candidato a prefeito em São Paulo, que teria recebido R$ 3 milhões e 600 mil, o prefeito de Belo Horizonte (MG), Marcio Lacerda (PSB), R$ 7 milhões, Arthur Virgilio (PSDB), prefeito de Manaus (AM), R$ 600 mil, Geraldo Julio (PSB), prefeito de Recife (PE) R$ 550 mil e o senador José Agripino Maia (DEM), R$ 2 milhões e 300 mil “por intermédio” do deputado Gustavo Correia (DEM-MG), de acordo com o documento.


Os recursos podem ter saído de mais de 150 empresas dos mais diversos setores, como alimentação, construção civil, bancos, associações e sindicatos. Algumas foram citadas recentemente pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em seu depoimento à Justiça Federal: Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e Camargo Correa.


Chamam a atenção supostas doações de grupos como Conselho Federal de Medicina, que se envolveu na polêmica do programa Mais Médicos, que teria cedido R$ 40 mil, Federação Mineira dos Hospitais R$ 45 mil, Federação das Santas Casas de MG com R$ 100 mil, Associação Espírita o Consolador com R$ 160 mil, Associação dos cuidadores de idosos de MG, com R$ 200 mil, UGT (União Geral dos Trabalhadores) R$ 50 mil e Sindicato dos ferroviários R$ 55 mil. Além de bancos como o BMG, BGT Pactual, Santander, Itaú e Mercantil do Brasil.


Outras que aparecem são empresas ligadas a governos, como a CEMIG, companhia de energia de Minas, que teria doado R$ 6 milhões, a CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais) R$ 3 milhões e a Fundep (Fundação de desenvolvimento da Pesquisa) instituição que realiza a gestão de projetos de ensino, pesquisa e extensão da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).


Alguns dos doadores já são denunciados por participar de esquemas polêmicos. Um deles é o dono da Stillus Alimentação Ldta, Alvimar Perrela, ex-presidente do Cruzeiro e irmão do deputado Zezé Perrela. Segundo matéria de O Globo, “ele é acusado de liderar um esquema de fraudes que o fez vencedor em 32 licitações com o governo de Minas para o fornecimento de quentinhas para presídios do estado. 


No período de janeiro de 2009 a agosto de 2011, o grupo de empresas ligadas a Stillus Alimentação recebeu cerca R$ 80 milhões em contratos firmados com a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas”.

A Construtora Cowan, uma das responsáveis pela construção do viaduto que caiu em Belo Horizonte, de acordo com os documentos, teria cedido ao esquema R$ 650 mil.

Consta ainda a quantia de R$ 36 milhões e 800 mil que teria vindo de “outras fontes”, não esclarecidas.


O dinheiro arrecado teria irrigado, principalmente, as campanhas de PSDB, DEM e PSB.

Abaixo, o documento na íntegra: